30 outubro 2009

AIC



29 outubro 2009

Histeria

Não consigo não comentar as cenas que vi nos telejornais. Histeria, pânico, desespero.
Uma criança morreu de gripe A. Uma criança com uma cardiopatia congénita que, provavelmente, morreria desta, doutra gripe ou outra desencadeante.
Este é um facto triste. Perder uma criança desta idade é um grande prejuízo para o país. Que fique claro que esta é a personagem mais inocente de todo este enredo e é realmente triste este desperdício de vida.
Mas apesar de tudo isto, nada justifica o espectáculo apresentado na televisão.
O que faz uma madrasta discursar em frente a uma escola cheia de pais e alunos assustados?
"Crianças, crianças, façam silêncio, respeitem a minha dor". Eu respeito a dor dos que perdem, mas quem perde, o que esta senhora perdeu, não faz discursos em público. Isso sem contar a incrível coincidência da presença de jornalistas de todos os canais nacionais.
E as televisões vão aos hospitais, à casa da criança, ao "comércio dos avós" e colhem depoimentos coléricos dos que nada sabem (ou sabem de forma deturpada).
Num país como o nosso é necessário que a ministra da saúde e os responsáveis de um hospital convoquem uma conferência de imprensa para explicar o inevitável. "Porquê o povo quer saber" e porquê os média precisam de noticias para as 20.
Já escrevi sobre a gripe A (aqui) e mantenho aquelas opiniões. Até hoje a contra-informação é mais forte. É mais credível o "opionista" do jornal nacional do que o delegado de saúde.
E a histeria aumenta...
Imagine-se se a ministra tiver que vir à televisão cada vez que alguém morrer devido a gripe (A ou sazonal).
Observem esta notícia:

"Gripe matou mais de mil pessoas" TVI 07/04/2009

Epá, 1000 pessoas morreram o ano passado? Onde estava a histeria? Onde estavam as pessoas a tentar fechar estabelecimentos?
E não pesquiso noutros locais (muito mais fidedignos) porque me falta a pachorra consumida por esta desinformação obscena.


Esperança

Mais uma letra da minha banda que não foi... mas poderia ter sido:

Esperança

Os dias são todos iguais
Desde de manhã quando leio os jornais
E vou para o trabalho
Fazer de escravo até às seis da tarde.
Almoço a mesma comida de plástico
E vejo os outros com algo fantástico
Para partilhar com o amigo do lado,
Brincam, riem e fazem alarde.

As tardes são todas parecidas.
Tarefas iguais fazendo-se esquecidas.
O copo com água centenária
E o sorriso aberto sem vontade.
As noites começam todas da mesma forma,
Quando entro no carro sem saber para onde ir,
E o trânsito louco que nos transforma
Naquilo que somos de verdade.

Quando nada, mesmo nada, nos prende à vida
É preciso procurar alguém,
Um ombro, um colo, uma cara conhecida
É preciso segurá-la bem


Quando se encontra alguém que nos prende à vida
É preciso segurá-la bem
Agarrá-la, abraçá-la
Sugar o que de bom tem

E os dias deixarão de ser iguais
Deixarão de ser longos e difíceis
Se encontrar-mos alguém
Temos que segurá-la bem

28 outubro 2009

Ora, ora

"Respiração boca a boca prejudica sobrevivência do paciente" Diário Digital

Bem, sendo assim meus caros amigos, quando virem uma menina, como a da foto abaixo, deitada na praia, evitem fazer a respiração boca a boca e concentrem-se na caixa torácica...

Racismo


No rodapé do Jornal da Tarde da RTP:

"Preto acusado de falsificação e fraude fiscal"

27 outubro 2009

Pai sofre III - De fraldado


As fraldas foram uma invenção extraordinária. Aliás, penso se dever a esta peça "íntima", grande parte da evolução da espécie e que acelerou ainda mais com o advento das "descartáveis".
As fraldas sempre estiveram presentes na minha ideia de paternidade. As famigeradas fraldas e as suas trocas estavam na lista de coisas a aprender.

Com a chegada da minha menina, lá tive eu de tomar conhecimento com estas retentoras de excrementos. Tive de aprender a fina arte da troca de fralda, o que seria fácil se ao mesmo tempo a utilizadora da mesma não esperneasse e espalhasse o conteúdo pela área circundante.
E é incrível a velocidade na qual as fraldas se acumulam. No fim do dia já encheram um saco de lixo. Enchem rapidamente todas as latas de l
ixo, das casas de banho à cozinha.
As fraldas tomam conta da casa e, violentamente, conquistam-na. Com a desculpa de estar sempre a mão, vão aparecendo aqui e ali até que, de repente, existe sempre uma fralda por perto e em todas as divisões da casa. Elas estão por toda a parte (e isso inclui também o carro!).

"Ó papa, tens de ir comprar fraldas"
"O quê?Ainda no outro dia comprei!"
"Pois, mas elas não são infinitas"

"Mas olha que, pelo número de fraldas que eu vejo por aqui, até parece que são!"
E lá vou eu comprar as benditas.
Um aparte: um gajo acha estranho que existam corredores só para iogurtes ou bolachas nos supermercados. Então passem a reparar no corredor destinado às fraldas. Elas são imensas, inúmeras, infindáveis, infinitas e ainda umas poucas mais. Elas existem por peso, por idades, mais absorventes, men
os absorventes, com bonecos, mais grossas, mais finas, mais largas, mais fofas e mais uma quantidade anormal de outras características. Existem automóveis com menos extras que algumas destas fraldas. Isso para não falar do preço. Tanto dinheiro... é para um gajo ficar com cara de mer$%, ou melhor, cara de fralda usada.
Lá cheguei ao corredor das fraldas. Tinha as coordenadas exactas, dadas pela minha superior hierárquica, e comecei a procurar: 3-6 Kg, 0-3 meses, dodot®, etapas, abas largas, confort. Na procura, encontrei dois pacotes que se
apresentavam idênticos mas cujo preço de um era metade do do outro. Fiquei com expressão de interrogação, tentando compreender o que catso diferenciava uma da outra. Decidi arriscar e... comprei a mais barata... dois pacotes delas.
Saí do supermercado aliviado e orgulhoso por ter comprado (quase) sem hesitar o pacote certo. Sentia a inveja a vir dos rostos dos outros pais que se encontravam no mesmo corredor. As suas caras cansadas e camisas s
uadas demonstravam a dificuldade da grande missão na qual se encontravam. Eu, no entanto, tinha vencido!
Cheguei a casa e despejei o pacote das fraldas. Sentei no sofá para recuperar do esforço e foi então que ouvi a tão temida frase: "Ó pá, não eram estas!".
"Como??? "
"Vê só, estas não são iguais a estas. Passa aqui a mão"

Rasp, rasp
"E então, vês?"
"Hum, pois, são mais ásperas"
"Já sabes o que tens a fazer"
Ainda tentei convencer a usar aquelas ou sermos mais ecológicos e voltarmos às fraldas de pano: "então, tu lavas as fraldas, ok?" e convenceu-me.
Fui ao super e comprei as fraldas certas.
Isso foi há uma semana, adivinhem onde fui hoje e fazer o quê?

26 outubro 2009

Folha branca


Catsone®

25 outubro 2009

Como diz que disse???

"Vou ser sucinto contigo: fazes tanta falta aos "Ídolos" como um volante num frasco de pickles!"

Do excelente cantor: Pedro Boucherie Mendes

24 outubro 2009

Dissertação sobre o ego

Vasculhando em papéis e cadernos antigos, do tempo do liceu, encontrei textos que escrevi durante aulas mais desinteressantes.
Naquela altura queria escrever um conjunto de composições que falassem de mim mesmo e que, no seu conjunto, intitulei de "Dissecação de uma personalidade".
Pensava, um dia, publicar e... bah, ideias de teenagers.

