08 julho 2009

Saudade

Tenho saudade. Saudade de quem ainda não conheci, de quem está, calmamente, a chegar.
E longe dela, sinto-me só, mesmo acompanhado.
Como se pode amar alguém que não se conhece? Como se sente a falta de uma pessoa da qual não se reconhece a face, a voz, o olhar...
Menina, estou longe de ti agora, mas, ao mesmo tempo, perto, numa outra dimensão. Numa dimensão para lá da carne e sangue; numa esfera maior, numa em que, irracionalmente, parece que te conheço há mil anos.
Alguns chamam a esse lugar "amor". E eu já te amo, há tempos, por mais insensato que esse amor possa parecer.
E nestas noites longas, difíceis de passar, longe de ti, eu te espero.


E estes meus amigos vão dando algum alento
...

04 julho 2009

Improficuidade

A minha relação com o slb é tão boa como aquela que existe entre Portugal-Espanha, Brasil-Argentina ou Inglaterra-França. É quase bélica. É um odiosinho de estimação. Desculpe-me a maioria benfiquista que por aqui passa os olhos.
Podem perguntar de onde este sentimento vem e respondo que vem do mesmo lugar em que nasce o ódio ao FCP: dos dirigentes. É esse o cancro.

Escrevo hoje sobre os vermelhos dado ao facto de haver eleições no clube.
Eleições. Há pouco houve um escrutínio para o parlamento europeu com cerca de 65% de abstenção. Qual foi a abstenção ontem? Quanto tempo se falou sobre eleições europeias e quanto tempo se falou de eleições do slb? O que de importante trás, para o país, o facto do Vieira ter sido reeleito? Quantos postos de trabalho cr
ia? Tira-nos da crise? Diminui a violência no país? Aumenta as pensões? Tira-nos do entorpecimento?
E escrevo também devido a um episódio ridículo que aconteceu no final.

Mas antes um à parte: eu não acompanhei as eleições, preferia emigrar, mas a insistência com que as tv's procuravam dar importância ao acontecimento fez com que , acidentalmente, desse de caras com o dito episódio.
Como dizia (escrevia), no final de tudo, resolveram levantar-se, por uma mão no peito e cantar o hino nacional. Parecia uma equiparação da instituição desportiva à importância da república; uma expropriação do hino em favor de um acto e
leitoral tão importante quanto a eleição do presidente da Associação Recreativa de A-da-Gorda.
Mas o pior não foi isso. Ao mesmo tempo que a multidão cantava, o que
sabia, do hino, os jornalistas resolveram entrevistar o Sr. Rui Costa. O hino da República de Portugal subjugado à opinião banal de um dirigente desportivo. Em determinados países (e não só os radicais e ditatoriais), isto dava prisão...
E a cereja é a afirmação do Sr. Vilarinho. Pura classe, elevação e elegância: marca de alguns, repito, alguns benfiquistas: aqui.

03 julho 2009

Abutres

Estou um pouco farto que tratem a totalidade dos indivíduos deste país como idiotas. Devem pensar que nos enganam a todos e que os portugueses só estão preocupados com as eleições no slb ou com o Ronaldo. Daí acharem que a generalidade se está a borrifar para o que acontece naquele hemiciclo da capital da república.
Ontem, após o tourear do ex-ministro com um dos bois do parlamento, todos os líderes de bancada vieram cantar vitória. Querem ser, à força toda, os responsáveis pela abrupta saída de cena do toureador.
Francisco Louçã referiu isto: "Tem que ficar claro que um ministro que não sabe estar não pode estar.". É isto mesmo, o BE é que é.
Paulo Rangel veio dizer que "o PSD foi o primeiro partido a, formalmente, através de uma interpelação, pedir que houvesse consequências políticas para além das desculpas formais que tinham que ser feitas no Parlamento a todos os deputados". Sim o PSD é que é.
Diogo Feio afirmou que "há muito tempo que pedimos a demissão de Manuel Pinho e o que hoje aqui acontece é um resultado natural...". Afinal, o CDS é que é.
Bernardino Soares referiu que "Este ministro há muito tempo que tem razões para não continuar no Governo". Esqueçam o que escrevi antes, o PCP é que é.
Mas, o melhor veio da própria bancada socialista com o porta-voz do PS a dizer que "a questão foi resolvida com eficácia. Foram pedidas as desculpas devidas e, neste momento, o que é preciso assinalar é o trabalho que o ministro Manuel Pinho fez no ministério da Economia". Parem tudo! O PS é que continua a ser.
Acho que nós, portugueses, devemos ficar orgulhosos de tanta alegria parlamentar, sim porque isto já corre o mundo! É um exemplo da saúde da democracia, da classe dos nossos políticos e da talento em arte dramática daqueles que, supostamente, nos governam.
Tudo isso por um ministro que não vale um corno, mas que no fim até mostrou dois!



Faz-me lembrar:

"Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar"

Jorge Palma

02 julho 2009

Diabruras

Já diz o povo que uma imagem vale mil palavras, mas ao ver a imagem acima só me ocorre uma: Fuuuoooooddaaaa-seee!!!

28 junho 2009

DMB

Pelo que bastou um aniversário e um desconto de 50% em cada Cd para completar toda a discografia (de estúdio) destes génios:





E dia 11/07 é logo ali...

Tks picnisson

23 junho 2009

(Des)reconstrução

Devido a problemas técnicos (leia-se: nabiçe) fui obrigado à voltar ao template antigo...

18 junho 2009

Futebolices II

Como disse?



Agora gozem com o Anderson, gozem...

Futebolices

O mundo do futebol é lindo, e não existe só o Cristiano Ronaldo, basta olhar para algumas gordas dos jornais:

"Caicedo ainda é hipótese" O jogo Esse, em princípio vai para o SCP; está-se a ver que não deve ficar muito tempo em pé no campo...

"Juninho Pernambucano assina por dois anos com o Al-Garrafa" O jogo Esse era o clube de sonho do Jardel e Vilarinho. O problema é que o jornalista é que estava com os copos, já que o clube chama-se "Al-Gharafa".

"Transferência de Cissokho para o AC Milan abortou", - Houston, we've got a problem! E qualé, qualé??? Uma perna partida, um desvio da coluna, uma perna mais curta que a outra, nova lei do aborto? Hum..."Mordida assimétrica impede Cissokho de assinar pelo Milan". Ah pois, assim não joga naqueles encontros do "até os comemos, carago!"

E essas futebolices só num site. Agora vou ao Record...

12 junho 2009

Reconstrução

Caríssimos, depois de cerca de 3 anos na mesmice, eis que consegui angariar a paciência suficiente para alterar o blog. Dêem a vossa opinião. A gerência agradece.


10 junho 2009

Poetizando o quotidiano

O jogador apodera-se da bola. Cavalga alguns metros, passa por três adversários. É possível observar o seu ar estasiado ao conduzir a redondinha. Por um segundo pára, pensa e arranca um remate daqueles em que é necessário buscar forças a todo o universo.
A bola descola, numa velocidade tal que tudo à volta turva-se. Quase se consegue ouvir seu grito de desespero enquanto viaja à velocidade da luz. Ela paira chamando a atenção de todos os presentes. Os adversários rezam para que não atinja a baliza, o jogador e seus companheiros oram para que seja tento.
Mas estão todos errados. A bola viaja directamente na minha direcção. Choca, com uma violência brutal, contra os meus queridos genitais. Naquele momento eu vi estrelas. Naquele momento era a única coisa que via.
Meu corpo estremeceu com o impacto. Todos os órgãos ficaram confusos, sem saber o que aconteceu e sem saber como proceder. O coração batia o mais forte que conseguia. O cérebro enviava mensagens erróneas por todas as vias e não obtinha respostas. Os rins sofriam com o chicote dos ureteres. Os genitais, esses, encontravam-se em coma.
Num reflexo, as mãos dirigiram-se imediatamente para o meio das minhas pernas, procuravam, ao que parece, recolher os restos mortais dos aparelhos reprodutores. Talvez fosse uma forma de compensar o facto de se terem atrasado na função de proteger aqueles instrumentos.
O resto do corpo contorcia-se no chão. Rebolava como uma mulata, epiléptica, na Sapucaí.
Num instante rodearam-me colegas e adversários , preocupados com o facto de eu já ter, ou não, originado descendência. Depois da resposta afirmativa, soltaram um suspiro e riram-se, nervosos, já que da próxima vez podiam ser eles as vítimas.
Recomposto, retorno ao meu lugar. Agora uma das mãos sempre atenta a proteger os lesionados. Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?

