(Atenção: se o leitor não tiver filhos com idades compreendidas entre os 0 e os 5 anos é provável que o 2º sentido deste texto lhe escape.)
Se os senhores do FMI não conseguirem resolver a nossa situação então há que recorrer aos Mecanimais!
(Para melhor compreensão, prestar atenção à última frase do genérico[aos 40'])
27 abril 2011
13 abril 2011
Aike
Para o desafio "Ternura" da "Fábrica de Letras":

Aike
Era uma tarde copiosamente infernal de Agosto e sentia o vento quente a queimar-lhe a cara enquanto caminhava à beira mar. Acompanhavam-no, no passeio “molha-pés”, inúmeros idosos, aparentemente imunes ao melanoma, torrados, suados, enrugados mas sorridentes.
Tentava abstrair-se do cenário escondendo-se por trás de uns óculos espelhados e um boné dos Bulls. Distraía-se ao som da “Alive” que ouvia no Walkman® escondido num dos bolsos dos calções.
Era tímido mas gostava destes andares à margem marítima para “micar” as garinas. Andava à caça mas tinha pouco da arte da rapina.
Sentou-se. Começava a sentir os efeitos da resistência daquele solo e do brasido solar.
Concertou o rabo na areia enquanto virava a k7 para o lado B: “Jeremy”…
Viu-a sentada um pouco mais à frente. Ela era uma rapariga de tez alva, silhueta esbelta adornada por longos cabelos pretos e lisos.
Engoliu em seco: era uma oportunidade. Porque não arriscar? O que tinha a perder?
Levantou-se a custo e deixou-se ir, lutando com a irregularidade do chão e das pernas.
“Olá. Tudo bem?”
Ela ficou espantada a olhar para ele. Seus pequenos olhos negros pareciam dois enormes pontos de interrogação, uma cena parecida com os desenhos animados feitos no seu país.
“No entendo” respondeu em meio a risinhos escondidos por trás da mão.
“Speak english?” falou ele no seu inglês macarrónico.
“Yea”
Ele sorriu. Parece que o risco valera a pena.
Falaram durante muito tempo. Falavam sobre as diferenças culturais, sobre a gastronomia, sobre anime (que ele adorava), sobre música, sobre futebol…
Ele estava impressionado com a figura da moça: exótica, simpática e simples. Ela estava encantada com a maneira de estar dele e com seu sorriso.
Olhavam-se como se olha a ídolos.
“Say something in japanese” pediu o rapaz.
“あなたが面白いです” disse ela.
“What it means?”
“Say something in portuguese first” exigiu ela.
“Ok. Ai que ternura” disse ele.
“OMG. Are you a psychic or something?!” ficou incrédula.
“What? Why?”
“How do you know my name?”
“I don’t know your name.”
“You already said”
“No, I didn't. I don't know your name. You didn’t tell me. But now i'm curious, what is your name?”
Fez suspense: “My name is Aike. Aike Tenura”.
Aquele verão de 1994 foi o melhor de sempre.

Aike
Era uma tarde copiosamente infernal de Agosto e sentia o vento quente a queimar-lhe a cara enquanto caminhava à beira mar. Acompanhavam-no, no passeio “molha-pés”, inúmeros idosos, aparentemente imunes ao melanoma, torrados, suados, enrugados mas sorridentes.
Tentava abstrair-se do cenário escondendo-se por trás de uns óculos espelhados e um boné dos Bulls. Distraía-se ao som da “Alive” que ouvia no Walkman® escondido num dos bolsos dos calções.
Era tímido mas gostava destes andares à margem marítima para “micar” as garinas. Andava à caça mas tinha pouco da arte da rapina.
Sentou-se. Começava a sentir os efeitos da resistência daquele solo e do brasido solar.
Concertou o rabo na areia enquanto virava a k7 para o lado B: “Jeremy”…
Viu-a sentada um pouco mais à frente. Ela era uma rapariga de tez alva, silhueta esbelta adornada por longos cabelos pretos e lisos.
Engoliu em seco: era uma oportunidade. Porque não arriscar? O que tinha a perder?
Levantou-se a custo e deixou-se ir, lutando com a irregularidade do chão e das pernas.
“Olá. Tudo bem?”
Ela ficou espantada a olhar para ele. Seus pequenos olhos negros pareciam dois enormes pontos de interrogação, uma cena parecida com os desenhos animados feitos no seu país.
