09 maio 2013
29 março 2013
8
Foi há 8 anos atrás que uma amiga chuvosa, dona de um céu de nuvens cor-de-laranja, me apresentou à blogosfera. Mostrou-me o seu próprio estaminé e criou-me uma estranha vontade de entrar neste negócio virtual. Assim nasceu o mundo catso. Mas não se enganem: o mundo já era catso muito antes deste nascer.
Ao longo desse tempo foram muitos os que "conheci" por aqui. Conhecer nesta dimensão informática tem outra definição. Não se toca, não se ouve, não se sente. Lê-se e imagina-se como serão os donos das imagens e das letras. De alguns conheço o rosto, culpa de algo maior que lentamente está a destruir esta forma de comunicação blogueana: o Facebook. Doutros, faço eu próprio a minha criação mental. Descansem esses, pois elas são todas lindas, gostosas e vestidas a rigor para a participação num filme erótico da Palyboy TV; eles, são homens e não ando a criar imagens de machos na minha mente, recrio-os como personagens simpsonianas - amarelos, esteriotipados e com abdómenes cervejeiros. No entanto, encaro-os todos como amigos, mesmo que virtuais, já que muitos comungam das minhas ideias e, os que não comungam, costumam debater com educação.
É raro lembrar-me do aniversário deste espaço. Talvez o tenha feito apenas por duas ou três vezes ao longo deste período. Talvez este ano me tenha lembrado justamente porque o tasco tem sido negligenciado pela gerência nestes últimos tempos. Não porque o mundo tenha deixado de proporcionar estupidez, essa parece infidável, mas porque o Catsone (que por vezes gosta de usar a 3ª pessoa) tem tido tempo para quase tudo e a blogosfera parece fazer parte desse "quase" que está a ser esquecido.
Já muito aprendi por cá. Já muito me diverti. Já muito desabafei. Espero, mesmo que esporadicamente, manter-me por aqui a ver a bola por mais algum um tempo.
26 março 2013
Opinadeiros
Homenagem a MRS e JS:
"Era um homem tão letrado, tão imensuradamente letrado, que um dia comeu uma sopa de letras e obrou um romance com um cheirinho à Margarida Rebelo Pinto..."
"Era um homem tão letrado, tão imensuradamente letrado, que um dia comeu uma sopa de letras e obrou um romance com um cheirinho à Margarida Rebelo Pinto..."
14 março 2013
Exame esquisito
Da prática no Centro de Saúde
...então o doente aborda-me no corredor do Centro de Saúde visivelmente transtornado.
"Dr. precisava muito de falar consigo. Parece que tenho algo grave na próstata!", enquanto esbracejava nervosamente com um exame que tinha feito.
Digo-lhe para aguardar e que, no intervalo entre consultas, falaria com ele.
Algum tempo depois, e para evitar conflitos com outros utentes/doentes/pacientes/clientes, chamei-o e pedi que me explicasse o que se passava.
"Pois, xôtor, fui eu que fui a um rastreio e disseram-me que tinha a próstata em mau estado. Até lhes disse que calhava bem já que tinha este exame para mostrar ao meu MF!"
O exame em causa era uma ecografia prostática pedida por mim mesmo e que, para um indivíduo de 60 e tais, nem estava muito má: um ligeiríssimo aumento do volume.
"Mas ouça lá, o Sr. tem alguma queixa urinária?"
"Não"
"Fizeram alguma análise ao sangue?"
"Não"
"Mas que rastreio era esse?"
"É daquelas barracas que medem a tensão e o colesterol"
"Mas como, em nome de um deus qq, e baseado em quê, concluíram que tinha um problema grave na próstata?"
"Ó, xôtor, eles têm uma máquina extraordinária. Nós pomos o dedo lá dentro e a máquina mostra o nosso corpo todo!!!"
"Desculpe. O senhor está a brincar comigo? É que para avaliar a próstata é exactamente ao contrário: constumam é enfiar o dedo (ou a máquina [eco]) em nós!"
Tranquilizei o doente e continuei as consultas.
É difícil manter uma "poker face" nestas situações...
...então o doente aborda-me no corredor do Centro de Saúde visivelmente transtornado.
"Dr. precisava muito de falar consigo. Parece que tenho algo grave na próstata!", enquanto esbracejava nervosamente com um exame que tinha feito.
Digo-lhe para aguardar e que, no intervalo entre consultas, falaria com ele.
Algum tempo depois, e para evitar conflitos com outros utentes/doentes/pacientes/clientes, chamei-o e pedi que me explicasse o que se passava.
"Pois, xôtor, fui eu que fui a um rastreio e disseram-me que tinha a próstata em mau estado. Até lhes disse que calhava bem já que tinha este exame para mostrar ao meu MF!"
O exame em causa era uma ecografia prostática pedida por mim mesmo e que, para um indivíduo de 60 e tais, nem estava muito má: um ligeiríssimo aumento do volume.