Foi engraçado reler e identificar coisas que agora não correspondem à verdade. Algumas delas ainda bem, outras tenho pena.
Não modifiquei (ou corrigi) nada do texto original pelo que o publico como escrevi há cerca de 16 anos atrás (provavelmente quando necessitava de aconselhamento psicológico e de estar mais atento às aulas de português).


Dissecação de uma personalidade


Capítulo 1: Do que sou

Sou alguém normal. Sou vulgar, sou comum. Não chamo atenção de ninguém na rua. Não sou bonito; não sou feio. Sou alguém que poderia ser seu amigo ou, pelo contrário, lutaria contigo por algo mundano. Não sou inteligente, não sou demente, não sou doente, mas sofro dos mesmos males dos quais reclamas diariamente. Eu sou eu sem saber quem sou. Talvez seja simples para ti, mas sou deveras complexo para meu próprio entendimento. E nas tortuosas curvas do meu caminho, vou-me segurando ao que posso, curvado e, por vezes, derrotado, frente às vicissitudes do meu "ser", lutando
para não cair.
Sou apenas um; sou, portanto, único. Sou um grão de areia; uma faísca na história. Sou como uma bactéria numa gota d’água. Sou pequeno… como tu. Não tenho gémeo; não tenho sósia; não tenho clone.
Sou responsável em tudo que faço. E sou responsabilizado por tudo que faço. Pago pelos meus erros com elevados juros e não recebo dividendos pelas vitórias. Acostumei-me com o facto, mas foi difícil, e luto para reverte-lo.
Sou o tipo que anda pela rua e, por vezes, fala sozinho, absorvido nos seus pr
oblemas e absorto do mundo à volta. Falar sozinho não é mau, muito pelo contrário, é uma forma de nos conhecermos interiormente; quem nunca falou sozinho, em frente ao espelho perguntando-se sobre o que achariam as pessoas se saísse de casa despenteado? Quem nunca falou sozinho não se conhece verdadeiramente; é um complemento e uma ajuda ao pensar.
Sou um bom amigo dos meus amigos, mas sou problemático em fazer amigos. Sou como um artesão: faço poucos amigos, mas procuro fazê-los bem, delineio a figura, limo as arestas e o produto final é uma amizade para sempre; não me preocupo em fazer pseudo-amizades; aquelas fugazes amizades de situação, de momento, se
m ligações. Tenho muitos colegas mas poucos amigos/irmãos. Estou bem assim.
Não sou convencido. Não sou pretensioso. Não sou arrogante. Sou capaz de reconhecer em mim algumas virtudes, mas não as exagero. Não faço, do que faço, grande alarde. São acontecimentos normais. Não preciso publicitá-los; se as pessoas gostarem, virão procurar mais. E não me preocupo, pois se fizer mal, milhares virão ter comigo, já que, para muitos, o verdadeiro sentido de suas pequenas vidas é procurar ridicularizar outras.
Não sou eloquente. Ao dirigirem-se para mim, falam e eu respondo. Não tent
o conquistar quem quer que seja, com palavras caras; tento conversar. Tento entender e me fazer entender.
Não suporto gente estúpida; penso ser o que acontece com a maioria das pessoas, mas começa a tornar-se difícil encontrar quem não o seja; também já fui muito estúpido no passado e, temo sê-lo mais vezes no futuro e estou a sê-lo agora enquanto escrevo.
Não sou paciente. Expludo por qualquer coisa.
Não tenho paciência para conversa “fiada”. Não tenho qualquer problema em deixar uma conversa a m
eio se não me agradar, como também não fico com gente fútil, por pura falta de pachorra. Há determinadas coisas inevitáveis, e para essas tenho que ter paciência, mas quando a fuga é possível…
Eu sou o que sempre quis ser. Não sou melhor ou pior do que planeei quando criança. Eu sou a figura que a infância e a adolescência, quais oleiras, moldaram com paciência de anos. O resultado não poderia ser melhor…para mim. Eu sou quem não se importa, quem não liga a mínima, don't gives a fuck para o que os outros pensam. Se não
gostam de mim, que se lixe! É bom ser eu…
Não sou, nem quero ser, o melhor nem o pior. Não sou o que vai aparecer por trás do entrevistado, nem serei o próprio entrevistado; estarei em casa a ver a cena. Há milhares que se matam pelos tais 15 minutos de uma fama supérflua, sem saberem o quão ridículo esse estado pode ser. Eu posso doar os meus quinze minutos (mas só pela melhor proposta).
Não sou de esquerda, não sou de direita. Tenho opiniões próprias sobre assuntos “tabu”. Não preciso de uma linha de pensamento pré-fabricada para minhas
decisões. Tento ser eu mesmo quando pedem opinião acerca desses problemas. Não faço aparato e não impinjo a minha opinião aos outros, deixo esse papel aos políticos.


Ah, a adolescência...

21 outubro 2009

Saramargo

Depois do discurso anti-igreja-religião-bíblia do nosso José Saramago, lembrei-me de imediato desta bonita melodia dos Titãs que ouvia em 1986:



Igreja
Titãs
Composição: Nando Reis

Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!

Sublime

Na minha 5ª noite seguida de insónia (e não é por culpa da minha menina), fico a ouvir estas vozes angelicais:

20 outubro 2009

Aventura


Aventura


Aventuro-me em ti e na tua longitude
Negligenciando os teus perigos e vicissitudes.
Escorrego na tua fronte e equilibro-me no teu nariz
No preciso instante em que, descontraída, sorris.
Contorno a carne dos teus lábios e apoio-me no teu queixo
Deslizo lentamente para o teu ombro sem desleixo.
Caminho pelo teu colo e perco-me nos teus recantos,
No cimo dos teus peitos miro os teus doces encantos.
Desço com cuidado pois no teu ventre mora o perigo,
Brinco e salto no teu ser e caio no teu umbigo.
Escalo teu monte de Vénus e daqui revejo a tua boca,
Tombo, negligente, e descanso no afago das tuas coxas.
Deixo-me estar, descansado, perdido nessa ilusão:
De estar tão perto de ti mas tão longe do teu coração.

Catsone®

19 outubro 2009

"Vermelho, vermelhaço, vermelhão!"


Vou responder a um desafio amavelmente feito pela Denise. Pedia ela que eu enumerasse dez pessoas e/ou situações que merecessem cartão vermelho.
Isto vai de "sopetão" e vou escrever o que vier à cabeça, mas não deve ser difícil já que complicado seria, neste momento, arranjar 10 coisas que merecessem aplausos.

Lá vai:
1- Pobreza, não só material, mas também a de espírito: eu sei que é utópico mas como é possível que, no auge dos seus conhecimentos, o Homo sapiens continue a permitir que, a metros de distância, estejam crianças a morrer crianças à fome, com frio, com doenças perfeitamente curáveis ou devido à guerra? Aliás, quando terminar este post quantas mais terão morrido?

2- Chico-espertismo: se fosse desporto olímpico já cá cantava um ourozito. O tuga é especialista no golpe, no factor C, no por-baixo-do-pano. Não é à toa que este país tem tantas rotundas, nós somos bons é a contornar as situações. O desenrascanço devia ser elevado a património nacional, não vá uma super-potência usurpá-lo para fins maléficos.

3- Críticos: a crítica é boa e faz crescer quando bem intencionada, no entanto, há muita gente dedicada à fina arte da crítica fácil e depreciativa. Existem pessoas que pensam que sabem que sabem, não sabendo que não sabem puto. E vemos estes intelectuais a destilarem venenos e espumas raivosas nos telejornais, rádios e matutinos. Estes já não iludem quem é inteligente e quem não o é também não os entende, daí a sua opinião estar sobrevalorizada. Os críticos não sabem fazer, mas criticam.