09 junho 2009

Incondicional

Como portista não poderia deixar de apoiar o sócio do FCP: Sr. Luís Filipe Vieira.

Pela luta pelo 3º lugar;
Pela compra de super-estrelas da 3ª idade;
Pelo aumento de cadeiras vazias no Estádio da Luz;
Pelo jejum de títulos no futebol;
Pelas chalaças semanais;
Pelos inúmeros treinadores;
Pelas lágrimas dos benfiquistas;
Pela sucessão de gafes (ou gaffe?) e tiros nos pés:
Vieira! Vieira!
O Benfica com Vieira
Continua sem eira nem Beira!

08 junho 2009

Abstenham-se de reclamar

"Portugal volta a registar taxa de abstenção superior à média da UE" Público

Mais um dia de eleições, mais um dia de abstenção.
60 e tal % de pessoas que resolveram ficar em casa ou partir de férias e não votar; salvo raras excepções, a maioria preferiu ignorar este dever cívico. Compreendo que alguns estejam longe dos locais onde votam, estejam doentes, entre outras coisas, mas 60% de abstenção? Num país em que existe uma TVI onde todos têm um problema dramático, ou um "nós por cá", que melhor momento para se queixar do que o momento do voto?
Num país em que uma grande parte da populaça não faz um cara"#$ (a não ser nas Caldas), em que 10% estão, oficialmente, desempregados, porquê não vot
ar? "A e tal, porque esses gajos são uns parasitas, uns ladrões e são feios", e com o subsídio de desemprego, enfiam a famelga toda no Mercedes 190D e partem para a praia mais próxima.
Será que os que se abstém hoje são os mesmos que amanhã reclamam porquê não têm segurança, acção social, educação, saúde, trabalho, agricultura, etc, etc? São esses que reclamam sem parar do estado do país? Se não conseguem dobrar um boletim de voto em quatro partes, depois de assinalar um cruz num quadrado qualquer, para que nos servem? São os inúteis, os imprestáveis, os improdutivos, os desnecessários e frívolos.


Dar uma opinião. Parece paradoxal o facto de o português típico ter opinião para tudo, por mais estapafúrdia que seja, mas na hora de dar uma opinião séria, através do voto, prefira ficar à esplanada de uma estrebaria qualquer a comer tremoços e sandes rançosas de presunto.

02 junho 2009

Segredo

Tens um segredo para mim, bebé,
O que é, o que é?
Vais mostrar-me quem és?
No quarto escuro, agarro-me à minha fé,
Seguro-me, a custo, em pé,
Serás Maria ou José?

Não te iludas, bebé,
Não me fazes surpresa. Porquê?
Sei bem quem és,

Sempre soube…

01 junho 2009

Euro cópias

Todos nós sabíamos que as campanhas eleitorais eram sempre períodos de graça, mas nestas europeias os partidos exageraram...



Já não chegavam as campanhas do PNR e do PPM?

27 maio 2009

противный


Санта правосудия

Tradução

Quem qué dinhêrooooo?

Antes de mais, que fique bem claro:eu, Catsone, juro, solenemente, por tudo o quanto é mais sagrado, que não vejo este programa!
A sua estridente apresentadora até com o "mute" ligado se faz ouvir! É terrível.
Mas a verdade é que este programa quer que eu o veja. Sim, já é a segunda vez que o "apanho" com coisas estranhas. Até parece provocação...
Vejam lá se adivinham qual é a palavra:


22 maio 2009

Como num quadro de Dali

O esquizofrénico era o único que acreditava nas doenças todas da neurótica e apaixonara-se pela sua amiga que mais ninguém via. A distímica chateava o depressivo com seus inúmeros "ais", e este ameaçava suicidar-se caso aquela não o deixasse em paz. O impulsivo estimulava o depressivo à acção. O psicopata afiava a faca que tencionava emprestar ao depressivo. O antisocial tentava puxar o tapete ao psicopata. Na sala de espera, o ansioso colapsara por não aguentar o suspense da montra final do "preço certo". O maníaco verborreava coisas sem nexo ao autista. Noutro canto, o demenciado e o oligrofénico tentavam contar até 10 sem se perder. O bipolar chorava e ria a intervalos de 10 segundos. O obsessivo fechava e abria a porta vezes sem conta enquanto o paranóico desconfiava que este acto era para o apanhar quando tentasse sair do quarto. A anorética comia uma azeitona. A bulímica vomitava uma azeitona. O stressado saltava no sofá cada vez que o obsessivo batia com a porta. O maníaco ria desalmadamente. O toxicodependente curtia uma trip enquanto o alcoólico dormia aconchegado aos seus elefantes cor-de-rosa. O esquizofrénico estava feliz por não ser o único a ver os elefantes. O hiperactivo corria pelo tecto. O fóbico escondia-se atrás do sofá. O Munchausen sorria. O narcolépico dormia sobre a mesa do refeitório. O tarado estava de olho na neurótica. O psiquiatra, único verdadeiro louco aos olhos destes homens e mulheres, vagueava pelo corredor, introspectivo, procurando alguma ordem no caos, mantendo a sanidade mental presa por um fio, muito próximo de se juntar a eles.

20 maio 2009

Mau para a piroca!

Hoje de manhã liguei o rádio do carro e... "Aqui prá voceis!!!".
Apanhei um susto. Quase atropelei um camião que vinha em sentido contrário.
"Blá, blá, blá, prá fazer tur na Óropa, blá, blá, blá, na cabeça só piroca."
Que mer#$ é esta? Que porcaria de letra é esta? Na cabeça só piroca? Mas será que ainda estão a falar da professora de história?
"Acabaram de ouvir Buraka Som Sistema feat Deize Tigrona - Aqui prá vocês?"
Deize Tigrona? Margarida Tigre Grande? Quem é esta deusa? Ah, Ah, Ah... Deize Tigrona, como é que é possível?

Ela diz que não sabe falar "ingleis", só "portugueis". Será que sabe? E quanto tempo precisou, a Deize, para escrever este conjunto de... versos?
Continuo a imaginar a moça com centenas/milhares de pirocas a saltitarem na cabeça.
E dizem que esta música (?) vai projectar, definitivamente, os buraka no cenário da música internacional. Eu sei bem para onde os projectava...

19 maio 2009

Deseducação sexual


Não pude deixar de publicar esta imagem do site Henricartoon.
Nunca tive uma lição de história igual àquela... e tive professoras que, na altura, davam uma bela orgia romana.
Já não bastavam os morangos e os rebeldes para deseducar sexualmente os miúdos...

14 maio 2009

E insistem...

Há cerca de pouco mais de um mês, escrevi sobre as tentativas, infrutíferas, da Zon em vender mais serviços à minha pessoa. Pois bem, voltaram a ligar.
Isso começa a ser estranhamente divertido:
"Trim-Trim"
Número desconhecido.
"- Estou."
"- Boa noite. Meu nome é fulano e fala da Zon/Tv Cabo. Estou a falar com o Sr. Catsone?"
"- Sim e não quero!"
"- Errr, ok, boa noite."
E é só esperar até ao próximo mês.

