09 janeiro 2010

Eu gosto é de mulher

Não podia deixar de escrever sobre o dia de ontem.
Parece que agora as pessoas podem casar com quem quiserem. Parece que é possível, finalmente, quem ama alguém, passar o resto da vida com essa pessoa, usufruindo dos mesmos direitos (ou quase) de qualquer outra dupla.
Tempos houve em que eu teria sido contra a lei aprovada ontem. Eram tempos no qual reinava o produto de uma educação católica, de direita e heterossexual tradicional. Esta educação forçava-me a avaliar como certo apenas o que era comum ou vulgar: uma normalidade condicionada.
Hoje mantenho-me heterossexual e levemente pendente para a direita, mas as experiências de vida levaram-me a encarar todos os cenários como possíveis.
Actualmente, não tenho pruridos em falar sobre o casamento homossexual. Não me custa aceitar que uma pessoa queira viver até o fim dos seus dias na companhia de quem ama, independente da cor, religião, posição política, profissão, cor clubística ou orientação sexual.
O que me custa, hoje em dia, é ver parceiros condenados a viver em relações falidas apenas porque "deus" impôs, ver mulheres batidas e violadas por mentecaptos, homens agarrados a mulheres irascíveis e fibromiálgicas, raparigas agarradas a príncipes que nunca deixarão de ser sapos. O que me custa é ver relações coladas com tudo, menos amor. Isso não quer dizer que estes problemas não ocorram com os homossexuais, onde também existem agressores e afins...
O que me custaria, ainda mais, era ter que ir às urnas votar esta lei. Custa-me ter que aguentar com a retórica do clero e beatas mal fodi"#! que vem para a televisão cuspir o seu ódio e intolerância. Se fosse para decidir se queria a porra do TGV, auto-estradas, 3ª travessia sobre o Tejo, ajudas a bancos, etc e coisa e tal, ía a correr para as urnas votar um valente NÃO!!!

A mim não mete medo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que mete medo são comentários como os proferidos (no jornal da SIC, se não me engano) por um rapazinho, dos seus 20 anos, que professa o fim da raça humana com a aprovação dessa lei. A esse rapaz digo apenas que a lei não o obriga a casar com outro rapaz e que ele pode tentar passar os seu genes para a próxima geração... embora isso seja deveras deprimente.


Agora um vídeo para provar que sou hetero
Mr. Green



E a versão da Ana Carolina:




Eu Gosto De Mulher
Ultraje a Rigor
Composição: Roger Moreira

Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Que tudo que eu me meto é só pra impressionar

Mulher de corpo inteiro
Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente

Mulher de qualquer jeito
Você sabe que eu adoro um peito
Peito pra dar de mamar
E peito só pra enfeitar

Mulher faz bem pra vista
Tanto faz se ela é machista ou se é feminista
'Cê pode achar que é um pouco de exagero
Mas eu sei lá, nem quero saber,
eu gosto de mulher, eu gosto de mulher
eu gosto de mulher

Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!

Nem quero que você me leve a mal
Eu sei que hoje em dia isso nem é normal

Eu sou assim meio atrasadão
Conservador, reacionário e caretão

Pra quê ser diferente
Se eu fico sem mulher eu fico até doente
Mulher que lava roupa, mulher que guia carro
Mulher que tira a roupa, mulher pra tirar sarro

Mulher eu já provei
Eu sei que é bom demais, agora o resto eu não sei
Sei que eu não vou mudar
Sei que eu não vou nem tentar

Desculpe esse meu defeito
Eu juro que não é bem preconceito
Eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay
Olha eu sei lá, eu sei que eu não sei,
Eu gosto é de mulher Eu gosto é de mulher

[Refrão]

Eu adoro mulher!
Eu não durmo sem mulher!

06 janeiro 2010

Desafi(n)o

Desafiou-me a Stôra Denise. Pedia ela que eu fizesse um auto-retrato. Há já algum tempo, "postei" um texto meu dos tempos da borbulha na cara, mas vamos lá ver o que me sai agora.

Eu sou um fulano não muito aprazível ao primeiro contacto. Sou assim, porquê já tive algumas decepções na vida e agora investigo antes de investir. No entanto, se considerar que vale a pena, torno-me num bom amigo.

Sou sonhador. Perco-me muitas vezes em cenários estranhos. Vivo situações inventadas (quase) como se fossem verdadeiras. É algo que me acompanha desde a infância e que pretendo manter; assim estou sempre entretido com alguma coisa.

Adoro música. Eu nem conheço os barulhos do meu carro, tal é o volume da música no interior do bólide. Entro em transe muitas vezes ao som de determinadas composições e, estas, são uma grande fonte de inspiração dos meus devaneios.

Gosto de futebol. Gosto de ver, discutir e, principalmente, jogar. A quantidade de endorfinas que segrego num só remate dava para por metade dos toxicodependentes de Coimbra numa trip do caraças!

Adoro a minha família. Faria tudo pelas minhas duas mulheres. Por vezes fico assustado...

Gosto muito mais de escrever do que de ler.

Gosto de uma noite com os amigos. Uma noite daquelas que inclua um bom jantar, piadas e histórias estúpidas/estranhas, uma cartada e um abraço de despedida depois de combinarmos a próxima noitada.

Gosto do Brasil, mas amo Portugal.

Sou viciado em café.

Não gosto de me auto-retratar. É dificílimo e, quase sempre, peca-se por defeito ou excesso. Prefiro os outros a fazê-lo...

E eu me amo... muito às vezes.



Eu Me Amo
Ultraje a Rigor

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei pra aprender
Daqui pra frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei

Refrão
Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo

Refrão

Foi tão difícil pra eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar



03 janeiro 2010

A terra dos feios


Em resposta ao desafio "Beleza" da Fábrica de Letras.


A terra dos feios

Na terra dos feios, tudo era feio.
As ruas da terra dos feios eram feias, os carros eram feios, as casas eram horríveis, a comida tenebrosa, o ambiente aterrador.
As pessoas da terra dos feios eram… feias, claro está. As pessoas casavam-se e tinham filhos feios, vestiam-se com roupas feias e viviam a sua existência isenta de beleza.
Mas as pessoas da terra dos feios aceitavam a sua feiura. Aliás, para eles, a noção do que era feio ou bonito não existia, e assim eram felizes.

A terra dos feios estava afastada da civilização. Para chegar à terra dos feios, era necessária uma viagem penosa por estradas perigosas, esburacadas e… feias.
Não existia electricidade e outro meio de comunicação senão um telefone e o correio. As pessoas, praticamente, não tinham contacto com outros que não fossem dali e permaneciam como uma ilha em pleno continente: isolados.
As pessoas tinham poucas posses. O pouco que se amealhava vinha da venda dos produtos da agricultura a comerciantes da cidade mais próxima. Sem posses e com tudo o que precisavam logo ali, nunca saiam da terra dos feios. Não havia imigração e os poucos, que saíram da terra, nunca mais regressaram.

Bela nasceu e cresceu na cidade dos feios. Era feia como as irmãs, pais e avós. Tradição de família. Porém, não era mais feia que a filha do vizinho. Eram ambas feias.
Bela estudou na mais feia (e única) escola da terra. Compartilhava a carteira com uma colega igualmente feia e sonhava namorar com o rapaz mais porreiro da turma. Esse, no entanto, estava apaixonado por uma bola, coisa de rapazes que crescem mais tarde.

