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08 março 2011

Reclamar



Estive ontem a ver este filme e lembrei-me do tempo em que o espiritismo esteve mais presente na minha vida.
Naquele tempo, enquanto miúdo, uma das lições que a doutrina tentava passar era: "não reclamar".
"Não reclamar" é diferente de "não lutar pelos direitos e por uma vida melhor".
"Não reclamar" refere-se às coisas fúteis e banais, coisas que queremos, que são totalmente supérfluas, em detrimento das que já temos e que são perfeitamente úteis e suficientes. "Não reclamar" por não ter mais matéria. "Não reclamar" da família, do trabalho e, principalmente, da vida.
"Não reclamar" e tentar crescer como pessoa. Trabalhar, estudar, ajudar e ser melhor, a cada dia. Essas foram as mensagens que aprendi naqueles dias e que, infelizmente, se foram diluindo ao longo do tempo de afastamento.

Ontem enquanto via esse filme lembrei que tenho reclamado (e muito) nestes últimos tempos. Parei para pensar na minha vida e vi egoísmo, preguiça e revolta... há que trabalhar para alterar... há um longo caminho...

Sei que alguns que me visitam neste espaço são cépticos. Convido-vos a ver este filme (ou ler o livro com o mesmo nome) de mente aberta, nem que seja por diversão cinematográfica. Espero que sirva, mesmo que o encarem como ficção, para que possam pensar se estamos, ou não, no caminho certo.

Deixo uma mensagem de Chico Xavier:


NÃO RECLAME

A Vida te coloca onde você escolheu estar...

"Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.

Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
Busque o bem e viverás melhor."

Francisco Cândido Xavier

27 janeiro 2011

Deus me livre... deles!

Esta tarde, enquanto não fazia nada de relevante, fui interrompido pela campainha da porta.
Pé-ante-pé, em silêncio, fui ver quem seria através do "olho mágico" da porta.
Eram 2 pessoas; um casal de engravataditos com livros grossos junto ao sovaco: Testemunhas de Jeová.
Ainda pensei em não abrir a porta, mas não resisti.

- Boa tarde, disse eu.
- Boa tarde, jovem. Teria tempo para uma conversa? Disse o senhor polidamente.
- Depende do que seja.
- Gostaríamos de falar sobre Deus.
- Ah, ok. Mas, peço desculpa, não estou interessado. Obrigado e boa tarde.

Antes que fechasse a porta, a menina que o acompanhava, insatisfeita pela ovelha desgarrada, ainda teve tempo para mandar uma pequena farpa, como que numa última tentativa de vender o seu peixe:
- O Sr. não acredita em Deus? "Amandou-ma" com um sorriso semelhante ao do domador de felinos de um circo qualquer.
- Acredito em Deus sim, menina - disse eu calmamente - não acredito é em vocês... tenham uma boa tarde.


Benza Deus! Saravá meu Pai!

30 março 2010

Vinde a mim...

Sugestão para leitura do evangelho na próxima missa dominical: Lucas 18,15-17.

10 dezembro 2009

O anónimo


Quem tem um blog sujeita-se ao "anónimo".
O "anónimo" é uma entidade da blogosfera. É tipo o Yeti ou a Nessy, nós "sabemos" que existe mas não temos nenhuma prova. O "anónimo" até deixa pistas, escreve, manda umas postas de pescada e vai-se embora sem deixar rasto. Ninguém tem uma foto do "anónimo", ninguém consegue descreve-lo, mas todos que escrevem num blog já tiveram a oportunidade de ter contacto com este ser.
Uma das poucas certezas relativamente ao "anónimo" é que existe mais do que um. Só assim se explica que um "anónimo" escreva maravilhas sobre um determin
ado assunto e outro, logo no comentário a seguir, envie uma colecção de rico calão ou até uma ameaça de morte.
Desconhece-se, no entanto, o género do "anónimo". Embora seja um substantivo masculino, parece tratar-se de um ser hermafrodita ou, quem sabe, assexuado.
O "anónimo" costuma ser um ente deveras efusivo nos comentários. Escreve muitas vezes com maiúsculas e com inúmeros erros que vão desde a acentuação até a concordância. Se calhar faz parte da estratégia para chamar a atenção ou, se calhar, é mesmo imbecilidade.
Uma das características mais irritantes do "anónimo" é a sua incapacidade em perceber a fina arte da ironia. Demonstra ser algo muito crédulo em tudo que lê e que possui uma mente pouco elástica.
Resumindo, o "anónimo" é um bicho engraçado e estranho, o ornitorrinco da blogosfera.

Eu tinha tido, desde início deste blog, contactos vários co
m esta entidade. "Anónimos" bem dispostos pousavam aqui e ali e em determinados posts mais do que uma vez. Eles sempre fizeram comentários bem dispostos e criativos, enaltecendo e mostrando agrado pelos textos que escrevia. No entanto, observava o que outros "anónimos" faziam em blogs vizinhos. Vociferavam fortemente contra aquilo que fosse oposto às suas ideias, não se coibindo de insultar a mãe do incauto blogueiro (ou será bloguista?).
Escrevo sobre esta espécie hoje porque, também hoje, enquanto caminhava por posts antigos, observei alguns comentários que foram feitos e que eu não tinha tido oportunidade de ler.
O post que provocou tamanha ira do gado "anónimo" foi este. Li os comentários e, apesar de os achar ofensivos, nunca p
ensei em apaga-los porque deram-me um gozo imensurável. Ganhei o meu dia só por encontra-los.
Deu-me gozo saber que há pessoas que se perdem por aqui e que ficam verdadeiramente chateadas com as estupidezes que escrevo. E, mais importante, dá-me um grande gozo saber que elas, ao escreveram aquilo, acreditam realmente que vou ficar arreliado.
Tenho que lhes confessar que soltei uma lágrima... de rir.

A seguir deixo-vos com os ditos:

O
s comentários que se seguem são susceptíveis de causar ataques de riso extremos; leiam-se com moderação e não se tente corrigir a ortografia ou decifrar insultos!


Insultos a reter:
1 - "Seu monte de bosta";
2 - "Panacá (?)"
3- "Imbecil espiritual"
4- "Instrume de camelo" (muito bom!)
5- "Vagabundo"
6- "Jacaré de tamanco" (aqui perdi uma gotinha)
Fora o facto de chamarem-me pinguço.

Que deus esteja convosco, irados irmãos "anónimos", e voltem sempre!