08 julho 2009

Saudade

Tenho saudade. Saudade de quem ainda não conheci, de quem está, calmamente, a chegar.
E longe dela, sinto-me só, mesmo acompanhado.
Como se pode amar alguém que não se conhece? Como se sente a falta de uma pessoa da qual não se reconhece a face, a voz, o olhar...
Menina, estou longe de ti agora, mas, ao mesmo tempo, perto, numa outra dimensão. Numa dimensão para lá da carne e sangue; numa esfera maior, numa em que, irracionalmente, parece que te conheço há mil anos.
Alguns chamam a esse lugar "amor". E eu já te amo, há tempos, por mais insensato que esse amor possa parecer.
E nestas noites longas, difíceis de passar, longe de ti, eu te espero.


E estes meus amigos vão dando algum alento
...

5 comentários :

Ana Ferreira disse...

txiça...este post é muito profundo. Mas provavelmente deve ser a verbalização de muito do que muitos sentem!

bju*

Paula disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paula disse...

Quando ando assim ouço musica ... sempre ajuda!

eduarda disse...

"Vivam" os sentimentos...
É um privilégio conhecer alguém que sente e transmite, de forma simples e profunda sentimentos que revelam o que se passa em nós.
Alguém escreveu... gostei e partilho..
“… e fui parteiro, posso dizê-lo, apaixonado pela dificuldade de saída, pela visão do estreito, por esses instantes tão raros em que a natureza em acção se deixa observar,, pelo modo tão subtil como ela hesita e se decide…no instante da vida, se posso dizer assim…Todo o nosso teatro e a nossa literatura reside no coito e à volta dele…Fastidiosas repetições!... O orgasmo não tem grande interesse, todo o cagaçal dos figurões da escrita e do cinema, os milhões gastos em publicidade apenas serviram até hoje para valorizar duas ou três sacudidelas de traseiros… O esperma faz o seu trabalho demasiado devagar, tudo nos escapa…O parto, sim, vale a pena vê-lo!...Espiá-lo!...Ao milímetro!...”
Desejamos toda a experiência afectiva, mas muitos de nós não foi educado, ou não, para a vivência da afectividade... que pena!

Catsone disse...

Cara Eduarda, você bem prometeu um comentário inspirado. Obrigado pelo texto.
Um grande abraço.