Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens

31 dezembro 2011

E se os Maias estiverem certos?

Se os Maias estiverem certos:
- Ficaremos sem saber quem será o próximo campeão mundial de futebol;
- Não iremos receber subsídios de férias ou natal (espera lá, não é preciso previsões maias para esta...);
- Faremos a vontade aos socialistas e não pagaremos as nossas
dívidas;
- Se o fim do mundo acabar com fogo, o Gaspar procurará aumentar o imposto sobre os produtos pretolíferos;
- Se acabar numa quinta-feira, o pessoal do Estado aproveitará para fazer ponte;
- O PCP dirá que acaba porquê é do interesse do grande Capital;
- O PS dirá que já tinha tentado acabar com o mundo antes no governo Sócas mas tinha sido boicotado pela oposição e que, acabar justo agora, é pu
ra demagogia;
- O CDS não aceitará porque os Maias são pagãos e que viviam à custa do RSI da época, daí terem sido aniquilados pelos espanhóis;
- O Bloco apoiará porque assim acabam as off-shore;
- O PNR irá dizer que os estrangeiros querem ocupar os lugares dos portugueses no processo de acabar com o mundo;
- A SONAE irá vender bilhetes com descontos de 50% em cartão continente enquanto a FNAC cobrará 1€ pela venda dos mesmos;
- Não teremos os aumentos dos impostos e do preço dos bens essenciais previstos para 2013;
- Poderemos prometer que pagamos tudo dentro de um ano;
- A IURD inflacionará o preço dos terrenos no céu;
- O Governo irá tentar vender suas acções de "acabar com o mundo" a investidores chineses, indianos ou azeris;
- em 2013, onde quer que estejamos, estreará um filme, realizado por Roland Emmerich, com o título: "Eu não vos disse?";

- No entanto, se "acabar com o mundo" for entregue à responsabilidade exclusiva de Portugal, com a nossa burocracia, desenrascanso, cunha, compadrio, tachos, recursos, etc, etc, de certeza que o mundo aguenta-se mais, pelos m
enos, 2359 anos...



Que 2012 vos traga, sobretudo, oportunidades; oportunidades para
ganhar dinheiro, para viver bem, para terem filhos (se o quiserem e se fizerem por isso), para dar o salto, para apanhar os touros pelos cornos e, principalmente, oportunidades para se ser feliz (que é o que interessa).

Grande abraço e, pelo menos hoje, não se estraguem...



09 fevereiro 2010

Afastado

Há algum tempo que não posto nada nem sequer vou às "casas" dos meus vizinhos aqui da direita.
Não gosto de abandonar este espaço por muito tempo e temo que, se isso aumentar, tenha que lhe dizer "adeus".
Enquanto isso não vem, ficam estas palavras do último Congresso Português de HTA:
- Destiffening;
- Remodeling;
- Deeper e non deeper;
- Guidelines.

E, de uma viagem de regresso de 3 horas desde o Allgarve, ficam estas belas afirmações:
- "... nas maçãs eu dou a dentada que eu quiser!"
- "... gosto da parte dura (do ananás) que é aquosa e docinha"


Amizade...

19 janeiro 2010

Pisca-pisca

Em 1994, minha família regressou do Brasil. Tinha eu 18 anos e, no auge das hormonas, não encaixei esse regresso da melhor forma.
Ora vejamos, um fulano, com a liberdade proporcionada por uma carta de condução fresquinha, numa cidade com cerca de 20 milhões de habitantes (incluindo muitas "brasileiras", vejam bem!), onde existe de tudo à mão, não pode encarar muito bem a permuta para uma pachorrenta aldeia com 500 moradores (incluindo muitas idosas portuguesas tradicionais, bigode abrangido).
Em casa dos meus pais foi um pandemónio. Foi uma época de revolta intensa mas oprimida pela dependência (financeira e afins) dos pais.

A coisa serenou um pouco depois que o meu pai adquiriu um popó. Na altura, havia sido lançado no mercado o novo Seat Ibiza. Naquele tempo, era uma opção interessante: motor e materiais semelhantes aos VW a um preço mais acessível. O carro era bonitinho e, o melhor, ainda não estava associado ao "azeituning".
Esse carro passou a ser o carro da família e foi nosso durante anos a fio.
Nele, vivi aventuras extraordinárias. Foi meu companheiro em Coimbra, durante o curso. Foi minha sala, quarto e biblioteca em muitas ocasiões. Foi meu estúdio durante as viagens. Foi meu confessionário. Soube muito dos meus segredos e guardou-os com ele.
Foi um amigo especial e com ele fui criando novas memórias que, embora não apagasse as que tinha, foi diminuindo a minha "raiva" pela deslocação para cá.
Hoje, como escrevi num post anterior, adoro o Brasil, mas amo Portugal, e ele teve participação nessa metamorfose interior.