"Mas ouça lá, o Sr. tem alguma queixa urinária?"
"Não"
"Fizeram alguma análise ao sangue?"
"Não"
"Mas que rastreio era esse?"
"É daquelas barracas que medem a tensão e o colesterol"
"Mas como, em nome de um deus qq, e baseado em quê, concluíram que tinha um problema grave na próstata?"
"Ó, xôtor, eles têm uma máquina extraordinária. Nós pomos o dedo lá dentro e a máquina mostra o nosso corpo todo!!!"
"Desculpe. O senhor está a brincar comigo? É que para avaliar a próstata é exactamente ao contrário: constumam é enfiar o dedo (ou a máquina [eco]) em nós!"
Tranquilizei o doente e continuei as consultas.
É difícil manter uma "poker face" nestas situações...
06 fevereiro 2013
Viagens
Dizem que as viagens no tempo não existem. Talvez seja verdade mas dependerá do ponto de vista. Não existem viagens no tempo em termos físicos mas acho bem possível que o espírito viaje...
As arrumações na casa nova tiveram o condão de me reapresentar à missivas há muito esquecidas numa gaveta qualquer. Cartas de amigos, de amigas algo coloridas e descoloridas, de colegas de escola e outros personagens. Pessoas que "abandonei" no regresso à lusa terra. Pessoas das quais perdi contacto e me indago em como estarão hoje.
Entretive-me a ler por um bocado. Sacudi-lhes a poeira do tempo e decifrei-lhes a data: algures de 1992, em algum tempo de 1993, meados de 1994 e 1995. Enquanto as relia olhei para as costas das mãos: já não estão tão lisas como outrora...
As palavras contavam-me as novidades daquele tempo, revelavam sentimentos guardados, confessavam saudades acumuladas, sucessos alcançados e formulavam desejos de felicidades na minha nova aventura portuguesa. Perguntavam de forma sincera se gostava de cá estar, sobre a minha adaptação; algumas perguntavam-me sobre aventuras outras.
Enquanto lia não pude deixar de sorrir umas quantas vezes e suspirar umas tantas mais. Talvez, se não estiver enganado e não me falhe a memória, podia jurar que me saltou uma ou outra lágrima pelo caminho da leitura.
Nessa tão diferente viagem pude ver-me novamente no inícios dos 90, puto imberbe e descordenado, dominado pelas hormonas e pela inexperiência. Mentalmente, pude rever clássicos do Paulistão e do campeonato brasileiro e vi-me a pular o único e último carnaval numa matiné estranha rodeado de amigos. Voltei a ter 17 anos novamente.
As arrumações na casa nova tiveram o condão de me reapresentar à missivas há muito esquecidas numa gaveta qualquer. Cartas de amigos, de amigas algo coloridas e descoloridas, de colegas de escola e outros personagens. Pessoas que "abandonei" no regresso à lusa terra. Pessoas das quais perdi contacto e me indago em como estarão hoje.
Entretive-me a ler por um bocado. Sacudi-lhes a poeira do tempo e decifrei-lhes a data: algures de 1992, em algum tempo de 1993, meados de 1994 e 1995. Enquanto as relia olhei para as costas das mãos: já não estão tão lisas como outrora...
As palavras contavam-me as novidades daquele tempo, revelavam sentimentos guardados, confessavam saudades acumuladas, sucessos alcançados e formulavam desejos de felicidades na minha nova aventura portuguesa. Perguntavam de forma sincera se gostava de cá estar, sobre a minha adaptação; algumas perguntavam-me sobre aventuras outras.
Enquanto lia não pude deixar de sorrir umas quantas vezes e suspirar umas tantas mais. Talvez, se não estiver enganado e não me falhe a memória, podia jurar que me saltou uma ou outra lágrima pelo caminho da leitura.
Nessa tão diferente viagem pude ver-me novamente no inícios dos 90, puto imberbe e descordenado, dominado pelas hormonas e pela inexperiência. Mentalmente, pude rever clássicos do Paulistão e do campeonato brasileiro e vi-me a pular o único e último carnaval numa matiné estranha rodeado de amigos. Voltei a ter 17 anos novamente.
Numa delas encontrei 3 autógrafos de jogadores do São Paulo F.C. enviados por um dos mais inveterados corinthianos que conheço e, ao mesmo tempo, um dos meus melhores amigos de sempre.
Arrumei as cartas, com extremo cuidado, de volta na caixa que as conservava. Ficarão ali a hibernar. Talvez não mais volte a lê-las, talvez as revisite quando sentir necessidade de viajar para aquela altura... ou quanto tiver vontade de me sentir com 17 novamente.
Arrumei as cartas, com extremo cuidado, de volta na caixa que as conservava. Ficarão ali a hibernar. Talvez não mais volte a lê-las, talvez as revisite quando sentir necessidade de viajar para aquela altura... ou quanto tiver vontade de me sentir com 17 novamente.