Foi mais ou menos nesta altura que o progresso chegou à terra. Começavam a ser “plantados” os primeiros postes que trariam a electricidade à população. Com a chegada da “luz”, chegaram também outras modernidades. Primeiro foi uma, depois duas, mais tarde todas as casas estavam equipadas com uma televisão. Os populares começaram a ver as notícias e a ficção dos outros. E começou a ser introduzido um novo conceito: a beleza.
As pessoas começaram a estranhar as feições, a vestimenta e os trejeitos dos que apareciam na televisão. Começaram a se olhar de forma diferente. Deixaram de se ver como iguais. Iniciaram as comparações mútuas. Afinal existiam diferenças entre os nativos. Afinal a filha da vizinha era mesmo mais feia. Afinal o rapaz até podia ser o mais simpático da turma, mas não era definitivamente o mais bonito e perdeu o encanto.

Bela foi apanhada no meio da mudança. Começou a dar ao espelho uma importância que antes não lhe reconhecia. Desejou comprar os vestidos das meninas da novela e usou maquilhagem pela primeira vez.
Bela começou a ser cortejada pelos rapazes da terra, e compreendeu o significado do seu nome. Afinal era a bela, a mais bela da cidade. Sentiu algo que nunca sentira antes, um orgulho estranho. Começou a andar em bicos de pés e de nariz empinado. Sua companheira de carteira deixou de ser igual a ela e passou a ser a feia. Mudou-se de carteira e tentou encontrar uma colega mais digna da sua companhia. Perdeu amigos e arranjou modelos.
A sua beleza mudou-se do seu interior e alojou-se exclusivamente no seu invólucro. Tornou-se oca e supérflua.
E não foi a única a mudar.

A terra dos feios entrou numa metamorfose nunca antes vista. As casas passaram a primar pela cor e arrumação. As estradas estavam cuidadas e a escola decorada. Inauguraram-se novos prontos-a-vestir, cabeleireiros e perfumarias. A revolução da beleza chegara finalmente.
No entanto, as pessoas deixaram de se cumprimentar. Ninguém acenava a cabeça ou sorria. Passavam uns pelos outros e miravam-se dos pés à cabeça. Via-se e reconhecia-se algo que nunca existira antes: a inveja.

A terra dos feios terminou a metamorfose, passou de lagarta feia para borboleta rara. E, apesar de tantas mudanças e de tanta beleza, a terra dos feios manteve-se feia… cada vez mais.


Luís Fernandes Lisboa
®



Tim Maia: Imunização Racional (Que Beleza)

02 janeiro 2010

01 janeiro 2010

Começa bem...

"Nova Zelândia foi o 1º pais a entrar em 2010!" Telejornal RTP

Que coincidência, no ano passado foi igual!
E pró ano, qual será o 1º?




Isso é reciclagem jornalística, meus amigos!

31 dezembro 2009

O último do ano

Este é o último post deste ano.
Serve para desejar a todos aqueles que passam os olhos naquilo que aqui escrevo um ano de 2010 repleto de coisinhas boas.
Espero, sinceramente, que o próximo ano seja melhor que 2009. Não me posso queixar, já que foi este ano que "recebi" a maior prenda de sempre, mas compreendo que, para a maioria das pessoas, 2009 não foi um bom ano.
Resta a esperança de que nos próximos 365 dias algo mude para melhor.

Um grande abraço e grandes festas na companhia dos que mais gostam.

Vemos-nos em 2010!


Fica esta imagem de uma cidade que adoraria visitar em 2010...



30 dezembro 2009

Preguiça

Mais um futuro não-êxito da minha antiga não-banda de garagem:

Preguiça

A preguiça ataca
A cada momento do meu dia
E arranjo alguém que faça
Aquilo que, tão bem, podia

A preguiça deita-me no sofá
Dá-me o comando e a televisão
Melhor vida que esta não há
E melhores dias (ainda) virão

A preguiça é minha companheira
Empurra-me para a cama
Abstrai-me do trabalho
É uma amiga verdadeira

Espreguiço-me e volto-me a deitar
Pois ainda não é meio-dia
E hoje não fui trabalhar
Nem ontem, porque também não queria

Procurem trabalho
Feliz de quem o acha
Não faço um cara...
Arranjei uma baixa

29 dezembro 2009

TV Cabo Vs Catsone

2ª vez este mês:
11:23 am
Trim-Trim Trim-Trim
Eu: "Estou"
TVCabo (TVC): "Bom dia"
Eu: "Bom dia"
TVC: "Estou a falar com o Sr. Catsone?"
Eu: "Foi para ele que ligou?
TVC: "Como? Bem... foi sim"
Eu: "Então é ele quem fala"
TVC: "Pois... err... bom dia. Meu nome é _________. Falo em nome da TV Cabo e tenho uma proposta para lhe fazer"
Eu:"Não me diga..."
TVC: "Já tem o serviço blá, blá, blá e são mais 2€ e mais blá, blá, blá que são apenas mais 20€, blá, blá, blá, o que acha? Está interessado?"
Eu: "Não. Mas não desligue. Tenho uma proposta para si"
TVC: "Como?"
Eu: "Se você ligou-me para fazer uma proposta de negócio, acho que lhe posso fazer também, certo?"
TVC: "Bem, sabe que..."
EU: "Não me quer comprar um Fiat Mirafiori de 78 impecável? Está interessado?"
TVC: "Hum, não, peço desculpa"
EU: "Então adeus"
tu-tu-tu-tu

28 dezembro 2009

Re-post: "nem o vi..."

Tenho andado com vontade de escrever mas, como não sei o quê, vou fazer um re-post de algo que escrevi em 2005. Parece-me que, no entanto, permanece actual...

"Esta semana muito se falou do TGV em Portugal...
TGV, no entanto, quer dizer: Train à Grande Vitesse! É uma sigla francesa.
A nossa versão vai se chamar:
CRPC, o que quer dizer, Comboio Rápido Prá Caralho!"

22 dezembro 2009

Town of sadness

Por vezes, descobre-se que existem coisas que não se dominam, que estão sob um comando maior e contra as quais não há nada a fazer senão aceitar nossa incapacidade em resolve-las.
É nessa hora, quando descobrimos que não somos deuses, que caímos de joelhos e remetemo-nos à nossa mais pura insignificância.


Hoje estou de joelhos.


21 dezembro 2009

Condom mínio

Para começar bem a semana, hoje à noite há reunião de condomínio.
Já limei as unhas e os caninos...


Vermelho Pai Natal

Eu sou Portista e, principalmente, desportista, e não faço apenas textos a congratular-me pelas vitórias azuis (embora esses textos sejam em maioria, felizmente para mim).
Eu não gosto de perder, nem de estar em 3º a esta altura do Campeonato.
Daí escrever para dar os parabéns aos vermelhos. Parece que esse é o ano. Estão melhores do que nunca e merecem estar onde estão.
Ao meu FC Porto, espero que pró ano consigamos ocupar o nosso habitual lugar e ultrapassar essa concorrência encarnada.
Dito isto, parabéns...









































...ao Sporting Clube de Braga, campeão de inverno!!!


Não queriam mais nada? Eu dar os parabéns ao Benfica na minha própria "casa"? Era o que mais faltava... e ainda mais hoje...

19 dezembro 2009

EU AMO A MINHA PRIMA!!!

Eu tento, eu juro, mas não consigo dizer tantas patetices como alguns iluminados que praí andam.
Por mais que use a imaginação, não consigo inventar cenários tão extravagantes e histórias tão mirabolantes como as criadas por essas mentes pensantes do nosso plantel político.
Tenho pena e sinto-me frustrado, afinal não sou um rapaz com tanta graça como eles.
Enquanto saírem, da boca de determinadas ostras, pérolas como a que se segue, eu nunca terei hipótese de fazer graça.