Vinha eu, noutro dia, no meu novo Seat Ibiza (ficamos fãs da marca, fazer o quê?), quando, mesmo à minha frente, revejo o meu amigo de 4 rodas.
Estava ali, tal e qual o tinha visto pela última vez.
Confesso que me senti traído. Quase como um filme porno, acusei-o de se ter entregue a outro alguém; de se ter deixado penetrar por outro...
Por kms, o meu velho companheiro, arrepiou caminho à minha frente. Senti uma nostalgia enorme e ele pareceu confessar-me os meus próprios segredos e pecados. Lembrei-me dos beijos dados ao som do seu rádio, das noites de maluqueira dos sábados, dos dias inteiros a estudar no seu interior, das idas à praia. E ele a lembrar-me que nunca me deixara na mão.
Por fim, o seu "amante" põem o pisca para a direita e o meu ex vai-se embora.

E posso vos jurar que senti que, aquele sinal de pisca-pisca, foi uma espécie de: "se eu pudesse falar o que sei..."






Deixo-vos com esta bela obra lírica que me recordou o título deste post:


09 janeiro 2010

Eu gosto é de mulher

Não podia deixar de escrever sobre o dia de ontem.
Parece que agora as pessoas podem casar com quem quiserem. Parece que é possível, finalmente, quem ama alguém, passar o resto da vida com essa pessoa, usufruindo dos mesmos direitos (ou quase) de qualquer outra dupla.
Tempos houve em que eu teria sido contra a lei aprovada ontem. Eram tempos no qual reinava o produto de uma educação católica, de direita e heterossexual tradicional. Esta educação forçava-me a avaliar como certo apenas o que era comum ou vulgar: uma normalidade condicionada.
Hoje mantenho-me heterossexual e levemente pendente para a direita, mas as experiências de vida levaram-me a encarar todos os cenários como possíveis.
Actualmente, não tenho pruridos em falar sobre o casamento homossexual. Não me custa aceitar que uma pessoa queira viver até o fim dos seus dias na companhia de quem ama, independente da cor, religião, posição política, profissão, cor clubística ou orientação sexual.
O que me custa, hoje em dia, é ver parceiros condenados a viver em relações falidas apenas porque "deus" impôs, ver mulheres batidas e violadas por mentecaptos, homens agarrados a mulheres irascíveis e fibromiálgicas, raparigas agarradas a príncipes que nunca deixarão de ser sapos. O que me custa é ver relações coladas com tudo, menos amor. Isso não quer dizer que estes problemas não ocorram com os homossexuais, onde também existem agressores e afins...
O que me custaria, ainda mais, era ter que ir às urnas votar esta lei. Custa-me ter que aguentar com a retórica do clero e beatas mal fodi"#! que vem para a televisão cuspir o seu ódio e intolerância. Se fosse para decidir se queria a porra do TGV, auto-estradas, 3ª travessia sobre o Tejo, ajudas a bancos, etc e coisa e tal, ía a correr para as urnas votar um valente NÃO!!!

A mim não mete medo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que mete medo são comentários como os proferidos (no jornal da SIC, se não me engano) por um rapazinho, dos seus 20 anos, que professa o fim da raça humana com a aprovação dessa lei. A esse rapaz digo apenas que a lei não o obriga a casar com outro rapaz e que ele pode tentar passar os seu genes para a próxima geração... embora isso seja deveras deprimente.


Agora um vídeo para provar que sou hetero
Mr. Green



E a versão da Ana Carolina:




Eu Gosto De Mulher
Ultraje a Rigor
Composição: Roger Moreira

Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Que tudo que eu me meto é só pra impressionar

Mulher de corpo inteiro
Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente

Mulher de qualquer jeito
Você sabe que eu adoro um peito
Peito pra dar de mamar
E peito só pra enfeitar

Mulher faz bem pra vista
Tanto faz se ela é machista ou se é feminista
'Cê pode achar que é um pouco de exagero
Mas eu sei lá, nem quero saber,
eu gosto de mulher, eu gosto de mulher
eu gosto de mulher

Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!