26 dezembro 2012
Concessionar
Baseando-se no Desgoverno de Portugal,
Também concessionou o seu serviço, o Pai Natal.
Também concessionou o seu serviço, o Pai Natal.
Entregou a empreitada à um empresa privada,
Mas como era de se esperar, tal como por cá,
Tudo acabou numa tremenda trapalhada.
Para poupar no orçamento,
E como qualquer bom patrão
Também era, o Pai Natal, muito casmurro:
Lá trocou as tradicionais renas
Por um estranho grupo de burros!
Tal como as renas, todos o burros tinham nomes:
O primeiro, de nariz vermelho, chamava-se Coelho;
Do seu lado, fazendo par, estava o sonolento Gaspar;
Na segunda fila, mas não se importa, vinha o de nome “Portas”;
O quarto (o preferido de Noel), era o querido, brilhante e genial Miguel;
O quarto (o preferido de Noel), era o querido, brilhante e genial Miguel;
O quinto animal era o Aníbal;
A completar a 3ª fila, sempre com cara de azedo, vinha o
burro do Macedo;
O sétimo burro, já bem velho mas pouco otário, era o
burro Mário;
E ao seu lado, a sonhar ser o primeiro no futuro, vinha o
burro José Seguro.
Escusado será dizer que não houve Natal:
O Coelho não soube guiar o grupo;
O Gaspar cortou-lhe nas prendas a entregar;
O Portas fez birrinha;
O Relvas quis fazer de Pai Natal;
O Aníbal engasgou-se com um pedaço de bolo rei;
O Macedo adoeceu;
O Mário finalmente falou com São Pedro;
O Seguro correu para o lado oposto.
No próximo ano o Pai Natal trocará essa cambada de burros por huskys
siberianos…
Mesmo atrasados, meus desejos de boas festas a todos os camaradas que por aqui passam.
17 dezembro 2012
Charada
Então, vamos lá ver se advinham esta:
Um determinado banco de um determinado país de África Ocidental que fala português e é um rico produtor de diamantes de sangue, generais da treta e corrupção, compra um banco português nacionalizado, também ele exemplo da arte corruptiva, por uma bagatela/pechincha num verdadeiro negócio da china (mas sem chineses envolvido [?]) para aquele primeiro banco e extraordinariamente lesivo para o Estado.
Nessa negociata está incluído o despedimento selvático de (pelo menos) 100 "colaboradores". Sendo essa decisão da exclusiva responsabilidade da nova administração privada, quem pagará essas rescisões? Quem será, quem será?
Tu, grande palerma... e eu também, grande idiota!
Um determinado banco de um determinado país de África Ocidental que fala português e é um rico produtor de diamantes de sangue, generais da treta e corrupção, compra um banco português nacionalizado, também ele exemplo da arte corruptiva, por uma bagatela/pechincha num verdadeiro negócio da china (mas sem chineses envolvido [?]) para aquele primeiro banco e extraordinariamente lesivo para o Estado.
Nessa negociata está incluído o despedimento selvático de (pelo menos) 100 "colaboradores". Sendo essa decisão da exclusiva responsabilidade da nova administração privada, quem pagará essas rescisões? Quem será, quem será?
Tu, grande palerma... e eu também, grande idiota!
08 dezembro 2012
Pai Sofre XXX - Maldito plural
A ver televisão:
"Olha, aqueles "cãos" estão a brincar"
"Pois estão. Mas, olha, não são "cãos": são "cães""
"Ah, sim, os cães!"
Passado um bocado
"Os cãos gostam de brincar, pai"
"Não são os "cãos", linda. Quem são, lembras-te?"
"São os cã... os cã... são os cachorrinhos!"
"Olha, aqueles "cãos" estão a brincar"
"Pois estão. Mas, olha, não são "cãos": são "cães""
"Ah, sim, os cães!"
Passado um bocado
"Os cãos gostam de brincar, pai"
"Não são os "cãos", linda. Quem são, lembras-te?"
"São os cã... os cã... são os cachorrinhos!"
04 dezembro 2012
Pai Sofre XXIX - Criança num palheiro
Hoje fui incumbido pela minha patroa de levantar a mais velha ao infantário, jardim de infância, escolinha ou lá que seja. Obviamente que disse que sim, primeiro porque é algo que me dá prazer em fazer, segundo porque poderia haver represálias caso me recusasse...
Gosto de ir buscar a moça à escola. Nem me importo com as filas de trânsito ou a falta de lugar para estacionar, coisinhas que, no meu dia-a-dia normal, tiram-me realmente do sério.
Gosto porque quero vê-la a inteirar-se do mundo, aquele longe de casa e do abrigo dos pais, o mundo de verdade, embora em miniatura e despreocupado... mas por vezes cruel.
"Cruel?", perguntarão vocês. Sim, cruel. As crianças são criaturas maquiavélicas. Não têm culpa mas está-lhe nos genes. É coisa primitiva e animalesca. Tudo normal, portanto.