“No entendo” respondeu em meio a risinhos escondidos por trás da mão.
“Speak english?” falou ele no seu inglês macarrónico.
“Yea”
Ele sorriu. Parece que o risco valera a pena.
Falaram durante muito tempo. Falavam sobre as diferenças culturais, sobre a gastronomia, sobre anime (que ele adorava), sobre música, sobre futebol…
Ele estava impressionado com a figura da moça: exótica, simpática e simples. Ela estava encantada com a maneira de estar dele e com seu sorriso.
Olhavam-se como se olha a ídolos.
“Say something in japanese” pediu o rapaz.
“あなたが面白いです” disse ela.
“What it means?”
“Say something in portuguese first” exigiu ela.
“Ok. Ai que ternura” disse ele.
“OMG. Are you a psychic or something?!” ficou incrédula.
“What? Why?”
“How do you know my name?”
“I don’t know your name.”
“You already said”
“No, I didn't. I don't know your name. You didn’t tell me. But now i'm curious, what is your name?”
Fez suspense: “My name is Aike. Aike Tenura”.
Aquele verão de 1994 foi o melhor de sempre.
03 abril 2011
Dando continuação à uma tradição que começou aqui e continuou aqui e aqui, vou puxar do meu sangue azul e tentar passar um pouco da alegria para um punhado de palavras.
Obrigado, Futebol Clube do Porto!!!
E aconteceu de novo.
Fomos maiores, mais fortes;
Fomos novamente especiais.
O Dragão cuspiu seu fogo;
Ele que veio do Norte
Para vergar os seus rivais.
Esqueçam lá as águias,
Esqueçam os leões e outros animais.
Nesta Selva de redondas contendas
Reinam outros mitos.
Separem já as águas!
Esqueçam os campeões virtuais!
O maior é o animal da lenda,
O nosso amor, por ele, é infinito.
Fomos maiores, mais fortes;
Fomos novamente especiais.
O Dragão cuspiu seu fogo;
Ele que veio do Norte
Para vergar os seus rivais.
Esqueçam lá as águias,
Esqueçam os leões e outros animais.
Nesta Selva de redondas contendas
Reinam outros mitos.
Separem já as águas!
Esqueçam os campeões virtuais!
O maior é o animal da lenda,
O nosso amor, por ele, é infinito.
Obrigado, Futebol Clube do Porto!!!
28 março 2011
Prata
Governo e Assembleia da República só não são as instituições mais desorganizadas do país porque ainda existe o Sporting!
23 março 2011
as do crocodilo
Fui apenas eu ou mais alguém lacrimejou ao ver a bancada do PS, de pé, a aplaudir, o discurso do Francisco Assis?
21 março 2011
O pão nosso de cada dia
Falem o que quiserem, argumentem como entenderem, mas, com a verdade vos digo: não existe especialidade médica mais difícil que a Medicina Geral e Familiar.
Vou dar como exemplo uma anedota, da qual gosto muito (e talvez muitos já conheçam), que reflecte o meu dia-a-dia no Centro de Saúde:
"Jesus Cristo, ao ver no que o mundo se tornara, resolve encarnar novamente. Pondera muito o local e a profissão que desta feita escolheria e, depois de estudar minuciosamente todas as alternativas, decide-se por voltar à terra sob a forma de Médico de Família em Portugal.
Escolhe, para início da nova empreitada, um Centro de Saúde com algumas condições, num distrito qualquer do território nacional, indo tomar, como seu, um ficheiro de utentes há muito sem clínico atribuído.
Jesus chama, então, o seu primeiro utente: o Sr. Manuel, um utente paralítico, sequelas de um acidente de viação.
Jesus cumprimenta o doente e, ao vê-lo naquele estado, coloca a palma da sua mão na testa do homem e diz:
"Levanta-te e anda!"
O Sr. Manuel levantou-se, agradeceu e caminhou porta fora.
À saída, um seu amigo, Sr. Joaquim, pergunta-lhe:
"Atão, Manel, como é o médico novo?"
"Ópa, sempre a mesma merda, nem a tensão o gajo me mediu, vê lá!"
E é isso, é difícil... mas, por enquanto, continua a dar um gozo do caraças!
Vou dar como exemplo uma anedota, da qual gosto muito (e talvez muitos já conheçam), que reflecte o meu dia-a-dia no Centro de Saúde:
"Jesus Cristo, ao ver no que o mundo se tornara, resolve encarnar novamente. Pondera muito o local e a profissão que desta feita escolheria e, depois de estudar minuciosamente todas as alternativas, decide-se por voltar à terra sob a forma de Médico de Família em Portugal.