4- Desesperança...(suspiro)

5- Egoísmo: o umbigo é uma coisa maravilhosa, representa a ligação à criação e patati-patatá, mas por vezes deve-se olhar para outras direcções sob o risco de bater-se com a cabeça numa parede (ou num umbigo maior).

6- Ganância: "quem tudo quer tudo perde", infelizmente não passa de um dito popular, mas gostava de ver mais vezes acontecer dessa maneira. Se assim fosse, aqueles que vivem da especulação estariam onde estão hoje os que foram, por eles, explorados. É triste mas, provavelmente, temos alguns genes destacados para este efeito. O apetite por coisas é tão grande que não se olha a meios para se ter. O sinal em moda hoje em dia é o +.

7- Guerra: porquê lutar por uma causa que não é nossa? Porquê raio lutaria eu por problemas, desavenças e interesses de engravatadinhos e diplomatas? Os senhores da guerra que carreguem, eles, as armas e enfiem-nas nos respectivos olhos do cu. O problema da guerra é complexo e fico-me por aqui.

8- Inveja: a relva do vizinho é mais verde, o carro é mais potente, a casa é mais bonita, a família é mais perfeita, a pila é infinitamente maior. A inveja corrói e enoja; é, para mim, o pior sentimento que se pode ter. Por trás de um sorriso amarelo e um "parabéns", o invejoso esconde algo podre e cruel e isso é uma das (muitas) coisas que me assusta.

9- Política: que fique claro que gosto de política mas dava cartão vermelho a todos os políticos/partidos actuais. Não existe ninguém, neste momento, a nível nacional, que ponha os interesses dos outros a frente dos seus. Temo acreditar que nunca houve. "Ó Catsone, tão ingénuo que nós somos, hã?"; pois sou e por isso, por vezes, fico azedo.

10- Religião: fui ensinado desde pequeno que não se deve falar de 3 coisas: Política, futebol e religião; azar do caraças porque gosto de discutir as 3. A religião é a raiz de todas (ou na maioria) as discórdias, passadas e actuais. Em nome de vários deuses cometem-se (passado, presente e futuro) as maiores atrocidades e, depositando nos deuses as culpas, dorme-se de consciência tranquila.

E é isso. É triste perceber que é fácil preencher esta lista e saber que se o desafio pedisse 100, 1000 ou 1 milhão de cartões vermelhos não ficaria um único por atribuir. Mas eu já disse que não gosto de desesperança?

PS: cara Sr. professora, perdoai os erros ortográficos, de acentuação e de concordância mas, às 2 da manhã, não se pôde arranjar melhor.

17 outubro 2009

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Eu tenho uma "Yoko Ono" na minha vida...

16 outubro 2009

Humor negro

"France Télécom: 25 suicídios em 20 meses"aqui

Temos que saber o que se passa nesta empresa e aplicar na assembleia da república. Em 2 anos ia a bancada do CDS e alguns do bloco...

Prostituição política


Vem o engenheiro no seu carocha cor-de-rosa pela Av. da Liberdade acima e depara-se com uma trabalhadora nocturna. Trava imediatamente.
Eng: "Ó boa!"
Senhora: "Olá garanhão"
Eng: "Como te chamas, laranjinha?"
Senhora: "Manela"
Eng: "Adoro o teu fio-dental cor-de-laranja. Fazes coligações? Daquelas bem hardcore?"
Senhora: "Claro"
Eng: "Quanto?"
Senhora: "4 ou 5 ministérios. O das finanças é obrigatório!"
Eng: "Desculpa lá, não querias mais nada, não? Deve haver coisa melhor por aí."
O engenheiro põem o pisca para a direita e encontra novo trabalhador da vida política.
Eng: "Ó doce!Anda cá ao PM"
Trabalhador da vida política (TVP): "Ui, tão ansioso que ele está. Olá panterinha cor-de-rosa!"
Eng: "Epá, tu és uma drag queen? Deixa estar que eu agora sou mais liberal. Alinhas numa coligação para 4 anos?"
TVP: "Claro. São só 3 ministérios e eu quero o da defesa: adoro homens fardados."
Eng: "Isso é muito! E umas relações esporádicas estratégicas"
TVP: "Pobretanas. Pode ser, mas vou querer um ministro e alguns secretários de estado."
Eng: "Não pode ser. Beijo na nádega"
O engenheiro põem o pisca para a esquerda e vê ao fundo uma figura num vestido vermelho.
Eng: "Eh lá... adoro gajas de vermelho"
Gaja de vermelho (GV): "Olá meu pequeno burguês imperialista. Eu aceito teu capital, nem que seja estrangeiro, para podermos dar umas cambalhotas ideológicas."
Eng: "Mas só me calham drags hoje? Ouve lá, quanto cobras por uma tramóia política bem sacana?"
GV: "De que tipo?"
Eng: "Estava a pensar num threesome com aquela jovem beldade escarlate ali?"
GV: "E só pode ser um menage?"
Eng: "E já te podes dar por satisfeita!"
GV: "Não alinho nesse tipo de bacanais, seu porco fascista!" e vai-se embora.
Eng: "Ó amor, anda cá conversar"
A jovem beldade escarlate marcha rapidamente em direcção ao carro cor-de-rosa.
Eng: "Tu és esbelta! Olha lá, as tuas amigas são muito ambiciosas, não queres juntar-te a mim numa aliança quadrienal?"
Jovem beldade escarlate (JVE): "Depois fico com um lugar numa empresa estatal?"
Eng: "Pode-se arranjar qualquer coisita, sim"
JBE: "E um ministro ou dois?"
Eng: "Prontos, já estás a exagerar! Eu não tenho maioria, só posso dar o tal lugar na empresa, até deixo-te escolher."
JBE: "Pode ser na Mota-Engil?"
E o engenheiro acelera a fundo o seu carocha cor-de-rosa. Pensava na chateação que era ter que recorrer às prostitutas políticas quando, há pouco tempo atrás, tinha tudo o que queria.
Decidiu-se por fazer (governo) sozinho. Só se espera é que não saia a mesma porra que o último!

15 outubro 2009

...



Hoje sinto-me lipofrénico...

13 outubro 2009

Quem qué metê na Maitê?