Nesta altura da vida, esses projectos de gente começam a encontrar o seu papel na matilha e conhece-se quem, no futuro, terá mais propensão para ser "alfa".
Das vezes em que fui buscar a moçoila postei-me a observá-la ao longe, a "estudar" o seu comportamento. Tal como eu, parece-me que a rapariga não é muito de "meter conversa". Fica na sua a observar. Deu-me a impressão de, ela própria, estar a estudar o ambiente e ver, do seu jeito, quem poderá vir a interessar ter como amigo/companhia. Esperta a fulana, também ela a mostrar eu lado maquiavélico.
Nesses perídos de observação, já a vi ser ostracizada pelas mais velhas numa clara tentativa de intimidação. Ela não fez frente mas, pareceu-me, lançar um olhar tipo "ok, venceste esta batalha mas... prepara-te". Até a mim meteu medo.
No entanto, como dizia no princípio, hoje fui buscá-la mais uma vez. Como ía com alguma pressa, culpa de um dia cheio no trabalho, fui imediatamente à sua procura.
Chegando ao estabelecimento, deparei-me com um cenário caótico. Invadiu-me uma sensação tipo Gulliver, rodeado de dezenas de seres pequenos em algazarra total, que corriam em anarquia completa pelo pátio coberto do estabelecimento.
Eu disse "dezenas"? Bem, se calhar, pequei por defeito, deviam ser mais.
Pus-me à procura do meu exemplar no meio de tanta pimpolhagem. Só aí, depois de tantas vezes lá ter ido, é que percebi que não é fácil encontrar uma crinaça no meio de tantas outras semelhantes. É mais difícil que encontrar o tal do Wally! Não há pontos de referência: são (quase) todos do mesmo tamanho e configuração! Haja capacidade de observação!
Resolvi pedir ajuda a uma contínua:
"OLÁ, BOA TARDE!" - já num tom de voz considerável.
"BOA TARDE!" - respondeu-me a senhora enquanto se debatia para não ser arrastada por 3 ou 4 imitações de gnomos.
"POR ACASO VIU A MINHA MOÇA? JÁ ESTIVE AI A VER SE A ENCONTRAVA MAS NÃO TENHO OS OLHOS TREINADOS!"
"ESPERE LÁ UM BOCADINHO" - e deixou-se ir com a manada.
Passados alguns segundos, em meio à gritaria insana, ouço:
"PAAAAIIIIIII" - enquanto estala um beijo e espreme-me num gostoso abraço.
"Onde estavas?" - perguntei eu.
"Ali, naquele banco" - repondeu-me com uma expressão de "és mesmo totó e cegueta".
Ela não tem razão em achar-me cegueta... agora, "totó"... coisas de pai enamorado.
Gosto de ir buscar a moça à escola. Nem me importo com as filas de trânsito ou a falta de lugar para estacionar, coisinhas que, no meu dia-a-dia normal, tiram-me realmente do sério.
Gosto porque quero vê-la a inteirar-se do mundo, aquele longe de casa e do abrigo dos pais, o mundo de verdade, embora em miniatura e despreocupado... mas por vezes cruel.
"Cruel?", perguntarão vocês. Sim, cruel. As crianças são criaturas maquiavélicas. Não têm culpa mas está-lhe nos genes. É coisa primitiva e animalesca. Tudo normal, portanto.
Nesta altura da vida, esses projectos de gente começam a encontrar o seu papel na matilha e conhece-se quem, no futuro, terá mais propensão para ser "alfa".
Das vezes em que fui buscar a moçoila postei-me a observá-la ao longe, a "estudar" o seu comportamento. Tal como eu, parece-me que a rapariga não é muito de "meter conversa". Fica na sua a observar. Deu-me a impressão de, ela própria, estar a estudar o ambiente e ver, do seu jeito, quem poderá vir a interessar ter como amigo/companhia. Esperta a fulana, também ela a mostrar eu lado maquiavélico.
Nesses perídos de observação, já a vi ser ostracizada pelas mais velhas numa clara tentativa de intimidação. Ela não fez frente mas, pareceu-me, lançar um olhar tipo "ok, venceste esta batalha mas... prepara-te". Até a mim meteu medo.
No entanto, como dizia no princípio, hoje fui buscá-la mais uma vez. Como ía com alguma pressa, culpa de um dia cheio no trabalho, fui imediatamente à sua procura.
Chegando ao estabelecimento, deparei-me com um cenário caótico. Invadiu-me uma sensação tipo Gulliver, rodeado de dezenas de seres pequenos em algazarra total, que corriam em anarquia completa pelo pátio coberto do estabelecimento.
Eu disse "dezenas"? Bem, se calhar, pequei por defeito, deviam ser mais.
Pus-me à procura do meu exemplar no meio de tanta pimpolhagem. Só aí, depois de tantas vezes lá ter ido, é que percebi que não é fácil encontrar uma crinaça no meio de tantas outras semelhantes. É mais difícil que encontrar o tal do Wally! Não há pontos de referência: são (quase) todos do mesmo tamanho e configuração! Haja capacidade de observação!
