16 outubro 2009
Prostituição política
Vem o engenheiro no seu carocha cor-de-rosa pela Av. da Liberdade acima e depara-se com uma trabalhadora nocturna. Trava imediatamente.
Eng: "Ó boa!"
Senhora: "Olá garanhão"
Eng: "Como te chamas, laranjinha?"
Senhora: "Manela"
Eng: "Adoro o teu fio-dental cor-de-laranja. Fazes coligações? Daquelas bem hardcore?"
Senhora: "Claro"
Eng: "Quanto?"
Senhora: "4 ou 5 ministérios. O das finanças é obrigatório!"
Eng: "Desculpa lá, não querias mais nada, não? Deve haver coisa melhor por aí."
O engenheiro põem o pisca para a direita e encontra novo trabalhador da vida política.
Eng: "Ó doce!Anda cá ao PM"
Trabalhador da vida política (TVP): "Ui, tão ansioso que ele está. Olá panterinha cor-de-rosa!"
Eng: "Epá, tu és uma drag queen? Deixa estar que eu agora sou mais liberal. Alinhas numa coligação para 4 anos?"
TVP: "Claro. São só 3 ministérios e eu quero o da defesa: adoro homens fardados."
Eng: "Isso é muito! E umas relações esporádicas estratégicas"
TVP: "Pobretanas. Pode ser, mas vou querer um ministro e alguns secretários de estado."
Eng: "Não pode ser. Beijo na nádega"
O engenheiro põem o pisca para a esquerda e vê ao fundo uma figura num vestido vermelho.
Eng: "Eh lá... adoro gajas de vermelho"
Gaja de vermelho (GV): "Olá meu pequeno burguês imperialista. Eu aceito teu capital, nem que seja estrangeiro, para podermos dar umas cambalhotas ideológicas."
Eng: "Mas só me calham drags hoje? Ouve lá, quanto cobras por uma tramóia política bem sacana?"
GV: "De que tipo?"
Eng: "Estava a pensar num threesome com aquela jovem beldade escarlate ali?"
GV: "E só pode ser um menage?"
Eng: "E já te podes dar por satisfeita!"
GV: "Não alinho nesse tipo de bacanais, seu porco fascista!" e vai-se embora.
Eng: "Ó amor, anda cá conversar"
A jovem beldade escarlate marcha rapidamente em direcção ao carro cor-de-rosa.
Eng: "Tu és esbelta! Olha lá, as tuas amigas são muito ambiciosas, não queres juntar-te a mim numa aliança quadrienal?"
Jovem beldade escarlate (JVE): "Depois fico com um lugar numa empresa estatal?"
Eng: "Pode-se arranjar qualquer coisita, sim"
JBE: "E um ministro ou dois?"
Eng: "Prontos, já estás a exagerar! Eu não tenho maioria, só posso dar o tal lugar na empresa, até deixo-te escolher."
JBE: "Pode ser na Mota-Engil?"
E o engenheiro acelera a fundo o seu carocha cor-de-rosa. Pensava na chateação que era ter que recorrer às prostitutas políticas quando, há pouco tempo atrás, tinha tudo o que queria.
Decidiu-se por fazer (governo) sozinho. Só se espera é que não saia a mesma porra que o último!
15 outubro 2009
13 outubro 2009
Quem qué metê na Maitê?
Eu vivi no Brasil 16 dos meus 34 anos. Em S. Paulo, sendo tuga, "sofri" com as anedotas de português que os brazucas contam. Sempre tive fair-play, até porque acho ser salutar sabermos rir de nós próprios, mas confesso que, algumas vezes, senti-me ofendido.
Talvez contassem estas anedotas como forma de compensar o facto de os portugueses, no Brasil, serem pessoas de sucesso. Meu pai, que saiu daqui com uma mão à frente e outra atrás, nunca foi funcionário de ninguém e, embora não tenha ficado rico, posso dizer que saiu-se muito bem em terras de Vera Cruz. Aliás, meu pai tinha tanto fair-play que, após ouvir uma anedota de português, contava outra, ele próprio, logo a seguir. Ao ouvir a anedota que o meu pai contava, os outros engraçadinhos não achavam piada nenhuma já que não tinham atingido o objectivo primário: a ofensa.
Mas também é justo que eu diga que adoro o Brasil e suas gentes. São pessoas alegres, simpáticas e sofridas, que merecem o meu inteiro respeito. Gosto da cultura brasileira que nada mais é que uma mescla de inúmeras outras e que no fim revela um degradée extraordinário. Eles tem Niemeyer, Pitamgui, Machado de Assis, Tom Jobim, Vinícius, Fernanda Montenegro, Elis Regina, etc, etc...
Mas o Brasil também tem Maite's. Inúmeras figuras como esta pseudo-artísta. Nós vamos comendo (alguns literalmente) estas artes todas: novelas, teatro, música, cinema, entre outras. Embora façamos muitas coisas interessantes, parece que o que vem de lá é melhor, mais elaborado e profissional. Mas nós temos o fado, a revista, o Rui Veloso, a Dulce Pontes, o Vasco Santana e até a Amália. Não aceito que o que vem do Brasil é sempre melhor, para mim é apenas diferente.
Quando vi o vídeo desta pseudo-artista fui atingido pela fúria e da minha boca saiu um floreado de bonitos adjectivos (a maioria não reproduzíveis aqui). Aceito que se façam caricaturas de traços da personalidade de um povo, mas não admito que se cuspa em monumentos, que se estereotipem as pessoas e que se "caguem-a-rir" de algo que é, no mínimo, digno de lástima. A fúria foi um primeiro impulso de quem não tem sangue de barata, mas logo a seguir senti pena. Vi uma completa idiota a tentar ser engraçada e que revelou uma incomensurável ignorância em relação a Portugal (Salazar no poder 20 anos? Confundir o Tejo com o mar?). Quem conhece este programa sabe que se trata de um conjunto de 5/6 gajas mal fod#$", com intelectualices, que disparam escárnio e conversa da treta para todos os lados. Eu nem devia perder tempo com isso, mas que se lixe, eu quero!
À Maitê (se isso é nome de gente...) digo que fica muito melhor "peladona" na capa da playboy; reserve-se para isso enquanto pode já que a idade vai dando sinais e o photoshop não faz milagres dessa ordem de grandeza, além de que não vejo mais nenhum talento na sua pessoa. Não ofenda José de Alencar, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Castro Alves: não tente escrever. Não ofenda também Paulo Autran, Lima Duarte, Regina Duarte: não represente. Não ofenda Renato Aragão, Chico Anísio, Bussunda: não tente ser engraçada. E guarde, também, o trabalho de repórter a quem sabe o que faz, quem respeita a cultura e a história de um povo e que não tem problemas em conter a saliva na própria boca. Se cospe em público o que será que faz em casa? Fico desiludido "because you don't swallow".
No Brasil, sendo imigrante, até aceitaria estas piadas de muito mau gosto, mas aqui, na minha "terrinha"? Isso é que era bom!
Talvez contassem estas anedotas como forma de compensar o facto de os portugueses, no Brasil, serem pessoas de sucesso. Meu pai, que saiu daqui com uma mão à frente e outra atrás, nunca foi funcionário de ninguém e, embora não tenha ficado rico, posso dizer que saiu-se muito bem em terras de Vera Cruz. Aliás, meu pai tinha tanto fair-play que, após ouvir uma anedota de português, contava outra, ele próprio, logo a seguir. Ao ouvir a anedota que o meu pai contava, os outros engraçadinhos não achavam piada nenhuma já que não tinham atingido o objectivo primário: a ofensa.
Mas também é justo que eu diga que adoro o Brasil e suas gentes. São pessoas alegres, simpáticas e sofridas, que merecem o meu inteiro respeito. Gosto da cultura brasileira que nada mais é que uma mescla de inúmeras outras e que no fim revela um degradée extraordinário. Eles tem Niemeyer, Pitamgui, Machado de Assis, Tom Jobim, Vinícius, Fernanda Montenegro, Elis Regina, etc, etc...
Mas o Brasil também tem Maite's. Inúmeras figuras como esta pseudo-artísta. Nós vamos comendo (alguns literalmente) estas artes todas: novelas, teatro, música, cinema, entre outras. Embora façamos muitas coisas interessantes, parece que o que vem de lá é melhor, mais elaborado e profissional. Mas nós temos o fado, a revista, o Rui Veloso, a Dulce Pontes, o Vasco Santana e até a Amália. Não aceito que o que vem do Brasil é sempre melhor, para mim é apenas diferente.
Quando vi o vídeo desta pseudo-artista fui atingido pela fúria e da minha boca saiu um floreado de bonitos adjectivos (a maioria não reproduzíveis aqui). Aceito que se façam caricaturas de traços da personalidade de um povo, mas não admito que se cuspa em monumentos, que se estereotipem as pessoas e que se "caguem-a-rir" de algo que é, no mínimo, digno de lástima. A fúria foi um primeiro impulso de quem não tem sangue de barata, mas logo a seguir senti pena. Vi uma completa idiota a tentar ser engraçada e que revelou uma incomensurável ignorância em relação a Portugal (Salazar no poder 20 anos? Confundir o Tejo com o mar?). Quem conhece este programa sabe que se trata de um conjunto de 5/6 gajas mal fod#$", com intelectualices, que disparam escárnio e conversa da treta para todos os lados. Eu nem devia perder tempo com isso, mas que se lixe, eu quero!
À Maitê (se isso é nome de gente...) digo que fica muito melhor "peladona" na capa da playboy; reserve-se para isso enquanto pode já que a idade vai dando sinais e o photoshop não faz milagres dessa ordem de grandeza, além de que não vejo mais nenhum talento na sua pessoa. Não ofenda José de Alencar, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Castro Alves: não tente escrever. Não ofenda também Paulo Autran, Lima Duarte, Regina Duarte: não represente. Não ofenda Renato Aragão, Chico Anísio, Bussunda: não tente ser engraçada. E guarde, também, o trabalho de repórter a quem sabe o que faz, quem respeita a cultura e a história de um povo e que não tem problemas em conter a saliva na própria boca. Se cospe em público o que será que faz em casa? Fico desiludido "because you don't swallow".
No Brasil, sendo imigrante, até aceitaria estas piadas de muito mau gosto, mas aqui, na minha "terrinha"? Isso é que era bom!
12 outubro 2009
Parabéns Gondomar!
"Não há, hoje a noite, um restaurante onde a gente pudéssemos jantar todos"
Se eu fosse gondomarense escondia minha cabeça na areia.
Já agora, parabéns também aos de Oeiras que deram maioria a um fulano condenado em tribunal e que joga piriscas de cigarro acesas para o chão.
Parabéns, de verdade, aos leirienses que finalmente tiveram o seu 25 de Abril, aos do Marco de Canaveses e de Felgueiras que deixaram de ser cegos!
Se eu fosse gondomarense escondia minha cabeça na areia.
Já agora, parabéns também aos de Oeiras que deram maioria a um fulano condenado em tribunal e que joga piriscas de cigarro acesas para o chão.
Parabéns, de verdade, aos leirienses que finalmente tiveram o seu 25 de Abril, aos do Marco de Canaveses e de Felgueiras que deixaram de ser cegos!
10 outubro 2009
Faz-me
Visitei este sítio hoje e fiquei com cara de (mais) parvo:

Primeiro, não sabia que tinham "palavra do dia" e, segundo, a palavra deste dia era qualquer coisa, sim senhor.
E pensar que eu já sugeri este sítio a miúdos hiperactivos... já posso imaginar as perguntas dos petizes aos incautos pais.
Primeiro, não sabia que tinham "palavra do dia" e, segundo, a palavra deste dia era qualquer coisa, sim senhor.
E pensar que eu já sugeri este sítio a miúdos hiperactivos... já posso imaginar as perguntas dos petizes aos incautos pais.
09 outubro 2009
Nossa senhora!!!
Hoje vou fazer publicidade... bem, não é bem publicidade, é algo ao contrário.
Parece-me que o Marco Paulo está na moda. A Danone resolveu utilizar a figura do cantor para publicitar um dos seus produtos. Como o moço já tem 64 primaveras, está na hora certa de servir como exemplo aos da sua idade: o colesterol mata...lentinho.
Olha, agora é que reparei, ele já tem 64 e pró ano ele pode se retirar! Temos que o avisar que com 65 anos ele já pode desistir da sua profissão: ensurdecedor.
Mas não foi só a Danone que adoptou Marco Paulo para "menino propaganda", e foi então que vi este comercial:
Esta empresa resolveu apelar e oferecer um CD do cantor (acho que com um "single": nossa senhora) a quem for novo cliente. Na minha, ultra-modesta, opinião, acho que é má publicidade, se eu fosse surdo e procurasse um tratamento para deixar de o ser, gostaria de ouvir as ondas do mar, o chilrear dos pássaros ou a Sinfonia nº9 de Beethoven, e não o Marco Paulo.
Amigos da Minisom, para ouvir Marco Paulo mais valia não ouvir.
Parece-me que o Marco Paulo está na moda. A Danone resolveu utilizar a figura do cantor para publicitar um dos seus produtos. Como o moço já tem 64 primaveras, está na hora certa de servir como exemplo aos da sua idade: o colesterol mata...lentinho.
Olha, agora é que reparei, ele já tem 64 e pró ano ele pode se retirar! Temos que o avisar que com 65 anos ele já pode desistir da sua profissão: ensurdecedor.
Mas não foi só a Danone que adoptou Marco Paulo para "menino propaganda", e foi então que vi este comercial:
Esta empresa resolveu apelar e oferecer um CD do cantor (acho que com um "single": nossa senhora) a quem for novo cliente. Na minha, ultra-modesta, opinião, acho que é má publicidade, se eu fosse surdo e procurasse um tratamento para deixar de o ser, gostaria de ouvir as ondas do mar, o chilrear dos pássaros ou a Sinfonia nº9 de Beethoven, e não o Marco Paulo.
Amigos da Minisom, para ouvir Marco Paulo mais valia não ouvir.
08 outubro 2009
Totós
Na TVI (estava a ver este filme) e no intervalo:
"O melhor filme da semana: A escola de totós. Oferecido por: BANIF - A força de acreditar"
Será que o BANIF sabia que patrocinava um filme chamado "A escola de totós"?
E quem serão os totós que vêem isto? Os clientes do BANIF?
Acho que o BANIF tem que rever o contracto de patrocínio com a TVI... ou se calhar está certo.
"O melhor filme da semana: A escola de totós. Oferecido por: BANIF - A força de acreditar"
Será que o BANIF sabia que patrocinava um filme chamado "A escola de totós"?
E quem serão os totós que vêem isto? Os clientes do BANIF?
Acho que o BANIF tem que rever o contracto de patrocínio com a TVI... ou se calhar está certo.
Por ser tempo de escrutínios
Há coisa de 5 anos atrás, num tempo em que pululavam novas bandas de garagem, eu me juntei a mais 3 tontos para fazer barulho. Não tínhamos nome, não tínhamos tenções de gravar nada, não éramos músicos, mas durante 3 ou mais horas de um sábado por mês lá nos juntávamos para um tempo bem passado.
Dos vários "originais" que ensaiávamos, havia um do qual eu gostava particularmente de cantar (sim, eu era o vocalista). Era uma rocalhada naive sobre um assunto em particular: as eleições.
Dado que no domingo temos eleições e até faço parte de uma lista para a Câmara da minha capital de distrito, aqui vai, em 1ª mão, a letra dum êxito que poderia ter sido mas não foi:
"Política
De 4 em 4 anos, eles pedem o meu voto
Juram austeridade, confiança, competência: um país novo
Digo que acredito e assim deixam-me em paz
Que ganhe este ou aquele para mim já tanto faz
É sempre a mesma história no final do seu mandato
“Eu fiz, refiz, recontrafiz, e a si sou muito grato”
Faço que acredito que o discurso é sincero
Eu voto é meu direito, mas não és tu que eu quero.
São sempre as mesmas caras com as ideias de há 10 anos
Não mudam uma vírgula, qualquer um desses fulanos
Vou votar com coerência, nas próximas eleições
Escrevo no boletim: vão embora seus cab#$"#!
Ser político hoje em dia é muito fácil, meu amigo
Basta ir à assembleia falar do governo antigo
Criticar o que foi certo, enaltecer suas besteiras
E repetir, se for eleito, os mesmos erros e asneiras
No próximo escrutínio não esqueça de votar
Dar aquele seu político a chance de mudar
Num país tão pequenino, com tantos ignorantes
Governar não é difícil, basta fazer como antes."