Eu vivi no Brasil 16 dos meus 34 anos. Em S. Paulo, sendo tuga, "sofri" com as anedotas de português que os brazucas contam. Sempre tive fair-play, até porque acho ser salutar sabermos rir de nós próprios, mas confesso que, algumas vezes, senti-me ofendido.
Talvez contassem estas anedotas como forma de compensar o facto de os portugueses, no Brasil, serem pessoas de sucesso. Meu pai, que saiu daqui com uma mão à frente e outra atrás, nunca foi funcionário de ninguém e, embora não tenha ficado rico, posso dizer que saiu-se muito bem em terras de Vera Cruz. Aliás, meu pai tinha tanto fair-play que, após ouvir uma anedota de português, contava outra, ele próprio, logo a seguir. Ao ouvir a anedota que o meu pai contava, os outros engraçadinhos não achavam piada nenhuma já que não tinham atingido o objectivo primário: a ofensa.
Mas também é justo que eu diga que adoro o Brasil e suas gentes. São pessoas alegres, simpáticas e sofridas, que merecem o meu inteiro respeito. Gosto da cultura brasileira que nada mais é que uma mescla de inúmeras outras e que no fim revela um degradée extraordinário. Eles tem Niemeyer, Pitamgui, Machado de Assis, Tom Jobim, Vinícius, Fernanda Montenegro, Elis Regina, etc, etc...
Mas o Brasil também tem Maite's. Inúmeras figuras como esta pseudo-artísta. Nós vamos comendo (alguns literalmente) estas artes todas: novelas, teatro, música, cinema, entre outras. Embora façamos muitas coisas interessantes, parece que o que vem de lá é melhor, mais elaborado e profissional. Mas nós temos o fado, a revista, o Rui Veloso, a Dulce Pontes, o Vasco Santana e até a Amália. Não aceito que o que vem do Brasil é sempre melhor, para mim é apenas diferente.
Quando vi o vídeo desta pseudo-artista fui atingido pela fúria e da minha boca saiu um floreado de bonitos adjectivos (a maioria não reproduzíveis aqui). Aceito que se façam caricaturas de traços da personalidade de um povo, mas não admito que se cuspa em monumentos, que se estereotipem as pessoas e que se "caguem-a-rir" de algo que é, no mínimo, digno de lástima. A fúria foi um primeiro impulso de quem não tem sangue de barata, mas logo a seguir senti pena. Vi uma completa idiota a tentar ser engraçada e que revelou uma incomensurável ignorância em relação a Portugal (Salazar no poder 20 anos? Confundir o Tejo com o mar?). Quem conhece este programa sabe que se trata de um conjunto de 5/6 gajas mal fod#$", com intelectualices, que disparam escárnio e conversa da treta para todos os lados. Eu nem devia perder tempo com isso, mas que se lixe, eu quero!
À Maitê (se isso é nome de gente...) digo que fica muito melhor "peladona" na capa da playboy; reserve-se para isso enquanto pode já que a idade vai dando sinais e o photoshop não faz milagres dessa ordem de grandeza, além de que não vejo mais nenhum talento na sua pessoa. Não ofenda José de Alencar, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Castro Alves: não tente escrever. Não ofenda também Paulo Autran, Lima Duarte, Regina Duarte: não represente. Não ofenda Renato Aragão, Chico Anísio, Bussunda: não tente ser engraçada. E guarde, também, o trabalho de repórter a quem sabe o que faz, quem respeita a cultura e a história de um povo e que não tem problemas em conter a saliva na própria boca. Se cospe em público o que será que faz em casa? Fico desiludido "because you don't swallow".
No Brasil, sendo imigrante, até aceitaria estas piadas de muito mau gosto, mas aqui, na minha "terrinha"? Isso é que era bom!

12 outubro 2009

Parabéns Gondomar!

"Não há, hoje a noite, um restaurante onde a gente pudéssemos jantar todos"
Se eu fosse gondomarense escondia minha cabeça na areia.

Já agora, parabéns também aos de Oeiras que deram maioria a um fulano condenado em tribunal e que joga piriscas de cigarro acesas para o chão.

Parabéns, de verdade, aos leirienses que finalmente tiveram o seu 25 de Abril, aos do Marco de Canaveses e de Felgueiras que deixaram de ser cegos!


10 outubro 2009

Faz-me

Visitei este sítio hoje e fiquei com cara de (mais) parvo:


Primeiro, não sabia que tinham "palavra do dia" e, segundo, a palavra deste dia era qualquer coisa, sim senhor.

E pensar que eu já sugeri este sítio a miúdos hiperactivos... já posso imaginar as perguntas dos petizes aos incautos pais.

09 outubro 2009

Nossa senhora!!!

Hoje vou fazer publicidade... bem, não é bem publicidade, é algo ao contrário.
Parece-me que o Marco Paulo está na moda. A Danone resolveu utilizar a figura do cantor para publicitar um dos seus produtos. Como o moço já tem 64 primaveras, está na hora certa de servir como exemplo aos da sua idade: o colesterol mata...lentinho.
Olha, agora é que reparei, ele já tem 64 e pró ano ele pode se retirar! Temos que o avisar que com 65 anos ele já pode desistir da sua profissão: ensurdecedor.

Mas não foi só a Danone que adoptou Marco Paulo para "menino propaganda", e foi então que vi este comercial:



Esta empresa resolveu apelar e oferecer um CD do cantor (acho que com um "single": nossa senhora) a quem for novo cliente. Na minha, ultra-modesta, opinião, acho que é má publicidade, se eu fosse surdo e procurasse um tratamento para deixar de o ser, gostaria de ouvir as ondas do mar, o chilrear dos pássaros ou a Sinfonia nº9 de Beethoven, e não o Marco Paulo.
Amigos da Minisom, para ouvir Marco Paulo mais valia não ouvir.

08 outubro 2009

Totós

Na TVI (estava a ver este filme) e no intervalo:
"O melhor filme da semana: A escola de totós. Oferecido por: BANIF - A força de acreditar"

Será que o BANIF sabia que patrocinava um filme chamado "A escola de totós"?
E quem serão os totós que vêem isto? Os clientes do BANIF?

Acho que o BANIF tem que rever o contracto de patrocínio com a TVI... ou se calhar está certo.

Por ser tempo de escrutínios

Há coisa de 5 anos atrás, num tempo em que pululavam novas bandas de garagem, eu me juntei a mais 3 tontos para fazer barulho. Não tínhamos nome, não tínhamos tenções de gravar nada, não éramos músicos, mas durante 3 ou mais horas de um sábado por mês lá nos juntávamos para um tempo bem passado.
Dos vários "originais" que ensaiávamos, havia um do qual eu gostava particularmente de cantar (sim, eu era o vocalista). Era uma rocalhada naive sobre um assunto em particular: as eleições.

Dado que no domingo temos eleições e até faço parte de uma lista para a Câmara da minha capital de distrito, aqui vai, em 1ª mão, a letra dum êxito que poderia ter sido mas não foi:


"Política

De 4 em 4 anos, eles pedem o meu voto
Juram austeridade, confiança, competência: um país novo
Digo que acredito e assim deixam-me em paz
Que ganhe este ou aquele para mim já tanto faz
É sempre a mesma história no final do seu mandato
“Eu fiz, refiz, recontrafiz, e a si sou muito grato”
Faço que acredito que o discurso é sincero

Eu voto é meu direito, mas não és tu que eu quero.


São sempre as mesmas caras com as ideias de há 10 anos
Não mudam uma vírgula, qualquer um desses fulanos
Vou votar com coerência, nas próximas eleições
Escrevo no boletim: vão embora seus cab#$"#!


Ser político hoje em dia é muito fácil, meu amigo
Basta ir à assembleia falar do governo antigo
Criticar o que foi certo, enaltecer suas besteiras
E repetir, se for eleito, os mesmos erros e asneiras
No próximo escrutínio não esqueça de votar
Dar aquele seu político a chance de mudar
Num país tão pequenino, com tantos ignorantes
Governar não é difícil, basta fazer como antes."



PS: obviamente que comentários jocosos serão imediatamente banidos... ou talvez não (pu$% da democracia)


07 outubro 2009

Escorregadio

Eu dizia não ser possível que algo me obrigasse a fazer aquela cara de "carneiro-mal-morto" que os adultos fazem ao ver um bebé.
"Ai, tão gira! Cu-cuuuoouuu!" gritinhos de felicidade.
Achava ridículo o espectáculo dado por um adulto na presença de um enfant.
"Tu vais ver quando forem os teu!" diziam revoltados perante a minha frieza.
Achava-me vacinado e imune aos "guti-gutis", "cu-cus" e "quem é linda, quem é, quem é?". Eu fazer essa figura de urso??? Nem pensar! Eu sou um fulano muito macho e nenhum projecto de gente iria me submeter a esse vexame.
Pois bem, eu, como sempre, estava errado.
Os bebés são maquiavélicos! Tenho dito; não há dúvidas. Com aquele jeitinho de quem não quer a coisa, vão nos transformando em patetas de 30 e tais. Parecem hipnotizadores que nos põem a fazer os papéis mais estapafúrdios.
E a minha menina não foge à regra. Eu que sempre fui um homem sério, recto e austero, transformei-me numa espécie de fã tonto: basta ela dar um suspiro e derreto. Quando olha para mim com os olhos bem abertos, põem-me a seus pés. Danada a moça, já sabe o que fazer com um gajo!

O chão cá de casa está húmido e escorregadio.
Não sei porquê...