Escolhe, para início da nova empreitada, um Centro de Saúde com algumas condições, num distrito qualquer do território nacional, indo tomar, como seu, um ficheiro de utentes há muito sem clínico atribuído.
Jesus chama, então, o seu primeiro utente: o Sr. Manuel, um utente paralítico, sequelas de um acidente de viação.
Jesus cumprimenta o doente e, ao vê-lo naquele estado, coloca a palma da sua mão na testa do homem e diz:
"Levanta-te e anda!"
O Sr. Manuel levantou-se, agradeceu e caminhou porta fora.
À saída, um seu amigo, Sr. Joaquim, pergunta-lhe:
"Atão, Manel, como é o médico novo?"
"Ópa, sempre a mesma merda, nem a tensão o gajo me mediu, vê lá!"
E é isso, é difícil... mas, por enquanto, continua a dar um gozo do caraças!
14 março 2011
PECados
Com a palavra Sua Santidade, o Papa Bento XVI, no seu último discurso dominical, dirigindo-se ao governo português, nomeadamente a Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças:

Papa Bento XVI: "Irmãos, um caloroso abraço aos irmãos portugueses. Faço um apelo ao Ministro das Finanças daquele país: por favor, irmão Teixeira, não PEC mais; está difícil interceder por si junto do Senhor..."

Papa Bento XVI: "Irmãos, um caloroso abraço aos irmãos portugueses. Faço um apelo ao Ministro das Finanças daquele país: por favor, irmão Teixeira, não PEC mais; está difícil interceder por si junto do Senhor..."
12 março 2011
10 março 2011
O verdadeiro Dr.
Pelo que tenho visto, no lugar onde trabalho, talvez não precisem, realmente, de um médico: basta ir ao Dr. da farmácia.
08 março 2011
♀ = + Cones?
Ela: olha, dá-me essa almofada bege.
Eu entrego-lhe uma almofada dentre milhares d'outras.
Ela: não é essa! Não vês que essa é amarela?
Eu: amarela? a sério?
Ela: dá-me essa do lado?
Eu: esta branca?
Ela: branca não, bege!
Eu: ... ok, dou-te esta branca-amarelada.
De certeza que as mulheres tem mais cones que os homens (eu falei cones!)...
Reclamar
Estive ontem a ver este filme e lembrei-me do tempo em que o espiritismo esteve mais presente na minha vida.
Naquele tempo, enquanto miúdo, uma das lições que a doutrina tentava passar era: "não reclamar".
"Não reclamar" é diferente de "não lutar pelos direitos e por uma vida melhor".
"Não reclamar" refere-se às coisas fúteis e banais, coisas que queremos, que são totalmente supérfluas, em detrimento das que já temos e que são perfeitamente úteis e suficientes. "Não reclamar" por não ter mais matéria. "Não reclamar" da família, do trabalho e, principalmente, da vida.
"Não reclamar" e tentar crescer como pessoa. Trabalhar, estudar, ajudar e ser melhor, a cada dia. Essas foram as mensagens que aprendi naqueles dias e que, infelizmente, se foram diluindo ao longo do tempo de afastamento.
Ontem enquanto via esse filme lembrei que tenho reclamado (e muito) nestes últimos tempos. Parei para pensar na minha vida e vi egoísmo, preguiça e revolta... há que trabalhar para alterar... há um longo caminho...
Sei que alguns que me visitam neste espaço são cépticos. Convido-vos a ver este filme (ou ler o livro com o mesmo nome) de mente aberta, nem que seja por diversão cinematográfica. Espero que sirva, mesmo que o encarem como ficção, para que possam pensar se estamos, ou não, no caminho certo.
Deixo uma mensagem de Chico Xavier:
NÃO RECLAME
A Vida te coloca onde você escolheu estar...
"Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
Busque o bem e viverás melhor."
Francisco Cândido Xavier
A Vida te coloca onde você escolheu estar...
"Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
Busque o bem e viverás melhor."
Francisco Cândido Xavier
06 março 2011
Pai Sofre XVII: minha Alice
É Carnaval.
Minha filha caminha pela sala com uma fantasia que a mãe lhe comprou: Alice.
Alice caiu no país das maravilhas; assim caí eu ao vê-la. Fui transportado pela sua inocência, em conjunto com o fim-de-semana, para o seu país.