Resolvi pedir ajuda a uma contínua:
"OLÁ, BOA TARDE!" - já num tom de voz considerável.
"BOA TARDE!" - respondeu-me a senhora enquanto se debatia para não ser arrastada por 3 ou 4 imitações de gnomos.
"POR ACASO VIU A MINHA MOÇA? JÁ ESTIVE AI A VER SE A ENCONTRAVA MAS NÃO TENHO OS OLHOS TREINADOS!"
"ESPERE LÁ UM BOCADINHO" - e deixou-se ir com a manada.
Passados alguns segundos, em meio à gritaria insana, ouço:
"PAAAAIIIIIII" - enquanto estala um beijo e espreme-me num gostoso abraço.
"Onde estavas?" - perguntei eu.
"Ali, naquele banco" - repondeu-me com uma expressão de "és mesmo totó e cegueta".
Ela não tem razão em achar-me cegueta... agora, "totó"... coisas de pai enamorado.
02 dezembro 2012
18 novembro 2012
Cenas de um casório #4
Premissa: desde pequeno que, ao beber um iogurte líquido, entretenho-me com a garrafa a tentar lamber as últimas gotas.
Eu com a garrafa do iogurte.
Ela: "epá, para de lamber isso! Não vês que já não há iogurte?"
Eu: "Lamber? Não. Não estou a lamber, estou a treinar"
Eu com a garrafa do iogurte.
Ela: "epá, para de lamber isso! Não vês que já não há iogurte?"
Eu: "Lamber? Não. Não estou a lamber, estou a treinar"
14 novembro 2012
Trocadalhos do Carrilho
A Jonet não come bifes, o Passos Coelho;
Eu não sou tonto mas o Jos'é Seguro;
Eu chego sempre atrasado, o Miguel e o Paulo Macedo;
A Cabelereira alisa cabelos, a Assunção Cristas;
Um carro só liberta CO2, o Mota Soares;
Quando estou parado bebo tinto mas Aguiar-Branco;
Eu colecciono selos e o Carlos Moedas;
O José Cid come fava, o Nuno Crato;
Fogem o diabo e a Paula da Cruz;
Os fantasmas atravessam paredes, o Paulo Portas;
O primeiro ministro come alfaces, o Miguel Relvas;
Os portugueses riem-se dos palhaços do circo, o Governo de Portugal.
Eu não sou tonto mas o Jos'é Seguro;
Eu chego sempre atrasado, o Miguel e o Paulo Macedo;
A Cabelereira alisa cabelos, a Assunção Cristas;
Um carro só liberta CO2, o Mota Soares;
Quando estou parado bebo tinto mas Aguiar-Branco;
Eu colecciono selos e o Carlos Moedas;
O José Cid come fava, o Nuno Crato;
Fogem o diabo e a Paula da Cruz;
Os fantasmas atravessam paredes, o Paulo Portas;
O primeiro ministro come alfaces, o Miguel Relvas;
Os portugueses riem-se dos palhaços do circo, o Governo de Portugal.
05 novembro 2012
Cenas de um casório #3
Gastando todo o meu inglês:
"Can i touch your ass?"
"Nop"
"Can i squeeze your boobs?"
"Na"
"Can i lick your kitty?"
"No way"
...
"Can i kiss your lips?"
"Course!"
...
"You know? I was close to give up..."
"Can i touch your ass?"
"Nop"
"Can i squeeze your boobs?"
"Na"
"Can i lick your kitty?"
"No way"
...
"Can i kiss your lips?"
"Course!"
...
"You know? I was close to give up..."
04 novembro 2012
Pai Sofre XXVIII - Os olhos da mão
Quando era miúdo, e quando mexia em algo que não devia,
era frequente ouvir: “ei, não mexas nisso! Tens os olhos nas mãos, por acaso?”.
Quando pequeno não era reguila ou maroto, mas reconheço que era um mexilhão. Assim,
ouvi aquela frase milhares de vezes ao longo da minha infância.
Apesar de tudo, sempre achei piada àquela expressão.
Realmente, quando bem aplicada, tem a sua graça.
Isso para dizer que “quem sai aos seus…”.
O meu mais novo tem os olhos nas mãos. Gosta de apalpar
tudo o que o rodeia. Gosta de sentir a consistência, a resistência, a textura
da matéria à sua volta. Gosta de pesquisar as coisas que estão ao seu alcance
com uma visão que não necessita de globos, órbitas ou lentes. Não se contenta em
ver com os olhos da cara e quer experimentar os outros sentidos, nomeadamente o
tacto e, esporadicamente, o paladar.
Assim, dessa forma, é difícil ficar indiferente ao perigo
que correm as coisas que ficam à mão de semear. Meus discos, os DVDS, os bibelôs
vários, álbuns de fotos até “tremem” à sua passagem e à eventual possibilidade
de pararem nas suas manápulas. Algumas delas já jazem num aterro sanitário
qualquer depois de um encontro imediato do terceiro grau.