12 maio 2009

Interracial

Gosto de mergulhar o branco no preto...Fazer o quê?
Manias



11 maio 2009

Pelos caminhos de Portugal

Depois de uma viagem por qualquer estrada nacional, o capô do automóvel vira um campo de batalha entomológica. Cadáveres de insectos jazem na superfície metálica. Isso é o que se espera ao fim de cada jornada, e o número de bichos estatelados é proporcional à velocidade da viatura.
N'outro dia, quando vinha, entediado, pela via-sacra-rodoviária diária, reparei no veículo pesado que me seguia e ri-me a bandeiras despregadas:

Parece que, em Espanha, os insectos são um pouco maiores...

Um pouco de humor automobilístico, para contrabalançar os achaques de alguns condutores.

10 maio 2009

Déjà Vu 4!

Mais uma vez, começa a ser um trabalho árduo, mas sabe sempre bem o esforço:
E no ano passado teve o condão de ser premonitório...


Mais uma vez a magia
De ser o maior, ser o primeiro.
A competência, a categoria,
De um campeão verdadeiro

Meu Porto, meu Super Dragão,
Tu não és grande, és imenso.
E o amor por ti é tão intenso

Que quase explode o coração.

E os outros choram em Lisboa
O soluço de tristeza ecoa
De Cascais à Madragoa

Porque não têm a tua chama,

Que a eles queima e a nós inflama,
E que só conhece quem te ama.

2006/2007
2007/2008
Pró ano há mais? Nós, portistas, esperamos que sim.


09 maio 2009

O mundo ao contrário

Renato Russo escreveu numa das suas canções: "os assassinos estão livres, nós não estamos.". Lembrei-me deste verso ontem ao ver as notícias.
Hoje em dia prestam-se homenagens a bandidos. Se um jovem rouba, causa distúrbios, é perseguido por um polícia com boa pontaria que o acerta e o mata, esse jovem tem que, inevitavelmente, ser elevado a mártir. Seus amigos têm o direito de prestar homenagem de forma desordeira e violenta.
Está tudo às avessas neste pais.
Outro dia, enquanto acompanhava as consultas de um psiquiatra, ouvi a fras
e: "actualmente, vivemos na época dos medíocres!".
Fiquei a matutar um pouco nesta frase e, embora com medo de fazer parte da mediocridade instalada, cheguei à conclusão que essa frase é assertiva. Olhando para o panorama nacional não há ninguém que se destaque.
Esperem lá, lembrei-me, mesmo agora, do Cristiano Ronaldo...
Fora o madeirense, não há ninguém que seja referência e, talvez por isso, temos que nos virar para os marginais. Afinal, eles estão por toda a parte: nas escolas, nas ruas, nas estradas, nas igrejas, no parlamento...
Como dizia o presidente da câmara de Setúbal (para continuar a falar de medíocres) aqui, os desacatos na Bela Vista não passaram de uma reacção emocional d
e jovens em sofrimento.
Vou ter também atitudes destas; vou jogar pedras à polícia, disparar contra esquadras, pôr bombas em ministérios e palácios governamentais. Tudo isso porque eu também estou a ter uma reacção emocional; uma reacção à, lenta e dolorosa, morte do meu querido país.

08 maio 2009

Tá lento

Todo o final do mês a Vodafone envia-me uma conta. Nessa conta estipula um preço a pagar pelo serviço que presta: internet a 2 megas/seg.
Este facto acima é garantido, eles vão cobrar pelo serviço. Mas cobram por um serviço que não prestam. Na melhor das hipóteses, navego a cerca de 1 mega/seg, mas hoje navegava à estonteante velocidade virtual de 238kpbs/seg. Navegar? Isso não é navegar, no máximo será a velocidade equivalente à de uma traineira carregada!

238 é uma velocidade espectacular se for na A1, com o subaru da GNR atrás de nós. Na net, "andar" a 238 ks, actualmente, é regredir cerca de 10 anos, é ser ultrapassado por caracóis, lesmas, tartarugas e bebés a gatinhar; é ser-se lento, muito lennnttttoooo.
Lembro-me do tempo em que usava um modem do tamanho de uma caixa de sapatos. Aqueles revolucionários aparelhos que faziam um gajo navegar a 56kpb. Era um espectáculo, um gajo só tinha que esperar meio minuto para que toda a página do Google aparecesse. Foi uma revolução.
Hoje tive esse déjà-vu
. Caí na asneira de insistir em abrir o meu mail e tive que tomar um ansiolítico para não destruir o ecrã.
À Vodafone, meu obrigado, dessa forma vou ter que me mexer, finalmente, para trocar de servidor.

04 maio 2009

Mr Green

Respeitei o vermelho do semáforo e parei.
Enquanto esperava pela ordem de marcha, olhei no retrovisor e observei o comportamento da condutora da retaguarda.
A senhora, praí com 40 anos, bem apresentável, vasculhava arduamente a venta direita à procura de um gorila.
Se isso, só por si é asqueroso, o que veio a seguir perseguiu-me durante algumas horas.
Após ter catado o burrié que jazia na narícula, a senhora examinou o símio mucoso que se encontrava no indicador direito e, sem demoras, degustou-o... e examinou novamente o dedito para averiguar da existência de alguma excreção remanescente.
Depois de observar toda a cena confesso que o verde do semáforo ganhou um novo sentido!


Também já somos!

Parabéns para nós! Conseguimos! Já fazemos parte das estatísticas da "nova" gripe.
Foi uma tarefa árdua, mas conseguimos um, neste caso uma, infectado. Parabéns para ela...
A imprensa já quase perdia a esperança, mas nós portugueses não desiludimos, como sempre.
Faça-se, portanto, mais 1 mês de primeiras páginas e aberturas de telejornais! Faça-se mais publicidade à roche!

24 abril 2009

Exma Ovelha Ranhosa

"É impossível agradar a gregos e troianos", já dizia a minha querida avózinha.
Eu nunca acreditei, considerei sempre a hipótese de agradar o mongo e o intelectual, o snob e o bronco... pura ilusão.
Existem poucas coisas impossíveis neste mundo: coçar o ouvido com o cotovelo, morder a testa, agradar a todos, entre outras. As primeiras duas sou capaz de acreditar, que no meio de 6.000.000.000 de indivíduos neste mundo, alguém consiga realizar.
Observo todos os dias a inexequibilidade do "agradanço" geral. Podemos ser os melhores no que fazemos mas há sempre aquele "sim, está quase perfeito" ou o "está lindo, mas..." e ainda o "hum, podia ser melhor.".
O gajo bateu o record dos 100 metros e alguém dispara "mas ele pode melhorar" e com, um pouco de sorte, acrescenta "muito".
O génio encontrou a cura para o cancro e os críticos dizem "mas é muito caro" ou " e então o Parkinson?" ou "mas o meu problema é micótico.".
Como se não bastasse a crítica alheia, existe os que, mesmo agradando o máximo de pessoas possível, não se conseguem agradar a si próprios. É um tipo de auto-sabotagem; o gajo dos 100 metros diz que estava contra o vento, o génio da cura do cancro reclama da falta de empenho na procura pela cura do pé-de-atleta, e por aí vai.
Escrevo sobre este tema após participar na organização de um evento. Um gajo faz tudo para agradar, tão tonto, na esperança de que tudo seja perfeito (mais uma coisa a acrescentar à lista de impossibilidades). No fim depara-se com o inevitável: o falhanço. Não foi a maioria, mas presta-se atenção àquela ovelha ranhosa que não gostou disto ou daquilo. Penso comigo mesmo "deixa lá, foi só um gajo" mas, ao mesmo tempo, respondo em auto-diálogo-interior "gostava de saber quem foi o FDP!".
Enfim, consola-me uma outra frase da minha querida avózinha: "Nem Jesus agradou a todos".
Verdade.

It's alive!

Amigos, folgo em anunciar que o meu querido companheiro de luta encontra-se já recuperado e pronto para reiniciar o trabalho.
Mas apresenta algumas sequelas, perdeu alguma informação e funcionalidades que, com alguma informatofisioterapia, recuperará em curto espaço de tempo.
Obrigado a todos os que rezaram por ele, está muito sensibilizado.

PS: Doações para a conta CGD NIB 123456789101112136630.

