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07 setembro 2009

Paixão insular II

Voltando aos Açores.
Depois de um dia pela bela ilha do Faial, acordamos às 7 da matina para atravessar o estreito que separa aquela da ilha vizinha, o Pico.
Ao mesmo tempo que tomávamos o pequeno-almoço no restaurante do hotel, a natureza presenteava-nos com este espectáculo:


Pequeno-almoço tomado, apanhamos o barco para o outro lado e chegamos à ilha do Pico. Alugamos um carro e lá fomos nós desbravar o território.
A primeira coisa que nos chama a atenção é, naturalmente, a maior montanha de Portugal.

Imagens como esta, com um quê de sobrenatural, deixam qualquer um atónito.
Ao longo da "marginal" via-se uma outra maravilha da ilha: as suas vinhas. Parámos em algumas para daí tirar mais algumas fotos e, à socapa, experimentar o fruto
in loco. De salientar que a uva que provei nesta ilha foi a mais doce que alguma vez experimentei. De chorar por muitas mais, mas há que respeitar o trabalho árduo dos outros. Comprei, então, uma garrafinha de vinho do Pico...


Mergulhamos em algumas praias de difícil acesso e de águas claras e quentes. Devo confessar que nunca pensei que as águas açoreanas fossem tão tépidas. Poderia ter ficado ali até ao fim do dia, mas tínhamos muito mais por ver.
Chegamos às Lajes do Pico para visitar o museu dos Baleeiros e o museu da Fábrica da Baleia (SIBIL) onde os cetáceos eram transformados em óleos e farinha. Hoje os dois museus mostram como ERA a tradição da caça às baleias e como é feita, agora, a protecção daquelas espécies. É paragem obrigatória. E ainda tivemos a sorte de a terra estar em festa!


Rodeando a ilha, parando em cada miradouro, observando as ilhas vizinhas: São Jorge e Terceira. A ilha do Pico é, à semelhança do Faial, única. Um dia apenas não chega para tudo e a subida ao cume da montanha fica para a próxima.



Mais 4 dias pela frente era o que tínhamos. Quatro dias na maior ilha do arquipélago: São Miguel.

01 setembro 2009

Paixão insular

Há cerca de um ano estava num lugar que é Portugal sem o ser. Estive em algumas ilhas dos Açores. Na altura não tive oportunidade de fazer um post sobre esta viagem, mas hoje, quando faz 1 ano sobre a minha passagem por lá, resolvi escrever uma (a primeira!!!) série de 3 textos sobre a minha visita a este maravilhoso arquipélago.
Confesso que não queira ir, mas fui; essa história de "casal" tem muito o que se lhe diga.
Por não querer ir não criei grandes expectativas. Achava que nos Açores estava sempre a chover e que, paradoxalmente, a viagem seria uma seca.
Tínhamos planeado visitar 3 ilhas: Faial, Pico e S. Miguel.
Aterramos no Faial depois de um voo turbulento. Chovia e eu já dizia mal dos meus pecados. Contrariamente ao que eu esperava, estava calor. Alugamos um carro e fomos dar a volta à ilha. Aí começou uma viagem inesquecível.
Seguimos a estrada principal, que dá a volta à ilha do Faial, em direcção ao vulcão dos capelinhos. Deixara de chover e, tal como o tempo, meu humor começou a melhorar. Chegando ao vulcão a primeira paisagem de deslumbrar:


Passeamos um pouco pelas encostas do vulcão, por agora, adormecido e continuamos a viagem. Começava a ganhar gosto pela aventura. Víamos hortênsias, vacas e encostas típicas e devorávamos tudo aquilo, sedentos de conhecer mais.
Em pouco tempo demos a volta à ilha e chegamos à cidade da Horta.


Eu não fazia a mínima ideia da geografia dos Açores e foi uma grande descoberta o facto de a ilha do pico estar mesmo ali à nossa frente.

Seguimos em direcção da caldeira do Faial e aí a primeira desilusão: Não se via a ponta de um c. A névoa cobria a parte mais elevada da ilha e decidimos tentar no outro dia.
Dessa forma fomos "investigar" outras partes do Faial.

Cruzamos a ilha, voltamos à Horta e fomos visitar a caldeira do inferno.
Ficamos a admirar a beleza do lugar e depois demos um salto à praia da baía que se forma do outro lado desta caldeira.
O tempo corre depressa por aqui e logo se fez noite. Após um jantar num restaurante à beira-mar fomos tomar um café a um dos "ex libris" da ilha: o "Peter"


E "prontos", lá se foi o primeiro dia. O seguinte estava reservado para visita à ilha vizinha: Pico.
Do Faial fica a vontade de voltar nem que seja para ver o que a caldeira esconde!