30 setembro 2009

Filha

Quando chegaste fizeste alarde. Mostraste, a todos que pudessem ouvir, que vinhas aí. Mostraste a tua pujança, o teu poderio e a tua vontade de viver.
Eu, por trás de uma máscara, sorria feito bobo, numa mescla de felicidade e admiração.
Levaram-te de mim por um segundo mas segui-te. Queria ver-te mais de perto, olhar nos teus olhos, sentir o teu cheiro. Eu queria tocar-te pela primeira vez.
Tu, chateada, gritavas. Venceras a primeira etapa da tua vida mas insistiam em te manter submissa à vontade de outros. Eu mantive-me bobo, perdido em contemplação.
Acalmaste-te e puseram-te nos meus braços. Peguei em ti, como quem pega no mais precioso e frágil cristal e apresentei-te à tua mãe. Foi a primeira vez que estivemos os três juntos...
Levaram-te novamente sob a desculpa de "protocolos" e eu, relutante, entreguei-te. Foste embora a reclamar.
Quando voltaste, já não choravas. Procuraste o que para ti era fundamental naquele momento e fiquei a observar-te enquanto comias. Saciaste as tuas necessidades e ficaste a contemplar o mundo à tua volta.
Teu olhar parou na minha face e fitaste os meus olhos. Deixei minha imaginação fluir e reconheci em ti um pouco de mim. Descobri um pouco dos meus irmãos, dos meus pais e dos meus avós no teu rosto. Vi, também, a tua mãe na tua face. Peguei na tua mão e meu coração, coitado, depois de horas de sofrimento, finalmente sossegou.
Voltaste a chorar e, pela primeira vez, choramos juntos...

29 setembro 2009

Ode ao Catso

Ao ler o meu triste texto de ontem, o meu caro amigo Balhau teve daqueles rasgos poético/criativos dignos de perdurar no imaginário bloguista.
Aqueles que, por preguiça, não quiserem bisbilhotar o blog do poeta, podem ler a sua criação imediatamente abaixo:

"Para o Catso


Na arte de bem foder
O povo até mais não
Fica o colhão sempre a arder
De não ter nada, tocar à mão.

É escusado retrucar
Aqueles senhores do dinheiro.
Na verdade é sempre o mesmo
Que se fode o dia inteiro

Meu vizinho não quer saber
Minha avó já pouco escuta
Neste mundo todos querem comer
Do mesmo sítio a mesma fruta

Agora que aliviei num espirro
Aquilo que todos sentem
Devo realizar um retiro
Para entender como eles mentem

Mentem porque eu não os ouço
São o resultado da indiferença
Com este comportamento de moço
Qual será minha sentença?

Passo os dias a reclamar
Com a sociedade e a justiça.
Mas na hora de denunciar
Sou sem boca e cego de vista

Comiseração é o meu lema
Filosofia do coitadinho.
Ainda ontem virou tema
A história de um pobrezinho

Mas pobres sempre haverão
Porque há quem não queira trabalhar
Difícil é dar a mão
Aqueles que ajudas a explorar.

A sociedade é muito chique
Quando se trata de aparecer.
Com uma levis e umas nike
Fazes outros perecer.

Ah mas a vida é mesmo assim!
Dizes-me tu indiferente
Mas como queres meu caro amigo
Uma vida benevolente?

Queres que o mundo mude
Não te censuro o pedido
Mas se te peço atitude
Está logo tudo perdido!

Que dizer destes políticos
Manequins da sociedade?
Meus amigos, são os rebanhos
Da nossa mediocridade.

Não desças ao nível deles
Diz-me a voz da razão
Mas como é que a posso ouvir
Se me dói o coração

Por isso bem alto digo
De mente aberta, resoluta
Fazei da peida um figo
Seus grandes filhos da puta"

Under License of Balhau® Inc.

28 setembro 2009

39,4

39,4% que podiam não passaram cartão, estiveram nas tintas, não ligaram a mínima, cagaram pra isso, não quiseram saber, não se importaram, ignoraram, esqueceram, não foram, não apareceram.
39,4% são os que não opinam, não se comprometem, não estão nem aí, não falam, não escolhem, não fazem juízo, não servem para nada.
39,4% não tiveram a inteção, não lhes apeteceu, tinham outras coisas para fazer, estavam ocupados, doentes, de viagem, não sabem/não respondem.
39,4% com BI, Cartão de Saúde, Cartão de Eleitor, Passaporte, nacionalidade portuguesa, resolveram ficar em casa, ir à praia, jogar cartas, bater no cônjuge, ficar na esplanada ou, simplesmente, ser inúteis para o país.

Por vezes apetece-me uma ditadurazita...

Este deveria ser o novo hino deste país:


25 setembro 2009

Antídoto

Vi este Sketch outro dia na RTP e chorei...


24 setembro 2009

1991-2009

Entrei na loja um pouco ansioso. Já tinha feito a pré-compra do CD e agora bastava levanta-lo. Percorri os diferentes corredores do estabelecimento à procura do disco e, depois de uma curta diligência, lá estava ele à minha espera.
Peguei naquilo como se pega num filho, com cuidado e com carinho, e levei-o até a caixa.
Saí da loja quase aos pulinhos, há muito que esperava para ouvir meus amigos. Pensei na figura de teen urso que poderia estar (estava) a fazer.
No caminho da loja ao carro retornei por instantes a 1991. Naquele ano comprei o meu primeiro CD e, não por acaso, era dos mesmos autores. Lembrei-me
de como era na altura e de quanto aquelas 11 músicas me influenciaram.
Há 18 anos que fazem parte da minha vida. Neste período de tempo tanta coisa mudou, naquela altura eu era mesmo um teen urso, hoje sou apenas urso...
Cheguei à minha querida viatura e introduzi (com cuidado e com carinho... sempre) o disco na ranhura do auto-rádio e lá estavam eles, 18 anos depois e ainda com capacidade para me entreter e, principalmente, surpreender.
Não sei como consegui chegar em segurança à casa já que a viagem foi feita em piloto semi-automático; a partir dos primeiros acordes minha mente vagueou por lembranças e ilusões, deixando tudo à volta desfocado. Não lembro da partida, do trajecto e da chegada. Lembro-me da última música que, curiosamente, tem o nome de "the end", e foi aí que as minhas viagens terminaram.

Agora esta será a banda sonora dos próximos tempos; horas serão bem passadas, novas lembranças serão armazenadas e ficarei em modo "suspenso" por largos momentos.



23 setembro 2009

Cartel

Depois de se gastarem 1,5 M de € em painéis nas auto-estradas, o que se vê é isto:


cartel | s. m.


cartel
s. m.
1. Repto escrito.
2. Carta de desafio.
3. Dizeres que, num cartão, se pregam em lugar público, por ocasião de festas.
4. Consórcio de industriais ou de comerciantes.
5. Entendimento entre agrupamentos políticos.
6. Coalizão.

Qual destas definições de cartel se aplica a esta fotografia?

Nota: esta foto já tem algum tempo, os preço, obviamente, são outros... mais para cima, claro.

22 setembro 2009

Bebéporto

Hoje fui, pela 2ª vez, com a minha senhora ao CTG. Lá estive eu à espera na sala da maternidade entretido a admirar o comportamento do serviço.
Depois de algum tempo, imaginei-me num terminal de aeroporto. De vez em quando surgia uma voz que chamava por alguém e, ao mesmo tempo, lá vinha um ho
mem (claro) com cara de desespero e carregado de malas. A cena fez-me lembrar um tipo que é chamado pela última vez para o embarque. No caso da maternidade, no entanto, só existe terminal de chegadas: "Atenção, acaba de chegar a Maria, quarto 5, cama 2".
Imaginei uma empresa aérea de cegonhas a aterrar com o rebento humano no bico, umas atrás das outras a fazer o trabalho. Lembrei-me de alguns bonecos de infância com estas aves como UPS's voadoras, os papás a receber um saquito com "o produto" lá dentro e a cegonha a fazer continência pela "missão cumprida".
Sorri ao pensar naquilo, daqui há pouco tempo o tipo desesperado e atrasado para "a chegada" será moi-même... e o tempo passou
mais depressa.