23 abril 2009

UCI

Notícia, de rodapé, de um jornal suspeito qualquer:
" Deu entrada, ontem, na Unidade de Cuidados Intensivos, um computador portátil, de seu nome HP. Vinha com sinais de profundos mal-tratos, escoriações e cicatrizes, completamente desorientado e amnésico. Encontra-se, neste momento, ligado à outras máquinas, numa tentativa desesperada de se agarrar a este mundo. Seu dono, e principal suspeito dos crimes, não foi interrogado pelos funcionários da instituição, apenas "largou" a vítima nas urgências e fugiu. Os técnicos informáticos referem que, apesar de haver esperança, o estado do paciente é considerado muito grave."

Todos juntos, rezai pelo meu amigo HP.

12 abril 2009

Sicko


Ontem, para diminuir um pouco o "astral", dado que tenho uma personalidade algo masoquista, assisti este filme.
Trata-se de um documentário do cineasta Michael Moore sobre o sistema de saúde americano. Michael Moore
é um dos homens mais controversos de sociedade americana. Seus filmes tentam apresentar à comunidade as incríveis, e por vezes inacreditáveis, disparidades existentes nos EUA. Foi assim com Fahrenheit 9/11 e Bowling for Columbine.
Já tinha uma noção do que o filme pretendia mostrar, mas, a realidade, é que não estava preparado para o que viria.
Vale a pena ver, principalmente neste momento de ataques entre as diferentes classes que integram nosso sistema de saúde. Vale também para quando estamos profundamente desapontados com o nosso trabalho, para quando nos acusam de não o fazer bem, de não nos preocuparmos com o nosso doente.
Comparemos a nossa saúde com aquela que existe no país da "melhor" investigação e prática médicas.
Mas entristece, profundamente. Ver pessoas que trabalharam a vida inteira e que, no fim, não têm direito a envelhecer condignamente.
Fica um sentimento de pena...

10 abril 2009

Priceless

Tomar pequeno-almoço ao meio-dia...

08 abril 2009

Germanices

"Qimonda alemã tirou 150 milhões da fábrica portuguesa" DN

Parece que me enganei quando, em post anterior, alterei o logo da qimonda.
Afinal o logo certo era este:


Lobo em pele de Cordeiro

Há cerca de meia hora atrás, falou na Sic Notícias o homem do momento: João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF).
O homem falou, falou e no fim o que me ficou na cabeça foram as mentiras e acusações.
Por causa deste indivíduo, duas (ou talvez três) classes de profissionais de saúde, ao contrário de remarem para o mesmo lado, trocam acusações infrutíferas e levianas.
Desiludam-se aqueles que acreditam que este fulano quer o melhor para o doente. Por baixo da pele de Cordeiro existe um animal que procura o lucro, tão simples quanto isso.
Para levar a sua avante, o sujeito procura chamar atenção àquela classe de mercenários, crápulas e corruptos representada pelos médicos. Os médicos, causadores de todos os problemas do SNS. Os médicos que ao olhar para a face do seu doente imagina um cifrão gravado na fronte. Os médicos, verdadeiros cancros da sociedade. Os médicos, que são os responsáveis pela prescrição; esperem aí, se calhar até são necessários para as farmácias, hum...
De todos os factos que o homem cuspiu em directo, guardei dois em especial:

"- Se a Srª jornalista fizer uma investigação, pesquisando nas 5 maiores agências de viagens, vai perceber quais são os 20 maiores clientes das mesmas.
- Está a fazer uma acusação?
- Não, mas pesquise."
Se isto não for uma acusação, então o que será? Parece-me que esta pessoa teve uma formação com o, grande, Octávio Machado, que dizia tudo em informação encriptada. Gostaria realmente que se fizesse esta pesquisa, talvez desmistificasse algumas ideias pré-concebidas existentes neste, pequeno, país.

"- A indústria farmacêutica está muito calada, pois tem o seu porta-voz a falar por ela.
- E quem é esse porta-voz?
- Está-se mesmo a ver: é o Bastonário da Ordem dos Médicos."
Numa certa altura da entrevista o Cordeiro disse não responder à calúnias. Isto, então, merecerá resposta pelo Bastonário da Ordem dos Médicos?

Penso que a ANF representa a quase totalidade das farmácias, mas será que representa a totalidade dos farmacêuticos? Quando este lobo refere como caluniosas, as palavras do sindicato dos farmacêuticos, terá ele o apoio desta classe? Será que os interesses obscuros da ANF justificam toda esta azáfama?
Só andamos na superfície, as profundezas são mais escuras e regem-se por uma ordem na qual o doente é apenas um número...

Hipócrates deve estar a dar voltas...


07 abril 2009

ORGULHO, CARAGO!

Qual é a equipa, qual é ela, que chega ao teatro dos sonhos e diminui o maior clube do mundo à sua insignificância? Qual é? Qual é?

Só o maior do universo!!!

03 abril 2009

A TV cabo e o HSV

Sinto uma vibração no bolso das calças. Penso em quem será que me estará a importunar no meio de uma reunião de serviço.
Muito discretamente, tiro o telemóvel do bolso e atendo o número não identificado:
"Estou?"
"Seria possível falar com o Sr. Catsone?"
"Nesse momento não!"
E desligo a chamada ao percebendo que se trata de um call-center qualquer para surpreender-me com uma grandiosa oferta, provavelmente, da TV Cabo.
Bando de chatos. Compreendo que é o trabalho dos fulanos, mas importuna!
10 minutos volvidos, a mesma sensação vibratória e o mesmo número não identificado. Rejeito a chamada. Mais 10 minutos, nova chamada e nova rejeição. Outros tantos minutos e mais uma tentativa infrutífera de contactar com o incauto cliente. Desistem... mas não por muito tempo.
Uma pequena analogia: o herpes simplex (que não é nenhuma criação, simplex, do governo Sócrates) é um vírus cujo único hospedeiro é o homem. Depois de infectado, o indivíduo alberga o vírus durante toda a sua vida. Este é o famigerado microorganismo que dá aquelas, bonitas, lesões labiais, tão vistosas e desejáveis. O que chateia no vírus é que ele estará sempre lá, latente, mas de vez em quando acorda e diz olá sob a forma de reluzentes vesículas cutâneas.
O Call-center da TV cabo é assim: um belo dia assina-se um contracto e se é "infectado" pelo serviço TV cabo. Tudo fica bem durante um ou dois meses e é, então, que se recebe a primeira chamada. É-se simpático qb e tudo parece resolvido... mas não. Alguns dias depois, nova chamada e as coisas começam a azedar. Isso para dizer que, como o HSV, também o call-center da TV cabo fica latente e ataca de vez em quando.
Voltando ao episódio. Acaba a reunião e eu já nem lembrava das chamadas insistentes. "Pego" no carro e vou para casa. No meio do trajecto o que acontece? Hã, o quê? Pois é, ligam-me novamente, dessa vez uma senhora:
"Estou?"
"Estou sim."
"É o Sr. Catsone?"
"Sim."
"Aqui é da ZON/TV cabo (tcharam!!!). Queríamos melhorar o seu serviço ZON/TV cabo e..."
"Desculpe, mas não estou interessado."
"Sim, mas é que..."
"Peço desculpa por ser você a ouvir, mas estou um pouco agastado com as vossas 3 chamadas telefónicas mensais. Conto com o pagamento e com as vossas chamadas e, que me lembre, só contratei o serviço de televisão e não o apoio ao cliente. Gostaria de dizer que se for importunado mais uma vez, cancelo o serviço. Quando quiser alguma coisa vossa, sou eu que telefono, ok?" (Quem é que manda aqui, hã!)
"OK, vou assentar aqui o seu comentário. Tenha um bom dia."
Tu-tu-tu-tu...
No fim fiquei sem saber se a porcaria da promoção, que eles estavam a fazer, era alguma coisa de jeito...