«Se admitimos casamento gay também podemos admitir casamento entre irmãos»
Deputado do PSD eleito pela Guarda faz declarações polémicas"
In IOL

A frase anterior, e toda a ideia que vem explícita no texto da notícia, é do deputado do PSD Carlos Peixoto. Um génio. Um visionário.
Ó seu Carlos, fico triste por não citar a possibilidade de casamentos entre seres humanos e orangotangos... hum, peço desculpa, mas parece que isso já aconteceu na Madeira...

16 dezembro 2009

Agora vai!


Depois de Jesus, agora o Benfica contratou Allan Kardec! Se não ganharem ao FCP no próximo fim-de-semana, devem contratar o Santa Cruz, o Moisés, o Matuzalém, o Prof. Fofana e, quem sabe, o próprio Bento!!!



Ps: parece que não, a próxima contratação é:

Bendito Jesus!!!


Fotos: google

15 dezembro 2009

TV Cabo Vs Catsone

Já estava a estranhar: o mês de Novembro sem um telefonema? Meio de Dezembro e nada? Hum, já estava com saudades... NOT!!!

10:00 a.m.
Trim-Trim Trim-Trim
Eu: "Estou"
TVCabo (TVC): "Bom dia"
Eu: "Boa dia"
TVC: "Estou a falar com o Sr. Catsone?"
Eu: "Sim"
TVC: "Meu nome é _________. Falo em nome da TV Cabo e..."
EU: "O quê? Da TV Cabo? A sério?"
TVC: "..."
Eu: "Epá, há quanto tempo? Já pensava que se tinham esquecido de mim! Está tudo bem por aí?"
TVC:"Bem, acho que sim. Mas, desculpe, não foi comigo que falou da ultima vez, pois não?"
Eu: "Ora, amigo, isso não interessa, vocês são uma grande família, certo? Mas tive muito gosto. Boas festas e até para o ano."
TVC: "Mas espe..."
Tu-tu-tu-tu...

14 dezembro 2009

Desafi(n)o

Fez-me um desafio, o Cirrus. Desafiou-me a escrever uma lista de livros que gostasse de receber no Natal.
Este é realmente um grande desafio. Existem alguns livros que gostaria de receber mas falta-me algo ainda mais valioso: tempo.
Tenho imensa coisa para ler do meu próprio trabalho: artigos, revistas, sites da especialidade, livros (vários) técnicos. Isto deixa a leitura lúdica reservada às maravilhas que se pode encontrar na blogosfera.
No entanto, aceitei o desafio e publico aqui uma listinha dos livros que gostari
a de (ter tempo de) ler:
1: Fúria divina, do orelhas José Rodrigues dos Santos;
2: Mensagem, Fernando Pessoa;
3: 2666, Roberto Bolano;
4: O evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec (e não é o novo PL do Benfica!);
5: O Ataque dos Demónios da Neve Calvin & Hobbes, Bill Watterson.

E era isso. Pode ser que para as férias de verão leve algum desses.

10 dezembro 2009

O anónimo


Quem tem um blog sujeita-se ao "anónimo".
O "anónimo" é uma entidade da blogosfera. É tipo o Yeti ou a Nessy, nós "sabemos" que existe mas não temos nenhuma prova. O "anónimo" até deixa pistas, escreve, manda umas postas de pescada e vai-se embora sem deixar rasto. Ninguém tem uma foto do "anónimo", ninguém consegue descreve-lo, mas todos que escrevem num blog já tiveram a oportunidade de ter contacto com este ser.
Uma das poucas certezas relativamente ao "anónimo" é que existe mais do que um. Só assim se explica que um "anónimo" escreva maravilhas sobre um determin
ado assunto e outro, logo no comentário a seguir, envie uma colecção de rico calão ou até uma ameaça de morte.
Desconhece-se, no entanto, o género do "anónimo". Embora seja um substantivo masculino, parece tratar-se de um ser hermafrodita ou, quem sabe, assexuado.
O "anónimo" costuma ser um ente deveras efusivo nos comentários. Escreve muitas vezes com maiúsculas e com inúmeros erros que vão desde a acentuação até a concordância. Se calhar faz parte da estratégia para chamar a atenção ou, se calhar, é mesmo imbecilidade.
Uma das características mais irritantes do "anónimo" é a sua incapacidade em perceber a fina arte da ironia. Demonstra ser algo muito crédulo em tudo que lê e que possui uma mente pouco elástica.
Resumindo, o "anónimo" é um bicho engraçado e estranho, o ornitorrinco da blogosfera.

Eu tinha tido, desde início deste blog, contactos vários co
m esta entidade. "Anónimos" bem dispostos pousavam aqui e ali e em determinados posts mais do que uma vez. Eles sempre fizeram comentários bem dispostos e criativos, enaltecendo e mostrando agrado pelos textos que escrevia. No entanto, observava o que outros "anónimos" faziam em blogs vizinhos. Vociferavam fortemente contra aquilo que fosse oposto às suas ideias, não se coibindo de insultar a mãe do incauto blogueiro (ou será bloguista?).
Escrevo sobre esta espécie hoje porque, também hoje, enquanto caminhava por posts antigos, observei alguns comentários que foram feitos e que eu não tinha tido oportunidade de ler.
O post que provocou tamanha ira do gado "anónimo" foi este. Li os comentários e, apesar de os achar ofensivos, nunca p
ensei em apaga-los porque deram-me um gozo imensurável. Ganhei o meu dia só por encontra-los.
Deu-me gozo saber que há pessoas que se perdem por aqui e que ficam verdadeiramente chateadas com as estupidezes que escrevo. E, mais importante, dá-me um grande gozo saber que elas, ao escreveram aquilo, acreditam realmente que vou ficar arreliado.
Tenho que lhes confessar que soltei uma lágrima... de rir.

A seguir deixo-vos com os ditos:

O
s comentários que se seguem são susceptíveis de causar ataques de riso extremos; leiam-se com moderação e não se tente corrigir a ortografia ou decifrar insultos!


Insultos a reter:
1 - "Seu monte de bosta";
2 - "Panacá (?)"
3- "Imbecil espiritual"
4- "Instrume de camelo" (muito bom!)
5- "Vagabundo"
6- "Jacaré de tamanco" (aqui perdi uma gotinha)
Fora o facto de chamarem-me pinguço.

Que deus esteja convosco, irados irmãos "anónimos", e voltem sempre!

09 dezembro 2009

Espanholices


PS: Não sei quem criou esta "maravilha", mas dou os créditos ao Kitos.

07 dezembro 2009

Welcome back

Faltam apenas 215 dias!!!





"Pearl Jam no Optimus Alive!10" in Blitz

Pai sofre IX - As musiquinhas

Eu, com a minha menina ao colo, a cantarolar.
Mamã: "O que é que estás a cantar?"
Eu: "É uma canção de mamar?"
Mamã: "Uma canção de ninar, não?"
Eu. "Não, é mesmo de mamar. Queres ouvir?"
Mamã. "Se eu disser que não?"
Eu: "Ouves na mesma. Aqui vai: hum, hum...
"Mamocas, mamocas,
Mamocas boas da mãe
Mamocas, mamocas,
Tão boas ninguém as têm
Mamocas, mamocas,
O pai queria umas iguais
Mamocas, mamocas,
Só há duas, não temos mais"
Eu: "Gostaste?"
Mamã: "Eu nem por isso, mas a tua filha está a sorrir, só não sei se é por causa da música..."