No país da minha filha “Alice” não existe pressão, não existe desemprego, a comida vem ter à mão, o banho vem acompanhado por carinho, é-se limpo, mimado, amado e posto a dormir ao som de um “boa noite” meloso e verdadeiro. No seu país, todos sorriem à sua passagem, riem-se às suas tentativas de articular as palavras ou da sua forma engraçada de andar. No seu país ela é o centro do universo.
Tive inveja, por segundos, ao vê-la correr sorridente pela casa, segurando qualquer brinquedo na mão, cheia de esperança e vivacidade. Inveja pela ignorância do que o mundo realmente é: pouco maravilhoso. Viver assim, no desconhecimento do que nos rodeia, deve ser muito bom. Tudo é descoberta, tudo é realmente fantástico e maravilhoso, mesmo que a aprendizagem inclua algumas quedas e outras dores esporádicas. É pena que são, exactamente estes, os anos dos quais nos esquecemos.
Gostava de mantê-la assim: escondida do mundo real. Mantê-la no seu mundo inocente onde os gatos falam e as cartas não se jogam a dinheiro. Gostava de a manter nessa utopia da infância, protegê-la dos monstros, dos mentirosos, dos políticos, dos religiosos. Gostava de a escusar da violência que abunda pelo mundo. Gostava escondê-la deste pai actual: triste, desanimado e preocupado com o seu futuro e do seu(sua) irmão(ã) que ainda está para chegar.
Até terça-feira é Carnaval. Nada se leva a mal. Vou manter-me a aproveitar do mundo maravilhoso da minha filha “Alice”, aquele farto em riso, pureza e paz. Vou beber dessa esperança doce que ela traz no abraço. Vou descansar minha cabeça no seu colo e sorver todos os seus “miminhos acelerados”. Vou comunicar no seu idioma ininteligível (para alguns). Vou ver bonecos na televisão e cantar canções tolas. Vou ser feliz. Vou ser o seu “Cheschire Cat”.
Vou "orar" para que o tempo passe devagar e que não encontre o túnel de volta ao mundo pouco maravilhoso.
Também para o desafio "violência" (mas não muita, que já estamos a ficar fartos) para a "Fábrica de Letras":

Minha filha caminha pela sala com uma fantasia que a mãe lhe comprou: Alice.
Alice caiu no país das maravilhas; assim caí eu ao vê-la. Fui transportado pela sua inocência, em conjunto com o fim-de-semana, para o seu país.
No país da minha filha “Alice” não existe pressão, não existe desemprego, a comida vem ter à mão, o banho vem acompanhado por carinho, é-se limpo, mimado, amado e posto a dormir ao som de um “boa noite” meloso e verdadeiro. No seu país, todos sorriem à sua passagem, riem-se às suas tentativas de articular as palavras ou da sua forma engraçada de andar. No seu país ela é o centro do universo.
Tive inveja, por segundos, ao vê-la correr sorridente pela casa, segurando qualquer brinquedo na mão, cheia de esperança e vivacidade. Inveja pela ignorância do que o mundo realmente é: pouco maravilhoso. Viver assim, no desconhecimento do que nos rodeia, deve ser muito bom. Tudo é descoberta, tudo é realmente fantástico e maravilhoso, mesmo que a aprendizagem inclua algumas quedas e outras dores esporádicas. É pena que são, exactamente estes, os anos dos quais nos esquecemos.
Gostava de mantê-la assim: escondida do mundo real. Mantê-la no seu mundo inocente onde os gatos falam e as cartas não se jogam a dinheiro. Gostava de a manter nessa utopia da infância, protegê-la dos monstros, dos mentirosos, dos políticos, dos religiosos. Gostava de a escusar da violência que abunda pelo mundo. Gostava escondê-la deste pai actual: triste, desanimado e preocupado com o seu futuro e do seu(sua) irmão(ã) que ainda está para chegar.
Até terça-feira é Carnaval. Nada se leva a mal. Vou manter-me a aproveitar do mundo maravilhoso da minha filha “Alice”, aquele farto em riso, pureza e paz. Vou beber dessa esperança doce que ela traz no abraço. Vou descansar minha cabeça no seu colo e sorver todos os seus “miminhos acelerados”. Vou comunicar no seu idioma ininteligível (para alguns). Vou ver bonecos na televisão e cantar canções tolas. Vou ser feliz. Vou ser o seu “Cheschire Cat”.