PS: obviamente que comentários jocosos serão imediatamente banidos... ou talvez não (pu$% da democracia)
Dos vários "originais" que ensaiávamos, havia um do qual eu gostava particularmente de cantar (sim, eu era o vocalista). Era uma rocalhada naive sobre um assunto em particular: as eleições.
Dado que no domingo temos eleições e até faço parte de uma lista para a Câmara da minha capital de distrito, aqui vai, em 1ª mão, a letra dum êxito que poderia ter sido mas não foi:
"Política
De 4 em 4 anos, eles pedem o meu voto
Juram austeridade, confiança, competência: um país novo
Digo que acredito e assim deixam-me em paz
Que ganhe este ou aquele para mim já tanto faz
É sempre a mesma história no final do seu mandato
“Eu fiz, refiz, recontrafiz, e a si sou muito grato”
Faço que acredito que o discurso é sincero
Eu voto é meu direito, mas não és tu que eu quero.
São sempre as mesmas caras com as ideias de há 10 anos
Não mudam uma vírgula, qualquer um desses fulanos
Vou votar com coerência, nas próximas eleições
Escrevo no boletim: vão embora seus cab#$"#!
Ser político hoje em dia é muito fácil, meu amigo
Basta ir à assembleia falar do governo antigo
Criticar o que foi certo, enaltecer suas besteiras
E repetir, se for eleito, os mesmos erros e asneiras
No próximo escrutínio não esqueça de votar
Dar aquele seu político a chance de mudar
Num país tão pequenino, com tantos ignorantes
Governar não é difícil, basta fazer como antes."



PS: obviamente que comentários jocosos serão imediatamente banidos... ou talvez não (pu$% da democracia)
07 outubro 2009
Escorregadio
Eu dizia não ser possível que algo me obrigasse a fazer aquela cara de "carneiro-mal-morto" que os adultos fazem ao ver um bebé.
"Ai, tão gira! Cu-cuuuoouuu!" gritinhos de felicidade.
Achava ridículo o espectáculo dado por um adulto na presença de um enfant.
"Tu vais ver quando forem os teu!" diziam revoltados perante a minha frieza.
Achava-me vacinado e imune aos "guti-gutis", "cu-cus" e "quem é linda, quem é, quem é?". Eu fazer essa figura de urso??? Nem pensar! Eu sou um fulano muito macho e nenhum projecto de gente iria me submeter a esse vexame.
Pois bem, eu, como sempre, estava errado.
Os bebés são maquiavélicos! Tenho dito; não há dúvidas. Com aquele jeitinho de quem não quer a coisa, vão nos transformando em patetas de 30 e tais. Parecem hipnotizadores que nos põem a fazer os papéis mais estapafúrdios.
E a minha menina não foge à regra. Eu que sempre fui um homem sério, recto e austero, transformei-me numa espécie de fã tonto: basta ela dar um suspiro e derreto. Quando olha para mim com os olhos bem abertos, põem-me a seus pés. Danada a moça, já sabe o que fazer com um gajo!
O chão cá de casa está húmido e escorregadio.
Não sei porquê...
"Ai, tão gira! Cu-cuuuoouuu!" gritinhos de felicidade.
Achava ridículo o espectáculo dado por um adulto na presença de um enfant.
"Tu vais ver quando forem os teu!" diziam revoltados perante a minha frieza.
Achava-me vacinado e imune aos "guti-gutis", "cu-cus" e "quem é linda, quem é, quem é?". Eu fazer essa figura de urso??? Nem pensar! Eu sou um fulano muito macho e nenhum projecto de gente iria me submeter a esse vexame.
Pois bem, eu, como sempre, estava errado.
Os bebés são maquiavélicos! Tenho dito; não há dúvidas. Com aquele jeitinho de quem não quer a coisa, vão nos transformando em patetas de 30 e tais. Parecem hipnotizadores que nos põem a fazer os papéis mais estapafúrdios.
E a minha menina não foge à regra. Eu que sempre fui um homem sério, recto e austero, transformei-me numa espécie de fã tonto: basta ela dar um suspiro e derreto. Quando olha para mim com os olhos bem abertos, põem-me a seus pés. Danada a moça, já sabe o que fazer com um gajo!
O chão cá de casa está húmido e escorregadio.
Não sei porquê...
30 setembro 2009
Filha
Quando chegaste fizeste alarde. Mostraste, a todos que pudessem ouvir, que vinhas aí. Mostraste a tua pujança, o teu poderio e a tua vontade de viver.
Eu, por trás de uma máscara, sorria feito bobo, numa mescla de felicidade e admiração.
Levaram-te de mim por um segundo mas segui-te. Queria ver-te mais de perto, olhar nos teus olhos, sentir o teu cheiro. Eu queria tocar-te pela primeira vez.
Tu, chateada, gritavas. Venceras a primeira etapa da tua vida mas insistiam em te manter submissa à vontade de outros. Eu mantive-me bobo, perdido em contemplação.
Acalmaste-te e puseram-te nos meus braços. Peguei em ti, como quem pega no mais precioso e frágil cristal e apresentei-te à tua mãe. Foi a primeira vez que estivemos os três juntos...
Levaram-te novamente sob a desculpa de "protocolos" e eu, relutante, entreguei-te. Foste embora a reclamar.
Quando voltaste, já não choravas. Procuraste o que para ti era fundamental naquele momento e fiquei a observar-te enquanto comias. Saciaste as tuas necessidades e ficaste a contemplar o mundo à tua volta.
Teu olhar parou na minha face e fitaste os meus olhos. Deixei minha imaginação fluir e reconheci em ti um pouco de mim. Descobri um pouco dos meus irmãos, dos meus pais e dos meus avós no teu rosto. Vi, também, a tua mãe na tua face. Peguei na tua mão e meu coração, coitado, depois de horas de sofrimento, finalmente sossegou.
Voltaste a chorar e, pela primeira vez, choramos juntos...
Eu, por trás de uma máscara, sorria feito bobo, numa mescla de felicidade e admiração.
Levaram-te de mim por um segundo mas segui-te. Queria ver-te mais de perto, olhar nos teus olhos, sentir o teu cheiro. Eu queria tocar-te pela primeira vez.
Tu, chateada, gritavas. Venceras a primeira etapa da tua vida mas insistiam em te manter submissa à vontade de outros. Eu mantive-me bobo, perdido em contemplação.
Acalmaste-te e puseram-te nos meus braços. Peguei em ti, como quem pega no mais precioso e frágil cristal e apresentei-te à tua mãe. Foi a primeira vez que estivemos os três juntos...
Levaram-te novamente sob a desculpa de "protocolos" e eu, relutante, entreguei-te. Foste embora a reclamar.
Quando voltaste, já não choravas. Procuraste o que para ti era fundamental naquele momento e fiquei a observar-te enquanto comias. Saciaste as tuas necessidades e ficaste a contemplar o mundo à tua volta.
Teu olhar parou na minha face e fitaste os meus olhos. Deixei minha imaginação fluir e reconheci em ti um pouco de mim. Descobri um pouco dos meus irmãos, dos meus pais e dos meus avós no teu rosto. Vi, também, a tua mãe na tua face. Peguei na tua mão e meu coração, coitado, depois de horas de sofrimento, finalmente sossegou.
Voltaste a chorar e, pela primeira vez, choramos juntos...
29 setembro 2009
Ode ao Catso
Ao ler o meu triste texto de ontem, o meu caro amigo Balhau teve daqueles rasgos poético/criativos dignos de perdurar no imaginário bloguista.
Aqueles que, por preguiça, não quiserem bisbilhotar o blog do poeta, podem ler a sua criação imediatamente abaixo:
"Para o Catso
Na arte de bem foder
O povo até mais não
Fica o colhão sempre a arder
De não ter nada, tocar à mão.
É escusado retrucar
Aqueles senhores do dinheiro.
Na verdade é sempre o mesmo
Que se fode o dia inteiro
Meu vizinho não quer saber
Minha avó já pouco escuta
Neste mundo todos querem comer
Do mesmo sítio a mesma fruta
Agora que aliviei num espirro
Aquilo que todos sentem
Devo realizar um retiro
Para entender como eles mentem
Mentem porque eu não os ouço
São o resultado da indiferença
Com este comportamento de moço
Qual será minha sentença?
Passo os dias a reclamar
Com a sociedade e a justiça.
Mas na hora de denunciar
Sou sem boca e cego de vista
Comiseração é o meu lema
Filosofia do coitadinho.
Ainda ontem virou tema
A história de um pobrezinho
Mas pobres sempre haverão
Porque há quem não queira trabalhar
Difícil é dar a mão
Aqueles que ajudas a explorar.
A sociedade é muito chique
Quando se trata de aparecer.
Com uma levis e umas nike
Fazes outros perecer.
Ah mas a vida é mesmo assim!
Dizes-me tu indiferente
Mas como queres meu caro amigo
Uma vida benevolente?
Queres que o mundo mude
Não te censuro o pedido
Mas se te peço atitude
Está logo tudo perdido!
Que dizer destes políticos
Manequins da sociedade?
Meus amigos, são os rebanhos
Da nossa mediocridade.
Não desças ao nível deles
Diz-me a voz da razão
Mas como é que a posso ouvir
Se me dói o coração
Por isso bem alto digo
De mente aberta, resoluta
Fazei da peida um figo
Seus grandes filhos da puta"
Under License of Balhau® Inc.
Aqueles que, por preguiça, não quiserem bisbilhotar o blog do poeta, podem ler a sua criação imediatamente abaixo:
"Para o Catso
Na arte de bem foder
O povo até mais não
Fica o colhão sempre a arder
De não ter nada, tocar à mão.
É escusado retrucar
Aqueles senhores do dinheiro.
Na verdade é sempre o mesmo
Que se fode o dia inteiro
Meu vizinho não quer saber
Minha avó já pouco escuta
Neste mundo todos querem comer
Do mesmo sítio a mesma fruta
Agora que aliviei num espirro
Aquilo que todos sentem
Devo realizar um retiro
Para entender como eles mentem
Mentem porque eu não os ouço
São o resultado da indiferença
Com este comportamento de moço
Qual será minha sentença?
Passo os dias a reclamar
Com a sociedade e a justiça.
Mas na hora de denunciar
Sou sem boca e cego de vista
Comiseração é o meu lema
Filosofia do coitadinho.
Ainda ontem virou tema
A história de um pobrezinho
Mas pobres sempre haverão
Porque há quem não queira trabalhar
Difícil é dar a mão
Aqueles que ajudas a explorar.
A sociedade é muito chique
Quando se trata de aparecer.
Com uma levis e umas nike
Fazes outros perecer.
Ah mas a vida é mesmo assim!
Dizes-me tu indiferente
Mas como queres meu caro amigo
Uma vida benevolente?
Queres que o mundo mude
Não te censuro o pedido
Mas se te peço atitude
Está logo tudo perdido!
Que dizer destes políticos
Manequins da sociedade?
Meus amigos, são os rebanhos
Da nossa mediocridade.
Não desças ao nível deles
Diz-me a voz da razão
Mas como é que a posso ouvir
Se me dói o coração
Por isso bem alto digo
De mente aberta, resoluta
Fazei da peida um figo
Seus grandes filhos da puta"
Under License of Balhau® Inc.
28 setembro 2009
39,4
39,4% que podiam não passaram cartão, estiveram nas tintas, não ligaram a mínima, cagaram pra isso, não quiseram saber, não se importaram, ignoraram, esqueceram, não foram, não apareceram.
39,4% são os que não opinam, não se comprometem, não estão nem aí, não falam, não escolhem, não fazem juízo, não servem para nada.
39,4% não tiveram a inteção, não lhes apeteceu, tinham outras coisas para fazer, estavam ocupados, doentes, de viagem, não sabem/não respondem.
39,4% com BI, Cartão de Saúde, Cartão de Eleitor, Passaporte, nacionalidade portuguesa, resolveram ficar em casa, ir à praia, jogar cartas, bater no cônjuge, ficar na esplanada ou, simplesmente, ser inúteis para o país.
Por vezes apetece-me uma ditadurazita...
Este deveria ser o novo hino deste país:
39,4% são os que não opinam, não se comprometem, não estão nem aí, não falam, não escolhem, não fazem juízo, não servem para nada.
39,4% não tiveram a inteção, não lhes apeteceu, tinham outras coisas para fazer, estavam ocupados, doentes, de viagem, não sabem/não respondem.
39,4% com BI, Cartão de Saúde, Cartão de Eleitor, Passaporte, nacionalidade portuguesa, resolveram ficar em casa, ir à praia, jogar cartas, bater no cônjuge, ficar na esplanada ou, simplesmente, ser inúteis para o país.
Por vezes apetece-me uma ditadurazita...
Este deveria ser o novo hino deste país:
25 setembro 2009
24 setembro 2009
1991-2009
Entrei na loja um pouco ansioso. Já tinha feito a pré-compra do CD e agora bastava levanta-lo. Percorri os diferentes corredores do estabelecimento à procura do disco e, depois de uma curta diligência, lá estava ele à minha espera.
Peguei naquilo como se pega num filho, com cuidado e com carinho, e levei-o até a caixa.
Saí da loja quase aos pulinhos, há muito que esperava para ouvir meus amigos. Pensei na figura de teen urso que poderia estar (estava) a fazer.
No caminho da loja ao carro retornei por instantes a 1991. Naquele ano comprei o meu primeiro CD e, não por acaso, era dos mesmos autores. Lembrei-me de como era na altura e de quanto aquelas 11 músicas me influenciaram.
Há 18 anos que fazem parte da minha vida. Neste período de tempo tanta coisa mudou, naquela altura eu era mesmo um teen urso, hoje sou apenas urso...
Cheguei à minha querida viatura e introduzi (com cuidado e com carinho... sempre) o disco na ranhura do auto-rádio e lá estavam eles, 18 anos depois e ainda com capacidade para me entreter e, principalmente, surpreender.
Não sei como consegui chegar em segurança à casa já que a viagem foi feita em piloto semi-automático; a partir dos primeiros acordes minha mente vagueou por lembranças e ilusões, deixando tudo à volta desfocado. Não lembro da partida, do trajecto e da chegada. Lembro-me da última música que, curiosamente, tem o nome de "the end", e foi aí que as minhas viagens terminaram.
Agora esta será a banda sonora dos próximos tempos; horas serão bem passadas, novas lembranças serão armazenadas e ficarei em modo "suspenso" por largos momentos.