Desde que o rapaz obteve a liberdade dada pelo andar que
tudo em casa ficou à sua mercê. Na casa-de-banho foi o papel higiênico que
ganhou outra utilidade: decoração; e os produtos de higiene servem para limpar
também materiais inorgânicos. No corredor, os livros da estante começaram também
a conhecer outras disposições. Nos quartos, os brinquedos raramente permanecem no
sítio por muito tempo. Todas as fotografias emolduradas expostas são para por para
baixo (vergonha dos modelos?).
No entanto, o pior acontece quando a curiosidade impele o
moço a abrir as portas dos armários da sala e da cozinha. As garrafas do bar e
da cozinha deixaram de estar deitadas e já foram de encontro ao chão algumas
vezes (salve o tapete que amortece a queda!). Alguns pratos já pariram “pratinhos”,
bem como alguns copos. Os talheres já serviram como baquetas contra a escada de
alumínio, numa estranha batucada. Os produtos de limpeza, dado aos brilhantes e
coloridos autocolantes, passaram a ser inimigos do bem-estar.
Extensões com interruptores iluminados são para ligar e
desligar e todas as máquinas que tenham botões são para apertar.
Com isto, as idas àquelas casas de lembranças, faianças e
cristais estão fora de cogitação (não que eu me importe muito com este “inconveniente”).
Com toda essa curiosidade e necessidade em pesquisar tudo
com as pontas dos dedos, começo a ficar preocupado quando o rapaz for para a
escola…
Imagem daqui
03 novembro 2012
Um novo holocausto
Leiam estas notícias com atenção:
"Na Grécia já há 600 mil pessoas abandonadas pelo sistema de saúde"
"Os médicos Robin Hood da Grécia"
A palavra holocausto tem origem grega e relaciona-se com sacrifícios feitos em honra de diversas divindades.
Hipócrates, também ele grego, é considerado o pai da medicina.
É estranha esta relação entre "holocausto", "medicina" e "Grécia". Estas notícias, que aqui publico, demonstram realmente haver novos sacrifícios em nome de uma divindade moderna: a tróika.
Em nome da tróika, nestes últimos anos, muitos "europeus" morreram e muitos outros, milhares mesmos, estão condenados.
Essa nova divindade parece ter cada vez mais seguidores dentro dos governos deste e doutros continentes. Na procura de milagres que supram desejos obscuros, vão-se juntando e atirando às piras económicas povos inteiros. Ardem direitos, sonhos e vidas.
Que tróika é essa? Que poderes tem? Quem está por trás dessa entidade mágica? Para quem faz ela milagres?
A idolatria por este deus é como uma doença contagiosa.
É extremamente preocupante a rapidez e facilidade desse contágio. Em Portugal, o SNS está prestes a entrar neste mesmo jogo doentio e, como dizem os brasileiros, a coisa vai começar a ficar grega!
Um exemplo é essa "refundação" da Pátria, proposta pelo PM, onde se pondera a privatização também dos Centros de Saúde, panteão mais puro e sagrado do SNS, primeira porta a bater quando se necessita de cuidados de saúde.
Depois da "racionalização" (ou será "racionamento") dos medicamentos oncológicos, propostos por uma comissão qualquer com pouca ética; depois do aumento astronómico e indecente das taxas "moderadoras" (entre aspas porque é um conceito ridículo e enganoso: essas taxas nada moderam!); depois da queda da comparticipação dos medicamentos e da selvajeria das trocas de substâncias nos balcões das boticas; vêm ai grandes mudanças no SNS... para pior, muito pior. Vai ser iniciada a "matança" dos utentes dos ficheiros dos Médicos de Família; vão ser entregues, às mãos de grupos económicos bem conhecidos, mais e mais instituições públicas de saúde; entre outras medidas que, insidiosamente, vão corroer o único serviço público que (ainda) funciona com qualidade.
É difícil, para quem está do lado de cá da barricada, ficar indiferente às cada vez maiores dificuldades dos doentes. É-nos difícil lidar com as alterações quase diárias na atribuição de isenções, ou nos critérios de transporte, ou na comparticipação de medicamentos. Isso sem contar com o verdadeiro big brother a que se está sujeito no desempenho da actividade.
O que interessa é que se deve, em nome da santa tróika, gastar o menos possível. Independe de guidelines ou linhas orientadoras internacionais, isso nada importa. O que realmente importa, e o que este governo quer, é que os médicos curem com água, que os enfermeiros tratem com guardanapos, que os administrativos trabalhem com penas e que os auxiliares limpem com trapos e cuspo.
Não quero ser carrasco neste novo holocausto proposto por uma espécie de nova Hécate. Não quero ser co-responsável pela morte de utentes ao cumprir normas rígidas desprovidas da maior arte da Medicina: o "bom senso". Talvez fugindo dessa responsabilidade se vejam partir, para paragens mais racionais e civilizadas, inúmeros médicos e enfermeiros, depauperando, assim, este luso rectângulo.
