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17 abril 2014

Crónica de uma morte anunciada

Há 4 anos escrevi o texto que se segue para desabafar. Andava eu triste e revoltado com o comportamento dos jogadores do FCP após uma derrota contra o nosso maior rival. Naquela altura não suportei o facto de jogadores com a camisa do Porto andarem a distribuir pontapés nos colegas de profissão para esconderem a incapacidade de dar a volta a um resultado.
Daí para cá já fomos tricampeões nacionais, campeões da Taça de Portugal, da Supertaça e da Liga Europa. 

Hoje faço um "re-post" daquele texto. No entanto, penso que a derrota de ontem foi mais perversa. Foi o culminar da época mais medíocre de que tenho memória e desde que há 20 anos me apaixonei pelo clube da Invicta. 
O problema não é perder para o benfica. O problema reside na incompetência, na ausência de ideias, na confusão reinante e, principalmente, no "baixar dos braços". Não ponho em causa todo o mérito do adversário, para além de injusto seria uma grande estupidez, mas não posso tolerar que se entregue os pontos daquela maneira; no FCP luta-se sempre (vide o campeonato passado)!
Fico a imaginar a quantidade de miúdos portistas que dariam tudo pelo sonho de alguma vez poderem representar o clube num jogo oficial e andam aqueles carcamanos a fazer figuras de parvo com o emblema do FCP ao peito!!! 

Espero que este post, tal como o anterior, preceda uma nova era de glória. Se for como há 4 anos, não me importo de escrever isto novamente em 2018.

Crónica de uma morte anunciada 

"O meu FCP está moribundo; procura uma nova toca onde se possa enfiar e curar as suas profundas feridas. Ontem foi atacado na sua integridade física por uma águia sem escrúpulos que se aproveitou (e bem) das fragilidades do réptil alado cuspidor de fogo.
O FCP está doente. Nele residem fungos e bactérias multi-resistentes que o vão corroendo por dentro. Esses bichos controlam a instituição e fazem com que pareça, e se comporte, com o que não é. Não há veneno, medicamento e justiça que os destrua.
O meu FCP está descaracterizado. Não tem Baías, Pintos, Gomes e Costas para o defender. Tem representantes medíocres, violentos, trapaceiros e ensandecidos que tentam vencer a todo o custo. Envergonham o clube e não são dignos da camisa azul e branca que envergam... para não falar da braçadeira de capitão.
Tenho saudades daqueles que davam tudo em campo, que não se cansavam, que vibravam com as vitórias, que detestavam e não se conformavam com as derrotas, que tinham brio, eram ilustres e nobres; tenho saudades de jogadores a Futebol Clube do Porto: Homens de garra e glória.
Os que lá estão deixaram-se matar. Ajoelharam-se perante o maior inimigo, envergonharam os que sofrem pelo FCP; são fracos, pequenos e sem carácter; não servem para o clube, não suportam o peso do emblema e dos mais de 100 anos de história da instituição.
Não vou dar os parabéns ao adversário. Não me levem a mal os amigos benfiquistas que por aqui passam, mas ponham-se no meu lugar: perder para o rival? Não é fácil... e sem dar o mínimo de luta...Ontem foi mais uma batalha perdida, mas é normal perder para um grande adversário e o que entristece é saber que este FCP já perdeu a batalha contra si mesmo.

Que se encontre cura para as nossas maleitas e que possamos enfrentar os demais com a força de outrora."

Suspiro...

08 julho 2009

Saudade

Tenho saudade. Saudade de quem ainda não conheci, de quem está, calmamente, a chegar.
E longe dela, sinto-me só, mesmo acompanhado.
Como se pode amar alguém que não se conhece? Como se sente a falta de uma pessoa da qual não se reconhece a face, a voz, o olhar...
Menina, estou longe de ti agora, mas, ao mesmo tempo, perto, numa outra dimensão. Numa dimensão para lá da carne e sangue; numa esfera maior, numa em que, irracionalmente, parece que te conheço há mil anos.
Alguns chamam a esse lugar "amor". E eu já te amo, há tempos, por mais insensato que esse amor possa parecer.
E nestas noites longas, difíceis de passar, longe de ti, eu te espero.


E estes meus amigos vão dando algum alento
...