06 dezembro 2009

Presente de grego

Porque é quase natal...




05 dezembro 2009

ABC...


«Brasil-Portugal? Vai ser Brasil A contra Brasil B» Dunga (seleccionador do Brasil) in Mais Futebol

Esta frase só não é mais ridícula e patética do que o seu terrível gosto para camisas...


Este blog apoia!


04 dezembro 2009

Gripe? Ahhhhh...

Tomei a vacina contra a gripe A ontem à tarde.
Começa-me a crescer um 3º braço no local...




















Weird...
Eh?

03 dezembro 2009

Pai sofre VIII - A Saudade...

Contingências da vida obrigam-me a estar longe de casa durante quase toda a semana.
Estar longe da família é deveras difícil e o tempo vai rastejando ao passo de caracol.
E a saudade aparece.
Nestes últimos tempos tenho pensado e escrito muito sobre essa coisa da saudade. Já a tinha conhecido antes mas, agora, apareceu mais alta e forte e vai irrompendo, inadvertidamente, de vez em quando, pelo meu frio quarto adentro.
Ela faz-me lembrar dos tempos bons passados com a minha "árvore de louros". Lembra-me dos seus sorrisos e palreios e lembra-me, também, que ainda falta algum tempo para poder voltar a vê-la.
Estar sozinho nesta fase não está com nada. Perder pequenos avanços de uma nova vida é uma lástima. E a saudade vai crescendo e ocupando cada vez mais espaço neste quarto escuro. Vai comprimindo os meus sacos lacrimais até que ofereçam o conteúdo à minha face tristonha. E as gotas vão escorrendo pela cara e dando mais espaço à obesa saudade.
As lágrimas, de unitárias, passam a conjunto, num contínuo riacho salgado. Chegam ao coração, arrefecendo-o. Sente-se o gosto amargo na garganta e o nó no estômago aperta-se.
A saudade, então, vira dor. Uma moinha que não vai embora, voltando em surtos e remissões. Não há analgésicos para esta dor, é dor de viciado em algo ou alguém. E como viciado, a abstinência cobra dividendos.
Neste momento, reduzo-me a algo sufocado por um sentimento que está fora de controlo e procuro algum consolo. Procuro a minha dose diária de filha.
Ligo o computador que, com o frio polar do quarto, reluta em arrancar. Mas enfim mostra-me a imagem da minha menina a sorrir. É como um sol que aquele o quarto e derrete a saudade. Enche-me de energia e devolve a vontade de viver mais uns tempos até voltar a sentir a minha "droga" novamente nos braços.
E a saudade é expulsa, vai dar uma volta... pelo menos por uns tempos.



01 dezembro 2009

O Natal de S. Jerónimo

O Natal não era bem-vindo em São Jerónimo de Belmonte. Ninguém gostava do Natal por aquelas bandas. Ali, o Natal era sinónimo de medo e causa de grande inquietação. Sempre que o Natal chegava coisas ruins aconteciam: roubos, mortes e um conjunto de outras desgraças.
Aquela cidade encarava o Natal como uma espécie de maldição. Uma factura a pagar por erros antigos, cometidos por pessoas sem escrúpulos, que condenaram a cidade a viver aquele suplício. As pessoas gostariam de esquecer o Natal, m
as isso era impossível.
Nas cidades vizinhas o Natal era normal e as pessoas mantinham as preocupações rotineiras do dia-a-dia, sem grandes temores. Eles conhecia
m os efeitos do Natal em S. Jerónimo; conheciam a história daquela cidade e sabiam o porquê da maldição envolvendo o Natal mas, como bons católicos que eram e como não era nada com eles, aceitavam-na.

Notava-se uma crescente ansiedade e angústia em todas as gentes à medida que aquela altura do ano se aproximava. Às vésperas da chegada do Natal já ninguém falava com ninguém, não havia sorrisos nas caras das pessoas e o comércio pouco se preocupava com as vendas. O Natal estava à porta e o povo pensava em c
omo se proteger e conjecturava sobre o que de mal poderia acontecer este ano.
A cidade encontrava-se em reboliço e o movimento era frenético nas ruas. Algumas pessoas compravam pregos e tábuas para fixarem portas e janelas, outras faziam as malas e partiam nos seus carros.
Havia uma grande debandada da população e a cidade ficava praticamente vazia. Em determinados anos a cidade ficava sem qualquer pessoa e a única coisa que se ouvia eram os ventos fortes e frios das noites de Dezembro.
A cidade preparava-se novamente para enfrentar a sua maldição.

Naquela noite não estava ninguém na rua. Raramente, via-se um carro na avenida principal a dirigir-se para fora da cidade. As luzes das ruas permitiam ver as poucas decorações de Natal preparadas pela câmara municipal.
As casas mantinham portas e janelas encerradas e as pessoas, que se mantinham corajosamente na cidade, protegiam-se do que viesse a acontecer. Os moradores conseguiam ver luzes azuis e vermelhas que penetravam nas frestas das janelas que imaginaram ser dos pirilampos das viaturas da polícia.
De repente o silêncio foi quebrado. Ouviram-se gritos, sirenes e, finalme
nte, uma saraivada de tiros. Ouviam-se vidros a partir e pessoas a correr. Vozes de comando indicavam as posições dos polícias no terreno. Ouviam-se o zunir das balas que seguiam o seu caminho. Viam-se flashs e cheirava-se o medo. O Natal chegara para cumprir com a tradição.

E fez-se silêncio novamente. Tão depressa como começou, terminou. Ouviam-se agora gritos de alegria e gargalhadas e as pessoas comemoravam.
A maldição terminara, finalmente.

Na manhã seguinte, os ardinas gritavam a principal notícia do jornal da cida
de. As pessoas beliscavam-se mutuamente numa tentativa de descobrir se tudo não seria um sonho.
No jornal podia-se ler:




Luís Fernandes Lisboa ®

(Para fazer a vossa própria "notícia" vão a este site)
Para a Fábrica de Letras:

27 novembro 2009

Orden(h)ados

"Penedos ganha 46 mil euros mensais na REN" in IOL Diário

José Penedos ganha 46.000 € mensais... Só me ocorre uma palavra: FUUOOOODDDD...

Porquê José Penedos ganha 46.000 € mensais? Quanta gente ele salva? Quantas pessoas ele ajuda? O quê ele inventa? O quê cria? O quê muda? Quem beneficia com seu trabalho? O quê catso, afinal, faz este homem para merecer 46.0
00 € por mês?
Está tudo doido? Se este fulano recebe esta dinheirama toda, porquê, em nome de um deus qualquer, foi-se deixar corromper (segundo as más línguas)? A sua vida não prestava? Vivia no tédio? Queria testar o sistema?
Como pode alguém, que está suspenso de funções numa empresa, manter o salário? Como pode uma empresa sustentar uma situação destas? Se eu for suspenso de funções na minha "empresa pública", posso manter meu salário?
Com esse dinheiro, pagaria o salário de todos os médico e enfermeiros do meu centro de saúde! Pagaria, talvez, o corpo docente de uma escola pública ou, quem sabe, os funcionários de uma sucursal da própria REN!

Se o Penedos ganha 46.000 € (de tanto repetir o valor, já tenho a tecla do 0 gasta), quanto ganharão os outros parasitas gestores de empresas públicas? Quanto ganhará o Fernando Pinto? E o António Mexia? E o Faria de Oliveira? Quanto ganharão estes trabalhadores calejados? Quanto auferirão pelo seu trabalho árduo? E será suficiente? Será justo pela grande (falta) de responsabilidade destes homens? Porquê raios mantemos estas empresas públicas? O quê ganhamos com isso?