01 abril 2009

Frascos e comprimidos

Temos novos D. Sebastiões em Portugal. Um grupo que luta pelo bem-estar dos pobres doentes deste país. Sem interesses, sem segundas intenções, apenas, e tão somente, a saúde dos indivíduos.
Essa classe é composta pelos senhores doutores farmacêuticos.
Eu entrego o meu diploma da faculdade de medicina. Para que o quero, se qualquer senhor farmacêutico passa por cima do que eu decido, no fim de uma consulta com um utente? Os meus 6 anos na faculdade e os intermináveis anos de internato, afinal, não servem para nada: os farmacêuticos é que sabem.
E vêm para a televisão, com duas caixas de medicamentos, para revelar, "incrédulos", o escândalo das diferenças de preço entre duas substâncias, supostamente, idênticas.
"Olhe, por esta embalagem o doente paga 10€ e por esta, apenas 5,50€" diz a farmacêutica orgulhosa.
O que de melhor há, para se chamar a atenção, do que enxovalhar a classe corporativista dos médicos? Esses malandros que só querem prescrever a marca que lhe dá canetinhas e post-it's!!!
"Vamos, mas é, ajudar o povo a não ser roubado por essa cambada de doutores e "seus" laboratórios!"
Tudo pelo povo! Tudo pelo utente, pelo reformado e pelo doente crónico, que tem tudo comparticipado mas que não atinge objectivos nem respeita alterações do estilo de vida.
Mas, esperem um minuto...alguém já viu uma farmácia na banca rota? Hum... estranho.

Uma teoria, da conspiração, para essa "bondade" da farmácia da esquina:
"Num belo dia, um representante do laboratório de genéricos X, duma marca menos comercializada, visita a farmácia da esquina. Vem, o senhor, apresentar uma proposta para ajudar a farmácia a ajudar o utente. Oferece então 10 embalagens de Furosemida genérica pelo preço, maravilhoso, de 5. O farmacêutico, pensando no utente, aceita. No dia seguinte o médico, numa consulta, receita ao Sr. Manuel a furosemida de marca e tranca a receita, para fazer valer a sua famigerada prescrição. O Sr. Manuel vai a farmácia da esquina e é aconselhado a comprar a furosemida genérica porque é mais barata. O Sr. Manuel agradece o interesse do Sr ajudante de farmacêutico e vai para casa com o medicamento. No outro dia, o Sr. Manuel dá entrada no serviço de urgências do hospital distrital, com um edema agudo do pulmão"
Isto é uma situação caricata e serve para explicar várias coisas:
1º Nem todos os genéricos são iguais às substâncias originais. O caso da furosemida é um dos exemplos clássicos. Ninguém sabe porquê, mas a furosemida genérica não tem, nem de perto, nem de longe, a mesma eficácia que a original;
2º Os excipientes dos medicamentos variam em alguns genéricos, o que faz com que o comportamento da molécula seja diferente. O excipiente não é só farinha, ele influencia a farmacodinâmica e farmacocinéitca sobremaneira;
3º De boas intenções está o inferno cheio, já dizia a minha avó. Aqueles que criticam a promiscuidade dos médicos, em relação a pretensas prendas dos laboratórios, tentem conhecer o lado das farmácias. É um novo mundo de bons negócios; ou as pessoas acham que tudo isto é realmente pelo bem-estar do doente?
4º Acho engraçado aqueles, que têm um enorme lucro em todos os medicamentos (de marca ou genéricos), venham agora "rebelar-se" contra os que, justamente, permitem que o seu negócio prospere;
5º A prescrição do médico é soberana! Se bem ou mal intencionada, isso são outros quinhentos. Não posso admitir que outra pessoa possa alterar, aquilo que acho melhor para o meu utente, apenas porque acha que pode. Isso, nem entre colegas é ético, quanto mais pessoas que não tem a formação adequada (e responsabilidade) para tal;
6º Eu prescrevo genéricos sempre que posso, mas mesmo esses têm diferenças de preços. Será que também será alvo de trocas? Existe troca mesmo entre genéricos do mesmo preço, mas isso já não interessa que se saiba, não é?
E poderiam ser muitas mais razões, mas o post já é um dos maiores que publiquei.

Ao senhor
João Cordeiro, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), que refutou os comentários do Bastonário da Ordem dos médicos com a seguinte frase "onde estava o Bastonário quando se ouviu que os utentes não compravam todos os medicamentos prescritos", digo-lhe o seguinte: serão este os argumentos que vai utilizar? Será com esta ligeireza que vai combater a "mercenária" classe médica? Será que são os médicos que impõem um preço às substâncias? Está preocupado, com o facto de o doente não comprar todos os medicamentos, por pensar na saúde do mesmo ou na diminuição da vendas?
Sugiro que compre uma embalagem de "pronto" para dar lustro a essa tremenda cara-de-pau! (e já agora uma lâmina de barbear).

31 março 2009

$$

"Spread" nos novos créditos aumentaram 300% em ano e meio" Jornal de negócios

Banca: "
Spread!!!"

Governo: "Santinho!"

Zé: "Mais 20%?! Dass."

28 março 2009

Terrorismo auditivo

"Cristiano Ronaldo sonha com banda pop" Record

Cristiano Ronaldo está interessado em formar uma banda pop com os jogadores brasileiros Ronaldo e Ronaldinho, quando acabarem as carreiras no futebol. A notícia é avançada pelo jornal inglês "The Sun", com declarações do internacional português do Manchester United.

"Disseram-me há uns anos que seria uma boa ideia formar uma banda com o Ronaldo e o Ronaldinho, quando formos ex-jogadores de futebol. O nome da banda seria 'The Three Rs' [Os Três Rs]. Adorei a ideia, é tão divertida. Vou falar sobre isso com eles quando me retirar, quem sabe se não conseguimos chegar ao número 1 do 'top'", afirmou.

O jornal inglês adianta que Cristiano Ronaldo gosta de ouvir "The Killers", "Bob Dylan", "Small Faces", "Kasabian" e "The Who", e que leva a família à loucura em casa quando resolve cantar as suas músicas favoritas."

Apelam-se às entidades competentes que estejam atentas a estas ameaças. O futuro, sonoro, dos nossos filhos está em perigo evidente. Toleram-se Nel's Monteiros, Romanas e afins, mas estes três mentecaptos juntos é um golpe muito duro aos meus martelos, bigornas e tímpanos!



26 março 2009

A República e os Bananas

"Avelino Ferreira Torres ilibado de todos os crimes" - IOL diário

Não se deixem enganar pelo título do post, os bananas não são os Avelinos, Isaltinos, Fátimas, Valentins, etc, etc.

Menos uma

23 março 2009

Ten Reissue

Lá se vão as minhas economias...



22 março 2009

Comoé que disse?

Prévia do jogo FCP X Estrela, hoje na TVI:

Repórter : "O estádio ainda está pouco repleto"

Alguém me elucide, sff.

21 março 2009

Esperm ó quê?