Peguei naquilo como se pega num filho, com cuidado e com carinho, e levei-o até a caixa.
Saí da loja quase aos pulinhos, há muito que esperava para ouvir meus amigos. Pensei na figura de teen urso que poderia estar (estava) a fazer.
No caminho da loja ao carro retornei por instantes a 1991. Naquele ano comprei o meu primeiro CD e, não por acaso, era dos mesmos autores. Lembrei-me de como era na altura e de quanto aquelas 11 músicas me influenciaram.
Há 18 anos que fazem parte da minha vida. Neste período de tempo tanta coisa mudou, naquela altura eu era mesmo um teen urso, hoje sou apenas urso...
Cheguei à minha querida viatura e introduzi (com cuidado e com carinho... sempre) o disco na ranhura do auto-rádio e lá estavam eles, 18 anos depois e ainda com capacidade para me entreter e, principalmente, surpreender.
Não sei como consegui chegar em segurança à casa já que a viagem foi feita em piloto semi-automático; a partir dos primeiros acordes minha mente vagueou por lembranças e ilusões, deixando tudo à volta desfocado. Não lembro da partida, do trajecto e da chegada. Lembro-me da última música que, curiosamente, tem o nome de "the end", e foi aí que as minhas viagens terminaram.
Agora esta será a banda sonora dos próximos tempos; horas serão bem passadas, novas lembranças serão armazenadas e ficarei em modo "suspenso" por largos momentos.

23 setembro 2009
Cartel
Depois de se gastarem 1,5 M de € em painéis nas auto-estradas, o que se vê é isto:

Qual destas definições de cartel se aplica a esta fotografia?
Nota: esta foto já tem algum tempo, os preço, obviamente, são outros... mais para cima, claro.

cartel | s. m. |
cartel
s. m.
1. Repto escrito.
2. Carta de desafio.
3. Dizeres que, num cartão, se pregam em lugar público, por ocasião de festas.
4. Consórcio de industriais ou de comerciantes.
5. Entendimento entre agrupamentos políticos.
6. Coalizão.
Qual destas definições de cartel se aplica a esta fotografia?
Nota: esta foto já tem algum tempo, os preço, obviamente, são outros... mais para cima, claro.
22 setembro 2009
Bebéporto
Hoje fui, pela 2ª vez, com a minha senhora ao CTG. Lá estive eu à espera na sala da maternidade entretido a admirar o comportamento do serviço.
Depois de algum tempo, imaginei-me num terminal de aeroporto. De vez em quando surgia uma voz que chamava por alguém e, ao mesmo tempo, lá vinha um homem (claro) com cara de desespero e carregado de malas. A cena fez-me lembrar um tipo que é chamado pela última vez para o embarque. No caso da maternidade, no entanto, só existe terminal de chegadas: "Atenção, acaba de chegar a Maria, quarto 5, cama 2".
Imaginei uma empresa aérea de cegonhas a aterrar com o rebento humano no bico, umas atrás das outras a fazer o trabalho. Lembrei-me de alguns bonecos de infância com estas aves como UPS's voadoras, os papás a receber um saquito com "o produto" lá dentro e a cegonha a fazer continência pela "missão cumprida".
Sorri ao pensar naquilo, daqui há pouco tempo o tipo desesperado e atrasado para "a chegada" será moi-même... e o tempo passou mais depressa.
Depois de algum tempo, imaginei-me num terminal de aeroporto. De vez em quando surgia uma voz que chamava por alguém e, ao mesmo tempo, lá vinha um homem (claro) com cara de desespero e carregado de malas. A cena fez-me lembrar um tipo que é chamado pela última vez para o embarque. No caso da maternidade, no entanto, só existe terminal de chegadas: "Atenção, acaba de chegar a Maria, quarto 5, cama 2".
Imaginei uma empresa aérea de cegonhas a aterrar com o rebento humano no bico, umas atrás das outras a fazer o trabalho. Lembrei-me de alguns bonecos de infância com estas aves como UPS's voadoras, os papás a receber um saquito com "o produto" lá dentro e a cegonha a fazer continência pela "missão cumprida".
Sorri ao pensar naquilo, daqui há pouco tempo o tipo desesperado e atrasado para "a chegada" será moi-même... e o tempo passou mais depressa.
21 setembro 2009
Um pouco de verdade nas eleições