Já nem vou falar das reformas...


E eles

26 novembro 2009

Velinhas (Re-post)

Como estou um tanto preguiçoso, hoje sai um re-post.
Fiquem bem.


Por favor, alguém me explique o que é uma vela.
Eu sempre pensei que uma vela era um pedaço de cera, com um pavio por dentro, com o intuito de iluminar e... mais nada.
Agora, o que é uma vela para uma mulher?
A vela para um ser feminino serve para, mais ou menos, tudo. Serve para enfeitar, para dar cheiro, para servir de suporte, para prenda, para receber como prenda, para segurar livros... e, de vez em quando, se faltar a luz, para iluminar.
Diálogo entre mulheres:
- 'tás a ver aquela vela (pedaço de cera verde em forma de árvore de natal)?
- Ai, é tão gira!
- Pois é, só 15 € na loja Tal!
- Oh, que pechincha!!!
Dinheiro gasto em velinhas, que ultrapasse o 1€ por um maço de 1 dúzia, é dinheiro mal gasto!

Aqui algumas regras para a utilização de velas:
1- As velas servirão para queimar, derreter e fazer uma pequena luz. Qualquer outra utilização estará reservada para casos extremamente excepcionais;
2- A utilização para fins românticos tem sido fonte de debate intenso pois, para o homem, tanto faz existir vela ou não: ele sempre estará a pensar na sua própria vela;
3- O único cheiro que a vela deverá ter é: cheiro à vela! Se a casa cheira mal, talvez o cheiro da vela não seja o maior dos seus dilemas;
4- Não deverão ter outra cor para além do branco, a não ser se for para fazer algum feitiço e aí pode-se usar uma vela vermelha ou preta;
5- A única forma que a vela terá de ter é a forma de uma vela. Formas de coração, bonequitos, barcos, bolas gigantes, pirâmides, quadrados, isto, não servem para o objectivo final de uma vela;
6- Uma utilidade alternativa será usa-las em cima de um bolo, mas sempre limitadas a 2 por aniversário(e nada daquela paneleirice de velas que nunca se apagam,sff);
7- O dinheiro dado por uma vela deverá ser quase simbólico e pagar apenas o material usado para fazer a vela, ou seja, a cera e o pavio. A forma, cheiro e a cor deverão ser gratuitos;
8- A única ocasião onde um conjunto de pessoas se poderá juntar com velas será na procissão das velas;
9- O número de velas a ter em casa deverá ser o estritamente necessário, ou seja: uma. Se se acender uma vela com outra vela, significa que existe uma vela a mais no domicílio;
10- Não se deverá elogiar a beleza de uma vela, elas não são giras nem cheiram bem: são simplesmente velas e devem ficar reduzidas a isso;
11- O único lugar onde um homem poderá aceitar ser homenageado com uma vela (branca!) será no seu funeral;
12- Um homem não deverá sorrir perante uma vela que não seja branca e não cheire a uma normal vela; se esboçar um sorriso, por menor que seja, deve-se questionar sobre a sua masculinidade;
13- O orçamento mensal, para a compra de velas, nunca poderá ultrapassar o orçamento diário para a compra de pionés;
14- As únicas velas de que um homem poderá falar são as velas do seu carro;
15- O homem só poderá investir nas velas do seu próprio veleiro;
16- Se um amigo oferecer uma vela, que não respeite as recomendações anteriormente explicadas, deverá tornar-se ex-amigo e o destino da vela ficará ao critério de cada um.

As velas são realmente um flagelo e é um dever, de todo o homem, lutar contra esta exploração. A tropa é voluntária, mas a luta contra a idade da cera não!!!
Esta era da cera colorida tem de acabar!
Chega de cheirinhos a canela! Chega de bocados de cera sob a forma de figuras geométricas não cilíndricas!
Viva a electricidade! Viva a lâmpada económica!

Uni-vos!!!

25 novembro 2009

Pai sofre VII - A frase


Mamã: "Olha, já fizeste a frase?"
Eu: "Que frase?"
Mamã: "Ainda no outro dia te disse. Tens que pensar numa frase para termos descontos nos produtos da Dodot
®."
Eu: "Hum... ok, que tal essa: Quem não compra Dodot é um idiot!"
Mamã:"Tem que levar "bebé" no meio!"
Eu: "Tá bem: Quem não compra Dodot é um idiot e leva com o bebé no meio!"
Mamã: "Desisto..."

24 novembro 2009

Interior


Abriste-me as portas do teu mundo

E mostraste-me do que és feita.
Eu que vagueava, vagabundo,
Fui incapaz de fazer-te uma desfeita.
Penetrei no teu ser, com delicadeza,
Pé-ante-pé, calcando o terreno,
Fui-me embebedando com tua beleza
E deixei de ser alguém pequeno.
Cresci dentro de ti, no teu amor,
Deixei de estar perdido em solidão;
Conheci em pleno o teu esplendor,
E fiquei aí dentro, para sempre,
No teu coração.

23 novembro 2009

Pai sofre VI... wounder bra

Nos tempos de namoro existia uma prenda que, devido à educação machista encapuzada que tive, tinha alguma dificuldade em comprar: lingerie.
Por vezes, entrava nas lojas cabisbaixo e lançava um sussurro à senhora do balcão a perguntar por um conjunto "sutiã + cueca fio dental de cor preta". Parecia aqueles agentes secretos dos desenhos da pantera cor-de-rosa, só faltavam o sobretudo e o chapéu pontiagudo. Igual a isto só um pedido de camisinhas com sabores na farmácia.
Passado algum tempo, comprar lingerie deixou de ser um bicho de sete cabeças e passou a ser, vá, um bicho de cinco ou seis.


Neste último domingo, fui incumbido pela patroa de comprar os víveres cá para o burgo. Ir a um hiper nesta altura do ano é coisa de Hércules. Enfrentar as pessoas no (quase) pico de espírito natalício não é fácil, então num fim-de-semana... algorava um tempo muitíssimo bem passado.
Decidi-me, então, por acordar às 9 horas da matina; pensei que só um idiota acordaria àquela hora de um domingo para fazer compras.
Cheguei ao dito hiper. Não havia realmente ninguém, uma verdadeira calmaria. Comecei a ficar irritado por, afinal, não haver tanta idiotice na minha zona.
Fui pelos corredores afora, envergando uma lista de compras e depo
sitando os mantimentos dentro do carrinho.
Entretanto, sinto o telefone a vibrar. Quem ousaria atrapalhar a minha "diversão" dominical?
Mamã: "Olha, há algo que quero que compres e que não está na lista"
Eu: "Ai sim, o que é?"
Mamã: "Sutiã de amamentação. Traz 2"
Eu: "Importas-te de repetir? Parece que ouvi sutiã no meio da tua conversa"
Mamã: "Sim, 'tás certo: sutiã de amamentação: 2. Até logo"
Desliguei o telélé e fiquei a olhar para o carrinho de compras, a espe
ra que caísse a ficha. Ali no corredor das fraldas (óbvio) aquele pedido até fazia sentido.
Depois de inserir no carrinho tudo o que a lista preconizava, lá fui eu para a secção de lingerie.
Devo confessar que, antes, só encontrava duas funções para a dita peça de vestuário: sustentação mamária e erotismo. Para mim (e acho que para todos os outros XY, sem machismo) a segunda função foi sempre a mais valorizada.
Embrenhei-me no sector da roupa íntima à procura do espécimen requerido. Tinha mais ou menos ideia do que procurava mas, no meio de tantos modelos, a empreitada estava a tornar-se complicada. Os
sutiãs multiplicavam-se em cores, tamanhos e feitios e lembrei-me daquela cena do "American beauty" onde a Mena Suvari é envolvida por uma chuva de pétalas de rosa, mas numa versão com sutiãs vermelhos a "chover" de um céu negro . Sorri com o pensamento, mas lembrei-me de onde estava... podia parecer um taradinho.
Voltei à procura. Comecei a ficar lixado com o facto de parecer que a 2ª função do soutien estas realmente sobrevalorizada, afinal amamentar é muito mais importante... pelo menos nos últimos tempos.
Tive que falar com uma "assistente":
Eu: "Olá, bom dia. Poderia me dizer onde estão os
sutiãs de amamentação?"
Assistente, com cara de"olha-me este, num domingo de manhã
...": "Só temos aqueles alí", apontando para um pequeníssima arrumação num canto soturno do sector.
Achei estranho a segregação dos sutiãs de amamentação, mas aliviado pela facilitação do meu trabalho; agora seria mais fácil, pensei eu.
Cheguei à pequena arrumação. Quando a senhora disse" aqueles" pensei que encontraria vários modelos e cores diferentes... estava enganado. O "aqueles" referia-se à repetição da cor branca em muitos
sutiãs , só os tamanhos eram diferentes. Para além disso, o tal sutiã não tinha sistema nenhum para baixar a escotilha: nenhum velcro, nenhum zipper, nenhum nada. Se um sutiã, para um homem, já é difícil de abrir, um sutiã de amamentação sem um sistema de abertura fácil é o fim da macacada.
Vim-me embora sem sustentáculos.