21 setembro 2009

Um pouco de verdade nas eleições


A imagem acima é de um cartaz da Manuelinha que foi vandalizado aqui na parvónia. Para além da propaganda do PSD, também cartazes PS apareceram com frases sugestivas.
"Queres dinheiro vai dar o grelo pro bairro alto vaca corroptos", era o que se lia no cartaz, entretanto retirado. Deve ter sido sempre o mesmo a grafitar os cartazes dado os factos de a caligrafia ser a mesma, para além das calinadas de português (falta de vírgulas e palavras como "corroptos" e "ladrõns", entre outras). Ele tem mesmo que estar chateado, afinal a educação pública nem sequer o ensinou a insultar condignamente os outros.
Mas ao ver aquela e outras frases, espalhadas pela publicidade eleitoral da minha cidade, fiquei a pensar num assunto interessante: e se os políticos aceitassem a sugestão deste elemento e dissessem aquilo que lhes vai na alma, como fez este "John Doe"?
Poderíamos ver pérolas extraordinárias e talvez o povo compreendesse melhor as propostas, provocações e
, principalmente, os insultos aos adversários. O Sócrates poderia dizer à Manuela: "A senhora é uma velha enfadonha, enrugada e desagradável. Mais valia, ao teu PSD, a candidatura de um Jardim!". A Manuela retrucaria com um "Ó Socrates, eu não sei, mas disseram que és gay".
Num duelo entre Louçã e Portas, o 1º diria: "O senhor é um porco fascista, racista e retrógrado!", ao que responderia o Paulito: "Seu projecto de Stalin! Vai para o Marx que te pariu!".
Nesta onda entraria o Jerónimo a dizer que "estes fulanos são todos uns políticos feitos de mer"# capitalista, entregues aos interesses dos filhos da pu$% das multinacionais!".

Seria lindo: política muito mais limpa e muito menos hipócrita. Ficavam todos os portugueses cientes de que escolheriam gente da sua.
Aposto que, com essa clareza de discurso, Portugal teria uma abstenção muito inferior às das outras eleições.

19 setembro 2009

"#$%&!!!

Portugal está fodido!
Fodido do verbo foder até mais não.
Fodido por um povo passivo que é fodido por todos e muito mal pago.
Fodido por uma direita conservadora e retrógrada, uma esquerda extremista e revoltosa e por um centro covarde e limitado.
Fodido por milhentos mini-partidos e movimentos idiotas, que apregoam vontades incoerentes e estapafurdices.
Fodido por mentecaptos que não votam e arranjam a mesma desculpa:"...são todos iguais, e por isso...", deixando aos outros a missão de escolher quem os vai foder mais quatro anos.
Fodido por pais que abusam dos filhos.
Fodido por filhos que abandonam os velhos.
Fodido por uma juventude idiota que esqueceu a sua própria cultura e que adora uma nova "nova onda" semanal.
Fodido por "artistas que não fazem arte".
Fodido por um povo que olvidou suas raízes e folclore, e que abomina o que é nacional, idolatrando o estrangeiro.
Fodido pela superficialidade da imprensa cor-de-rosa e seus "actores" reais.
Fodido por um bando de novos ricos que dão um rim por um Mercedes ou BMW importado, que pagam renda de um T3 antigo nuns subúrbios quaisquer e compram produtos de marca branca com talões de desconto.
Fodido pela falta de memória das suas gentes.
Fodido pela pobreza de milhões de filhos da pátria.
Fodido por uma desinformação constante.
Fodido por indivíduos que ocupam a vaga de estacionamento para os deficientes físicos, estacionam na calçada e usam os faróis de nevoeiro em noites de lua cheia.
Fodido pelos que cospem para o chão.
Fodido pelos arrumadores de carros.
Fodido pela inércia e inépcia de inúmeros.
Fodido pela patetice das manhãs e tardes televisivas.
Fodido pelos subsídios.
Fodido pelos que não dão o seu lugar sentado a um idoso.
Fodido pelos eructam direitos.
Fodido pelas auto-estradas, TGV's e pontes sobre o Tejo.
Fodido pelos guetos criados pela intolerância.
Fodido por si próprio.
Fodido pelas pensões de miséria dos trabalhadores e pensões de marajá de ex-políticos e afins.
Fodido pelos sindicatos e associações empresariais.
Fodido pelos bancos.
Fodido pelas inúmeras e inúteis siglas: IRS, CGTP,TAP, BP, PS, SNS, FPF, APAF, EP, EDP, GALP, PT, PTP, IURD, PSP, ETC...
Fodido por deus, o diabo e por uma igreja corrupta à procura de avenças.
Fodido pela falta de deveres.
Fodido pelo empurrar com a barriga e o desenrascanço.
Fodido por uma justiça lenta, uma educação falida e uma saúde desorganizada.
Fodido por milhares de crianças que mal sabem ler mas que carregam um Magalhães sob o braço.
Fodido por uma falta de cultura que embaraça.
Fodido pelo politicamente correcto que amordaça pensamentos.
Fodido por jovens que não lêem, não escrevem ou não percebem português, que se perdem num mar de bens inúteis e vontades fáceis.
Fodido pelo chico-espertismo; aqui duplamente fodido.
Fodido pelo excesso de álcool.
Fodido pelo acordo ortográfico.
Fodido pelo desemprego e por gente que quer estar no desemprego.
Fodido por empresas que fecham mas dão lucro.
Fodido por intelectuais que reúnem-se à mesa a destilar venenos mas que não apresentam ideias para resolução de problemas.
Fodido pelas penas suspensas e erros processuais.
Fodido pelo facilitismo e o "deixa estar".
Fodido pelo compadrio e o "factor C".
Fodido pela hipocrisia de se usar palavras caras e ignorar um calão magnífico e que expressa exactamente o estado de espírito.
Fodido por tudo e por nada.

É a primeira vez que utilizo este tipo de linguagem neste blog mas, depois de um dia fodido, devo confessar que é uma terapia extraordinária.
Que se fodam as sensibilidades.

Música diesel


Numa viagem de 125 km:

Bob Marley: 100 km/h; 4.2 L/100 km; fila extensa à retaguarda;
System of a Down: 150 Km/h; 6.4 L/100 km; dedo médio em extensão permanente.

16 setembro 2009

Errar: verbo transitivo

Eu erro, tu erras, ele erra, nós todos erramos, mas eu não estou preocupado com os outros, o que me importa é que eu erro.

Quando aquela utente entrou no gabinete reparei que não estava muito satisfeita. Sentou-se a minha frente e ouviu o que eu tinha para dizer. Quando lhe dei oportunidade de ser ela a interveniente disse-me o que lhe ia na alma. Queixou-se de que eu não a escutara, que não ligara às suas queixas e que, por isso, tinha sofrido.
No momento em que percebi o que se passava fiquei espantado, sem palavras. Fiquei aterrado com o facto de ter que concordar com ela: eu errei. Por mais que me custasse, ouvi calado o que nenhum médico gosta de ouvir e fiquei surpreendido pela sua franqueza e educação.
Quando ela acabou o seu discurso fui eu que lhe dirigi a palavra. Assumi o meu erro e pedi-lhe sinceras desculpas pelo facto de lhe ter causado sofrimento com a minha falta. Ainda agradeci-lhe pelo que me disse, falei-lhe que tinha-me ensinado uma grande lição e que me esforçaria ao máximo para não cometer mais falhas como aquela.
A senhora sorriu e no fim da consulta ainda, humilde, pediu-me desculpas pelo sucedido. Eu desculpei-me novamente e agradeci.
Enquanto registava no processo pensei no sucedido. Pensei na honestidade da senhora, em como teria sido possível escapar-me aquela situação, no que poderia ter feito melhor. Chateei-me comigo próprio por ter sido um tipo de profissional do qual tenho repulsa, daqueles distraídos e negligentes. Valeu-me o facto de acreditar que não fiz por mal e que "errar é humano...
Estremeci ao chegar a conclusão que este não teria sido o primeiro erro da minha carreira e, definitivamente, está muito longe de ser o último.