Nem quero que você me leve a mal
Eu sei que hoje em dia isso nem é normal

Eu sou assim meio atrasadão
Conservador, reacionário e caretão

Pra quê ser diferente
Se eu fico sem mulher eu fico até doente
Mulher que lava roupa, mulher que guia carro
Mulher que tira a roupa, mulher pra tirar sarro

Mulher eu já provei
Eu sei que é bom demais, agora o resto eu não sei
Sei que eu não vou mudar
Sei que eu não vou nem tentar

Desculpe esse meu defeito
Eu juro que não é bem preconceito
Eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay
Olha eu sei lá, eu sei que eu não sei,
Eu gosto é de mulher Eu gosto é de mulher

[Refrão]

Eu adoro mulher!
Eu não durmo sem mulher!

31 dezembro 2009

O último do ano

Este é o último post deste ano.
Serve para desejar a todos aqueles que passam os olhos naquilo que aqui escrevo um ano de 2010 repleto de coisinhas boas.
Espero, sinceramente, que o próximo ano seja melhor que 2009. Não me posso queixar, já que foi este ano que "recebi" a maior prenda de sempre, mas compreendo que, para a maioria das pessoas, 2009 não foi um bom ano.
Resta a esperança de que nos próximos 365 dias algo mude para melhor.

Um grande abraço e grandes festas na companhia dos que mais gostam.

Vemos-nos em 2010!


Fica esta imagem de uma cidade que adoraria visitar em 2010...



29 setembro 2009

Ode ao Catso

Ao ler o meu triste texto de ontem, o meu caro amigo Balhau teve daqueles rasgos poético/criativos dignos de perdurar no imaginário bloguista.
Aqueles que, por preguiça, não quiserem bisbilhotar o blog do poeta, podem ler a sua criação imediatamente abaixo:

"Para o Catso


Na arte de bem foder
O povo até mais não
Fica o colhão sempre a arder
De não ter nada, tocar à mão.

É escusado retrucar
Aqueles senhores do dinheiro.
Na verdade é sempre o mesmo
Que se fode o dia inteiro

Meu vizinho não quer saber
Minha avó já pouco escuta
Neste mundo todos querem comer
Do mesmo sítio a mesma fruta

Agora que aliviei num espirro
Aquilo que todos sentem
Devo realizar um retiro
Para entender como eles mentem

Mentem porque eu não os ouço
São o resultado da indiferença
Com este comportamento de moço
Qual será minha sentença?

Passo os dias a reclamar
Com a sociedade e a justiça.
Mas na hora de denunciar
Sou sem boca e cego de vista

Comiseração é o meu lema
Filosofia do coitadinho.
Ainda ontem virou tema
A história de um pobrezinho

Mas pobres sempre haverão
Porque há quem não queira trabalhar
Difícil é dar a mão
Aqueles que ajudas a explorar.

A sociedade é muito chique
Quando se trata de aparecer.
Com uma levis e umas nike
Fazes outros perecer.

Ah mas a vida é mesmo assim!
Dizes-me tu indiferente
Mas como queres meu caro amigo
Uma vida benevolente?

Queres que o mundo mude
Não te censuro o pedido
Mas se te peço atitude
Está logo tudo perdido!

Que dizer destes políticos
Manequins da sociedade?
Meus amigos, são os rebanhos
Da nossa mediocridade.

Não desças ao nível deles
Diz-me a voz da razão
Mas como é que a posso ouvir
Se me dói o coração

Por isso bem alto digo
De mente aberta, resoluta
Fazei da peida um figo
Seus grandes filhos da puta"

Under License of Balhau® Inc.

13 setembro 2009

Amizade

Uma noite entre amigos e vem-me à cabeça dois trechos musicais:

"I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"


"Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir"

Os primeiros versos são de Louis Armstrong em "Wonderful World", os restantes de Milton Nascimento na sua "Canção da América".

Estas músicas vieram-me à cabeça porque reflectem o que penso em relação à amizade. Um amigo é para guardar à sete chaves, no sentido de ser algo cada vez mais raro.
No rescaldo da pândega fraternal de um encontro cada vez mais raro, pensei nos meus amigos. Quais e quantos são. Sei quem são e não são muitos, mas são bons. São meus irmãos de outras famílias.
Pensei no que é preciso para manter uma amizade? Confesso que esta pergunta manteve-se na minha mente por um bom par de horas e, enfim, cheguei à conclusão de que não é necessária muita coisa para manter um verdadeiro amigo. É preciso estar lá, só isso... ou quase. Também é preciso um par de ouvidos, um ombro (pelo menos), ter fome para as jantaradas, ter anedotas novas e histórias de amor/escárnio, um lenço de papel, um número de telemóvel, memórias, cumplicidade, conselhos, reprimendas, disponibilidade 24 horas...
São coisas simples, quase sempre à mão, que se fazem naturalmente, de forma inata, e com prazer.
Aos meus amigos e à amizade um grande bem-haja e que nossos encontros sejam menos fortuitos.