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14 agosto 2013

Palmas

Finalmente estou em férias. São merecidas e as mais desejadas de sempre tal a quantidade de trabalho que me tem caído na cabeça ultimamente.

E o que melhor há para fazer nas férias do que ver os programas de verão nas televisões lusas, hã? Espectáculo! Festas para imigrantes, música pop portuguesa com gritadores secundados por gajas a baloiçar tudo o que deve ser baloiçado, apresentadores estridentes acompanhados por gente que pertence a outra espécie animal também ela bípede, you name it!

Embora tudo nesses programas seja bastante aliciante, nada me agrada mais do que ver as variações populares de bater as palmas. Sinceramente não sei como vocês o fazem mas eu costumo bater uma palma da mão contra a outra, violentamente e num sentido horizontal, muitas vezes de forma um pouco cínica e pouco entusiasta (para que aqueles que as merecem não ficarem a pensar que o trabalho terminou e que já não há espaço para melhorias). Não sei se é melhor forma, se é a correcta, mas é a que uso desde criança e não quero, neste momento, alterá-la.
No entanto, confesso que gosto de ver as senhoras de meia idade que fazem com que o acto de bater as palmas das mãos pareça o desenho de um caça F22. Estas moças costumam fazer danças com os braços para depois chocar as palmas fazendo que, para além do som, também o estremecer do corpo seja engraçado. É incrível o arco que um membro superior consegue descrever, algo que não vem em livros de biomecânica, com certeza.
Mas existem mais variações interessantes. Existem aqueles que não acertam com o ritmo da cantiga e os que falham constantemente as próprias palmas das mãos, talvez distraídos, talvez por serem incrivelmente descoordenados (ainda mais que eu!); há os que parecem aqueles macacos de brinquedo com pratos quando abrem os braços até acertarem no nariz do vizinho e, em linha recta, amandar os membros um contra o outro para executar o acto (sob o risco de acertarem no cocuruto do indivíduo à frente); temos ainda os que batem palmas e saltam ao mesmo tempo, não fazendo nada de jeito nas duas coisas; há os delicados, que batem as pontas dos dedos contra a palma da mão contrária o que não é, na verdade, um bater as palmas; enfim, vale a pena ver um número musical desses programas (com o volume reduzido,é claro: segurança auditiva primeiro) só para ver essas variações sobre este tema.

E, "prontos" (também gosto dos estrangeirismos [ou será melhor "esquisitismos"] linguísticos da silly season), vou ali às festas da terra ver os perdigotos kamikazes dos novos falantes de francês que, como as andorinhas, migram de volta para estas áreas do Liz. 
Férias no seu esplendor!





27 agosto 2012

Pai sofre XXVI: Férias em família ≠ de descanso

Quando se é solteiro ou quando, em casal, não se tem filhos, a malta vai de férias para descansar. Vai para a praia, “trabalha pró bronze”, mira as meninas em trajes (cada vez mais) pequenos, bebe uma mini na esplanada acompanhados de um pires de mariscos do Eusébio e vai tateando, aqui ou ali, peixes-aranha que calmamente adornam o fundo do mar gelado da nossa costa.

Essa malta “desgraçada” e despreocupada faz viagens de 3 horas bem andadas entre o Porto e o “Allgarve”, sem verdadeiras necessidades de parar em estações de serviço, viajam com o ar condicionado ligado no máximo e a ouvir a música que lhes apetece no volume que lhes dá na telha. Chegados ao “Marrocos lusitano”, o people abanca em casa, come qualquer coisa regada com um vinho rosé bem fresquinho e vai para o areal, sem guarda-sol, equipados com toalha e protector solar factor 12, às 3 da tarde. Levam um conjunto de entretenimento composto apenas por bola + raquetes + baralho de cartas. Ficam por lá, ora deitados, ora a jogar, ora dentro d’água, até, pelo menos, às 8 da noite, dependendo apenas da vontade e da metereologia. 

Cambada de filhos da mãe! 