Resta-nos pensar em fazermos nós alguns sacrifícios. Sacrifiquemos políticos, banqueiros, especuladores. Sacrifiquemos essa corja em nome de Ares e Hades!
"Na Grécia já há 600 mil pessoas abandonadas pelo sistema de saúde"
"Os médicos Robin Hood da Grécia"
A palavra holocausto tem origem grega e relaciona-se com sacrifícios feitos em honra de diversas divindades.
Hipócrates, também ele grego, é considerado o pai da medicina.
É estranha esta relação entre "holocausto", "medicina" e "Grécia". Estas notícias, que aqui publico, demonstram realmente haver novos sacrifícios em nome de uma divindade moderna: a tróika.
Em nome da tróika, nestes últimos anos, muitos "europeus" morreram e muitos outros, milhares mesmos, estão condenados.
Essa nova divindade parece ter cada vez mais seguidores dentro dos governos deste e doutros continentes. Na procura de milagres que supram desejos obscuros, vão-se juntando e atirando às piras económicas povos inteiros. Ardem direitos, sonhos e vidas.
Que tróika é essa? Que poderes tem? Quem está por trás dessa entidade mágica? Para quem faz ela milagres?
A idolatria por este deus é como uma doença contagiosa.
É extremamente preocupante a rapidez e facilidade desse contágio. Em Portugal, o SNS está prestes a entrar neste mesmo jogo doentio e, como dizem os brasileiros, a coisa vai começar a ficar grega!
Um exemplo é essa "refundação" da Pátria, proposta pelo PM, onde se pondera a privatização também dos Centros de Saúde, panteão mais puro e sagrado do SNS, primeira porta a bater quando se necessita de cuidados de saúde.
Depois da "racionalização" (ou será "racionamento") dos medicamentos oncológicos, propostos por uma comissão qualquer com pouca ética; depois do aumento astronómico e indecente das taxas "moderadoras" (entre aspas porque é um conceito ridículo e enganoso: essas taxas nada moderam!); depois da queda da comparticipação dos medicamentos e da selvajeria das trocas de substâncias nos balcões das boticas; vêm ai grandes mudanças no SNS... para pior, muito pior. Vai ser iniciada a "matança" dos utentes dos ficheiros dos Médicos de Família; vão ser entregues, às mãos de grupos económicos bem conhecidos, mais e mais instituições públicas de saúde; entre outras medidas que, insidiosamente, vão corroer o único serviço público que (ainda) funciona com qualidade.
É difícil, para quem está do lado de cá da barricada, ficar indiferente às cada vez maiores dificuldades dos doentes. É-nos difícil lidar com as alterações quase diárias na atribuição de isenções, ou nos critérios de transporte, ou na comparticipação de medicamentos. Isso sem contar com o verdadeiro big brother a que se está sujeito no desempenho da actividade.
O que interessa é que se deve, em nome da santa tróika, gastar o menos possível. Independe de guidelines ou linhas orientadoras internacionais, isso nada importa. O que realmente importa, e o que este governo quer, é que os médicos curem com água, que os enfermeiros tratem com guardanapos, que os administrativos trabalhem com penas e que os auxiliares limpem com trapos e cuspo.
Não quero ser carrasco neste novo holocausto proposto por uma espécie de nova Hécate. Não quero ser co-responsável pela morte de utentes ao cumprir normas rígidas desprovidas da maior arte da Medicina: o "bom senso". Talvez fugindo dessa responsabilidade se vejam partir, para paragens mais racionais e civilizadas, inúmeros médicos e enfermeiros, depauperando, assim, este luso rectângulo.
Resta-nos pensar em fazermos nós alguns sacrifícios. Sacrifiquemos políticos, banqueiros, especuladores. Sacrifiquemos essa corja em nome de Ares e Hades!
31 outubro 2012
A carta mágica
Baco entregou-lhe uma carta perfumada; tresandava à farra, à orgia e a outros odores mágicos e pecaminosos. Escreveu-lhe certo mas em linhas, que no decorrer da sua leitura, se tornavam cada vez mais tortas. As palavras escrivinhadas com espécie rara de tinta roxa, estraída à força por rudes pegadas humanas, de uvas importadas das montanhas do luso Norte.
Da missiva, ele sorveu-lhe a escrita. Gota a gota, transfundiu para o seu sangue o prazer do manuscrito. Entendeu-lhe as ideias, sentiu-lhe o delit(r)o e perdeu-se numa paixão súbita e alucinogénea. Envolveu-se na poética, dissipou-se na métrica e, finalmente, tropeçou na cadência das enebriantes palavras sagradas, caindo, desamparadamente, num mar de CH3CH2OH pecaminoso.
Ah, as missivas de Dioníso têm vindo a surgir-lhe com mais frequência e, graças ao bom deus, acrecidas de repetidos, incansáveis e deliciooossoooosss Post-Scriptum!