Cheguei em casa e disse que não tinha encontrado nenhum modelo "satisfatório" e expliquei o que se tinha passado. Responderam-me dois ombros em suspensão, numa tradução de um "já sabia".

Episódio passado, minha senhora foi responder a um pedido de leite que a bebé transmitia da alcofa e preparou-se para dar de mamar. Foi então que a minha ideia de sutiã alterou-se: olhando a face de expectativa da minha filhota para ver o que saia do sutiã da mãe, agora comparo aquela peça a um Kinder surpresa (com muitíssimo mais leite que chocolate).



"Tcharammmm!!!"

Dores

Friend: "Ei, catso, qual é para ti a dor que mais dói: dor de dente ou de ouvidos?"
Eu: "A distância..."

22 novembro 2009

Energia do GOLP

"Galp arrisca perder apoio estatal de 160 milhões" DN

Porquê uma empresa que apresenta milhões em lucros trimestrais, que detém o monopólio do mercado petrolífero nacional, que congratula-se vira e mexe pela descoberta de novos jazigos petrolíferos no Brasil e que não pensa um nanosegundo antes de aumentar em 0.02€ os combustíveis a cada subida do barril de crude, necessita de ajudas do Estado português seja para o que for?

21 novembro 2009

Plano inclinado? Deixai-os ir... a rolar

Sempre achei que um dos males do país eram os "opinadores". Os opinadores são pessoas que vão para a televisão e acham-se. Acham-se capazes e lúcidos o suficiente para opinar e fazer passar as ideias mais estapafúrdias sob o manto da inteligência e intelectualidade. Eles opinam sobre tudo, desde a apanha da azeitona até aos conceitos mais recentes da física quântica.
Para mim, os opinadores mais interessantes, e cómico
s, são os opinadores político-sociais. Existem n programas que dão voz a este tipo de opinadores, desde o do Prof. Marcelo e do António Vitorino, até ao novo programa do grande Mário Crespo (reparem na ironia), denominado "Plano Inclinado".
É incrível como reúnem dois ou três individualidades que depois regurgitam este tipo de porcaria a ver se as pessoas engolem.
Escrevo isto porque, durante a minha actividade física diária do fim-de-semana (leia-se zapping), passei pelo programa do Sr. Mário. Discutia-se o problema do défice da balança comercial portuguesa. A dado momento, o Mário passa a palavra ao velho (literalmente) do Restelo que lhe faz companhia, Medina Carreira. Para o Sr. Medina Carreira, a solução para o défice da balança comercial portuguesa é, i
magine-se, diminuir o poder de compra do Zé povinho, que assim "já não pode comprar mais bacalhau, carne ou laranjas" (SIC). A sua proposta baseia-se em congelar salários e pensões durante pelo menos 3 anos e, quem sabe, a balança lá se equilibrava.
Achei isto de uma inteligência incomensurável, uma genialidade. Como é que alguém ainda não se tinha lembrado? A solução então será: foder o povo! Pensando bem, o Sr. Carreira chegou tarde com a sua ideia, já que sucessivos governos têm fornicado o povo lusitano e não é por isso que o país tem avançado.
"Se tivéssemos coragem para uma acção dessas, imaginem o barulho que seria na opinião pública e sindicatos!". Tem razão o idoso. Quando vão ao bolso das pessoas elas realmente costumam reclamar.

Parece que o Sr. Medina prefere que se congele os salários e pensões do Zé. É melhor do que aumentar e melhorar a investigação fiscal, a punição dos crimes económicos, o incentivo à produtividade e melhoria da qualidade dos nossos produtos, a publicidade além fronteiras, a melhoria da nossa imagem no exterior... nada disso poderia melhorar a nossa balança... mas talvez, quem sabe, congelar os salários do povão é capaz de safar a nobre república.
Ó Sr. Medina, eu concordo consigo em congelar algo. Para si pode ser N líquido.

20 novembro 2009

O flato

Pensamento do dia (depois de um almoço divinal):

"Os feijões não deixam ninguém incógnito!"

19 novembro 2009

Eu não sei jogar bridge!

Ninguém deveria estar longe de quem ama, tal como eu não deveria estar longe das minhas meninas...

Sentado no meu quarto escuro e frio, perdido em pensamentos amorfos, ouço alguém a bater à porta. É a saudade a convidar-me para um jogo de cartas com ela e a sua parceira, a solidão. Eu não gosto da saudade e odeio a solidão. Elas não prestam, não são boa companhia e fazem batota.
Para além do mais sei que, dentro em pouco, juntar-se-ia a nós a tristeza, essa outra put...
Não fui polido, nem educado, e retorqui:
"Deixem-me em paz! Eu não sei jogar bridge!"


17 novembro 2009

Re-post

No ano passado, num dia de azedume extremo, publiquei aqui uma tentativa de poema intitulado "Azedume". Estava numa fase de azedo intenso e escrever aquilo melhorou o meu astral.
Hoje resolvi publica-lo novamente, não porque esteja numa fase tão azeda, mas porque nos vários blogs que acompanho é esse o sentimento dominante.
Chego à conclusão que Portugal está azedo. Quem tem dois dedos de testa e alguma vergonha na cara, começa a estar farto da situação... e da oposição.
Não se vê esperança na cara da maioria das pessoas, vê-se conformismo, chega-se mesmo a ouvi-lo no "que é que se há de fazer" e no "é a vida".
No entanto, começa a fervilhar uma pequenina revolta, quase "underground". Ainda está pelos 80ºC, mas não tarda nada entra em ebulição. E os blogs de determinados autores (muitos vocês podem encontrar aqui na sidebar) expressam e fomentam essa nano-revolta.
Como não quero ficar de fora, lembrei-me do escrito no ano passado e volto a publicar (com algum update ):