Não é que eu seja invejoso, longe de mim, mas são uns ignorantes, esses tipos! 
Ignoram que, com crianças, a viagem demora o dobro do tempo e vai se conhecendo as pitorescas decorações das casas-de-banho das autoestradas. Ignoram que se deve ter uma temperatura amena na viatura e que as escolhas musicais estão feitas antes do carro arrancar e não vão além daquele cd infantil que a cria já canta com grande à vontade, tal o número de "repeats". Ignoram que a palavra “esplanada” deixou, subitamente, de constar no dicionário e que “minis” se refere aos ditadores cá de casa. Quanto à arte de “ir à praia”, eles ignoram que se tem de acordar às 8 da matina (sim, essa hora existe, mesmo em Agosto) para apanhar o tempo mais fresquinho mas que só às 9:30 se está mesmo pronto para arrancar. Ignoram que, ao chegar à praia, se tem de descarregar tudo o que a mala pôde transportar, mais a mulher e as crianças, e depois andar à procura de lugar para estacionar a carroça, lugar esse que dista, quase sempre, entre 5 a 10 minutos do areal. Ignoram que o material de veraneio deve incluir uma mala com toalhas, fraldas (do mais pequeno), conjuntos de roupa, garrafas e biberões d’água, mais uma outra sacola que albergue moinhos, pás, baldes, figuras alusivas a moluscos ou artrópodes marinhos entre outros entretenimentos infantis e que, no seu conjunto, pesam sempre uma tonelada cada (produto do peso real pelo calor abrasador que já se faz sentir). Ignoram que as toalhas dos adultos não servem para descanso já que se passa pouco tempo lá deitado. Ignoram a vida para além do factor 12 de protecção solar e a existência da arte do “besuntar” dos pupilos até que fiquem brancos "albino-like". Ignoram que a maltinha só pode ir à água acoplados à nossa mão e sob a protecção de uma camisola e de um “sombrero” mexicano. Ignoram que parece existir uma estranha atracção entre a areia e a boca de um bebé. Ignoram que a praia deve ser o único lugar onde “filho” não traz sex appeal. Ignoram que às 11 horas da manhã são horas em que se devia sair da praia. Ignoram que pedir aos pimpolhos para que não sujem o carro com areia é uma utopia. Ignoram que apenas se pode voltar à praia às 5:30 da tarde para que tudo recomece… e tudo isso obedecendo à tirana vontade dos pequenitos. 

No entanto, às 5:30 da tarde, sob um tempo mais ameno e uma maré mais baixa, quando brinco com os miúdos a fazer castelos de areia ou corro atrás da mais velha enquanto esta ri como uma desalmada na esperança vã de que não a alcance; e molho os seus pequenos pés à beira mar e os seus cabelos com um balde cheio d’água acabada de “colher”; e caminho ao lado do pequeno que cambaleia sobre a areia fresca mais a sua fralda inchada da água salgada ao mesmo tempo que aponta para uma gaivota mais atrevida que pousa mesmo a 2 metros de nós; e sento com os dois mais a mamã, com os corpos a colar, salgados e cheios de areia, a observar um pôr-do-sol vermelho do verão, lá bem longe no horizonte, com a sonoplastia da mãe natureza, qual dj, rodopiando doces ondas numa praia agora mais calma; acabo por pensar que, afinal, e apesar da tremenda canseira que tudo isso acarreta, os que vivem na ignorância não sabem o que perdem. 


 Alvor

06 julho 2011

Férias sem net


Alguns dias passados em Santa Cruz (Torres Vedras) sem net, apenas o mar, o vento, algum sol e (o mais importante) a família, foram responsáveis pelo entupimento da minha conta de mail, pelo vazio criativo neste espaço e pela recarga das minhas baterias (que já estão a ficar viciadas e cada vez aguentam menos...)


E segunda-feira é logo ali (suspiro)...

30 agosto 2010

Esta semana...


Férias, 2º round

01 agosto 2010

Afinal...

Sem saber para onde ir nestas férias? Vá para Cona!



06 agosto 2009

Rotina veranista

O tempo é feito de rotinas. Passados alguns dias de férias, também estas estabelecem uma rotina.

7:30 - Acordar
7:35 - Ir ao mercado comprar sardinhas para o almoço
8:00 - Pequeno-almoço
8:10 - Praia
11:00 - Sair da praia
11:15 - Piscina
13:00 - Sardinhada
14:00- Ócio
16:30 - Piscina/praia
18:00 - Tostas mistas + Caipirinha(s)

18:15 - Piscina
20:00 - Saladinha
21:00 - Sueca
1:00 - Caminha

No fim, vou precisar de mais uma semana para recuperar...

04 agosto 2009

Homo cetacea algarvius

Estranho país este Allgarve.

Eu adoro minha profissão. Ser o que sou foi sonho infantil concretizado. Mas existe um local no qual me sinto mal, por vezes, em ser médico. Esse lugar, que me desperta esse diminuto arrependimento, é a praia.
Nunca gostei muito de ir à praia. Muita areia, água fria, sol abrasador, constituem ingredientes de uma receita que não me agrada muito. Mas acabo por ir por não depender só de mim. Para além disso, deve ser somado o facto de a minha tez ser cândida como a neve e, após alguns minutos de exposição solar, mesmo às 7 da manhã, ficar vermelha como uma malagueta.
Mesmo assim, com todos os estes inconvenientes, vou. No entanto, gostava de ir à praia sem me preocupar com a saúde dos outros e é aí que "sofro". Tento "impingir", aos que me acompanham, as regras para uma segura utilização praieira. O problema é que não posso fazer o mesmo aos outros milhares que me avizinham.
Se pudesse escolher uma palavra, para utilizar como sinónimo de praia, escolhia "banha". Toneladas de banha é o que se vê a pavonear-se nas margens do Atlântico. Não tenho nada contra as pessoas obesas, absolutamente nada. Acho espectacular que assumam o corpo que têm e é sinal de que estão bem com eles próprios. Volto a repetir que o problema é meu. Fico com comichão quando vejo uma rapariguita de 8 anos com a barriga a tentar escapar por todas as frestas do biquini ou "maiô". Fico a calcular IMC's e anos de vida aos senhores de meia-idade que mal conseguem ver os próprios pés (já para não falar do "amigo).
Causa-me impressão pessoas claras como eu a tostarem-se na areia, sem qualquer tipo de protecção à excepção duma fé do caraças. São esses que permitem que as crianças brinquem à torreira e são esses que chegam ao meio-dia à praia.
São esses que me causam arrepios neste calor infernal. São esses que enfardam o que querem de Setembro a Maio, que em Junho entram nos ginásios e fazem dietas tibetanas para estarem IM-PE-CÁ-VEIS em Agosto. São esses que fazem as pegadas mais profundas nas areias da praia e não sabem porquê. São os que dão lucro aos homens das bolas de Berlim.