O espermograma devia ser o exame mais fácil de realizar por um homem (evidente). Afinal há anos que se treina para o efeito, ninguém maneja melhor a “arma” que o próprio e, o melhor, não é necessária qualquer desculpa.
Aquele último ponto é essencial: a desculpa. Um gajo começa no exercício da auto-satisfação lá pelo início da segunda década de vida. Não se sabe bem como se faz, ouvem-se conversas semi-secretas nos corredores da escola e… “parece que é assim e que depois há-de acontecer alguma coisa… epá que sensação estranha…puff…????... ooooolllááááá aaaaaaahhhhhhh “ . A partir daí passa-se a inventar desculpas para passar lustro ao bastão: é porque relaxa, é porque se conhece o corpo, é porque isso ou porque aquilo, etc e coisa e tal.
Se o intuito é relaxar vou tirar o xanax e afins dos meus utentes e por tudo à masturbação:
“- Sr. Manuel, duas vezes por dia: uma ao pequeno-almoço e outra antes do jantar”
“- E se não conseguir dormir, xôtore?”
“- Se persistirem os sintomas recorra a profissionais!”
Isso tudo para dizer que o espermograma deveria ser o mais fácil exame do mundo… mas não é! Não me perguntem porquê, é apenas intuição masculina...
A um fulano é passada a tão estranha credencial. Parece um convite para o parque de diversões: "é permitido acariciar-se para fins masturbatórios sem reprimendas". No entanto, começa logo com obstáculos difíceis de contornar: abstinência de 3 dias no mínimo. Não sei se o público feminino poderá alguma vez entender isto mas, nós, os machos, quando vamos a casa de banho “órinar” temos que , hum, agarra-lo. Passados três dias sem descascar a banana, fica difícil realizar, com segurança, este acto fisiológico.
Cumprido este duro teste, lá vai o fulano ao laboratório. Reparem que tudo isto se passa num local onde o único exame que um homem pode fazer é exactamente este. O fulano entra na sala e todas as pessoas o olham já com reprovação: “vieste cá só para a punh$%&!”.
Chega-se ao balcão:
“- Olá, bom dia. Vinha para fazer um espermograma!
“- Bom dia. Peço desculpa, não ouvi o quê disse.”
“- Vim para o espermograma”
“- Ah.
Ó Maria, está aqui mais um para a análise” ao mesmo tempo que pisca o olho.
Recebe-se um copinho como compensação pelo vexame e adentra-se um portado.
Já nas entranhas do edifício o fulano dirige-se à enfermeira. Esta lhe mostra uma porta onde se lê “sala de recolha 2” e o instrui relativamente ao procedimento da colheita. O fulano sorri, nervoso; gostava de pedir um livro de instruções para aprender como se deve descabelar o palhaço, mas faz o que a enfermeira diz e entra na sala.
Um pequeno à parte: para que um jogo do 5 contra 1 acabe em vitória, satisfatória, da equipa da casa, é necessário um conjunto de factores. O primeiro é a vontade e é portanto o mais fácil: um gajo tem sempre vontade. O segundo é que deve haver algo que estimule, um bom ambiente, uma revista, um vídeo, uma senhora desnudada, entre outras coisitas, que façam o pequeno amigo não estranhar o ambiente. Terceiro: concentração, para que deixemos o quarto factor fluir, a imaginação. O quinto factor é o silêncio, para que nada intervenha contra o terceiro e quarto factores.
Quando o fulano entra na sala faltam-lhe uma série daqueles factores, sobretudo o 1º e do 2º ao 5º. Pela 1ª vez na vida sentia mais vontade de arrancar um dente do que alisar a cobra ciclope. Mas está esperançado que a sala esteja equipada com alguns estímulos, nomeadamente revistas e vídeos, já que a senhora desnudada estava, a priori, fora de questão.
A primeira coisa que vê na sala é uma poltrona de napa castanha. Olha fixamente para o objecto inspeccionando-o à procura de manchas suspeitas, e imagina a quantidade de rabos nus que já ali haviam pousado. Fecha os olhos (os três) e senta-se na poltrona. Só aí repara no resto da sala: daquela poltrona tem uma vista, privilegiada, para uma retrete! Aquela sala é, tão simplesmente, uma casa-de-banho “adaptada” a espermódromo! Epá, assim não dá. Não há tarado no mundo que consiga concentrar-se quando, à sua frente, está a porcaria de uma sanita branca, um bidé e um espelho!
Além da extraordinária decoração sanitária, a porta da sala apresenta uma fresta tão grande, entre ela e o chão, que permite a passagem dum chiuaua. Dessa forma, ouvem-se as pessoas a passarem no corredor e falarem das mais variadas coisas, desde o governo à fome em África, o que, quer se queira, quer não, provoca sempre alguma distracção.
Para complementar, existe o detalhe do fulano estar na sala 2, o que fazia com que existisse, no mínimo, mais uma. Assim, é interessante lembrar que havia, talvez, mais um homem a fazer o mesmo, ou seja, a tocar o seu órgão na tentativa de chegar à sinfonia sublime. Dois machos nunca devem tocar o pífaro a menos de um quilómetro de distância de segurança, não é lei, mas devia!
Mesmo com todas estas contrariedades, não desiste: “é por uma boa causa”, pensou.
Senta-se na poltrona, desabotoa as calças e põem o pequeno soldado em alerta. O soldado, no entanto, está KO, em estado de coma, com um Glasgow de 3: sem resposta motora, sem resposta verbal e abertura ocular ausente. Pensa em pedir a alguém que lhe fizessem respiração boca-a-boca, e sorri com a ideia. Massagens penianas feitas e o voluntário começa, lentamente, a responder, mas, mesmo assim, com grande relutância.
Depois de 20 minutos nestas “preliminares” consegue uma irrisória erecção e começa o procedimento visando a colheita. Fecha os olhos e imagina algo minimamente erótico. Tenta inventar algumas fantasias e começa a visualizar uma praia deserta, na companhia da sua senhora, e conversa vai, conversa vem, as coisas a aquecer e de repente: “Ó Izaura,
IIIIIIZZZZZZZÁÁÁÁUUUUUUUURIINHAAAAAA, passa aí o balde com a lixíbia!!!!” e lá se vai a puta da erecção…
Começa tudo de novo. Mais um intervenção do INEM genital, mais um aquecimento de 30 minutos e volta à acção. Espanca o boneco até ele lhe dar uma resposta definitiva e vomitar o conteúdo, com informação genética, no copinho.
Tarefa cumprida! O Soldado estafado, mas orgulhoso, retorna ao quartel de ganga para descansar.
O fulano volta com o troféu e entrega-o à enfermeira que estampa-o com uma etiqueta e preenche um formulário com alguma informação considerada importante.
E finiu-se. Foi uma luta desigual que acabou com o herói estafado, suado mas feliz, só faltaram os créditos finais de um filme épico/erótico de série Z.
E neste fim, aquilo que deveria ser fácil e natural, sai arrancado a ferros, com vergonha e sem qualquer prazer.
Depois disso, o singelo e artesanal acto de masturbar nunca mais será o mesmo...

17 março 2009

“Tum-tum, tum-tum, tum-tum…”

“Tum-tum, tum-tum,tum-tum…”, 140 bpm, forte, rítmico, cheio de vontade de viver. Meu pobre e cansado coração ainda o tentou acompanhar, em parte pela adrenalina excretada em rajada pela supra-renal, em parte pelo desejo de estar, a partir de agora, sempre com ele.
“Tum-tum, tum-tum, tum-tum…”, e os olhos, agora, nadam em água salgada. Uma mão, timidamente, recolhe um pouco da água ocular, para que não se perceba que um homem também chora; há que manter a compostura.
“Tum-tum, tum-tum, tum-tum…” é o que os ouvidos transmitem à uma mente que já não está ali, voou no tempo e espaço, deixou o corpo para aterrar num abraço futuro, um abraço de boas vindas e amor. Há muito tempo que se esperava por este amigo e o que o ouvido ouve a mente transforma em cumprimento precoce, uma espécie de aperto de mãos auditivo: “eu já aqui estou, cheio de vontade de vos conhecer” e o sentimento é recíproco.
“Tum-tum, tum-tum, tum-tum…” do ventre ecoa, tenta informar que se cresce e desenvolve e avisa: “eu estou a chegar”.
E nós aguardamos.

16 março 2009

Profissão perigo (revisitada)

Ao ver esta notícia lembrei-me de um post que fiz há algum tempo:

Profissão perigo

Procura-se professor de português para leccionar na C+S Halípio Rada.
Requisitos:
- 3 anos de experiência nas forças de elite americanas;
- Treinamento de tácticas psicológicas da Mossad;
- Prática de Karaté, Judo, Jiu-jitsu e Capoeira (opcional);
- 11 segs aos 100metros;
- Licença de uso e porte de arma;
- Seguro de vida actualizado;
- Carro blindado;
- Licenciatura em língua portuguesa (opcional).

Oferece-se.
- Salário compatível com a actividade;
- Curso de sobrevivência à catástrofes;
- Alguma, remota e lenta, progressão na carreira;
- Tratamento dentário;
- Kit de sutura;
- Suporte psicológico para os familiares;
- Programa de protecção à testemunha;
- Eventual bandeira à meia haste;
- Uniforme de trabalho.