Azedume

Vamos crias pontes e mais pontes,
Vamos fazer travessias marítimas alcatroadas;
Destruir escarpas, falésias e montes
Para, no lugar, pintar belas estradas.
Vamos construir quilómetros de carris
No lugar dos que já existem,
Para deixar Madrid mais feliz
Enquanto os pobres portugueses assistem.
Vamos destruir refúgios ecológicos
Para que outras aves possam voar.
Vamos fazer choques tecnológicos
Num país que mal sabe falar.
Vamos agredir-nos uns aos outros
Por algo fútil e banal.
Vamos conduzir como loucos
Para morrer a caminho do hospital.
Vamos fazer propaganda
De tudo o que não se fez.
Vamos acenar da varanda.
Vamos enganar outra vez.
Vamos contornar as normas e leis
A que os outros estão obrigados.
Vamos enriquecer e vocês
Ficam a contar os trocados.
Vamos sorrir à gente inculta
Que nos deu, novamente, o poder,
Vamos esquecer a "face oculta",
Vamos mandá-los fo"#%
Vamos fazer isso tudo
Porque a nós tudo é permitido
Basta termos algum estudo
E um padrinho num grande partido.
No fim seremos idolatrados
E carregados em ombros,
Por deixar um incrível legado:
Um país e seus escombros.

16 novembro 2009

Sonhos

Amigo:"Então, qual é a tua definição de viagem de sonho?"
Catsone: "hum... 8 horas, ininterruptas, de sono..." bocejo

15 novembro 2009

Preto e Branco


Preto chegou cansado à casa. Depois de um dia de trabalho nas obras só lhe apetecia descansar e comer o que a vontade de cozinhar deixasse. Acabou no sofá com uma mini e uma sandes de atum com ovo.
Ligou a televisão para ver o que as notícias contavam de novo. Violência, corrupção, desastres naturais, doenças, Benfica. Tudo na mesma.
Foi tomar banho.

Branco chegou à sua casa. Estava estafado depois de um dia cumprido e comprido no tribunal. Achava psicologicamente estafante a função de decidir, com base na lei e no bom senso, se alguém devia passar parte da sua vida na cadeia.
Estava faminto e foi ver o que a sua mulher-a-dias lhe deixara no forno. Sentou-se à mesa e bebeu um gole do vinho tinto alentejano que entretanto abrira.

Ambos os homens pensavam na vida.
Preto pensava nas dificuldades do dia-a-dia, na labuta dura da construção civil, nas mulheres que nunca amou e nos filhos que nunca teve. Pensava no isolamento e na pobreza. Olhava à sua volta à procura de uma solução que não passasse por mais trabalho e sofrimento. Resignou-se e enxaguou o cabelo ralo. Lavava o corpo e a alma.

Branco deglutia sofregamente uma comida fria que empurrava com mais um “trago” da mistura de Aragonês com Syrah. No processo, pensava nas decisões tomadas ao longo do dia e espantava-se por, no fim desses anos todos, ainda preocupar-se com isso. Pensava no eco que fazia naquela casa, na mulher que o esqueceu e nos fi
lhos que perdera por causa da sua obsessão pelo trabalho. Estava velho, só, perdido numa casa quase tão grande quanto a sua solidão.

Branco e preto não se conheciam, mas padeciam das mesmas doenças.

Preto voltou à sala. Sentou-se no sofá a ver um programa qualquer da TV pública. Deixou o corpo escorregar até a cabeça descansar no sofá milenar que tinha na sala. Estava cansado… há muito tempo.

Branco não se sentia bem. A refeição soube-lhe mal e sentia o estômago às voltas. Não sabia se os pensamentos tinham estragado a comida. Foi a
té a grande sala de estar e, do bar, trouxe um menino escocês de 18 anos. Juntou-lhe um amigo cubano, que ainda cheirava à coxas latinas, e ficou a mirar a lareira acesa. Mexia o gelo com o dedo enquanto tragava o tabaco. Ficou assim até adormecer, deixando cair tanto o whisky como o charuto.


Era segunda-feira de manhã e o médico legista chegava ao trabalho. As segundas eram desgracentas, já que os cadáveres “amontoavam-se” no fim-de-semana.
No entanto, aquele início de semana estava fraco em clientes e apenas dois falecidos jaziam a espera do tanatologista.

O médico legista observou as fichas dos defuntos, pegou no gravador de voz começou a descrever o indivíduo à sua frente:
“Nome: José Carlos Meireles Fonseca Preto. Idade: 52. Altura: 162 cm. Raça: Caucasiana. Nacionalidade: Condeixa-a-Nova, Portugal…”
Em seguida, ditou ao aparelho os dados do segundo corpo:
“Nome: Augusto César Sousa Branco, ou melhor, Dr. Juíz Augusto Branco. Idade:45. Altura: 178 cm. Raça: Negra. Nacionalidade: Maputo, Moçambique…”

O médico sorriu com a estranha coincidência, ligou o rádio, estalou os dedos, pegou no bisturi e confessou os segredos interiores dos dois estranhos...

Luís Fernandes Lisboa ®
Para a Fábrica de Letras





14 novembro 2009

Diabretes

No seguimento do post anterior:

"Dia Mundial da Diabetes assinalado com seminários, encontros e mensagens em campos de futebol" Lusa



13 novembro 2009

Doces do céu... e arredores.

Clicar na foto

"Pode ser que me encontrem por Alcobaça este fim-de-semana" - Catsone, o doçólatra.

Egos

"Na entrevista que Nani dá hoje ao Jornal "I" afirma " não estar muito contente" com o facto de ser suplente na Selecção Nacional e sublinha que" "não sei porque não jogo".

"Toda a gente me faz festinhas na cabeça mas depois fico no banco", diz o extremo do Manchester United, que afirma que " eu devo ser titular, sem dúvida". " RTP



Quem é realmente bom no que faz não tenta ganhar o reconhecimento no "grito"!
Um espelho, em ponto grande, para o Nani.

11 novembro 2009

Soneto à Árvore de Louros

Minha Árvore de Louros, tu sorriste,
Cravejaste uma gota salgada na minha face,
E a minha fortaleza partiste,
Por mais que disfarçar eu tentasse.

Fazes tão pouco para me ter em tuas mãos.
Um palreio, um espirro, algo diferente
E aceleras meu ansioso coração,
Pobre músculo cardíaco condescendente.

Deixas-me de rastos com teus trejeitos,
E um sorriso teu é o acto perfeito
Para tornar maior este estranho amor.

Menina, não faças pouco de mim!
Eu sou só um pobre sonhador
Que nunca sonhou com uma paixão assim.



Inspirado por:

10 novembro 2009

Pai sofre V ... Silly cone

Este post é inspirado num pedido da minha mais-que-tudo. Pediu-me ela "bicos/mamilos de silicone". Tenho que confessar que fiquei excitado por nanosegundos, passando de imediato à uma enorme indagação. A sério? Bicos de silicone? Isso existe?
Existe. Servem para controlar o fluxo de leite evitando que o bebé se engasgue e... olhem, vão mas é pesquisar!
Depois de tudo bem explicado, parti para a farmácia mais próxima.
Este estranho pedido pôs-me a pensar nas maravilhas que se podem fazer com o silicone. É um material com mil e uma utilidades. Ele é implantes mamários, material de construção, moldes, equipamento desportivo, vestuário, equipamento aeronáutico, automobilístico, etc, etc. O que porra não se pode fazer com silicone? Eu sei, muita coisa, mas é imensa a versatilidade deste borrachudo material.
Não obstante, isto de substituir o doce e macio mamilo humano por um pedaço de silicone não está com nada. Para mim é um crime. Até podem dizer que maior crime é substituir uma mama inteira por um implante, o que concordo, mas ludibriar o recém-nascido? Priva-lo do toque directo com a torneira láctea é coisinha que não se faz, ou pelo menos não se deveria fazer.
Cheguei à farmácia e fiz o pedido. A farmacêutica indagou-me sobre o quê exactamente eu queria, se discos ou mamilos de silicone. Juntei "discos" à minha lista de coisas que podem ser feitas de silicone e esclareci que queria os mamilos "faxavore". A senhora lá me mostrou vários tipos e modelos (e preços), o que me fez lembrar um pouco o post das fraldas. Decidi-me por um BBB (bom, bonito e barato) e voltei à casa de partida.
Confesso que, ao ver o adereço no seu devido local, até achei interessante. Deu-me uma ideia de como funciona a fábrica de lacticínios aqui de casa. Claro que a bebé continuou a engasgar-se na mesma, mas agora com mais estilo.
É incrível as utilidades que damos ao silicone e fiquei de voltar à farmácia quando inventarem uma coisinha dessas para aparar a baba.

