29 outubro 2013

Zoo

Da mesma forma que o governo quer diminuir o número de animais em edifícios, deveríamos querer diminuir o número de animais no governo.


Haja cãoragem para aguentar estes jegues!!! 

27 outubro 2013

Empreendedorismo

Para o primeiro ministro das finanças deste governo  (aquele que desapareceu do mapa para poder descansar um pouco) o povo português é o melhor do mundo. O PM tem a mesma opinião e, orgulhosamente, por diversas vezes, lá vai dando exemplos da extraordinária criatividade e da grande capacidade de empreendedorismo nacional; eu, depois de ler esta notícia, e pela primeira vez, tenho de concordar com aqueles membros da quadrilha...



Imagem do "Público"

25 outubro 2013

Fábula infantil sob o ponto de vista médico

Vendo a versão original da Branca de Neve (1937) e observando a personagem descontraída em meio a esquilos, coelhos, ratinhos, texugos, veados e outros animaizinhos, chego à conclusão que teve uma sorte do caraças por ter sido a única gaja da idade média a não ter contraído raiva ou peste bubónica!

24 outubro 2013

Sessenta

Portugal já é um país moderno. Porquê? Porque já tem adolescentes com planos de assassinatos em massa. 
Não acompanhei muito "de perto" o que se passou naquela escola de Massamá, mas nas raras vezes que perdi alguns segundos com aquilo, perdi-os com muita atenção. 
O rapaz terá ferido 3 colegas e uma funcionária com uma faca mas planeava matar 60 pessoas! Inspiração: os grandes assassinantes (assassinos+estudantes) americanos. Acho que sim, que quando iniciamos um projecto temos de ser auspiciosos e tal, mas também acho que ele deveria concentrar-se em matar um primeiro, só para ver como é que é, e depois de "ganhar mão", fazer a coisa à americana.

Não ficou claro se queria matar 60 pessoas no mesmo dia mas, de qualquer forma, 4, para começo, já é um bom número de cadáveres. A questão é que não cumpriu os seus intentos e as pessoas não morreram, graças a deus ou, se calhar, ao armamento trazido pelo esboço de homicida: facas de cozinha. Que tipo de facas de cozinha terá o rapazote utilizado? Se fosse eu usava aquelas a que chamamos "facalhão", aquelas que mal cabem nas gavetas dos armários e que nunca soube o que raio fazem numa cozinha em tempos de paz. Talvez o fascínorazinho tenha usado uma faca de sobremeza ou mesmo uma faca de peixe que, como todos sabemos, nem sequer deveriam ser chamadas  de "faca".

A verdade é que o senhor queria levar 60 directamente para as portas do paraíso. Porquê 60? Será fetiche do  moço? Se calhar foi ao calhas: "deixa-me ver, vou matar 58; não, não... já sei: 60, qué um número redondo!". Talvez tenha uma daquelas roletas de bingo e calhou-lhe uma bolinha com esse número. 
Eu apoio este tipo de empreendedorismo e aconselho este rapaz que, aquando da sua saída da choça, não desista da ideia, pois é muito bonita. No entanto, vá matar outras coisas, sei lá, tempo, por exemplo, ou, quem sabe, políticos.
Que fique bem claro que não sou a favor de assassinatos, deus me livre e guarde. Mas, ao ver o esforço que têm feito estes sucessivos grupos de gente para matar velhinhos indefesos (vide cortes nas pensões e saúde), se alguém tiver realmente de matar outro alguem, talvez matar políticos seja mais lógico e saia mais barato ao país. Ora vejamos, se o salário e a pensão de um deputado (contas por baixo) equivalerem a pensão de uns 40 reformados, o trabalho feito pelo jovem ao liquidar 60 deputados pouparia cerca de 2400 daqueles pobres pensionistas! É ou não é uma boa política? E ainda com a salvaguarda de se poder aprender muito mais coisas com apenas um reformado do que com os 60 deputados abatidos. Sem falar de que se poupariam os 60 jovens do plano original: uma riqueza incontestável para o país.
E se tudo corresse bem, podia até ser um negócio com grande valor para a exportação, principalmente para países como o Brasil ou Angola...

20 outubro 2013

À caça

Abriu a nova época de caça. 
Foi novamente liberada a caça a uma espécie animal ignóbil, irritante e dispendiosa: o funcionário público.
À semelhança de qualquer actividade que envolva barbárie, como a tourada, o futebol ou o tuning, também a caça ao funcionário público está acompanhada de muita controvérsia. Os detractores agitam-se em defesa do animal dizendo que se trata de uma espécie em vias de extinção, que basta ir a uma instituição estatal (o seu habitat natural) para observar que já não existem em número suficiente para a demanda de trabalho e, ainda, que a sua caça é desumana e cruel. Os defensores e aficionados dizem que a caça é essencial para o equilíbrio do ambiente económico nacional, que o funcionalismo público é uma praga sugadora de recursos e, a desculpa universal de todos os defensores destas grotescas actividades, porque é "arte e tradição". Estes últimos defende-se dizendo que "o que seria de Portugal sem a tradição de se caçar animais tão perigosos como perdizes, codornizes, pombos e, agora, funcionários públicos?"