13 setembro 2009

Amizade

Uma noite entre amigos e vem-me à cabeça dois trechos musicais:

"I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"


"Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir"

Os primeiros versos são de Louis Armstrong em "Wonderful World", os restantes de Milton Nascimento na sua "Canção da América".

Estas músicas vieram-me à cabeça porque reflectem o que penso em relação à amizade. Um amigo é para guardar à sete chaves, no sentido de ser algo cada vez mais raro.
No rescaldo da pândega fraternal de um encontro cada vez mais raro, pensei nos meus amigos. Quais e quantos são. Sei quem são e não são muitos, mas são bons. São meus irmãos de outras famílias.
Pensei no que é preciso para manter uma amizade? Confesso que esta pergunta manteve-se na minha mente por um bom par de horas e, enfim, cheguei à conclusão de que não é necessária muita coisa para manter um verdadeiro amigo. É preciso estar lá, só isso... ou quase. Também é preciso um par de ouvidos, um ombro (pelo menos), ter fome para as jantaradas, ter anedotas novas e histórias de amor/escárnio, um lenço de papel, um número de telemóvel, memórias, cumplicidade, conselhos, reprimendas, disponibilidade 24 horas...
São coisas simples, quase sempre à mão, que se fazem naturalmente, de forma inata, e com prazer.
Aos meus amigos e à amizade um grande bem-haja e que nossos encontros sejam menos fortuitos.

11 setembro 2009

Antiguidade

"Morreu a pessoa mais velha do mundo" in A bola (isso mesmo: A bola!)

Esta notícia lembra-me algo que se passou comigo durante a "prática".

Durante um dia normal de consultas, finalizava a conversa com um utente de 84 anos:
Eu: "Então, Sr. utente, percebeu tudo o que combinamos?"
Utente: "Sim. Já agora, poderia me fazer um favor?"
Eu: "Claro. O que precisa?"
Utente: "Poderia passar uma receita à minha mãezita?"
Eu: "Como? Sua mãe?... ", respondi espantado.
Utente: "Sim. Sabe, ela vai fazer 109 anos"

Actualmente, já tem 110 e continua rija como uma pêra verde.

Do mesmo saco

Eu quero votar. Sempre votei e desta vez não será diferente. No entanto, eu já tinha escolhido em quem votar mas, depois de assistir aos consecutivos debates, lá se foi a minha certeza.
É incrível o que se está a passar no panorama político nacional. Não gostamos do governo actual e
olhamos para a direita e esquerda e não se vê alternativa... credível.
Vejamos a minha situação:
Sócrates: fora de questão! Se eu quisesse alguém arrogante, mas competente, votava no Mourinho. Não gosto da postura, atitude, prepotência e, principalmente, da política do PS nacional. O programa é mais do mesmo e o que vem de trás quero esquecer.
Manela: é inacreditável que o maior partido da oposição encontre nesta senhora a sua presidente e, por conseguinte, a sua candidata a PM. Ver um debate onde ela participe é de ficar de boca aberta; ela não é empática, não é maleável politicamente, não conhece os programas dos adversários e, depois da visita à mui democrática Madeira, perdeu t
oda a minha consideração. Eu ainda me lembro das propinas universitárias, cara candidata!
Louçã: aqui estava a minha escolha. Quase como protesto eu, que sempre fui centrista, iria votar neste senhor; mas eis que veio o debate contra o actual PM e o resultado foi... desilusão. Como é possível ser-se apanhado com as calças nas mãos com ele foi? O Sócrates falou metade e mesmo assim deu-lhe uma tareia. Ó amigo Louçã, agora é que me lixaste, pá! Como foi possível expores assim o teu calcanhar?
Jerónimo: Jeróóóóóni
mooooooo. Apesar de simpatizar com o secretário geral do PCP, este nunca foi a minha visão de política. "Nacionalizar, nacionalizar, nacionalizar", não é a toa que lhes chamam cassetes.
Portas: eu confesso que já votei CDS, e mais do que uma vez! O PP é demagógico
? Sim. O PP é populista? Yap. Se concordo com algumas coisas que ele diz? Errr... sim. A questão é que não dá para confiar num partido que ainda tem tantos processos pendentes do último mandato como governo.

Epá, não 'tá fácil! Tantos quadrados para apenas um X. Tão poucas cadeiras para tantos cansados. Tão poucas ideias para tantos problemas.

No fim das contas são todos iguais; todos farinha do mesmo saco.



E saber que, como o próprio Sócrates diz, no final será PS ou PSD... isso assusta um bocadito.

08 setembro 2009

Só 10?

Neste blog:


"10 Motivos para Ver a Argentina Fora da Copa

Vamos lá:

1 – Mostrar ao Maradona que não só os brasileiros são melhores, como os uruguaios, equatorianos, chilenos e paraguaios também.

2 - Evitar que os hermanos passem mais uma vergonha ao voltarem mais cedo de uma Copa pela 6ª vez seguida.

3 - Passar 4 anos seguidos zombando os hermanos, deixando bem claro que 5 é maior e não igual a 2.

4 - Dar verdadeiro sentido às dores do tango.

5 - Entender que nem sempre “la mano de dios” funciona.

6 - Mostrar que até o Dunga é melhor que o Maradona.

7 - Depois de perder por 6 a 1 para Bolívia já devia ter sido eliminada sem mais motivos.

8 - Mostrar que a Argentina é, definitivamente, o país do hoquéi na grama feminino.

9 – Aumentar o turismo em Florianópolis e Búzios nos meses de junho e julho de 2010.

10 – São argentinos, precisa de outra razão?"

Embora ache que um mundial sem a Argentina fica muito mais pobre, esta fase de gozo, com os das pampas, tem piada.

07 setembro 2009

Paixão insular II

Voltando aos Açores.
Depois de um dia pela bela ilha do Faial, acordamos às 7 da matina para atravessar o estreito que separa aquela da ilha vizinha, o Pico.
Ao mesmo tempo que tomávamos o pequeno-almoço no restaurante do hotel, a natureza presenteava-nos com este espectáculo:


Pequeno-almoço tomado, apanhamos o barco para o outro lado e chegamos à ilha do Pico. Alugamos um carro e lá fomos nós desbravar o território.
A primeira coisa que nos chama a atenção é, naturalmente, a maior montanha de Portugal.

Imagens como esta, com um quê de sobrenatural, deixam qualquer um atónito.
Ao longo da "marginal" via-se uma outra maravilha da ilha: as suas vinhas. Parámos em algumas para daí tirar mais algumas fotos e, à socapa, experimentar o fruto
in loco. De salientar que a uva que provei nesta ilha foi a mais doce que alguma vez experimentei. De chorar por muitas mais, mas há que respeitar o trabalho árduo dos outros. Comprei, então, uma garrafinha de vinho do Pico...


Mergulhamos em algumas praias de difícil acesso e de águas claras e quentes. Devo confessar que nunca pensei que as águas açoreanas fossem tão tépidas. Poderia ter ficado ali até ao fim do dia, mas tínhamos muito mais por ver.
Chegamos às Lajes do Pico para visitar o museu dos Baleeiros e o museu da Fábrica da Baleia (SIBIL) onde os cetáceos eram transformados em óleos e farinha. Hoje os dois museus mostram como ERA a tradição da caça às baleias e como é feita, agora, a protecção daquelas espécies. É paragem obrigatória. E ainda tivemos a sorte de a terra estar em festa!