PS: Este post lembrou-me uma série de comerciais famosos nas décadas de 80/90 no Brasil. São sobre uma palha-de-aço de nome "Bombril" e tinham o slogan "1001 utilidades". Fica aqui uma pequena amostra para quem não conhece:


07 novembro 2009

PME's ou "Mãos ao ar! Isto é um assalto!"

Primeiro de tudo, este post não se baseia nos "Gato Fedorento". Não tenho a intenção de plagiar nada, até porque, se fosse assim, os próprio Gato já teriam plagiado os políticos lusitanos, que concorreram nas últimas eleições legislativas e autárquicas, relativamente a uma das suas principais promessas: ajudas às PME's.

Alguns amigos meus juntaram-se para abrir uma pequena e
média empresa. Como pequenos e médios empresários que eram, arrancaram com um pequeníssimo orçamento (aqui não há médio). No princípio, ainda recorreram as instâncias governamentais para conhecerem as hipóteses de serem abrangidos por um micro subsídio ou ajuda governamental. Surpresa: não tiveram direito a nada.
Mantiveram a grande motivação e coragem em abrir o seu pequeno e médio negócio.
Alugaram o pequeno e médio espaço e foram esticando o pequeníssimo orçamento.
Mas a grande aventura desta história começa agora.
Para publicitarem a sua pequena e média empresa resolveram
contratar uma outra pequena e média empresa para que se criasse a publicidade a afixar nos vidros do pequeno é médio espaço do pequeno e médio negócio. Mas engane-se aquele que pensa que este simples acto é mesmo um acto simples. Para publicitar o pequeno e médio negócio nos vidros do seu próprio pequeno e médio espaço tiveram que ir à câmara municipal pedir uma licença para o efeito. Na CM entregaram uma GG (grande e gigantesca) lista de itens a preencher: projecto da publicidade, dimensões do espaço, fotos do espaço antes do projecto, fotos depois, etc, etc, tudo em duplicado. E isto há cerca de 3 meses atrás.
No entanto, continuaram na enorme e hercúlea tarefa de criar uma pequena e média empresa. As contas se amontoaram e o pequeníssimo orçamento em sentido contrário.Água, luz, telefone, net, televisão, computadores, móveis, bombeiros, delegado de saúd
e, licenças para funcionamento, material para trabalho e o pequeníssimo orçamento, que era macho, não se reproduziu.
Finalmente chegou a carta da CM dando resposta ao pedido de licenciamento da dita publicidade no vidro: " blá,blá,blá, pedido de licença deferido, yada, yada, yada, licença precária por um ano, blá, blá,blá, pagamento de (cerca de) 1200€...".
1200€!!!(mil e duzentos euros!!!) (one thousand and two hundred euros) (тысяча двести мл)(हजार और बीस करोड़) (萬和2.0億)
1200€ por uma licença que custa muitíssimo mais que a própria "ob
ra"! Isto é extorsão, é saque, é ROUBO! É a maior acção de parasitismo que já vi.
Digam-me o que é que esses filhos da puta (e vão desculpar-me o termo, já que as mães não devem, em princípio, ter culpa) estiveram a falar durante toda a porcaria da campanha? Encornaram nas PME's e foi vê-los cuspir promessas de ajudas aos corajosos que ainda se arriscam no próprio negócio.
"Vamos ajudar as PME's", "...linhas de crédito às PME's", "nós queremos que as PME's floresçam", "daremos facilidades às PME's para que criem empregos"...
Os meus amigos, que já estavam com as contas ligadas às máqu
inas, levaram o último golpe de quem supostamente devia zelar por aqueles que podem criar empregos. Agora estão seriamente a pensar em desistir de todo o projecto já que a palavra "infinito" não se relaciona com "orçamento" e porque as PME's também não têm vantagens ou ajudas nos bancos.
Depois de ouvir isto lembrei de uma ideia para uma PME: desinfestação da praga de sanguessugas políticas (já registei a patente, invejosos!).



04 novembro 2009

Pai sofre IV... nem tanto

Quando um casal tem um bebé, muitas das prendas que as pessoas oferecem são roupitas para o infante. Daí que o pai não sofra tanto assim para comprar a vestimenta da cria. No entanto, e ao ver um site de t-shirts, deparei-me com estas preciosidades. Ainda não mandei vir nenhuma, apenas porque não consigo escolher em qual hei de investir... parecem-me todas tão adequadinhas.








Esta última é a única que está fora de questão (parece que a mamã não achou muita piada).

03 novembro 2009

Constatação


O túnel do Grilo é a uretra de Lisboa.

02 novembro 2009

Os "Speed Gonzalez"

Existe uma infame espécie de indivíduos que me revoltam: os Speed Gonzalez tugas.

Estava eu no IC2 prestes a cortar para a terriola dos meus pais. Parei no eixo da via com o pisca ligado para a esquerda à espera de um ponto vermelho que vi a aproximar-se em grande velocidade. Em microsegundos o tal ponto transformou-se num carro vermelho que derrapava na minha direcção.
Na minha mente aquela cena pareceu durar uma eternidade. Comigo estavam os meus bens mais preciosos e se aquele outro viesse de encontro a nós ninguém resistiria ao embate. Seríamos estatística, mais uma notícia de um fatídico acidente de viação.
Felizmente o imbecil controlou a trajectória e o seu carro passou de rasante por nós. Seguia perto dos 160-180 Km/h e fez com que a minha viatura ficasse a baloiçar.
À passagem dessa besta pelo nosso carro ouço o grito assustado da minha mais-que-tudo e ela ouve, da minha parte, um belo exemplar do genuíno e puro calão português.

Porquê? A minha pergunta é essa. Porquê esse tipo de palerma faz de uma estrada obsoleta, degradada e tortuosa, a sua pista de corridas? Que gozo lhe dá pôr a vida de outras pessoas em risco por uns segundos de "adrenalina"? Quer se matar? Por mim tudo bem, até posso ajudar, não faz cá falta e não choro uma lágrima sequer; agora pôr a vida da minha família em perigo enquanto experimenta a bosta do honda civic tuninzado na via pública, isso é que não!!!

Mas, há coisas do caraças, e em terra pequena tudo se sabe. Perguntado sobre se conhecia alguém que correspondesse à descrição do carro, meu irmão responde que conhecia perfeitamente e confirma que o infeliz é mesmo um idiota.
Não sou vingativo, muito menos rancoroso, mas que o fulano vai ouvir das boas, a isso vai!

Lack of...


do excelente site: The Perry Bible Fellowship