A imagem acima é de um cartaz da Manuelinha que foi vandalizado aqui na parvónia. Para além da propaganda do PSD, também cartazes PS apareceram com frases sugestivas.
"Queres dinheiro vai dar o grelo pro bairro alto vaca corroptos", era o que se lia no cartaz, entretanto retirado. Deve ter sido sempre o mesmo a grafitar os cartazes dado os factos de a caligrafia ser a mesma, para além das calinadas de português (falta de vírgulas e palavras como "corroptos" e "ladrõns", entre outras). Ele tem mesmo que estar chateado, afinal a educação pública nem sequer o ensinou a insultar condignamente os outros.
Mas ao ver aquela e outras frases, espalhadas pela publicidade eleitoral da minha cidade, fiquei a pensar num assunto interessante: e se os políticos aceitassem a sugestão deste elemento e dissessem aquilo que lhes vai na alma, como fez este "John Doe"?
Poderíamos ver pérolas extraordinárias e talvez o povo compreendesse melhor as propostas, provocações e, principalmente, os insultos aos adversários. O Sócrates poderia dizer à Manuela: "A senhora é uma velha enfadonha, enrugada e desagradável. Mais valia, ao teu PSD, a candidatura de um Jardim!". A Manuela retrucaria com um "Ó Socrates, eu não sei, mas disseram que és gay".
Num duelo entre Louçã e Portas, o 1º diria: "O senhor é um porco fascista, racista e retrógrado!", ao que responderia o Paulito: "Seu projecto de Stalin! Vai para o Marx que te pariu!".
Nesta onda entraria o Jerónimo a dizer que "estes fulanos são todos uns políticos feitos de mer"# capitalista, entregues aos interesses dos filhos da pu$% das multinacionais!".
Seria lindo: política muito mais limpa e muito menos hipócrita. Ficavam todos os portugueses cientes de que escolheriam gente da sua.
Aposto que, com essa clareza de discurso, Portugal teria uma abstenção muito inferior às das outras eleições.
19 setembro 2009
"#$%&!!!
Portugal está fodido!
Fodido do verbo foder até mais não.
Fodido por um povo passivo que é fodido por todos e muito mal pago.
Fodido por uma direita conservadora e retrógrada, uma esquerda extremista e revoltosa e por um centro covarde e limitado.
Fodido por milhentos mini-partidos e movimentos idiotas, que apregoam vontades incoerentes e estapafurdices.
Fodido por mentecaptos que não votam e arranjam a mesma desculpa:"...são todos iguais, e por isso...", deixando aos outros a missão de escolher quem os vai foder mais quatro anos.
Fodido por pais que abusam dos filhos.
Fodido por filhos que abandonam os velhos.
Fodido por uma juventude idiota que esqueceu a sua própria cultura e que adora uma nova "nova onda" semanal.
Fodido por "artistas que não fazem arte".
Fodido por um povo que olvidou suas raízes e folclore, e que abomina o que é nacional, idolatrando o estrangeiro.
Fodido pela superficialidade da imprensa cor-de-rosa e seus "actores" reais.
Fodido por um bando de novos ricos que dão um rim por um Mercedes ou BMW importado, que pagam renda de um T3 antigo nuns subúrbios quaisquer e compram produtos de marca branca com talões de desconto.
Fodido pela falta de memória das suas gentes.
Fodido pela pobreza de milhões de filhos da pátria.
Fodido por uma desinformação constante.
Fodido por indivíduos que ocupam a vaga de estacionamento para os deficientes físicos, estacionam na calçada e usam os faróis de nevoeiro em noites de lua cheia.
Fodido pelos que cospem para o chão.
Fodido pelos arrumadores de carros.
Fodido pela inércia e inépcia de inúmeros.
Fodido pela patetice das manhãs e tardes televisivas.
Fodido pelos subsídios.
Fodido pelos que não dão o seu lugar sentado a um idoso.
Fodido pelos eructam direitos.
Fodido pelas auto-estradas, TGV's e pontes sobre o Tejo.
Fodido pelos guetos criados pela intolerância.
Fodido por si próprio.
Fodido pelas pensões de miséria dos trabalhadores e pensões de marajá de ex-políticos e afins.
Fodido pelos sindicatos e associações empresariais.
Fodido pelos bancos.
Fodido pelas inúmeras e inúteis siglas: IRS, CGTP,TAP, BP, PS, SNS, FPF, APAF, EP, EDP, GALP, PT, PTP, IURD, PSP, ETC...
Fodido por deus, o diabo e por uma igreja corrupta à procura de avenças.
Fodido pela falta de deveres.
Fodido pelo empurrar com a barriga e o desenrascanço.
Fodido por uma justiça lenta, uma educação falida e uma saúde desorganizada.
Fodido por milhares de crianças que mal sabem ler mas que carregam um Magalhães sob o braço.
Fodido por uma falta de cultura que embaraça.
Fodido pelo politicamente correcto que amordaça pensamentos.
Fodido por jovens que não lêem, não escrevem ou não percebem português, que se perdem num mar de bens inúteis e vontades fáceis.
Fodido pelo chico-espertismo; aqui duplamente fodido.
Fodido pelo excesso de álcool.
Fodido pelo acordo ortográfico.
Fodido pelo desemprego e por gente que quer estar no desemprego.
Fodido por empresas que fecham mas dão lucro.
Fodido por intelectuais que reúnem-se à mesa a destilar venenos mas que não apresentam ideias para resolução de problemas.
Fodido pelas penas suspensas e erros processuais.
Fodido pelo facilitismo e o "deixa estar".
Fodido pelo compadrio e o "factor C".
Fodido pela hipocrisia de se usar palavras caras e ignorar um calão magnífico e que expressa exactamente o estado de espírito.
Fodido por tudo e por nada.
É a primeira vez que utilizo este tipo de linguagem neste blog mas, depois de um dia fodido, devo confessar que é uma terapia extraordinária.
Que se fodam as sensibilidades.
Fodido do verbo foder até mais não.
Fodido por um povo passivo que é fodido por todos e muito mal pago.
Fodido por uma direita conservadora e retrógrada, uma esquerda extremista e revoltosa e por um centro covarde e limitado.
Fodido por milhentos mini-partidos e movimentos idiotas, que apregoam vontades incoerentes e estapafurdices.
Fodido por mentecaptos que não votam e arranjam a mesma desculpa:"...são todos iguais, e por isso...", deixando aos outros a missão de escolher quem os vai foder mais quatro anos.
Fodido por pais que abusam dos filhos.
Fodido por filhos que abandonam os velhos.
Fodido por uma juventude idiota que esqueceu a sua própria cultura e que adora uma nova "nova onda" semanal.
Fodido por "artistas que não fazem arte".
Fodido por um povo que olvidou suas raízes e folclore, e que abomina o que é nacional, idolatrando o estrangeiro.
Fodido pela superficialidade da imprensa cor-de-rosa e seus "actores" reais.
Fodido por um bando de novos ricos que dão um rim por um Mercedes ou BMW importado, que pagam renda de um T3 antigo nuns subúrbios quaisquer e compram produtos de marca branca com talões de desconto.
Fodido pela falta de memória das suas gentes.
Fodido pela pobreza de milhões de filhos da pátria.
Fodido por uma desinformação constante.
Fodido por indivíduos que ocupam a vaga de estacionamento para os deficientes físicos, estacionam na calçada e usam os faróis de nevoeiro em noites de lua cheia.
Fodido pelos que cospem para o chão.
Fodido pelos arrumadores de carros.
Fodido pela inércia e inépcia de inúmeros.
Fodido pela patetice das manhãs e tardes televisivas.
Fodido pelos subsídios.
Fodido pelos que não dão o seu lugar sentado a um idoso.
Fodido pelos eructam direitos.
Fodido pelas auto-estradas, TGV's e pontes sobre o Tejo.
Fodido pelos guetos criados pela intolerância.
Fodido por si próprio.
Fodido pelas pensões de miséria dos trabalhadores e pensões de marajá de ex-políticos e afins.
Fodido pelos sindicatos e associações empresariais.
Fodido pelos bancos.
Fodido pelas inúmeras e inúteis siglas: IRS, CGTP,TAP, BP, PS, SNS, FPF, APAF, EP, EDP, GALP, PT, PTP, IURD, PSP, ETC...
Fodido por deus, o diabo e por uma igreja corrupta à procura de avenças.
Fodido pela falta de deveres.
Fodido pelo empurrar com a barriga e o desenrascanço.
Fodido por uma justiça lenta, uma educação falida e uma saúde desorganizada.
Fodido por milhares de crianças que mal sabem ler mas que carregam um Magalhães sob o braço.
Fodido por uma falta de cultura que embaraça.
Fodido pelo politicamente correcto que amordaça pensamentos.
Fodido por jovens que não lêem, não escrevem ou não percebem português, que se perdem num mar de bens inúteis e vontades fáceis.
Fodido pelo chico-espertismo; aqui duplamente fodido.
Fodido pelo excesso de álcool.
Fodido pelo acordo ortográfico.
Fodido pelo desemprego e por gente que quer estar no desemprego.
Fodido por empresas que fecham mas dão lucro.
Fodido por intelectuais que reúnem-se à mesa a destilar venenos mas que não apresentam ideias para resolução de problemas.
Fodido pelas penas suspensas e erros processuais.
Fodido pelo facilitismo e o "deixa estar".
Fodido pelo compadrio e o "factor C".
Fodido pela hipocrisia de se usar palavras caras e ignorar um calão magnífico e que expressa exactamente o estado de espírito.
Fodido por tudo e por nada.
É a primeira vez que utilizo este tipo de linguagem neste blog mas, depois de um dia fodido, devo confessar que é uma terapia extraordinária.
Que se fodam as sensibilidades.
Música diesel
Numa viagem de 125 km:
Bob Marley: 100 km/h; 4.2 L/100 km; fila extensa à retaguarda;
System of a Down: 150 Km/h; 6.4 L/100 km; dedo médio em extensão permanente.
16 setembro 2009
Errar: verbo transitivo
Eu erro, tu erras, ele erra, nós todos erramos, mas eu não estou preocupado com os outros, o que me importa é que eu erro.
Quando aquela utente entrou no gabinete reparei que não estava muito satisfeita. Sentou-se a minha frente e ouviu o que eu tinha para dizer. Quando lhe dei oportunidade de ser ela a interveniente disse-me o que lhe ia na alma. Queixou-se de que eu não a escutara, que não ligara às suas queixas e que, por isso, tinha sofrido.
No momento em que percebi o que se passava fiquei espantado, sem palavras. Fiquei aterrado com o facto de ter que concordar com ela: eu errei. Por mais que me custasse, ouvi calado o que nenhum médico gosta de ouvir e fiquei surpreendido pela sua franqueza e educação.
Quando ela acabou o seu discurso fui eu que lhe dirigi a palavra. Assumi o meu erro e pedi-lhe sinceras desculpas pelo facto de lhe ter causado sofrimento com a minha falta. Ainda agradeci-lhe pelo que me disse, falei-lhe que tinha-me ensinado uma grande lição e que me esforçaria ao máximo para não cometer mais falhas como aquela.
A senhora sorriu e no fim da consulta ainda, humilde, pediu-me desculpas pelo sucedido. Eu desculpei-me novamente e agradeci.
Enquanto registava no processo pensei no sucedido. Pensei na honestidade da senhora, em como teria sido possível escapar-me aquela situação, no que poderia ter feito melhor. Chateei-me comigo próprio por ter sido um tipo de profissional do qual tenho repulsa, daqueles distraídos e negligentes. Valeu-me o facto de acreditar que não fiz por mal e que "errar é humano...
Estremeci ao chegar a conclusão que este não teria sido o primeiro erro da minha carreira e, definitivamente, está muito longe de ser o último.
Quando aquela utente entrou no gabinete reparei que não estava muito satisfeita. Sentou-se a minha frente e ouviu o que eu tinha para dizer. Quando lhe dei oportunidade de ser ela a interveniente disse-me o que lhe ia na alma. Queixou-se de que eu não a escutara, que não ligara às suas queixas e que, por isso, tinha sofrido.
No momento em que percebi o que se passava fiquei espantado, sem palavras. Fiquei aterrado com o facto de ter que concordar com ela: eu errei. Por mais que me custasse, ouvi calado o que nenhum médico gosta de ouvir e fiquei surpreendido pela sua franqueza e educação.
Quando ela acabou o seu discurso fui eu que lhe dirigi a palavra. Assumi o meu erro e pedi-lhe sinceras desculpas pelo facto de lhe ter causado sofrimento com a minha falta. Ainda agradeci-lhe pelo que me disse, falei-lhe que tinha-me ensinado uma grande lição e que me esforçaria ao máximo para não cometer mais falhas como aquela.
A senhora sorriu e no fim da consulta ainda, humilde, pediu-me desculpas pelo sucedido. Eu desculpei-me novamente e agradeci.
Enquanto registava no processo pensei no sucedido. Pensei na honestidade da senhora, em como teria sido possível escapar-me aquela situação, no que poderia ter feito melhor. Chateei-me comigo próprio por ter sido um tipo de profissional do qual tenho repulsa, daqueles distraídos e negligentes. Valeu-me o facto de acreditar que não fiz por mal e que "errar é humano...
Estremeci ao chegar a conclusão que este não teria sido o primeiro erro da minha carreira e, definitivamente, está muito longe de ser o último.
13 setembro 2009
Amizade
Uma noite entre amigos e vem-me à cabeça dois trechos musicais:
"I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"
"Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir"
Os primeiros versos são de Louis Armstrong em "Wonderful World", os restantes de Milton Nascimento na sua "Canção da América".
Estas músicas vieram-me à cabeça porque reflectem o que penso em relação à amizade. Um amigo é para guardar à sete chaves, no sentido de ser algo cada vez mais raro.
No rescaldo da pândega fraternal de um encontro cada vez mais raro, pensei nos meus amigos. Quais e quantos são. Sei quem são e não são muitos, mas são bons. São meus irmãos de outras famílias.
Pensei no que é preciso para manter uma amizade? Confesso que esta pergunta manteve-se na minha mente por um bom par de horas e, enfim, cheguei à conclusão de que não é necessária muita coisa para manter um verdadeiro amigo. É preciso estar lá, só isso... ou quase. Também é preciso um par de ouvidos, um ombro (pelo menos), ter fome para as jantaradas, ter anedotas novas e histórias de amor/escárnio, um lenço de papel, um número de telemóvel, memórias, cumplicidade, conselhos, reprimendas, disponibilidade 24 horas...
São coisas simples, quase sempre à mão, que se fazem naturalmente, de forma inata, e com prazer.
Aos meus amigos e à amizade um grande bem-haja e que nossos encontros sejam menos fortuitos.
"I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"
"Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir"
Os primeiros versos são de Louis Armstrong em "Wonderful World", os restantes de Milton Nascimento na sua "Canção da América".
Estas músicas vieram-me à cabeça porque reflectem o que penso em relação à amizade. Um amigo é para guardar à sete chaves, no sentido de ser algo cada vez mais raro.
No rescaldo da pândega fraternal de um encontro cada vez mais raro, pensei nos meus amigos. Quais e quantos são. Sei quem são e não são muitos, mas são bons. São meus irmãos de outras famílias.
Pensei no que é preciso para manter uma amizade? Confesso que esta pergunta manteve-se na minha mente por um bom par de horas e, enfim, cheguei à conclusão de que não é necessária muita coisa para manter um verdadeiro amigo. É preciso estar lá, só isso... ou quase. Também é preciso um par de ouvidos, um ombro (pelo menos), ter fome para as jantaradas, ter anedotas novas e histórias de amor/escárnio, um lenço de papel, um número de telemóvel, memórias, cumplicidade, conselhos, reprimendas, disponibilidade 24 horas...
São coisas simples, quase sempre à mão, que se fazem naturalmente, de forma inata, e com prazer.
Aos meus amigos e à amizade um grande bem-haja e que nossos encontros sejam menos fortuitos.
11 setembro 2009
Antiguidade
"Morreu a pessoa mais velha do mundo" in A bola (isso mesmo: A bola!)
Esta notícia lembra-me algo que se passou comigo durante a "prática".
Durante um dia normal de consultas, finalizava a conversa com um utente de 84 anos:
Eu: "Então, Sr. utente, percebeu tudo o que combinamos?"
Utente: "Sim. Já agora, poderia me fazer um favor?"
Eu: "Claro. O que precisa?"
Utente: "Poderia passar uma receita à minha mãezita?"
Eu: "Como? Sua mãe?... ", respondi espantado.
Utente: "Sim. Sabe, ela vai fazer 109 anos"
Actualmente, já tem 110 e continua rija como uma pêra verde.
Esta notícia lembra-me algo que se passou comigo durante a "prática".
Durante um dia normal de consultas, finalizava a conversa com um utente de 84 anos:
Eu: "Então, Sr. utente, percebeu tudo o que combinamos?"
Utente: "Sim. Já agora, poderia me fazer um favor?"
Eu: "Claro. O que precisa?"
Utente: "Poderia passar uma receita à minha mãezita?"
Eu: "Como? Sua mãe?... ", respondi espantado.
Utente: "Sim. Sabe, ela vai fazer 109 anos"
Actualmente, já tem 110 e continua rija como uma pêra verde.
Do mesmo saco
Eu quero votar. Sempre votei e desta vez não será diferente. No entanto, eu já tinha escolhido em quem votar mas, depois de assistir aos consecutivos debates, lá se foi a minha certeza.
É incrível o que se está a passar no panorama político nacional. Não gostamos do governo actual e olhamos para a direita e esquerda e não se vê alternativa... credível.
Vejamos a minha situação:
Sócrates: fora de questão! Se eu quisesse alguém arrogante, mas competente, votava no Mourinho. Não gosto da postura, atitude, prepotência e, principalmente, da política do PS nacional. O programa é mais do mesmo e o que vem de trás quero esquecer.
Manela: é inacreditável que o maior partido da oposição encontre nesta senhora a sua presidente e, por conseguinte, a sua candidata a PM. Ver um debate onde ela participe é de ficar de boca aberta; ela não é empática, não é maleável politicamente, não conhece os programas dos adversários e, depois da visita à mui democrática Madeira, perdeu toda a minha consideração. Eu ainda me lembro das propinas universitárias, cara candidata!
Louçã: aqui estava a minha escolha. Quase como protesto eu, que sempre fui centrista, iria votar neste senhor; mas eis que veio o debate contra o actual PM e o resultado foi... desilusão. Como é possível ser-se apanhado com as calças nas mãos com ele foi? O Sócrates falou metade e mesmo assim deu-lhe uma tareia. Ó amigo Louçã, agora é que me lixaste, pá! Como foi possível expores assim o teu calcanhar?
Jerónimo: Jeróóóóónimooooooo. Apesar de simpatizar com o secretário geral do PCP, este nunca foi a minha visão de política. "Nacionalizar, nacionalizar, nacionalizar", não é a toa que lhes chamam cassetes.
Portas: eu confesso que já votei CDS, e mais do que uma vez! O PP é demagógico? Sim. O PP é populista? Yap. Se concordo com algumas coisas que ele diz? Errr... sim. A questão é que não dá para confiar num partido que ainda tem tantos processos pendentes do último mandato como governo.
Epá, não 'tá fácil! Tantos quadrados para apenas um X. Tão poucas cadeiras para tantos cansados. Tão poucas ideias para tantos problemas.
No fim das contas são todos iguais; todos farinha do mesmo saco.

E saber que, como o próprio Sócrates diz, no final será PS ou PSD... isso assusta um bocadito.
É incrível o que se está a passar no panorama político nacional. Não gostamos do governo actual e olhamos para a direita e esquerda e não se vê alternativa... credível.
Vejamos a minha situação:
Sócrates: fora de questão! Se eu quisesse alguém arrogante, mas competente, votava no Mourinho. Não gosto da postura, atitude, prepotência e, principalmente, da política do PS nacional. O programa é mais do mesmo e o que vem de trás quero esquecer.
Manela: é inacreditável que o maior partido da oposição encontre nesta senhora a sua presidente e, por conseguinte, a sua candidata a PM. Ver um debate onde ela participe é de ficar de boca aberta; ela não é empática, não é maleável politicamente, não conhece os programas dos adversários e, depois da visita à mui democrática Madeira, perdeu toda a minha consideração. Eu ainda me lembro das propinas universitárias, cara candidata!
Louçã: aqui estava a minha escolha. Quase como protesto eu, que sempre fui centrista, iria votar neste senhor; mas eis que veio o debate contra o actual PM e o resultado foi... desilusão. Como é possível ser-se apanhado com as calças nas mãos com ele foi? O Sócrates falou metade e mesmo assim deu-lhe uma tareia. Ó amigo Louçã, agora é que me lixaste, pá! Como foi possível expores assim o teu calcanhar?
Jerónimo: Jeróóóóónimooooooo. Apesar de simpatizar com o secretário geral do PCP, este nunca foi a minha visão de política. "Nacionalizar, nacionalizar, nacionalizar", não é a toa que lhes chamam cassetes.
Portas: eu confesso que já votei CDS, e mais do que uma vez! O PP é demagógico? Sim. O PP é populista? Yap. Se concordo com algumas coisas que ele diz? Errr... sim. A questão é que não dá para confiar num partido que ainda tem tantos processos pendentes do último mandato como governo.
Epá, não 'tá fácil! Tantos quadrados para apenas um X. Tão poucas cadeiras para tantos cansados. Tão poucas ideias para tantos problemas.
No fim das contas são todos iguais; todos farinha do mesmo saco.
E saber que, como o próprio Sócrates diz, no final será PS ou PSD... isso assusta um bocadito.
08 setembro 2009
Só 10?
Neste blog:

"10 Motivos para Ver a Argentina Fora da Copa
Vamos lá:
1 – Mostrar ao Maradona que não só os brasileiros são melhores, como os uruguaios, equatorianos, chilenos e paraguaios também.
2 - Evitar que os hermanos passem mais uma vergonha ao voltarem mais cedo de uma Copa pela 6ª vez seguida.
3 - Passar 4 anos seguidos zombando os hermanos, deixando bem claro que 5 é maior e não igual a 2.
4 - Dar verdadeiro sentido às dores do tango.
5 - Entender que nem sempre “la mano de dios” funciona.
6 - Mostrar que até o Dunga é melhor que o Maradona.
7 - Depois de perder por 6 a 1 para Bolívia já devia ter sido eliminada sem mais motivos.
8 - Mostrar que a Argentina é, definitivamente, o país do hoquéi na grama feminino.
9 – Aumentar o turismo em Florianópolis e Búzios nos meses de junho e julho de 2010.
10 – São argentinos, precisa de outra razão?"
Embora ache que um mundial sem a Argentina fica muito mais pobre, esta fase de gozo, com os das pampas, tem piada.

"10 Motivos para Ver a Argentina Fora da Copa
Vamos lá:
1 – Mostrar ao Maradona que não só os brasileiros são melhores, como os uruguaios, equatorianos, chilenos e paraguaios também.
2 - Evitar que os hermanos passem mais uma vergonha ao voltarem mais cedo de uma Copa pela 6ª vez seguida.
3 - Passar 4 anos seguidos zombando os hermanos, deixando bem claro que 5 é maior e não igual a 2.
4 - Dar verdadeiro sentido às dores do tango.
5 - Entender que nem sempre “la mano de dios” funciona.
6 - Mostrar que até o Dunga é melhor que o Maradona.
7 - Depois de perder por 6 a 1 para Bolívia já devia ter sido eliminada sem mais motivos.
8 - Mostrar que a Argentina é, definitivamente, o país do hoquéi na grama feminino.
9 – Aumentar o turismo em Florianópolis e Búzios nos meses de junho e julho de 2010.
10 – São argentinos, precisa de outra razão?"
Embora ache que um mundial sem a Argentina fica muito mais pobre, esta fase de gozo, com os das pampas, tem piada.
07 setembro 2009
Paixão insular II
Voltando aos Açores.
Depois de um dia pela bela ilha do Faial, acordamos às 7 da matina para atravessar o estreito que separa aquela da ilha vizinha, o Pico.
Ao mesmo tempo que tomávamos o pequeno-almoço no restaurante do hotel, a natureza presenteava-nos com este espectáculo:

Pequeno-almoço tomado, apanhamos o barco para o outro lado e chegamos à ilha do Pico. Alugamos um carro e lá fomos nós desbravar o território.
A primeira coisa que nos chama a atenção é, naturalmente, a maior montanha de Portugal.
Imagens como esta, com um quê de sobrenatural, deixam qualquer um atónito.
Ao longo da "marginal" via-se uma outra maravilha da ilha: as suas vinhas. Parámos em algumas para daí tirar mais algumas fotos e, à socapa, experimentar o fruto in loco. De salientar que a uva que provei nesta ilha foi a mais doce que alguma vez experimentei. De chorar por muitas mais, mas há que respeitar o trabalho árduo dos outros. Comprei, então, uma garrafinha de vinho do Pico...