Rodeando a ilha, parando em cada miradouro, observando as ilhas vizinhas: São Jorge e Terceira. A ilha do Pico é, à semelhança do Faial, única. Um dia apenas não chega para tudo e a subida ao cume da montanha fica para a próxima.



Mais 4 dias pela frente era o que tínhamos. Quatro dias na maior ilha do arquipélago: São Miguel.

Eles gostam é da dita dura!


Chavez: "Este hombre es más bonito que Sócrates. E mas liberal también! "

06 setembro 2009

Don't cry for me...

Depois de uma semana de arrogância e provocações do auto-denominado "deus", eis que os mortais se alevantam e abatem-no sem dó nem piedade, perpetuando a maior rivalidade mundial desta rude modalidade. Fica uma pergunta pertinente:

É um grande gozo passear, hoje, pelas páginas do Olé.

Só espero que a nossa selecção lusa também vá mesmo com Carlos Queiroz ...

05 setembro 2009

Who let the dogs out

Vejam estas notícias:

"Santos Silva recusa pressões de pessoas próximas de Sócrates sobre presidente do Instituto Sá Carneiro" TSF

"PS diz que é o «principal prejudicado» com fim de Jornal de Sexta" IOL

"Santos Silva repudia declarações de Carlos Barbosa em que insinua responsabilidade no caso TVI" Lusa


"Programa eleitoral do PSD é «decepcionante» - Santos Silva" A Bola (sim, sim, esta está n'A Bola)

"Santos Silva responde à "rentrée" de Portas" Jornal de Notícias

"Santos Silva diz que "cegueira" da esquerda "revolucionária" ajuda as forças da
"reacção"" Lusa

E mais poderia aqui citar.
Reparem que todas estas notícias fazem referência a uma pessoa. Esta pessoa é um membro do governo; é o ministro dos assuntos parlamentares, Augusto Santos Silva.
Embora muitos dos assuntos acima tratados não tenham a ver com a sua pasta, ele é sempre, ou quase sempre, o primeiro a dar um bitaite em defesa deste governo.
Ele é o bombeiro do governo tentando apagar os fogos. É o Pitbull que se assanha e rosna aos opositores da situação. Ele é o 007 do PM a infiltrar-se e castigar os adversários. Este homem não possui no seu léxico a palavra "democracia" e, já a
gora, também o vocábulo "educação.
E o Ministro atira em todas as direcções; PSD, CDS, BE e PCP são alvejados com as falácias e disparates do homem.
Esta é a cara da arrogância e prepotência deste governo.

No entanto, procurando na rede notícias sobre este indivíduo, deparei-me com o facto de não ser o primeiro a pensar nisto e encontrei esta foto neste blog.

02 setembro 2009

Navegar é preciso...

Por ver um anúncio da Optimus na televisão fui reavaliar o meu contrato de prestação de serviço de internet. No tal anúncio, a Optimus refere tráfego ilimitado na utilização de banda larga móvel. Sendo utilizador da Vodafone, fui ver o que a empresa me oferecia.
Sem surpresa, vi que poderia ter o mesmo serviço, pelo mesmo preço e condições, oferecido pela marca do Sr. Belmiro. Pensei "já agora vou ver a TMN". No site da TMN o serviço é feito pelo mesmo preço e mesmas condições...
Quando digo mesma condições, quero dizer "planos iguais"! Até dão um desconto vitalício de 5€ na mensalidade.

Tendo, o cliente, 3 servidores diferentes, não seria de supor que houvesse uma maior concorrência? Não seria normal vê-los a comerem-se uns aos outros e disputarem mercado com preços mais competitivos? Eu, sendo cliente Vodafone, por que carga d'água mudaria para outra marca se não tenho vantagens nenhumas?
Pelo menos fiquei satisfeito pelo facto de o meu servidor dispor de um pla
no igual ao que a Optimus disponibiliza aos seus clientes... foi então que vi isto:


"Política de utilização responsável"
Parece que, afinal,
"tráfego ilimitado" não é propriamente ilimitado, é-o mais ou menos. Este tipo de publicidade tem um nome... não consigo lembrar-me... hum... ah!!! Engonosa, é isso!
A Vodafone, embora tenha um plano que inclui tráfego ilimitado reserva o direito de taxar o cliente quando achar que o mesmo anda a traficar demais. Lembra-m
e uma mãe que deixa comer todo o chocolate do mundo mas limita o chocolate a um bombom na despensa de casa. E até parece que a Vodafone conhece bem todos os seus clientes, pois só os vai taxar quando achar que eles estão a exceder-se, baseando-se num "nível máximo de utilização responsável"... ?...
Dessa forma, acho que me enganei quando, acima, disse que não há nada
que diferencie uma empresa da outra aquando da decisão de optar por um serviço de internet móvel... ou será que a Vodafone é a única a "abrir o jogo"?


PS: No entanto, apesar de considerar este tipo de acção uma sacanagem, mudei de tarifário, sempre é melhor que o meu actual. Não sou hipócrita mas os 3 G são insuficientes para mim e acabo sempre por pagar mais do que deveria; por outro lado, os 60 G de "utilização responsável" são mais que suficientes para a utilização que dou.

01 setembro 2009

Paixão insular

Há cerca de um ano estava num lugar que é Portugal sem o ser. Estive em algumas ilhas dos Açores. Na altura não tive oportunidade de fazer um post sobre esta viagem, mas hoje, quando faz 1 ano sobre a minha passagem por lá, resolvi escrever uma (a primeira!!!) série de 3 textos sobre a minha visita a este maravilhoso arquipélago.
Confesso que não queira ir, mas fui; essa história de "casal" tem muito o que se lhe diga.
Por não querer ir não criei grandes expectativas. Achava que nos Açores estava sempre a chover e que, paradoxalmente, a viagem seria uma seca.
Tínhamos planeado visitar 3 ilhas: Faial, Pico e S. Miguel.
Aterramos no Faial depois de um voo turbulento. Chovia e eu já dizia mal dos meus pecados. Contrariamente ao que eu esperava, estava calor. Alugamos um carro e fomos dar a volta à ilha. Aí começou uma viagem inesquecível.
Seguimos a estrada principal, que dá a volta à ilha do Faial, em direcção ao vulcão dos capelinhos. Deixara de chover e, tal como o tempo, meu humor começou a melhorar. Chegando ao vulcão a primeira paisagem de deslumbrar:


Passeamos um pouco pelas encostas do vulcão, por agora, adormecido e continuamos a viagem. Começava a ganhar gosto pela aventura. Víamos hortênsias, vacas e encostas típicas e devorávamos tudo aquilo, sedentos de conhecer mais.
Em pouco tempo demos a volta à ilha e chegamos à cidade da Horta.


Eu não fazia a mínima ideia da geografia dos Açores e foi uma grande descoberta o facto de a ilha do pico estar mesmo ali à nossa frente.

Seguimos em direcção da caldeira do Faial e aí a primeira desilusão: Não se via a ponta de um c. A névoa cobria a parte mais elevada da ilha e decidimos tentar no outro dia.
Dessa forma fomos "investigar" outras partes do Faial.

Cruzamos a ilha, voltamos à Horta e fomos visitar a caldeira do inferno.
Ficamos a admirar a beleza do lugar e depois demos um salto à praia da baía que se forma do outro lado desta caldeira.
O tempo corre depressa por aqui e logo se fez noite. Após um jantar num restaurante à beira-mar fomos tomar um café a um dos "ex libris" da ilha: o "Peter"


E "prontos", lá se foi o primeiro dia. O seguinte estava reservado para visita à ilha vizinha: Pico.
Do Faial fica a vontade de voltar nem que seja para ver o que a caldeira esconde!