P.S: insisto em contrariar aqueles que acham que virei alcoólatra!
E Grave (sempre gostei mais desse nick, amigo), está aqui um do Douro que é um espectáculo.
Da missiva, ele sorveu-lhe a escrita. Gota a gota, transfundiu para o seu sangue o prazer do manuscrito. Entendeu-lhe as ideias, sentiu-lhe o delit(r)o e perdeu-se numa paixão súbita e alucinogénea. Envolveu-se na poética, dissipou-se na métrica e, finalmente, tropeçou na cadência das enebriantes palavras sagradas, caindo, desamparadamente, num mar de CH3CH2OH pecaminoso.
Ah, as missivas de Dioníso têm vindo a surgir-lhe com mais frequência e, graças ao bom deus, acrecidas de repetidos, incansáveis e deliciooossoooosss Post-Scriptum!
P.S: insisto em contrariar aqueles que acham que virei alcoólatra!
E Grave (sempre gostei mais desse nick, amigo), está aqui um do Douro que é um espectáculo.
21 outubro 2012
Nem todos os Cortes sabem mal
Ele viu a chaminé e entreteve-se a explorar.
A violácea vinhateira deixou-a subir na sua estrutura.
Sentiu o sangue assustado fugir-lhe das extremidades e, em turbulenta velocidade, ir embater com violência contra o cerne do seu ser em etílico acidente.
Experimentou a vertigem do choque do etilo mas continuou na pecaminosa experiência.
Fumou os odores do sagrado sumo e "helicoidou-se".
Mais um copo, mais uma taça, mais um graal evaporaram-lhe o espírito.
Volátil, foi ao topo, dirigiu-se ao céu tal balão de ar ardente.
Deixou-se cair ao ritmo no qual o efeito dos (de)graus lhe passava e à medida que a hepática parafernalha lhe ia queimando o combustível.
Retornou ao terreno por pouco.
Mais um pouco do estímulo báquico e voltou a subir a chaminé: foi perguntar a Deus se escondia algo de melhor só para Si...
O Senhor disse que não mas lhe entregou mais um lanço de escadas dizendo: "cuidado com o tortuoso e frutado caminho da chaminé. Não deixais que te envenene a alma com os seus perfumes..."
A violácea vinhateira deixou-a subir na sua estrutura.
Sentiu o sangue assustado fugir-lhe das extremidades e, em turbulenta velocidade, ir embater com violência contra o cerne do seu ser em etílico acidente.
Experimentou a vertigem do choque do etilo mas continuou na pecaminosa experiência.
Fumou os odores do sagrado sumo e "helicoidou-se".
Mais um copo, mais uma taça, mais um graal evaporaram-lhe o espírito.
Volátil, foi ao topo, dirigiu-se ao céu tal balão de ar ardente.
Deixou-se cair ao ritmo no qual o efeito dos (de)graus lhe passava e à medida que a hepática parafernalha lhe ia queimando o combustível.
Retornou ao terreno por pouco.
Mais um pouco do estímulo báquico e voltou a subir a chaminé: foi perguntar a Deus se escondia algo de melhor só para Si...
O Senhor disse que não mas lhe entregou mais um lanço de escadas dizendo: "cuidado com o tortuoso e frutado caminho da chaminé. Não deixais que te envenene a alma com os seus perfumes..."
14 outubro 2012
Dedicatória
No rescaldo da palhaçada protagonizada pelo senhor deputado Carlos Zorrinho e o seu compincha Francisco Assis, fica aqui uma singela homenagem em forma de canção.
Deixo também uma sugestão: que os deputados andem uns sobre os outros para passarem todos a andar de mula!
Deixo também uma sugestão: que os deputados andem uns sobre os outros para passarem todos a andar de mula!
12 outubro 2012
A bela droga
Hoje, numa consulta:
"Dr, tenho tido problemas durante o sono. Não descanso nada porque tenho muitos sonhos!"
"Ok. Quer dizer que a senhora quer algo para que desapareçam os sonhos, certo?
"Sim, era isso que pretendia".
"'Tá certo. Olhe, sugiro-lhe "política". Pode tomar genéricos: PSD, PP, PS... vai ver que lhe tiram os sonhos todos de uma vez por todas".
"Oh, doutor, esses não que têm muitos efeitos secundários!"
Humor: o que vai valendo para manter alguma motivação...
"Dr, tenho tido problemas durante o sono. Não descanso nada porque tenho muitos sonhos!"
"Ok. Quer dizer que a senhora quer algo para que desapareçam os sonhos, certo?
"Sim, era isso que pretendia".
"'Tá certo. Olhe, sugiro-lhe "política". Pode tomar genéricos: PSD, PP, PS... vai ver que lhe tiram os sonhos todos de uma vez por todas".
"Oh, doutor, esses não que têm muitos efeitos secundários!"
Humor: o que vai valendo para manter alguma motivação...
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