Mergulhamos em algumas praias de difícil acesso e de águas claras e quentes. Devo confessar que nunca pensei que as águas açoreanas fossem tão tépidas. Poderia ter ficado ali até ao fim do dia, mas tínhamos muito mais por ver.
Chegamos às Lajes do Pico para visitar o museu dos Baleeiros e o museu da Fábrica da Baleia (SIBIL) onde os cetáceos eram transformados em óleos e farinha. Hoje os dois museus mostram como ERA a tradição da caça às baleias e como é feita, agora, a protecção daquelas espécies. É paragem obrigatória. E ainda tivemos a sorte de a terra estar em festa!

Rodeando a ilha, parando em cada miradouro, observando as ilhas vizinhas: São Jorge e Terceira. A ilha do Pico é, à semelhança do Faial, única. Um dia apenas não chega para tudo e a subida ao cume da montanha fica para a próxima.

Mais 4 dias pela frente era o que tínhamos. Quatro dias na maior ilha do arquipélago: São Miguel.
Depois de um dia pela bela ilha do Faial, acordamos às 7 da matina para atravessar o estreito que separa aquela da ilha vizinha, o Pico.
Ao mesmo tempo que tomávamos o pequeno-almoço no restaurante do hotel, a natureza presenteava-nos com este espectáculo:
Pequeno-almoço tomado, apanhamos o barco para o outro lado e chegamos à ilha do Pico. Alugamos um carro e lá fomos nós desbravar o território.
A primeira coisa que nos chama a atenção é, naturalmente, a maior montanha de Portugal.
Ao longo da "marginal" via-se uma outra maravilha da ilha: as suas vinhas. Parámos em algumas para daí tirar mais algumas fotos e, à socapa, experimentar o fruto in loco. De salientar que a uva que provei nesta ilha foi a mais doce que alguma vez experimentei. De chorar por muitas mais, mas há que respeitar o trabalho árduo dos outros. Comprei, então, uma garrafinha de vinho do Pico...
Mergulhamos em algumas praias de difícil acesso e de águas claras e quentes. Devo confessar que nunca pensei que as águas açoreanas fossem tão tépidas. Poderia ter ficado ali até ao fim do dia, mas tínhamos muito mais por ver.
Chegamos às Lajes do Pico para visitar o museu dos Baleeiros e o museu da Fábrica da Baleia (SIBIL) onde os cetáceos eram transformados em óleos e farinha. Hoje os dois museus mostram como ERA a tradição da caça às baleias e como é feita, agora, a protecção daquelas espécies. É paragem obrigatória. E ainda tivemos a sorte de a terra estar em festa!
Rodeando a ilha, parando em cada miradouro, observando as ilhas vizinhas: São Jorge e Terceira. A ilha do Pico é, à semelhança do Faial, única. Um dia apenas não chega para tudo e a subida ao cume da montanha fica para a próxima.
Mais 4 dias pela frente era o que tínhamos. Quatro dias na maior ilha do arquipélago: São Miguel.
06 setembro 2009
Don't cry for me...
Depois de uma semana de arrogância e provocações do auto-denominado "deus", eis que os mortais se alevantam e abatem-no sem dó nem piedade, perpetuando a maior rivalidade mundial desta rude modalidade. Fica uma pergunta pertinente:
É um grande gozo passear, hoje, pelas páginas do Olé.
Só espero que a nossa selecção lusa também vá mesmo com Carlos Queiroz ...
Só espero que a nossa selecção lusa também vá mesmo com Carlos Queiroz ...
05 setembro 2009
Who let the dogs out
Vejam estas notícias:
"Santos Silva recusa pressões de pessoas próximas de Sócrates sobre presidente do Instituto Sá Carneiro" TSF
"PS diz que é o «principal prejudicado» com fim de Jornal de Sexta" IOL
"Santos Silva repudia declarações de Carlos Barbosa em que insinua responsabilidade no caso TVI" Lusa
"Programa eleitoral do PSD é «decepcionante» - Santos Silva" A Bola (sim, sim, esta está n'A Bola)
"Santos Silva responde à "rentrée" de Portas" Jornal de Notícias
"Santos Silva diz que "cegueira" da esquerda "revolucionária" ajuda as forças da "reacção"" Lusa
E mais poderia aqui citar.
Reparem que todas estas notícias fazem referência a uma pessoa. Esta pessoa é um membro do governo; é o ministro dos assuntos parlamentares, Augusto Santos Silva.
Embora muitos dos assuntos acima tratados não tenham a ver com a sua pasta, ele é sempre, ou quase sempre, o primeiro a dar um bitaite em defesa deste governo.
Ele é o bombeiro do governo tentando apagar os fogos. É o Pitbull que se assanha e rosna aos opositores da situação. Ele é o 007 do PM a infiltrar-se e castigar os adversários. Este homem não possui no seu léxico a palavra "democracia" e, já agora, também o vocábulo "educação.
E o Ministro atira em todas as direcções; PSD, CDS, BE e PCP são alvejados com as falácias e disparates do homem.
Esta é a cara da arrogância e prepotência deste governo.
No entanto, procurando na rede notícias sobre este indivíduo, deparei-me com o facto de não ser o primeiro a pensar nisto e encontrei esta foto neste blog.
"Santos Silva recusa pressões de pessoas próximas de Sócrates sobre presidente do Instituto Sá Carneiro" TSF
"PS diz que é o «principal prejudicado» com fim de Jornal de Sexta" IOL
"Santos Silva repudia declarações de Carlos Barbosa em que insinua responsabilidade no caso TVI" Lusa
"Programa eleitoral do PSD é «decepcionante» - Santos Silva" A Bola (sim, sim, esta está n'A Bola)
"Santos Silva responde à "rentrée" de Portas" Jornal de Notícias
"Santos Silva diz que "cegueira" da esquerda "revolucionária" ajuda as forças da "reacção"" Lusa
E mais poderia aqui citar.
Reparem que todas estas notícias fazem referência a uma pessoa. Esta pessoa é um membro do governo; é o ministro dos assuntos parlamentares, Augusto Santos Silva.
Embora muitos dos assuntos acima tratados não tenham a ver com a sua pasta, ele é sempre, ou quase sempre, o primeiro a dar um bitaite em defesa deste governo.
Ele é o bombeiro do governo tentando apagar os fogos. É o Pitbull que se assanha e rosna aos opositores da situação. Ele é o 007 do PM a infiltrar-se e castigar os adversários. Este homem não possui no seu léxico a palavra "democracia" e, já agora, também o vocábulo "educação.
E o Ministro atira em todas as direcções; PSD, CDS, BE e PCP são alvejados com as falácias e disparates do homem.
Esta é a cara da arrogância e prepotência deste governo.
No entanto, procurando na rede notícias sobre este indivíduo, deparei-me com o facto de não ser o primeiro a pensar nisto e encontrei esta foto neste blog.
02 setembro 2009
Navegar é preciso...
Por ver um anúncio da Optimus na televisão fui reavaliar o meu contrato de prestação de serviço de internet. No tal anúncio, a Optimus refere tráfego ilimitado na utilização de banda larga móvel. Sendo utilizador da Vodafone, fui ver o que a empresa me oferecia.
Sem surpresa, vi que poderia ter o mesmo serviço, pelo mesmo preço e condições, oferecido pela marca do Sr. Belmiro. Pensei "já agora vou ver a TMN". No site da TMN o serviço é feito pelo mesmo preço e mesmas condições...
Quando digo mesma condições, quero dizer "planos iguais"! Até dão um desconto vitalício de 5€ na mensalidade.
Tendo, o cliente, 3 servidores diferentes, não seria de supor que houvesse uma maior concorrência? Não seria normal vê-los a comerem-se uns aos outros e disputarem mercado com preços mais competitivos? Eu, sendo cliente Vodafone, por que carga d'água mudaria para outra marca se não tenho vantagens nenhumas?
Pelo menos fiquei satisfeito pelo facto de o meu servidor dispor de um plano igual ao que a Optimus disponibiliza aos seus clientes... foi então que vi isto:

"Política de utilização responsável"
Parece que, afinal, "tráfego ilimitado" não é propriamente ilimitado, é-o mais ou menos. Este tipo de publicidade tem um nome... não consigo lembrar-me... hum... ah!!! Engonosa, é isso!
A Vodafone, embora tenha um plano que inclui tráfego ilimitado reserva o direito de taxar o cliente quando achar que o mesmo anda a traficar demais. Lembra-me uma mãe que deixa comer todo o chocolate do mundo mas limita o chocolate a um bombom na despensa de casa. E até parece que a Vodafone conhece bem todos os seus clientes, pois só os vai taxar quando achar que eles estão a exceder-se, baseando-se num "nível máximo de utilização responsável"... ?...
Dessa forma, acho que me enganei quando, acima, disse que não há nada que diferencie uma empresa da outra aquando da decisão de optar por um serviço de internet móvel... ou será que a Vodafone é a única a "abrir o jogo"?

PS: No entanto, apesar de considerar este tipo de acção uma sacanagem, mudei de tarifário, sempre é melhor que o meu actual. Não sou hipócrita mas os 3 G são insuficientes para mim e acabo sempre por pagar mais do que deveria; por outro lado, os 60 G de "utilização responsável" são mais que suficientes para a utilização que dou.
Sem surpresa, vi que poderia ter o mesmo serviço, pelo mesmo preço e condições, oferecido pela marca do Sr. Belmiro. Pensei "já agora vou ver a TMN". No site da TMN o serviço é feito pelo mesmo preço e mesmas condições...
Quando digo mesma condições, quero dizer "planos iguais"! Até dão um desconto vitalício de 5€ na mensalidade.
Tendo, o cliente, 3 servidores diferentes, não seria de supor que houvesse uma maior concorrência? Não seria normal vê-los a comerem-se uns aos outros e disputarem mercado com preços mais competitivos? Eu, sendo cliente Vodafone, por que carga d'água mudaria para outra marca se não tenho vantagens nenhumas?
Pelo menos fiquei satisfeito pelo facto de o meu servidor dispor de um plano igual ao que a Optimus disponibiliza aos seus clientes... foi então que vi isto:
"Política de utilização responsável"
Parece que, afinal, "tráfego ilimitado" não é propriamente ilimitado, é-o mais ou menos. Este tipo de publicidade tem um nome... não consigo lembrar-me... hum... ah!!! Engonosa, é isso!
A Vodafone, embora tenha um plano que inclui tráfego ilimitado reserva o direito de taxar o cliente quando achar que o mesmo anda a traficar demais. Lembra-me uma mãe que deixa comer todo o chocolate do mundo mas limita o chocolate a um bombom na despensa de casa. E até parece que a Vodafone conhece bem todos os seus clientes, pois só os vai taxar quando achar que eles estão a exceder-se, baseando-se num "nível máximo de utilização responsável"... ?...
Dessa forma, acho que me enganei quando, acima, disse que não há nada que diferencie uma empresa da outra aquando da decisão de optar por um serviço de internet móvel... ou será que a Vodafone é a única a "abrir o jogo"?
PS: No entanto, apesar de considerar este tipo de acção uma sacanagem, mudei de tarifário, sempre é melhor que o meu actual. Não sou hipócrita mas os 3 G são insuficientes para mim e acabo sempre por pagar mais do que deveria; por outro lado, os 60 G de "utilização responsável" são mais que suficientes para a utilização que dou.
01 setembro 2009
Paixão insular
Há cerca de um ano estava num lugar que é Portugal sem o ser. Estive em algumas ilhas dos Açores. Na altura não tive oportunidade de fazer um post sobre esta viagem, mas hoje, quando faz 1 ano sobre a minha passagem por lá, resolvi escrever uma (a primeira!!!) série de 3 textos sobre a minha visita a este maravilhoso arquipélago.
Confesso que não queira ir, mas fui; essa história de "casal" tem muito o que se lhe diga.
Por não querer ir não criei grandes expectativas. Achava que nos Açores estava sempre a chover e que, paradoxalmente, a viagem seria uma seca.
Tínhamos planeado visitar 3 ilhas: Faial, Pico e S. Miguel.
Aterramos no Faial depois de um voo turbulento. Chovia e eu já dizia mal dos meus pecados. Contrariamente ao que eu esperava, estava calor. Alugamos um carro e fomos dar a volta à ilha. Aí começou uma viagem inesquecível.
Seguimos a estrada principal, que dá a volta à ilha do Faial, em direcção ao vulcão dos capelinhos. Deixara de chover e, tal como o tempo, meu humor começou a melhorar. Chegando ao vulcão a primeira paisagem de deslumbrar:

Passeamos um pouco pelas encostas do vulcão, por agora, adormecido e continuamos a viagem. Começava a ganhar gosto pela aventura. Víamos hortênsias, vacas e encostas típicas e devorávamos tudo aquilo, sedentos de conhecer mais.
Em pouco tempo demos a volta à ilha e chegamos à cidade da Horta.