10 março 2009

Coitado

"Miguel Veloso: Ninguém me defende" in Record

Depois disso já recebeu ofertas de patrocínio:




Continuando na patetice futebolística, o jogador brasileiro Ronaldo proferiu a seguinte afirmação:
"...eu erro muito, acerto muito, eu sou um ser humano."
Preciso de provas.

08 março 2009

Errata

O PM, tentando desmistificar os erros do Magalhães, resolveu enviar uma carta de esclarecimento aos portugueses.

"Caríssimos portugueses

Não póço pedir desculpas pelos erros encontra-dos no meu, pequeno e maravilhozo, Magalhãis.
Conitonuo a axar ser uma grande mais valhia para os nossos filhos.
O facto de se encontrarem erros no sofitaware do computador só mostra a atensão que as crianças mantém durante o trabalho em frente há máquina.
Afinal, apezar da propaganda anti-governo da opozição, tudo não paçou de um texte há atensão dos portugeses a tudo que o computador pode faser.

Eu mesmo, quando estudava para ser engenheiro, utilisei o memo sóftiawere e vejam lá se não consegui o diploma?
O Magalhais não só é presente, como é futuro e parece ter sido alguém no paçado (que eu não me lembro bem porquê nunca fui bom em geografia).

Abraço à todos os portugueses e venezuelanos,lembrando de não se esquecerem de mim no fim-do-ano

Do voço mais que tudo Primeiro Minístro


Jose Socrátis"

Em anexo um folheto do Magalhães:




07 março 2009

Não pode ser "em nome do Pai"!

Primeiro de tudo, este post não tem, em absoluto, nada a ver com o anterior.

Foi com horror que vi a notícia de uma menina de 9 anos que tinha sido violada pelo padrasto. É algo que não deveria acontecer, os adultos têm obrigação de proteger os mais novos e não molesta-los.
Foi com perplexidade que recebi a notícia de que a criança estava grávida, de gémeos, e que corria perigo de vida. Daí que a solução pelo aborto foi tomada sem qualquer hesitação pela equipa médica.
Foi com asco que ouvi um homem, independente da sua posição na hierarquia da igreja, dizer que excomungava os médicos e a mãe da criança. Quanto ao padrasto que, para além da dita menina, violava também a sua irmã, 3 anos mais velha, não foi excomungado.
Senti repúdio pela posição do arcebispo. Não é função da igreja defender o ser humano? Uma criança de 9 anos, meus senhores!
"A lei de Deus é superior à lei dos homens" disse o arcebispo. Tem toda a razão, e ele verá isso no futuro.
Quer dizer que baptizar crianças, a comunhão, a comunhão solene, o crisma, etc, etc, foeam rituais ditados por esse Deus? Todos os rituais obedecem a um figurino escrito e arquitectado por Ele?
Não tenho palavras para descrever a estupidez dos Homens, ou pelo menos de alguns, que se intitulam senhores da verdade divina.
Podem me excomungar também, olhem, estejam à vontadinha. Não quero fazer parte de uma igreja intolerante, retrógrada, agarrada a teorias inventadas por outros homens. Não me incluo num grupo de gente obtusa e limitada que prefere punir com sofrimento e/ou morte uma criança inocente, não tolerando uma intervenção que não seja a de um clero antiquado e, sobretudo, ultrapassado.
Excomunguem-me, ó faxavôre, libertem-me de obrigações estúpidas e sem sentido.

04 março 2009

Sem fronteiras

Foi com agrado que outro dia ouvi, na TSF, esta entrevista com o Sr. José Lucas, secretário da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).
O espiritismo tem vivido sob a chacota da grande maioria das pessoas. Para isso encontro uma palavra: ignorância. O Espiritismo não é o que o Prof. Karamba faz. Não se lêem búzios, cartas, mãos ou o Record. Não se sintoniza a rádio "Além" para comunicar com um espírito.
O Espiritismo é uma doutrina. É um meio utilizado para melhorarmos como pessoas, para crescermos. Quem conhece e pratica a doutrina espírita, compreende as grandes diferenças existentes neste mundo.
Eu sou espírita. Não tenho vergonha nenhuma nisto, muito pelo contrário. Quando pequeno, meus pais levavam-me a um centro espírita todos os domingos de manhã e, ao contrário da missa católica, ninguém me obrigava a ir às sessões. E numa sessão espírita não há visões de fantasmas, nem cadeiras a voar ou portas a bater contra as leis da física; há conversa, há canções e solidariedade. Há paz... resmas dela.
O "Evangelho segundo o espiritismo" de Allan Kardec, foi a única obra que me explicou porque nasci com saúde, numa óptima família e com os bens materiais necessários, em detrimento de uma vida sem nada disso num país subsaariano.
Esta é uma doutrina científica, que tenta compreender a forma como o mundo se processa. Estando ligado às ciências, interessam-me muito suas explicações. No entanto, não se deve confundir com a religião do Tom Cruise!!!
Acho piada ao facto das pessoas torcerem o nariz à expressão "sou espírita". Mostra incompreensão e desdém. Às vezes tento demonstrar do que se trata, explicando as teorias, objectivos e acções de um espírita mas, no entanto, na maioria das vezes, não me dou ao trabalho e, simplesmente, ignoro.
Aconselho, a quem tiver a mente aberta, que ouçam esta entrevista ou, aqueles sem qualquer fronteira mental, a irem a uma reunião num centro espírita. Desde que estejam preparados e mantendo sempre o espírito aberto, não arrepender-se-ão.

22 fevereiro 2009

Carnavalhada

Carnaval.
Ninguém levará a mal se eu disser que não gosto.
Quando era miúdo, no Brasil, odiava sobremaneira esta "feliz" época do ano. E perguntam-me: como é possível alguém, na terra do carnaval, não gostar deste período? Eu respondo: acordava cedo no fim-de-semana para ver os bonecos na televisão e o que é que estava a dar? Desfiles de carnaval. Sim, porque aquela porcaria dá 24 horas por dia em terras de Vera Cruz.
Um miúdo de 10 anos quer lá saber de bundas voluptuosas e mamas saltitantes? Lá quer saber de samba, carros alegóricos ou rainhas da bateria? Que se lixem as baianas e as "bichas" nas suas fantasias com penas de pavão! Eu quero é ver "os Jetsons", o "Tom and Jerry" e os "Smurfs", caraças!
Agora, quando pensava que tinha escapado a essa época de pândega desvairada, ei-la aqui, em força, com pandeiro, surdo e cuíca! É que nem mudam o ritmo! Façam lá um desfile ao som dos Gaiteiros de Miranda ou dos coros alentejanos, quero ver isso, SFF.
Já nem falo de ser uma altura em que se desculpa o facto de um homem se vestir de "puta de estrada" sem preconceitos...


Pelo menos terça-feira é tolerância de ponto, vá, um ponto positivo.

20 fevereiro 2009

De família

Falhou a carreira de proctologista...

