24 novembro 2015

De ir para o "raistáparta!"?

Hoje, quando o meu mais novo procurava uma história para ser contada antes de dormir, encontrei este livro e não pude conter um sorriso sarcástico:



Respondi esta pergunta de várias formas e em nenhumas delas se excluiu algum tipo de calão.

13 novembro 2015

Coerência

"Passos pede revisão constitucional imediata para antecipar eleições" - in DN

Se há coisa que eu admiro numa pessoa é o seu sentido de coerência...


03 novembro 2015

TeoLOLgias

"Caiu uma chuvada dos infernos em Albufeira".
Quem disser essa frase não estará muito longe da verdade segundo o novo ministro da administração interna, Calvão Silva
Haja estupidez para uma só intervenção. 

Não sei se ficarei contente ou triste com o facto de este ser, provavelmente, um governo de curta duração: este senhor tem grande potencial para histórias rocambolescas...

01 novembro 2015

Prostituição política

Há alguns anos, escrevi este texto, em forma de brincadeira, onde imaginava o então PM José Sócrates a tentar fazer coligações estratégias com algumas "prostitutas políticas" já que, naquela altura, também ele não tinha maioria no parlamento. Hoje volto a publicar aquele texto, façam vocês um esforço para trocar as personagens, já que as putas continuam a ser as mesmas.  

Vem o engenheiro no seu carocha cor-de-rosa pela Av. da Liberdade acima e depara-se com uma trabalhadora nocturna. Trava imediatamente. 
Eng: "Ó boa!" 
Senhora: "Olá garanhão" 
Eng: "Como te chamas, laranjinha?" 
Senhora: "Manela" 
Eng: "Adoro o teu fio-dental cor-de-laranja. Fazes coligações? Daquelas bem hardcore?" 
Senhora: "Claro" 
Eng: "Quanto?" 
Senhora: "4 ou 5 ministérios. O das finanças é obrigatório!" 
Eng: "Desculpa lá, não querias mais nada, não? Deve haver coisa melhor por aí." 
O engenheiro põem o pisca para a direita e encontra novo trabalhador da vida política. 
Eng: "Ó doce!Anda cá ao PM" 
Trabalhador da vida política (TVP): "Ui, tão ansioso que ele está. Olá panterinha cor-de-rosa!" 
Eng: "Epá, tu és uma drag queen? Deixa estar que eu agora sou mais liberal. Alinhas numa coligação para 4 anos?" 
TVP: "Claro. São só 3 ministérios e eu quero o da defesa: adoro homens fardados." 
Eng: "Isso é muito! E umas relações esporádicas estratégicas" 
TVP: "Pobretanas. Pode ser, mas vou querer um ministro e alguns secretários de estado." 
Eng: "Não pode ser. Beijo na nádega" 
O engenheiro põem o pisca para a esquerda e vê ao fundo uma figura num vestido vermelho. 
Eng: "Eh lá... adoro gajas de vermelho" 
Gaja de vermelho (GV): "Olá meu pequeno burguês imperialista. Eu aceito teu capital, nem que seja estrangeiro, para podermos dar umas cambalhotas ideológicas." 
Eng: "Mas só me calham drags hoje? Ouve lá, quanto cobras por uma tramóia política bem sacana?" 
GV: "De que tipo?" 
Eng: "Estava a pensar num threesome com aquela jovem beldade escarlate ali?" 
GV: "E só pode ser um menage?" 
Eng: "E já te podes dar por satisfeita!" 
GV: "Não alinho nesse tipo de bacanais, seu porco fascista!" e vai-se embora. 
Eng: "Ó amor, anda cá conversar" 
A jovem beldade escarlate marcha rapidamente em direcção ao carro cor-de-rosa. 
Eng: "Tu és esbelta! Olha lá, as tuas amigas são muito ambiciosas, não queres juntar-te a mim numa aliança quadrienal?" 
Jovem beldade escarlate (JBE): "Depois fico com um lugar numa empresa estatal?" 
Eng: "Pode-se arranjar qualquer coisita, sim" 
JBE: "E um ministro ou dois?" 
Eng: "Prontos, já estás a exagerar! Eu não tenho maioria, só posso dar o tal lugar na empresa, até deixo-te escolher." 
JBE: "Pode ser na Mota-Engil?" 
E o engenheiro acelera a fundo o seu carocha cor-de-rosa. Pensava na chateação que era ter que recorrer às prostitutas políticas quando, há pouco tempo atrás, tinha tudo o que queria. Decidiu-se por fazer (governo) sozinho. Só se espera é que não saia a mesma merda que o último!