Eu não fazia a mínima ideia da geografia dos Açores e foi uma grande descoberta o facto de a ilha do pico estar mesmo ali à nossa frente.
Seguimos em direcção da caldeira do Faial e aí a primeira desilusão: Não se via a ponta de um c. A névoa cobria a parte mais elevada da ilha e decidimos tentar no outro dia.
Dessa forma fomos "investigar" outras partes do Faial.
Cruzamos a ilha, voltamos à Horta e fomos visitar a caldeira do inferno.
Ficamos a admirar a beleza do lugar e depois demos um salto à praia da baía que se forma do outro lado desta caldeira.
O tempo corre depressa por aqui e logo se fez noite. Após um jantar num restaurante à beira-mar fomos tomar um café a um dos "ex libris" da ilha: o "Peter"

E "prontos", lá se foi o primeiro dia. O seguinte estava reservado para visita à ilha vizinha: Pico.
Do Faial fica a vontade de voltar nem que seja para ver o que a caldeira esconde!
Confesso que não queira ir, mas fui; essa história de "casal" tem muito o que se lhe diga.
Por não querer ir não criei grandes expectativas. Achava que nos Açores estava sempre a chover e que, paradoxalmente, a viagem seria uma seca.
Tínhamos planeado visitar 3 ilhas: Faial, Pico e S. Miguel.
Aterramos no Faial depois de um voo turbulento. Chovia e eu já dizia mal dos meus pecados. Contrariamente ao que eu esperava, estava calor. Alugamos um carro e fomos dar a volta à ilha. Aí começou uma viagem inesquecível.
Seguimos a estrada principal, que dá a volta à ilha do Faial, em direcção ao vulcão dos capelinhos. Deixara de chover e, tal como o tempo, meu humor começou a melhorar. Chegando ao vulcão a primeira paisagem de deslumbrar:

Passeamos um pouco pelas encostas do vulcão, por agora, adormecido e continuamos a viagem. Começava a ganhar gosto pela aventura. Víamos hortênsias, vacas e encostas típicas e devorávamos tudo aquilo, sedentos de conhecer mais.
Em pouco tempo demos a volta à ilha e chegamos à cidade da Horta.
Eu não fazia a mínima ideia da geografia dos Açores e foi uma grande descoberta o facto de a ilha do pico estar mesmo ali à nossa frente.
Dessa forma fomos "investigar" outras partes do Faial.
O tempo corre depressa por aqui e logo se fez noite. Após um jantar num restaurante à beira-mar fomos tomar um café a um dos "ex libris" da ilha: o "Peter"
E "prontos", lá se foi o primeiro dia. O seguinte estava reservado para visita à ilha vizinha: Pico.
Do Faial fica a vontade de voltar nem que seja para ver o que a caldeira esconde!
31 agosto 2009
Hollow bear II
A seguir a razão pela qual a equipa de estafeta da Jamaica ignorou o Berlino (mascote dos mundiais de atletismo):
Gente rancorosa, dass!!!
Gente rancorosa, dass!!!
29 agosto 2009
Hollow bear
O gajo parece ter pensado: "Bah!!! As pessoas continuam a ignorar-me... mesmo com este fato ridículo vestido!"
28 agosto 2009
Perspicácia infantil
Verídica (sou testemunha)
No café, o pai vira-se para o filho de 4 anos de idade e diz:
"Vamos embora, puto?"
E o miúdo retruca, chateado:
"Já? E aquelas putas, ficam aqui todas?" apontando para umas miúdas mais ou menos da sua idade que se encontravam a brincar.
Viva a perspicácia dos putos!!!
No café, o pai vira-se para o filho de 4 anos de idade e diz:
"Vamos embora, puto?"
E o miúdo retruca, chateado:
"Já? E aquelas putas, ficam aqui todas?" apontando para umas miúdas mais ou menos da sua idade que se encontravam a brincar.
Viva a perspicácia dos putos!!!
27 agosto 2009
Tv cabo Vs Catsone: a saga continua
Trim-Trim Trim-Trim
Eu: "Estou"
TVCabo (TVC): "Bom dia"
Eu: "Bom Dia"
TVC: "Estou a falar com o Sr. Catsone?"
Eu: "Sim"
TVC: "Falo em nome da TV Cabo e..."
EU: "Espere lá um segundo. Quanto é que vocês me pagam por minuto nesta chamada?"
TVC: "Desculpe. Pagar? Para falar consigo? É isso?"
Eu: "Sim"
TVC:"Bem... errr...nada"
Eu: "Quer dizer que, seu eu quiser falar convosco tenho que ligar para uma linha de cliente que é paga, e vocês ligam-me todos os meses, 2 a 3 vezes, e eu tenho que ouvir sem receber nada?"
TVC: "Pois, parece que sim"
EU: "Então, bom dia"
Tu-tu-tu-tu...
Eu: "Estou"
TVCabo (TVC): "Bom dia"
Eu: "Bom Dia"
TVC: "Estou a falar com o Sr. Catsone?"
Eu: "Sim"
TVC: "Falo em nome da TV Cabo e..."
EU: "Espere lá um segundo. Quanto é que vocês me pagam por minuto nesta chamada?"
TVC: "Desculpe. Pagar? Para falar consigo? É isso?"
Eu: "Sim"
TVC:"Bem... errr...nada"
Eu: "Quer dizer que, seu eu quiser falar convosco tenho que ligar para uma linha de cliente que é paga, e vocês ligam-me todos os meses, 2 a 3 vezes, e eu tenho que ouvir sem receber nada?"
TVC: "Pois, parece que sim"
EU: "Então, bom dia"
Tu-tu-tu-tu...
26 agosto 2009
fon, fon, fon!
Hoje, por alguns minutos, devido ao trânsito, acompanhei lado-a-lado um camião.
Estranhei o facto de, vira e mexe, ouvir o veículo buzinar. Eram buzinadelas rápidas procurando chamar a atenção de alguém. Achei um pouco esquisito, até porque não estava um trânsito praí além.
Mais umas buzinadelas e então percebi o porque daquelas do alvoroço: mulheres.
Com mulheres quero dizer qualquer ser humano do sexo feminino. O homem apitava a tudo que era senhora que passasse junto à estrada, desde prostitutas à freiras. Achei piada ao início, mas passadas 10 buzinadas começa a perder a graça.
Quando passamos pela baixa de Coimbra foi uma loucura de silvos! O gajo apitava mais do que o Lucílio Baptista!!!
Gostava de saber se o acto de buzinar exerce algum efeito numa mulher. Será que o buzinar é comparável ao chamamento dos animais para o truca-truca? O fon-fon do caminhão exercerá um efeito para as mulheres semelhante ao efeito do coaxar dos sapos para as pererecas? Ficará uma senhora húmida devido às ondas sonoras? Um gajo que buzina tem mais sex-appeal? Mas quem foi o génio que espalhou este irritante hábito?
Estava um pouco farto daquilo e tentei esgueirar-me dali para fora na tentativa de fugir àquela poluição sonora. Com alguma destreza, mesclada com insensatez, lá consegui dar algum avanço ao "músico". Com o avanço consegui ver a cara do fulano e compreendi, então, qual a razão dos pó-pós...
Estava na cara que se tratava de um apitador!

"Esperem até a próxima gaja!!!"
Estranhei o facto de, vira e mexe, ouvir o veículo buzinar. Eram buzinadelas rápidas procurando chamar a atenção de alguém. Achei um pouco esquisito, até porque não estava um trânsito praí além.
Mais umas buzinadelas e então percebi o porque daquelas do alvoroço: mulheres.
Com mulheres quero dizer qualquer ser humano do sexo feminino. O homem apitava a tudo que era senhora que passasse junto à estrada, desde prostitutas à freiras. Achei piada ao início, mas passadas 10 buzinadas começa a perder a graça.
Quando passamos pela baixa de Coimbra foi uma loucura de silvos! O gajo apitava mais do que o Lucílio Baptista!!!
Gostava de saber se o acto de buzinar exerce algum efeito numa mulher. Será que o buzinar é comparável ao chamamento dos animais para o truca-truca? O fon-fon do caminhão exercerá um efeito para as mulheres semelhante ao efeito do coaxar dos sapos para as pererecas? Ficará uma senhora húmida devido às ondas sonoras? Um gajo que buzina tem mais sex-appeal? Mas quem foi o génio que espalhou este irritante hábito?
Estava um pouco farto daquilo e tentei esgueirar-me dali para fora na tentativa de fugir àquela poluição sonora. Com alguma destreza, mesclada com insensatez, lá consegui dar algum avanço ao "músico". Com o avanço consegui ver a cara do fulano e compreendi, então, qual a razão dos pó-pós...
Estava na cara que se tratava de um apitador!