Pensei nisso a manhã toda, enquanto ouvia o MP3 na areia. Pensei que o mundo não pode ser perfeito, mas que também não necessitava de tanta imperfeição (física e...).
Às 11h saí da praia, metido nestes meus pensamentos utópicos, e vi um senhor com grandes dificuldades em estacionar o carro, mesmo à "boca" do caminho que leva os veraneantes à praia. Ainda estiva para lhe dizer que, com um pouco de esforço, poderia estacionar no areal, afinal os nadadores-salvadores nem tinham muito trabalho hoje.

01 agosto 2009

Férias 2009

Chegaram as férias.
Apareci novamente no Allgarve, sabem, é o jet 7 e tal...
Depois da A1, A13 e A2 já não HÁ mais dinheiro que pague tanta auto-estrada.
Acho a viagem aqui para baixo o máximo. É incrível o que se pode apreciar em 350 Kms de estrada lusas. O ano passado eram os GPS's que estavam na moda, este ano são mesmo os idiotas.
Eu andei sempre nos 120/130 Kms hora e, quando fui obrigado a ultrapassar outro mais lento, lá vinha um indivíduo qualquer, no seu "maquinão", a acender os faróis desde 300 metros mais atrás.
"Ó camarada, estás com pressa? Arra
ncasses mais cedo de casa que já lá estavas"
Era um "enxame" de carros nas vias, mas o mais estranho era que a via da esquerda estava sempre mais congestionada. A via da direita foi sempre o melhor lugar para circular, estava mais desimpedida.
Depois de 3 horas de condução, resolvi parar numa estação de serviço para esticar as pernas e tirar "água-do -joelho". O bar/café/restaurante estava cheio de veraneantes barulhentos e sedentos de férias, um horror! Lá vou eu à casa-de-banho fazer o serviço mas observei a distância de segurança anti-s
alpicos e anti-espiadelas-esquisitas do vizinho. Sentia os pés chapinharem numa mistura de água e urina, num calor infernal dos secadores de mãos. Ah, se as mulheres soubessem as nossas dificuldades...bendita "shy-bladder".
O barulho naquele estabelecimento era algo só semelhante ao trabalhar de um F1. Porquê as pessoas em férias são tão barulhentas? Já repararam? Na praia, para além da gordura extra-biquini, os gritos são outra coisa garantida. Gargalhadas, choro de crianças, vendedores ambulantes, motas-d'água, tudo foi feito para ser o mais turbulento possível.
Retornei ao popó e meti-me na estrada novamente. Meter-se é a palavra certa, porque entrar na estrada nessa altura é um acto destemido. Um microsegundo é o tempo que se tem para tomar balanço e se enfiar o carro, entre outros dois, e seguir no fluxo de viaturas. Lembra-me sempre as imagens do corpo humano e a corrente sanguínea. Aliás, se o Norte fosse a cabeça do país e o Sul, nomeadamente o Allgarve, fosse o pénis, Portugal em Agosto tinha uma sínco
pe, tal é o fluxo cá em baixo.
Mais um carro à frente e mais uma "desrespeitosa" ultrapassagem minha. Parece que se tem que pagar uma taxa suplementar para se usar a faixa da esquerda, vem logo outro anormal a esbracejar atrás. Embora eu vá a 140km/h e já tenha direito à multa, o fulano que vem a 200 é que tem razão.
"Ó amigo, tás nervoso? Morde a testa"
E volto à direita, um local mais sereno e civilizado.
Cheguei à portagem final da A2, e vi um batalhão de GeNeRe's a trabalhar. Estavam a ter gostosos "chats"com os muitos que me mandaram às favas, ao longo do trajecto, por estar a cumprir o código. Não consegui evitar um sorriso maquiavélico...
E foi só o primeiro dia.



"Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh oh
La bomba estallo
Las radiaciones tuestan
Y matizan de azul"