21 setembro 2015

As figuras de estilo aplicadas à Medicina

Depois de ter de engolir em seco após ouvir um dos melhores pleonasmos da minha carreira, resolvi criar esta pequena lista de algumas figuras de estilo aplicadas à arte médica.
Comecemos, então, a libertar cultura:

PLEONASMO (o tal de hoje):
"Seus pais ainda estão vivos?"
"Meu falecido pai já morreu"

EUFEMISMO
(senhora obesa) - "Dr, estou a ficar assim um pouco para o forte"
DISFEMISMO:
(o marido da senhora obesa) - "Forte o caraças, tás é gorda como tudo!"

METONÍMIA (o continente pelo conteúdo + o lugar pelo produto)
"Consome bebidas alcoólicas?"

"Bebo meus copos, sim senhor. Bebo um Porto ou dois de vez em quando"

METÁFORA:
"O senhor fuma"
"Sim, Dr., sou um fumador invertebrado" 

HIPÉRBOLE (utilizada especialmente nas urgências):
"Tenho esta tosse praí há uns 6 meses... ou mais!"

CATACRESE:
"Tenho comichão na boca do corpo!"

PARADOXO:
"Dr, aqueles comprimidos para dormir deixaram-me acordada a noite toda!"

PROSOPOPEIA:
"É uma dor fina que corre o corpo todo!" 



E, no fim de um dia de trabalho:
APÓSTROFE
"Deus! Ó Deus! Onde Estais que não Respondes!"

03 agosto 2015

Só me falta escolher a árvore

Caros amigos que se perdem por estas bandas.
Como sabem, ao longo dos anos tenho escrito alguns textos sobre o facto de ser pai. Este post serve para dizer que o Catso aqui resolveu juntá-los a outros e editar tudo num livro. 

Os que tiverem interesse em conhecê-lo façam o favor de enviar uma mensagem para o mail do tasco.

Abraço e boas leituras (nem que sejam de outros).





 

14 julho 2015

Déjà vu

Depois de tantas promessas, de tanta esperança numa nova forma de governar, de tanta afirmação de que seriam diferentes, deve ser muito difícil de aceitar, por parte dos gregos, mais do mesmo: mais austeridade e "Programas de Estabilidade e Crescimento". 
Ei, esperem lá um momento... isso lembra-me qualquer coisa... 

19 maio 2015

Nobre desporto?

Como qualquer bom portista, foi com tristeza que vi o maior rival ser campeão novamente. Pior ainda, foi possibilitar a antecipação dessa vitória com uma colaboração da "minha" equipa em mais uma péssima, horrenda e tristonha apresentação, dessa feita no Restelo.
Mas, como desportista, tenho de saudar a conquista do rival e ter esperança de que na próxima época posssamos ganhar qualquer coisa (começo a ficar preocupado que este discurso comece a ficar demasiadamente colado aos dos adeptos do scp).

No entanto, não posso ficar indiferente aos acontecimentos deste fim-de-semana. Num país visto como rico (vide as palavras do Coelho) e desenvolvido, como pode um acontecimento desportivo se transformar em batalha. Tumultos, vandalismo, tiroteio e cobardia, aconteceu de tudo neste domingo.
Se fosse benfiquista ficaria revoltado se meia dúzia de mentecaptos acabassem com a minha festa de bicampeonato. Se fosse vimaranense ficaria indignado se 2 ou 3 vândalos destruíssem o "meu" estádio e, mais ainda, se alguns desses vândalos vestissem de preto e branco. Como sportinguista, de Lisboa ou Braga, ficaria preocupado com as balas perdidas.
Mas, não sendo de nenhum daqueles clubes, e mesmo que não gostasse de futebol, como cidadão revolto-me com tudo aquilo e principalmente com o acontecimento mais nefasto daquela tarde de domingo. Não consigo encontrar um motivo plausível, seja ele cuspo, palavrões ou o que seja, para que um agente da autoridade agrida feroz e violentamente quem quer que seja e, principalmente, perante uma criança. A agressividade do polícia é indesculpável; até poderão dizer que naquela situação "se perde a cabeça e deve-se impor algum respeito sob o risco de contágio aos outros adeptos...", mas pergunto: não deve estar o agente preparado psicologicamente para não perder a cabeça? Não deve dar o exemplo? Não deve analisar os efeitos que pode ter naqueles que o rodeiam?
Imaginemos o que se passará na cabeça de um miúdo de 9 anos ao ver o seu pai agredido e manietado daquela forma e o seu avô esmurrado violentamente. Quando se tem 9 anos o mundo é ainda algo inocente, a meu ver (pelo menos o meu era). Deve ser difícil compreender o porquê de tanta raiva. Imagino a criança a perguntar-se o que terá o pai feito para ser batido daquela forma. Como depois se explica àquela criança que a polícia existe para nos defender?