"Esperem até a próxima gaja!!!"
25 agosto 2009
O bom pagador
"José Veiga: 2 M€ de dívidas ao Fisco ficam por cobrar" in Diário Digital
Prescreveu, ops, nem demos conta. Mas já ninguém contava com esse dinheiro, não é? O que é que são 2M€? Olha, nem 1 Km de carril da alta-velocidade do Sócrates!
"Fisco pode perder oito milhões em impostos de José Veiga" in Sol
Estão a ver, só foram 2! Tá certo que podem ser mais 6, mas estamos nós aqui para lembrar o Sr. Dr. Veiga a pagar o que deve. Tudo bem que só temos até Dezembro e temos muita burocracia. Além disso há milhões de outros contribuintes devedores, que nos merecem mais atenção.
"Fisco ameaça congelar empresa por dívida de 48 cêntimos " in Sol
Vêem, o que é que eu vos disse? Essas empresas pá, tss, tss. Não têm vergonha? Não pagam o que devem e cabe a nós fazer justiça para com os contribuintes, por isso lá temos que fechar as portas. É o melhor que o estado pode fazer, fecha-se esta empresa caloteira e paga-se o subsídio desemprego a todos os funcionários! É para servir de exemplo, o que é que pensam?
"Veiga diz-se vítima de "campanha difamatória" in Diário Económico
Estão a ver? Eu não disse? Coitado do rapaz, sempre tão honesto e trabalhador. E vocês a difama-lo! Está na cara que ele cumpre com as obrigações, percebe-se logo a transparência , este homem segrega honestidade por cada glândula do corpo.
Além do mais, se calhar, o homem não tem casa(s), carro(s) ou outra coisa para penhorar, nem um iatezito para apreender. Querem ver que lhe iriam confiscar o salário, não? Para isso não é necessário fazer alguma coisa?
O Sr. Veiga está pobrezito e não pode pagar. Está parecido com este:
"Vale e Azevedo sem dinheiro para advogados" in Correio da Manhã"
Eu pagava umas férias a cada um deles aqui:
Prescreveu, ops, nem demos conta. Mas já ninguém contava com esse dinheiro, não é? O que é que são 2M€? Olha, nem 1 Km de carril da alta-velocidade do Sócrates!
"Fisco pode perder oito milhões em impostos de José Veiga" in Sol
Estão a ver, só foram 2! Tá certo que podem ser mais 6, mas estamos nós aqui para lembrar o Sr. Dr. Veiga a pagar o que deve. Tudo bem que só temos até Dezembro e temos muita burocracia. Além disso há milhões de outros contribuintes devedores, que nos merecem mais atenção.
"Fisco ameaça congelar empresa por dívida de 48 cêntimos " in Sol
Vêem, o que é que eu vos disse? Essas empresas pá, tss, tss. Não têm vergonha? Não pagam o que devem e cabe a nós fazer justiça para com os contribuintes, por isso lá temos que fechar as portas. É o melhor que o estado pode fazer, fecha-se esta empresa caloteira e paga-se o subsídio desemprego a todos os funcionários! É para servir de exemplo, o que é que pensam?
"Veiga diz-se vítima de "campanha difamatória" in Diário Económico
Estão a ver? Eu não disse? Coitado do rapaz, sempre tão honesto e trabalhador. E vocês a difama-lo! Está na cara que ele cumpre com as obrigações, percebe-se logo a transparência , este homem segrega honestidade por cada glândula do corpo.
Além do mais, se calhar, o homem não tem casa(s), carro(s) ou outra coisa para penhorar, nem um iatezito para apreender. Querem ver que lhe iriam confiscar o salário, não? Para isso não é necessário fazer alguma coisa?
O Sr. Veiga está pobrezito e não pode pagar. Está parecido com este:
"Vale e Azevedo sem dinheiro para advogados" in Correio da Manhã"
Eu pagava umas férias a cada um deles aqui:
Guilty
À conversa com um amigo, falava da inexistência do conceito de culpa em alguns países asiáticos, nomeadamente na China, Coreia e Japão. Ele explicou-me que naqueles países as pessoas, ao realizarem uma determinada acção ou crime, reconheciam de antemão que podiam ser penalizadas e aceitavam as consequências dos seus actos. Daí não existir culpa e, evidentemente, culpados.
Escrevo isto porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça após o acidente na praia Maria Luísa.
Em Portugal não se procuram causas, não se procuram vítimas, não se procuram resoluções para os problemas. Aqui, em primeiro lugar, procuram-se culpados.
Após a queda dos rochedos na praia, as primeiras notícias que ouvi falavam da procura dos responsáveis. "Quem teria sido responsável pela queda das rochas?", passou a ser o cerne da questão.
Será realmente tão importante, neste caso, a procura de responsáveis? Obviamente que existem entidades responsáveis pela pesquisa de pontos de perigo na costa, mas será exequível a permanente realização de peritagens às centenas ou milhares de Km de falésias existentes? Será possível uma resposta mais rápida do que aquela que foi dada? Será necessária mais informação aos banhistas do que aquela que figura em placas de aviso de perigo?
O que mais se poderá fazer para a prevenção destes acidentes? Será que a condenação de pessoas, que não fazem mais porque não podem, é justa? Vamos culpar a natureza e Deus? Vamos culpar a falta de educação cívica das pessoas?
Agora a pergunta que para mim mais sentido faz: é necessário encontrar-se culpados para os punir ou para nos sentirmos melhor?
Se vamos culpar alguém, ou alguma coisa, culpemos centenas de milhares de anos de erosão natural da costa, à força da gravidade que levou as pedras ao chão, às rochas com peso a mais e, já agora, a inconsciência das pessoas que não sabem reconhecer que correm perigo ao permanecer por baixo de uma arriba malabarista.
Agora, nos dias que se seguem à tragédia, é ver, diariamente, pessoas tentando explicar o sucedido, prometendo maior rigor nas vistorias, demolindo fanecos, reajustando calendários de trabalho, prometendo trinta por uma linha, como se assumissem que realmente foram responsáveis pelo sucedido. Por outro lado, vêem-se jornalistas de opinião pedindo a cabeça de fulano e sicrano numa típica tentativa de homicídio político; exigindo responsabilidades imediatas às instâncias públicas, como se tivessem esse direito.
Com estas linhas não venho dizer que não se devem apurar responsabilidades, mas que esta procura dever ser feita após profunda análise de todas as contingências do caso. Penso que a sede por culpados tolda a capacidade de raciocínio das pessoas, mas infelizmente é o que alimenta uma grande parte da imprensa (é interessante a pesquisa por notícias no google com base nas palavras Maria Luísa).
Às vítimas RIP e que possam servir de, dura, lição aos restantes...
E por falar em guilty, aqui vai um "guilty pleasure":
Escrevo isto porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça após o acidente na praia Maria Luísa.
Em Portugal não se procuram causas, não se procuram vítimas, não se procuram resoluções para os problemas. Aqui, em primeiro lugar, procuram-se culpados.
Após a queda dos rochedos na praia, as primeiras notícias que ouvi falavam da procura dos responsáveis. "Quem teria sido responsável pela queda das rochas?", passou a ser o cerne da questão.
Será realmente tão importante, neste caso, a procura de responsáveis? Obviamente que existem entidades responsáveis pela pesquisa de pontos de perigo na costa, mas será exequível a permanente realização de peritagens às centenas ou milhares de Km de falésias existentes? Será possível uma resposta mais rápida do que aquela que foi dada? Será necessária mais informação aos banhistas do que aquela que figura em placas de aviso de perigo?
O que mais se poderá fazer para a prevenção destes acidentes? Será que a condenação de pessoas, que não fazem mais porque não podem, é justa? Vamos culpar a natureza e Deus? Vamos culpar a falta de educação cívica das pessoas?
Agora a pergunta que para mim mais sentido faz: é necessário encontrar-se culpados para os punir ou para nos sentirmos melhor?
Se vamos culpar alguém, ou alguma coisa, culpemos centenas de milhares de anos de erosão natural da costa, à força da gravidade que levou as pedras ao chão, às rochas com peso a mais e, já agora, a inconsciência das pessoas que não sabem reconhecer que correm perigo ao permanecer por baixo de uma arriba malabarista.
Agora, nos dias que se seguem à tragédia, é ver, diariamente, pessoas tentando explicar o sucedido, prometendo maior rigor nas vistorias, demolindo fanecos, reajustando calendários de trabalho, prometendo trinta por uma linha, como se assumissem que realmente foram responsáveis pelo sucedido. Por outro lado, vêem-se jornalistas de opinião pedindo a cabeça de fulano e sicrano numa típica tentativa de homicídio político; exigindo responsabilidades imediatas às instâncias públicas, como se tivessem esse direito.
Com estas linhas não venho dizer que não se devem apurar responsabilidades, mas que esta procura dever ser feita após profunda análise de todas as contingências do caso. Penso que a sede por culpados tolda a capacidade de raciocínio das pessoas, mas infelizmente é o que alimenta uma grande parte da imprensa (é interessante a pesquisa por notícias no google com base nas palavras Maria Luísa).
Às vítimas RIP e que possam servir de, dura, lição aos restantes...
E por falar em guilty, aqui vai um "guilty pleasure":
21 agosto 2009
Ditadura
"FIFA quer proibir manifestações de fé" in Record
Sempre ouvi falar em ditaduras, em perseguições ideológicas, em escravidão. A ditadura portuguesa pelo regime de Oliveira Salazar foi uma das mais longas ditaduras existentes, mas existe uma ainda mais longa e que está aí para durar: a FIFA.
No futebol é proibido quase tudo. São proibidos os adornos, determinadas comemorações em campo, falar mal da própria FIFA, etc, etc.
O futebol é o desporto colectivo que menos evolui em termos de regras. É inacreditável a intransigência desses engravatados no que toca à alteração de regras que não se coadunam com o futebol moderno. Tudo tem que ser como a FIFA quer.
A FIFA comanda um dos negócios mais lucrativos do mundo e não tem concorrência, ela põe e dispõe do jogo a seu belo prazer. Se alguém reclamar terá que arcar com as consequências.
O mentor desta FIFA moderna, cheia de arrogância e poder, foi, ironicamente, um brasileiro. Um branco de olhos azuis, que nunca deve ter chutado uma bola, o Sr. João Havelange. Foi ele o responsável pela explosão publicitária do futebol e reclama para si os louros da expansão do jogo aos 4 cantos do mundo. Realmente ele tem razão. A FIFA, sobre o seu comando, tornou-se numa super-empresa, capaz de impor as mais idiotas regras para favorecer a companhia. Eles são arbitros-FIFA, competições da FIFA, boards da FIFA, mas o mais extraordinário e o mais demonstrativo da faceta comercial da organização é a personagem agente-FIFA.
Por ter transformado o futebol no que é, o Sr. Jõao, que é brasileiro, não é adorado no Brasil, muito pelo contrário. E ele deixou lá semente, Joseph Blatter, e o ciclo perpetua-se.
Eu cresci num lugar onde qualquer pedaço de terra, qualquer baldio, servia para jogar futebol. Uma bola feita de trapos dava para ocupar um grupo de crianças durante horas. Um golo era um ansiolítico maravilhoso, uma droga que impelia a voltar no outro dia. Cresci a ver craques nascerem nesses campos de terra vermelha e poeirenta.
Esses mesmos meninos-craques são hoje convertidos em pedaços de carne duma montra. São comprados para trabalhar; profissão: jogador de futebol. O sorriso que outrora traziam é amputado pelo desejo multimilionário de empresários, clubes, associações continentais e FIFA.
Quando crianças jogavam descalços, agora não podem tirar a camisa aquando do golo, sob o risco de serem expulsos do campo.
Em jovens saía-lhes o pior credo pela boca, agora não podem se manifestar contra o poder instituído ou são penalizados.
Não podem se revoltar quando perante uma injustiça ou...
Tudo já era demais, agora não poder também agradecer a algo em que acreditam? A FIFA é uma Cuba mundial? Isso não vai contra a maioria das constituições nacionais? Proibir a fé de cada um, onde já se viu?
E a FIFA bem pode agradecer à religiosidade mundial pois é um verdadeiro MILAGRE o futebol ainda ter tantos adeptos.
À FIFA fica um dos maiores clichés futebolísticos: "O futebol é uma religião", e agora?
Sempre ouvi falar em ditaduras, em perseguições ideológicas, em escravidão. A ditadura portuguesa pelo regime de Oliveira Salazar foi uma das mais longas ditaduras existentes, mas existe uma ainda mais longa e que está aí para durar: a FIFA.
No futebol é proibido quase tudo. São proibidos os adornos, determinadas comemorações em campo, falar mal da própria FIFA, etc, etc.
O futebol é o desporto colectivo que menos evolui em termos de regras. É inacreditável a intransigência desses engravatados no que toca à alteração de regras que não se coadunam com o futebol moderno. Tudo tem que ser como a FIFA quer.
A FIFA comanda um dos negócios mais lucrativos do mundo e não tem concorrência, ela põe e dispõe do jogo a seu belo prazer. Se alguém reclamar terá que arcar com as consequências.
O mentor desta FIFA moderna, cheia de arrogância e poder, foi, ironicamente, um brasileiro. Um branco de olhos azuis, que nunca deve ter chutado uma bola, o Sr. João Havelange. Foi ele o responsável pela explosão publicitária do futebol e reclama para si os louros da expansão do jogo aos 4 cantos do mundo. Realmente ele tem razão. A FIFA, sobre o seu comando, tornou-se numa super-empresa, capaz de impor as mais idiotas regras para favorecer a companhia. Eles são arbitros-FIFA, competições da FIFA, boards da FIFA, mas o mais extraordinário e o mais demonstrativo da faceta comercial da organização é a personagem agente-FIFA.
Por ter transformado o futebol no que é, o Sr. Jõao, que é brasileiro, não é adorado no Brasil, muito pelo contrário. E ele deixou lá semente, Joseph Blatter, e o ciclo perpetua-se.
Eu cresci num lugar onde qualquer pedaço de terra, qualquer baldio, servia para jogar futebol. Uma bola feita de trapos dava para ocupar um grupo de crianças durante horas. Um golo era um ansiolítico maravilhoso, uma droga que impelia a voltar no outro dia. Cresci a ver craques nascerem nesses campos de terra vermelha e poeirenta.
Esses mesmos meninos-craques são hoje convertidos em pedaços de carne duma montra. São comprados para trabalhar; profissão: jogador de futebol. O sorriso que outrora traziam é amputado pelo desejo multimilionário de empresários, clubes, associações continentais e FIFA.
Quando crianças jogavam descalços, agora não podem tirar a camisa aquando do golo, sob o risco de serem expulsos do campo.
Em jovens saía-lhes o pior credo pela boca, agora não podem se manifestar contra o poder instituído ou são penalizados.
Não podem se revoltar quando perante uma injustiça ou...
Tudo já era demais, agora não poder também agradecer a algo em que acreditam? A FIFA é uma Cuba mundial? Isso não vai contra a maioria das constituições nacionais? Proibir a fé de cada um, onde já se viu?
E a FIFA bem pode agradecer à religiosidade mundial pois é um verdadeiro MILAGRE o futebol ainda ter tantos adeptos.
À FIFA fica um dos maiores clichés futebolísticos: "O futebol é uma religião", e agora?
19 agosto 2009
Balbúrdia
Este país vai mal, muito mal.
Um gajo observa as notícias na televisão e fica realmente preocupado. Mas a preocupação não tem relação com as notícias propriamente ditas mas sim com a forma como são transmitidas.
Vide uma notícia relatada num jornal das 20:00 de um canal sensacionalista qualquer:
Rodapé: "Aldeia atacada pela Gripe A!"; jornalista em simultâneo: "Para se ter uma ideia da agressividade deste vírus..."
Atacada? Agressividade? Estamos a falar de algo organizado? Da máfia? De uma alcateia? Terroristas? De um filme catástrofe dos fins dos 70's?
Cá em Portugal mil e poucos casos dão lugar à histeria, à verdades e desmentidos, à ministra todos os dias a dar explicações, ao presidente da ARS nos noticiários e à histórias ridículas e estapafúrdias como essa!
Agora, imaginemos esta situação: "26.661 casos de gripe A en quince días" ABC.es
Imaginem o caos que seria passarmos de 100 casos para cerca de 1500 por dia. E isso é o que vai acontecer em Outubro. Mas "fear not", as vacinas vêm aí... ou... talvez... hum...
Se as coisas estão más vamos então desancar na "saúde 24". Sim, porque estes são uns malvados, não atendem, não respondem, não explicam. Caríssimos, a "saúde 24" não faz milagres. Milhares de pessoas, apavoradas por causa de uma ranhoca, entopem as linhas e, mesmo que os profissionais de saúde lhes digam que não há motivos para validar o caso, adivinhem para onde vai o ranhoso? E a cereja no topo do bolo foi a própria ministra, hoje, a criticar este serviço; vénia e palmas a Dr.ª Ana.
As pessoas estão histéricas... porquê? Se ainda ninguém morreu, se os casos graves correspondem a situações de patologia concomitante, se as pessoas curadas recuperaram perfeitamente, porquê este medo exasperante? Talvez porque, apesar de toda a informação e tempo de antena da Gripe A, ninguém com credibilidade, e calma, veio dizer do que esta pandemia se trata. Ninguém disse que este vírus, apesar de ser mais "contagioso, não é mais letal que o da gripe sazonal, que as pessoas com suspeitas devem ficar em casa, que apenas correm mais riscos os que têm patologia de base, e outras coisas que tal. Expliquem lá que a gripe mata todos os anos, mas como é coisa "velha" não tem tanto interesse noticioso.
Não tenho credibilidade, muito menos calma, mas posso aqui dizer que o verdadeiro ataque e a verdadeira agressividade vem de toda esta contra-informação diária, e tenho medo do "quando um em cada três portugueses estiver gripado"...salve-se quem puder.
Se ao menos a nossa amiga Dr.ª Ana Jorge passasse mais tempo no seu gabinete e menos na televisão a dar aso a essa Insensatez.
Um gajo observa as notícias na televisão e fica realmente preocupado. Mas a preocupação não tem relação com as notícias propriamente ditas mas sim com a forma como são transmitidas.
Vide uma notícia relatada num jornal das 20:00 de um canal sensacionalista qualquer:
Rodapé: "Aldeia atacada pela Gripe A!"; jornalista em simultâneo: "Para se ter uma ideia da agressividade deste vírus..."
Atacada? Agressividade? Estamos a falar de algo organizado? Da máfia? De uma alcateia? Terroristas? De um filme catástrofe dos fins dos 70's?
Cá em Portugal mil e poucos casos dão lugar à histeria, à verdades e desmentidos, à ministra todos os dias a dar explicações, ao presidente da ARS nos noticiários e à histórias ridículas e estapafúrdias como essa!
Agora, imaginemos esta situação: "26.661 casos de gripe A en quince días" ABC.es
Imaginem o caos que seria passarmos de 100 casos para cerca de 1500 por dia. E isso é o que vai acontecer em Outubro. Mas "fear not", as vacinas vêm aí... ou... talvez... hum...
Se as coisas estão más vamos então desancar na "saúde 24". Sim, porque estes são uns malvados, não atendem, não respondem, não explicam. Caríssimos, a "saúde 24" não faz milagres. Milhares de pessoas, apavoradas por causa de uma ranhoca, entopem as linhas e, mesmo que os profissionais de saúde lhes digam que não há motivos para validar o caso, adivinhem para onde vai o ranhoso? E a cereja no topo do bolo foi a própria ministra, hoje, a criticar este serviço; vénia e palmas a Dr.ª Ana.
As pessoas estão histéricas... porquê? Se ainda ninguém morreu, se os casos graves correspondem a situações de patologia concomitante, se as pessoas curadas recuperaram perfeitamente, porquê este medo exasperante? Talvez porque, apesar de toda a informação e tempo de antena da Gripe A, ninguém com credibilidade, e calma, veio dizer do que esta pandemia se trata. Ninguém disse que este vírus, apesar de ser mais "contagioso, não é mais letal que o da gripe sazonal, que as pessoas com suspeitas devem ficar em casa, que apenas correm mais riscos os que têm patologia de base, e outras coisas que tal. Expliquem lá que a gripe mata todos os anos, mas como é coisa "velha" não tem tanto interesse noticioso.
Não tenho credibilidade, muito menos calma, mas posso aqui dizer que o verdadeiro ataque e a verdadeira agressividade vem de toda esta contra-informação diária, e tenho medo do "quando um em cada três portugueses estiver gripado"...salve-se quem puder.
Se ao menos a nossa amiga Dr.ª Ana Jorge passasse mais tempo no seu gabinete e menos na televisão a dar aso a essa Insensatez.
18 agosto 2009
Árvore de Louros
Senti o teu toque através da pele.
Toquei-te o pé, toquei a pele das minhas mulheres.
Sorri, emocionei-me, foi a primeira vez que te senti fisicamente.
Pareceu dizeres-me que estás pronta a chegar. Um Hi 5 para dizer que está tudo bem. Um aperto de mão virtual.
Senti a tua vontade de viver, de sair e ver o mundo.
Minha árvore de louros, minha bênção, minha metamorfose. Anseio pelo teu toque verdadeiro, sem intermediários; a minha pele na tua.
Toquei-te o pé e tu tocaste-me o coração...
Toquei-te o pé, toquei a pele das minhas mulheres.
Sorri, emocionei-me, foi a primeira vez que te senti fisicamente.
Pareceu dizeres-me que estás pronta a chegar. Um Hi 5 para dizer que está tudo bem. Um aperto de mão virtual.
Senti a tua vontade de viver, de sair e ver o mundo.
Minha árvore de louros, minha bênção, minha metamorfose. Anseio pelo teu toque verdadeiro, sem intermediários; a minha pele na tua.
Toquei-te o pé e tu tocaste-me o coração...
12 agosto 2009
Medo II
Medo
"Cristiano Ronaldo com gripe suína? Real desmente" in Gazeta Esportiva
Se for verdade, estamos todos lixados!!!
Se for verdade, estamos todos lixados!!!
08 agosto 2009
Coração sem graça
Portugal foi sempre acusado de ser um país triste. As memórias lusas são de nostalgia, a música nacional é o fado. Tudo o que nos rodeia transmite saudade...
Hoje a tristeza portuguesa aumentou um pouco mais. Hoje perdeu-se um coleccionador de sorrisos.
E a saudade avolumou-se.
Hoje a tristeza portuguesa aumentou um pouco mais. Hoje perdeu-se um coleccionador de sorrisos.
E a saudade avolumou-se.
07 agosto 2009
Caso de polícia
Embora esteja hospedado em Alvor, tenho ido mais frequentemente a outra praia. Não sei o nome da praia, mas ouço as pessoas falarem "praia do Mário Soares", dado que o dito tem um casa mesmo ao pé.
Não vou falar da praia, vou falar do facto de o ex-presidente ter sempre, em frente à sua casa, um carro da PSP.
Porquê está o carro da PSP parado em frente da casa do Mário Soares? Porquê somos nós contribuintes a pagar pela segurança da casa do Mário Soares? Porquê não pode o Mário Soares despender algum do carcanhol acumulado, como político, para a sua própria segurança? Porquê tenho que ser eu, e quem lê isto, a pagar para o homem se sentir seguro?
Já não chegam os gastos feitos pelo idoso aquando do desempenho de funções como político? Já não chegam os prejuízos para o país e ainda temos que pagar pela sua segurança? Quem é que vai roubar, o que quer que seja, da casa do Sr. Mário Soares?
E lá vamos nós, todas as manhãs, para a "praia do Mário Soares" e todos os dias uma nova viatura em frente à sua casa.
Nem Deus quer o Mário à sua beira... e temos que atura-lo por aqui...
Não vou falar da praia, vou falar do facto de o ex-presidente ter sempre, em frente à sua casa, um carro da PSP.
Porquê está o carro da PSP parado em frente da casa do Mário Soares? Porquê somos nós contribuintes a pagar pela segurança da casa do Mário Soares? Porquê não pode o Mário Soares despender algum do carcanhol acumulado, como político, para a sua própria segurança? Porquê tenho que ser eu, e quem lê isto, a pagar para o homem se sentir seguro?
Já não chegam os gastos feitos pelo idoso aquando do desempenho de funções como político? Já não chegam os prejuízos para o país e ainda temos que pagar pela sua segurança? Quem é que vai roubar, o que quer que seja, da casa do Sr. Mário Soares?
E lá vamos nós, todas as manhãs, para a "praia do Mário Soares" e todos os dias uma nova viatura em frente à sua casa.
Nem Deus quer o Mário à sua beira... e temos que atura-lo por aqui...
06 agosto 2009
Rotina veranista
O tempo é feito de rotinas. Passados alguns dias de férias, também estas estabelecem uma rotina.
7:30 - Acordar
7:35 - Ir ao mercado comprar sardinhas para o almoço
8:00 - Pequeno-almoço
8:10 - Praia
11:00 - Sair da praia
11:15 - Piscina
13:00 - Sardinhada
14:00- Ócio
16:30 - Piscina/praia
18:00 - Tostas mistas + Caipirinha(s)
18:15 - Piscina
20:00 - Saladinha
21:00 - Sueca
1:00 - Caminha
No fim, vou precisar de mais uma semana para recuperar...
7:30 - Acordar
7:35 - Ir ao mercado comprar sardinhas para o almoço
8:00 - Pequeno-almoço
8:10 - Praia
11:00 - Sair da praia
11:15 - Piscina
13:00 - Sardinhada
14:00- Ócio
16:30 - Piscina/praia
18:00 - Tostas mistas + Caipirinha(s)
20:00 - Saladinha
21:00 - Sueca
1:00 - Caminha
No fim, vou precisar de mais uma semana para recuperar...
04 agosto 2009
Homo cetacea algarvius
Estranho país este Allgarve.
Eu adoro minha profissão. Ser o que sou foi sonho infantil concretizado. Mas existe um local no qual me sinto mal, por vezes, em ser médico. Esse lugar, que me desperta esse diminuto arrependimento, é a praia.
Nunca gostei muito de ir à praia. Muita areia, água fria, sol abrasador, constituem ingredientes de uma receita que não me agrada muito. Mas acabo por ir por não depender só de mim. Para além disso, deve ser somado o facto de a minha tez ser cândida como a neve e, após alguns minutos de exposição solar, mesmo às 7 da manhã, ficar vermelha como uma malagueta.
Mesmo assim, com todos os estes inconvenientes, vou. No entanto, gostava de ir à praia sem me preocupar com a saúde dos outros e é aí que "sofro". Tento "impingir", aos que me acompanham, as regras para uma segura utilização praieira. O problema é que não posso fazer o mesmo aos outros milhares que me avizinham.
Se pudesse escolher uma palavra, para utilizar como sinónimo de praia, escolhia "banha". Toneladas de banha é o que se vê a pavonear-se nas margens do Atlântico. Não tenho nada contra as pessoas obesas, absolutamente nada. Acho espectacular que assumam o corpo que têm e é sinal de que estão bem com eles próprios. Volto a repetir que o problema é meu. Fico com comichão quando vejo uma rapariguita de 8 anos com a barriga a tentar escapar por todas as frestas do biquini ou "maiô". Fico a calcular IMC's e anos de vida aos senhores de meia-idade que mal conseguem ver os próprios pés (já para não falar do "amigo).
Causa-me impressão pessoas claras como eu a tostarem-se na areia, sem qualquer tipo de protecção à excepção duma fé do caraças. São esses que permitem que as crianças brinquem à torreira e são esses que chegam ao meio-dia à praia.
São esses que me causam arrepios neste calor infernal. São esses que enfardam o que querem de Setembro a Maio, que em Junho entram nos ginásios e fazem dietas tibetanas para estarem IM-PE-CÁ-VEIS em Agosto. São esses que fazem as pegadas mais profundas nas areias da praia e não sabem porquê. São os que dão lucro aos homens das bolas de Berlim.
Pensei nisso a manhã toda, enquanto ouvia o MP3 na areia. Pensei que o mundo não pode ser perfeito, mas que também não necessitava de tanta imperfeição (física e...).
Às 11h saí da praia, metido nestes meus pensamentos utópicos, e vi um senhor com grandes dificuldades em estacionar o carro, mesmo à "boca" do caminho que leva os veraneantes à praia. Ainda estiva para lhe dizer que, com um pouco de esforço, poderia estacionar no areal, afinal os nadadores-salvadores nem tinham muito trabalho hoje.
Eu adoro minha profissão. Ser o que sou foi sonho infantil concretizado. Mas existe um local no qual me sinto mal, por vezes, em ser médico. Esse lugar, que me desperta esse diminuto arrependimento, é a praia.
Nunca gostei muito de ir à praia. Muita areia, água fria, sol abrasador, constituem ingredientes de uma receita que não me agrada muito. Mas acabo por ir por não depender só de mim. Para além disso, deve ser somado o facto de a minha tez ser cândida como a neve e, após alguns minutos de exposição solar, mesmo às 7 da manhã, ficar vermelha como uma malagueta.
Mesmo assim, com todos os estes inconvenientes, vou. No entanto, gostava de ir à praia sem me preocupar com a saúde dos outros e é aí que "sofro". Tento "impingir", aos que me acompanham, as regras para uma segura utilização praieira. O problema é que não posso fazer o mesmo aos outros milhares que me avizinham.
Se pudesse escolher uma palavra, para utilizar como sinónimo de praia, escolhia "banha". Toneladas de banha é o que se vê a pavonear-se nas margens do Atlântico. Não tenho nada contra as pessoas obesas, absolutamente nada. Acho espectacular que assumam o corpo que têm e é sinal de que estão bem com eles próprios. Volto a repetir que o problema é meu. Fico com comichão quando vejo uma rapariguita de 8 anos com a barriga a tentar escapar por todas as frestas do biquini ou "maiô". Fico a calcular IMC's e anos de vida aos senhores de meia-idade que mal conseguem ver os próprios pés (já para não falar do "amigo).
Causa-me impressão pessoas claras como eu a tostarem-se na areia, sem qualquer tipo de protecção à excepção duma fé do caraças. São esses que permitem que as crianças brinquem à torreira e são esses que chegam ao meio-dia à praia.
São esses que me causam arrepios neste calor infernal. São esses que enfardam o que querem de Setembro a Maio, que em Junho entram nos ginásios e fazem dietas tibetanas para estarem IM-PE-CÁ-VEIS em Agosto. São esses que fazem as pegadas mais profundas nas areias da praia e não sabem porquê. São os que dão lucro aos homens das bolas de Berlim.
Pensei nisso a manhã toda, enquanto ouvia o MP3 na areia. Pensei que o mundo não pode ser perfeito, mas que também não necessitava de tanta imperfeição (física e...).
Às 11h saí da praia, metido nestes meus pensamentos utópicos, e vi um senhor com grandes dificuldades em estacionar o carro, mesmo à "boca" do caminho que leva os veraneantes à praia. Ainda estiva para lhe dizer que, com um pouco de esforço, poderia estacionar no areal, afinal os nadadores-salvadores nem tinham muito trabalho hoje.
01 agosto 2009
Férias 2009
Chegaram as férias.
Apareci novamente no Allgarve, sabem, é o jet 7 e tal...
Depois da A1, A13 e A2 já não HÁ mais dinheiro que pague tanta auto-estrada.
Acho a viagem aqui para baixo o máximo. É incrível o que se pode apreciar em 350 Kms de estrada lusas. O ano passado eram os GPS's que estavam na moda, este ano são mesmo os idiotas.
Eu andei sempre nos 120/130 Kms hora e, quando fui obrigado a ultrapassar outro mais lento, lá vinha um indivíduo qualquer, no seu "maquinão", a acender os faróis desde 300 metros mais atrás.
"Ó camarada, estás com pressa? Arrancasses mais cedo de casa que já lá estavas"
Era um "enxame" de carros nas vias, mas o mais estranho era que a via da esquerda estava sempre mais congestionada. A via da direita foi sempre o melhor lugar para circular, estava mais desimpedida.
Depois de 3 horas de condução, resolvi parar numa estação de serviço para esticar as pernas e tirar "água-do -joelho". O bar/café/restaurante estava cheio de veraneantes barulhentos e sedentos de férias, um horror! Lá vou eu à casa-de-banho fazer o serviço mas observei a distância de segurança anti-salpicos e anti-espiadelas-esquisitas do vizinho. Sentia os pés chapinharem numa mistura de água e urina, num calor infernal dos secadores de mãos. Ah, se as mulheres soubessem as nossas dificuldades...bendita "shy-bladder".
O barulho naquele estabelecimento era algo só semelhante ao trabalhar de um F1. Porquê as pessoas em férias são tão barulhentas? Já repararam? Na praia, para além da gordura extra-biquini, os gritos são outra coisa garantida. Gargalhadas, choro de crianças, vendedores ambulantes, motas-d'água, tudo foi feito para ser o mais turbulento possível.
Retornei ao popó e meti-me na estrada novamente. Meter-se é a palavra certa, porque entrar na estrada nessa altura é um acto destemido. Um microsegundo é o tempo que se tem para tomar balanço e se enfiar o carro, entre outros dois, e seguir no fluxo de viaturas. Lembra-me sempre as imagens do corpo humano e a corrente sanguínea. Aliás, se o Norte fosse a cabeça do país e o Sul, nomeadamente o Allgarve, fosse o pénis, Portugal em Agosto tinha uma síncope, tal é o fluxo cá em baixo.
Mais um carro à frente e mais uma "desrespeitosa" ultrapassagem minha. Parece que se tem que pagar uma taxa suplementar para se usar a faixa da esquerda, vem logo outro anormal a esbracejar atrás. Embora eu vá a 140km/h e já tenha direito à multa, o fulano que vem a 200 é que tem razão.
"Ó amigo, tás nervoso? Morde a testa"
E volto à direita, um local mais sereno e civilizado.
Cheguei à portagem final da A2, e vi um batalhão de GeNeRe's a trabalhar. Estavam a ter gostosos "chats"com os muitos que me mandaram às favas, ao longo do trajecto, por estar a cumprir o código. Não consegui evitar um sorriso maquiavélico...
E foi só o primeiro dia.

"Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh oh
La bomba estallo
Las radiaciones tuestan
Y matizan de azul"
Apareci novamente no Allgarve, sabem, é o jet 7 e tal...
Depois da A1, A13 e A2 já não HÁ mais dinheiro que pague tanta auto-estrada.
Acho a viagem aqui para baixo o máximo. É incrível o que se pode apreciar em 350 Kms de estrada lusas. O ano passado eram os GPS's que estavam na moda, este ano são mesmo os idiotas.
Eu andei sempre nos 120/130 Kms hora e, quando fui obrigado a ultrapassar outro mais lento, lá vinha um indivíduo qualquer, no seu "maquinão", a acender os faróis desde 300 metros mais atrás.
"Ó camarada, estás com pressa? Arrancasses mais cedo de casa que já lá estavas"
Era um "enxame" de carros nas vias, mas o mais estranho era que a via da esquerda estava sempre mais congestionada. A via da direita foi sempre o melhor lugar para circular, estava mais desimpedida.
Depois de 3 horas de condução, resolvi parar numa estação de serviço para esticar as pernas e tirar "água-do -joelho". O bar/café/restaurante estava cheio de veraneantes barulhentos e sedentos de férias, um horror! Lá vou eu à casa-de-banho fazer o serviço mas observei a distância de segurança anti-salpicos e anti-espiadelas-esquisitas do vizinho. Sentia os pés chapinharem numa mistura de água e urina, num calor infernal dos secadores de mãos. Ah, se as mulheres soubessem as nossas dificuldades...bendita "shy-bladder".
O barulho naquele estabelecimento era algo só semelhante ao trabalhar de um F1. Porquê as pessoas em férias são tão barulhentas? Já repararam? Na praia, para além da gordura extra-biquini, os gritos são outra coisa garantida. Gargalhadas, choro de crianças, vendedores ambulantes, motas-d'água, tudo foi feito para ser o mais turbulento possível.
Retornei ao popó e meti-me na estrada novamente. Meter-se é a palavra certa, porque entrar na estrada nessa altura é um acto destemido. Um microsegundo é o tempo que se tem para tomar balanço e se enfiar o carro, entre outros dois, e seguir no fluxo de viaturas. Lembra-me sempre as imagens do corpo humano e a corrente sanguínea. Aliás, se o Norte fosse a cabeça do país e o Sul, nomeadamente o Allgarve, fosse o pénis, Portugal em Agosto tinha uma síncope, tal é o fluxo cá em baixo.
Mais um carro à frente e mais uma "desrespeitosa" ultrapassagem minha. Parece que se tem que pagar uma taxa suplementar para se usar a faixa da esquerda, vem logo outro anormal a esbracejar atrás. Embora eu vá a 140km/h e já tenha direito à multa, o fulano que vem a 200 é que tem razão.
"Ó amigo, tás nervoso? Morde a testa"
E volto à direita, um local mais sereno e civilizado.
Cheguei à portagem final da A2, e vi um batalhão de GeNeRe's a trabalhar. Estavam a ter gostosos "chats"com os muitos que me mandaram às favas, ao longo do trajecto, por estar a cumprir o código. Não consegui evitar um sorriso maquiavélico...
E foi só o primeiro dia.

"Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh oh
La bomba estallo
Las radiaciones tuestan
Y matizan de azul"
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