No entanto, com a conivência das autoridades, tem-se observado laivos de sadismo crescentes ao longo dos últimos anos no seio dos diferentes grupos destes "desportistas". Não obstante a boa pontaria dos caçadores, tem havido preocupantes relatos de maus tratos aos animais que não se conseguem expoliar. Esses funcionários sobreviventes parecem ter os seus direitos, subsídios, férias, condições de trabalho e salários cortados. Dessa forma, ficam os animais amputados de uma vida decente, deixados à sorte numa sociedade que não os apoia, minguando até ao seu desaparecimento. Alguns espécimes ficam encarcerados na sua instituição tendo a jornada de trabalho aumentada, de forma injusta, violenta e súbita, padecendo de esgotamento físico e psicológico. Embora as entidades responsáveis  já tenham sido avisadas, escusaram-se de qualquer responsabilidade nesta selvajaria, remetendo um comentário aprofundado apenas após um estudo minucioso a ser realizado pelo grupo Galilei.

Como acontece com diversas outras espécies animais, já existem pedidos de excepção e protecção do funcionário público. Estudos mostram que, mantendo-se a sua caça desenfreada, a espécie pode desaparecer nos anos mais próximos, sendo substituída por espécies alóctones, como o funcionário privado. Neste último ponto, parece haver muito interesse de várias empresas privadas em repovoar as instiuições de saúde públicas, entre outras, com aquela espécie invasora, muito mais cómoda e económica. Esta hipótese de alteração de espécies é potencialmente danosa para todos aqueles que dependem do ecossistema público, mas o Ministério do Ambiente refere, em nota de imprensa, que "tal não é verdade" e aponta a Grécia (onde o extermínio de funcionários públicos é ainda mais tradicional) como "o exemplo a seguir para o desenvolvimento da coisa pública."

Outra solução, apontada pela Associação Nacional para a Protecção do Funcionário Público (ANPFC), entidade sem fins-lucrativos (porque o funcionário público parece não dar qualquer dividendo), não podendo evitar a caça de espécies animais, foi a troca de alvo; propõe a ANPFC que se casse políticos. Defende a entidade que "a cassação de deputados, ministros e, eventualmente, primeiros-ministos ou presidentes, pode ser um passo importante para um maior equilíbrio ambiental" e, afirma ainda a ANPFC, "eliminar estes animais do poder poderia ser um passo importante para livrar o ambiente de tanto lixo".

Que se abra, então, a caça (ou cassa) a políticos e afins!




selvajaria

"Selvajaria", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Selvajaria [consultado em 20-10-2013].

15 outubro 2013

Hoje, à hora do almoço, foi-me apresentado um novo medicamento para a ejaculação precoce (ou "prematura", em léxico médico mais recente). Veio a delegada de informação dizer que a medicação é maravilhosa, que prolonga o acto, que é eficaz, que isso, que aquilo... eu ouvi, fazendo-me interessado.

No entanto, após ouvir a Albuquerque, fico seriamente a pensar se aquilo servirá para alguma coisa...

Estranha, e algo irónica, coincidência.

Imagem daqui

14 outubro 2013

Foge, foge



Os meus amigos já se foram 
E, repara, também já se foram os teus. 
Ficámos nós os dois e os velhos e as crianças,
Os únicos com a ridícula esperança
De que melhores dias virão 
E de que terão as preces ouvidas por Deus. 

10 outubro 2013

Expectar

O primeiro ministro aprendeu uma palavra nova. Em véspera de mais um orçamento de estado criminoso, vem o também criminoso indivíduo dizer que é preciso não criar falsas expectativas.
Fala o homem como se o povo que governa tivesse alguma expectativa. Talvez tenha; talvez tenha uma expectativa de chegar ao dia de amanhã com algum dinheiro para pagar a casa, ou o carro, ou para comprar um pão aos filhos. Demagogia minha? Talvez sim, mas penso que não. Demagogia é cortar 15% numa subvenção vitalícia a quem nada faz, nem nada fez, nem alguma vez fará, pelo país, isso sim parece-me um pouco, mesmo pouco, demagógico.

Vem o senhor Coelho dizer que não se deve criar falsas expectativas aos funcionários público. Eu, como funcionário público, tenho uma grande expectativa relativamente ao dia 15: saber o quanto me vão roubar desta vez, se 5, se 10, se mais %'s do meu salário e, consequentemente, da minha já agónica motivação.
Diz o político que não devem, os pensionistas, criar falsas expectativas. Tem razão, os velhos mais valem perder qualquer expectativa de viver o resto dos seus dias com dignidade. Devem ser roubados daquilo que deram ao Estado para que, no fim das vidas, esse mesmo Estado pudesse tomar conta deles. Que morram caquéticos num canto qualquer duma aldeia deserta. 
Diz o filha da puta que não se criem expectativas em crescimento económico, em criação de emprego, em juros da dívida, em diminuição da austeridade... numa vida melhor.

Pagamos nós impostos para por a RTP a funcionar e transmitir programas com propaganda política fascísta. Não há "Pronto" suficiente em todo mundo que dê lustro suficiente à cara-de-pau do "moleque" que foi programado para estar no lugar que ocupa. Não há truques de luzes e de espelhos que escondam todos os cordelinhos que manipulam este e os outros bandidos da trupe. 

O próximo dia 15 vai ser fundamental já que, apesar do Sr. Pedro Coelho aconselhar a que não se crie qualquer expectativa, tenho eu a expectativa que o seu orçamento de estado finalmente levante este povo adormecido.