Espero que este caso não caia no esquecimento e que se faça justiça como deve ser: é grave demais para passar sem castigo.
Fica também algum consolo na imagem do outro polícia a abraçar o miúdo, numa esperança de que não veja a cena (não se deve generalizar comportamentos).
Ainda, não consigo e não quero compreender a tentativa de desculpar a atitude da guarda com a frase "então o pai não sabia que não devia levar uma criança para um jogo destes?". Não quero entender isto como uma atenuante, caraças. Quer dizer que, num país civilizado e livre, não posso ir aonde quero com o meu filho? É desculpável e expectável com a maior naturalidade, comportamentos como aqueles apenas porque sim? Um espectáculo desportivo deve ser entendido como algo potencialmente perigoso? Não seria melhor tentar combater a violência de forma verdadeira e saudável ensinando às crianças a rivalidade de maneira responsável e educada? Parece-me que algo está realmente mal e não consigo compreender esta aceitação da violência nos jogos importantes do campeonato. A expressão "Auto-risco" para mim só para a prevenção de algumas doenças .

Nota: a imagem do miúdo a chorar, urinado e desesperado é extremamente forte. Devia ser mostrada repetidamente às entidades responsáveis e aos adeptos de futebol. A bola não foi feita para fazer chorar...

08 março 2015

Sexoctagenário

Hoje, numa consulta de rotina, e num "já agora" típico do dia-a-dia do Médico de Família, a senhora de 84 anos de idade falava com regozijo da (ainda) capacidade  do seu marido, de 88, de satisfazê-la em termos copulatórios.

Vou já orientar a minha senhora!





17 fevereiro 2015

Os meus delit(r)os

Amigos, porque os textos sobre a vinhaça estavam a ser uma constante, optei por publica-los em sede própria.
Podem acompanhá-los aqui: http://deliciosodelitro.blogspot.pt/

14 fevereiro 2015

A carta

Meu amor,
Aqui estou eu sozinha. Perdida neste mundo, abandonada por ti. 
Onde estarás, meu amor? Trocaste-me por outra? Existirás noutro coração? 
Não quero acreditar que ficarei só para sempre mas, quando penso que apenas tu és o meu perfect match, confesso que desespero. 
Tenho aguardado no meu frio quarto pelo teu regresso e a cada passo que ouço fantasio o teu retorno. Volta para mim, meu querido. Volta para me completares finalmente. Sonho com o dia em que te voltarei a ver e, lado a lado, caminharemos juntos. Correremos em paralelo até onde pudermos, até onde aguentarmos. Iremos em direcção ao fim do mundo, em direcção a um horizonte longínquo e lá descansaremos e dormiremos juntos e, assim, acabaremos os nossos dias. 
Eu não vivo sem ti, eu não existo sem ti. Sem ti não valho nada e não tenho futuro. Dependo de ti para subsistir, tal é o meu amor e a minha dedicação a ti. 
Por tudo isso e muito mais, imploro-te: volta e junta-te a mim novamente. Eu não suporto esta solidão. 

Com profundo amor e esperança, 

O outro par de meias. 

Devaneio escrito depois de mais de uma hora na tentativa de organizar dezenas de meias aos pares e  após ficar com outro tanto destas "viúvas" nas mãos.

07 janeiro 2015

04 janeiro 2015

2015

"Ano novo, vida nova", eles dizem. Mas eles não entendem que a única coisa que muda é uma página de um calendário. Ok, muda-se o calendário também, mas é apenas isso. Para além, nada mais; tudo igual. 
Servirá o 1º dia do novo ano para tomar resoluções. Será apenas um bom ponto de partida. É fácil de recordar, pelo menos mais fácil de recordar comparando-se a uma decisão tomada no dia 7 de Maio, por exemplo. A malta escolhe o 1º dia do ano para iniciar nova vida: querem emagrecer, ou parar de fumar, ou parar de beber, ou entrar numa nova relação, ou arranjar um novo emprego. O dia 2 é o primeiro em que tudo falha e, para esquecer, acende-se um cigarro na companhia de um bourbon e enquanto se belisca uma caixa de bombons que sobrou do natal.
Amanhã é a primeira segunda-feira de 2015. Representará o primeiro dia de trabalho e a volta para um sítio que cada vez mais me desagrada. Por isso, "Vida nova"? Humpf! Vida nova, para mim, seria poder esfregar uma carta de despedimento com requintes de sadismo no focinho de determinadas chefias. Isso sim, seria começar de forma espectacular. No entanto, como a vida não me permite desfrutar dessas pequenas excentricidades, fico com a carta guardada na gaveta para, quem sabe, fazer a esfregação num "7 de Maio" qualquer.

Bom ano para todos e, principalmente, àqueles que podem "entrar com o pé direito" no traseiro de imbecis.