17 fevereiro 2009

In Continente

Hoje fui às compras com a Madame. Há que repor o stock de café, que já vai baixinho.
Ir às compras está para os dias de hoje como ir à missa estava para a geração da minha avó. Eu nunca gostei de ir à missa e ir às compras vai para o mesmo caminho.
Porque não gosto de ir às compras? Ora, vejamos, está inerente nesse acto uma transacção financeira. Eles trocam qualquer coisa por dinheiro. Isso é injusto, eles podem trocar o que for, nós só podemos trocar dinheiro. Não me importava de trocar uma aparelhagem por um punhado de xi-corações, ou algumas pedras que trouxe das obras que o próprio hiper está a fazer.
Olha outro motivo: o trânsito. Como disse, o único hiper cá do burgo está em remodelações. Em tempo de crise acharam que o melhor é fazer obras de alargamento e, isso, obriga à permanência numa fila de trânsito. Acho isso paradoxal, "se querem que eu gaste dinheiro no vosso hipermercado, venham me buscar em casa, ó faxavôr!!!". Depois parece que as pessoas querem o carro mesmo à porta. Existem milhares de lugares vazios, mas a puta da fila se deve a um infeliz que procura um lugar o mais próximo possível da entrada do edifício. Seria de bom tom um hiper com corredores suficientemente grandes para a circulação de um SUV em cada direcção, assim, tipo um "drive thru" do McDonald's!
Lá consegue o infeliz (nesse caso eu) estacionar o seu popó numa vaga qualquer, e a próxima etapa é arranjar um carrinho pras compras. Mete-se a moeda e tira-se o primeiro da fila. Aqui jaz uma primeira lei de Murphy: não importa a posição da fila na qual o carrinho esteja, tu vais SEMPRE tirar o pior! Aquele que não percebe o que é uma linha recta, que faz mais zig-zags que o ministro japonês da economia e fica pior à medida que vamos inserindo mercadorias no seu interior: "Queres que eu carregue isso tudo, meu cab$%? Então empurra!". Para alem de errático fica mais pesado que um yokozuna.
Escolher mercadorias... este é de marca, este tem desconto, este é genérico... quando eu estiver na casa de banho e necessitar de papel, quero lá saber se é da marca do cãozito fofinho? Tudo o que quero é que não se fure! Além disso, parece que as mulheres tem tendência a só levar "genéricos" nas coisas mais importantes, "-olha, esta cerveja é de marca branca!".
Pagamento. Mais uma lei de Murphy: a fila que se escolhe, por menor que seja, é justamente aquela que mais demora a andar... e não adianta mudar.
"- Tem cartão?"
"- Sim, deixei por aqui na bolsa, só um minutinho"
"- Quer descontar no cartão?"
"- Sim"
"- Vai pagar com cartão?"
"- Sim, está na bolsa, só um minutinho"
"- Tem X pontos no cartão, quer utilizá-los?"
"- Sim"
"- Onde é que estava no 25 de Abril?"
"- A picar o cartão!"
Devia haver um Salazar para pôr ordem nisto. Paga-se com dinheiro. Se quisessem fazer descontos baixavam a porra dos preços!!!
Pim! Pim! Pim! É o som das compras a passar na caixa. Pim! Pim! Pim! E um gajo, com um saco na mão, à espera que a Sra se lembre de accionar o tapete rolante. Pim! Pim! Pim! E as compras a acumularem-se ao lado dela.
"- São X € e yz cents! Vai pagar com?"
"-
Cartão..."
Empurra-se o carrinho de compras a custo até ao carro estacionado. Parece um escravo egípcio a transportar um pedregulho para uma pirâmide.
Entulha-se a mala do carro e parte-se para casa.
Carrega-se tudo o que se quer consumir para o "lar-doce-lar" e, pacientemente, organiza-se tudo nas prateleiras. E é então que se ouve: "- Ó não, esqueci-me de trazer o café!"

Mésinhas

Antes de mais, eu sou um indivíduo com alguma fé.

O bom de ser médico é que existe sempre alguém disponível a nos ensinar algo. Há sempre o indivíduo "tu estudaste mas não sabes esta!". Temos paciência e o nosso senso crítico/científico (alguns incluem arrogância mas, modestamente, não é o meu caso) tenta filtrar o que de verdade pode haver nessas histórias.
Isto tudo para contar o que se passou comigo outro dia.
Fui convidado para um aniversário de alguém muito querido e, obviame
nte, não faltei.
Estavam praí umas 50 pessoas na festa, a maioria crianças, e eu conhecia, bem, apenas uma dúzia desses convidados. Como pessoa (anti)social que sou, foi a muito custo que fui tentando me "enturmar".
A dado momento dessa missão sobre-humana, cheguei à uma roda de homens, me desculpem: Homens. Os senhores, muito a propósito, falavam de soluções caseiras para problemas clínicos banais.
De repente um deles, meu amigo, dispara (para provocar):
"- Tá aqui o xôtôr que não acredita em nada disso!"

"- Ah, tu és médico?", falou um indivíduo, grato pela oportunidade, que não me conhecia de lado nenhum e com um sorriso do tipo: "já te fod$!". "- Quer se dizer que não acreditas nessas coisas, hã?"
Respondi, educadamente, que acredito no que pode ser cientificamente provado e tal...

"- Então diz-me lá, sabes como se cura uma picada de peixe-aranha?", perguntou-me com uma sobranceria que eu só esperava ver num qualquer Dr importante.
"- Bem, não é algo que aconteça todos os dias.", e expliquei o que o senso comum manda fazer, adicionando também algum conhecimento (pouco, devo confessar) que tinha sobre a picada deste peixe.
"- Mas olhe que não é nada disso!".
"- Não? Não me diga. Então o que é?", já preparado para aguentar com o embate de uma mésinha sensacional.

"- É assim: primeiro pega-se num tarolo de bosta de burro seca e na ponta ateia-se fogo. Quando não houver fogo e apenas existir uma brasa, coloca-se a ponta do estrume onde o peixe picou e "prontos".
"- ..." por um momento...
"Agora sim, chefe. Agora eu acredito. Sou crente. Isto tem mesmo fundamento". E afastei-me.
O acontecimento fez-me lembrar de uma mésinha contada, em jeito de brincadeira, por um amigo meu: "- Sabes o que é bom para a diarreia? É o milho verde: comes o milho e se não passar a caganeira, enfias o sabugo pelo cu acima!!!"

Mas, no entanto, fiquei a remoer a cena e surgiu-me uma preocupação: será que devo sugerir aos meus utentes que incluam, na bagagem de veraneio, um tarolo de merda de burro seca? E será que tem, obrigatoriamente, que ser de burro?

..oda

Ainda estive para ligar e apostar na letra "F"...

14 fevereiro 2009

10 fevereiro 2009

Efeito "Obama"

"Mantorras: « Não sou Deus!»" in Record

Estou frustrado...

15 janeiro 2009

Estupidez ilimitada

"Congresso da Venezuela aprova reeleição ilimitada" aqui

É conhecida a minha imensa paixão pelo presidente da Venezuela e, por isso, não pude deixar de ficar entusiasmado com essa notícia. No entanto, fiquei preocupado com uma coisita apenas: o Chavez é um grande amigo do nosso PM. Será que o Sócrates não vai querer seguir o caminho, democrático, do compincha sul-americano?

Terra à vista

Em baixo, uma fotografia do último jogo do Porto, na Madeira:

10 janeiro 2009

Corre, caraças!

Jesualdo confirma Cissokho: «Não vamos dar tiro no escuro» in Mais futebol



Então os claros que se cuidem!!!

09 janeiro 2009

Metamorfose

Porque será que, ao passar pela porta de um qualquer serviço hospitalar, um ser humano transforma-se, imediatamente, numa cama articulada?

07 janeiro 2009

É a crise!

Hoje, ao fazer o meu exercício preferido (o zapping), quando cheguei do trabalho, parei por alguns segundos no "preço certo" do Fernando Mendes.
Aquela montra final é quase sempre a mesma coisa: uns electrodomésticos, um sofá, uma viagem, um carro, etc. Mas o que me chamou a atenção foi o destino da viagem...
Voz-off: "E a nossa agência vai levá-lo para uma viagem inesquecível, com estadia em hotel 4 estrelas, passeio em Rolls-Royce, jantar no restaurante "O canal", tudo isso na bela cidade de AVEIRO!"
Não tenho nada contra Aveiro, gosto muito da cidade até, mas se eu quisesse ir a Aveiro "pegava" a A1 e estava lá em hora e meia. Imagino que nesta altura do ano Aveiro seja uma cidade acolhedora, tão acolhedora como, hum, sei lá... Portalegre?!

É a puta da crise...

06 janeiro 2009

Bet and win

"Papa diz acompanhar situação em Gaza" Sic notícias

O "santíssimo" apostou 5€ nos judeus!