Vou "orar" para que o tempo passe devagar e que não encontre o túnel de volta ao mundo pouco maravilhoso.
Também para o desafio "violência" (mas não muita, que já estamos a ficar fartos) para a "Fábrica de Letras":

14 fevereiro 2011
Fim do fenómeno
Acho que foi em 1993 que vi o primeiro jogo do Ronaldo. Era um puto magricela que aparecera no onze titular do Cruzeiro E.S., clube de Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais. Lembro-me que esse jogo foi com o grande Santos F.C., num dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Resultado? Vitória dos azuis mineiros por uns estonteantes 6 X 1! 6 golos de Ronaldo!!!
Quem era aquele miúdo? Mais um puto arrancado aos baldios do Brasil, onde proliferam artistas da bola. A partir deste jogo passei a conhecer um dos maiores jogadores de sempre.
Pouco depois, Ronaldo foi para a Holanda e iniciou a sua carreira europeia. Mudou muito, ganhou massa muscular, ficou ainda melhor jogador. Quem gosta de futebol lembra-se perfeitamente de 2 golos "fenomenais" do tempo em que jogava pelo barça. Era uma força da natureza!
Agora acabou-se. Ficam na memória as grandiosas fintas e as alegrias de 2 mundiais dados ao Brasil.
Ronaldos podem existir muitos, uns com diminutivos ou com um "Cristiano" à frente, mas "Fenómeno" só existiu um.
Eu, que gosto muito de futebol, agradeço.
Quem era aquele miúdo? Mais um puto arrancado aos baldios do Brasil, onde proliferam artistas da bola. A partir deste jogo passei a conhecer um dos maiores jogadores de sempre.
Pouco depois, Ronaldo foi para a Holanda e iniciou a sua carreira europeia. Mudou muito, ganhou massa muscular, ficou ainda melhor jogador. Quem gosta de futebol lembra-se perfeitamente de 2 golos "fenomenais" do tempo em que jogava pelo barça. Era uma força da natureza!
Agora acabou-se. Ficam na memória as grandiosas fintas e as alegrias de 2 mundiais dados ao Brasil.
Ronaldos podem existir muitos, uns com diminutivos ou com um "Cristiano" à frente, mas "Fenómeno" só existiu um.
Eu, que gosto muito de futebol, agradeço.
27 janeiro 2011
Deus me livre... deles!
Esta tarde, enquanto não fazia nada de relevante, fui interrompido pela campainha da porta.
Pé-ante-pé, em silêncio, fui ver quem seria através do "olho mágico" da porta.
Eram 2 pessoas; um casal de engravataditos com livros grossos junto ao sovaco: Testemunhas de Jeová.
Ainda pensei em não abrir a porta, mas não resisti.
- Boa tarde, disse eu.
- Boa tarde, jovem. Teria tempo para uma conversa? Disse o senhor polidamente.
- Depende do que seja.
- Gostaríamos de falar sobre Deus.
- Ah, ok. Mas, peço desculpa, não estou interessado. Obrigado e boa tarde.
Antes que fechasse a porta, a menina que o acompanhava, insatisfeita pela ovelha desgarrada, ainda teve tempo para mandar uma pequena farpa, como que numa última tentativa de vender o seu peixe:
- O Sr. não acredita em Deus? "Amandou-ma" com um sorriso semelhante ao do domador de felinos de um circo qualquer.
- Acredito em Deus sim, menina - disse eu calmamente - não acredito é em vocês... tenham uma boa tarde.
Benza Deus! Saravá meu Pai!
Pé-ante-pé, em silêncio, fui ver quem seria através do "olho mágico" da porta.
Eram 2 pessoas; um casal de engravataditos com livros grossos junto ao sovaco: Testemunhas de Jeová.
Ainda pensei em não abrir a porta, mas não resisti.
- Boa tarde, disse eu.
- Boa tarde, jovem. Teria tempo para uma conversa? Disse o senhor polidamente.
- Depende do que seja.
- Gostaríamos de falar sobre Deus.
- Ah, ok. Mas, peço desculpa, não estou interessado. Obrigado e boa tarde.
Antes que fechasse a porta, a menina que o acompanhava, insatisfeita pela ovelha desgarrada, ainda teve tempo para mandar uma pequena farpa, como que numa última tentativa de vender o seu peixe:
- O Sr. não acredita em Deus? "Amandou-ma" com um sorriso semelhante ao do domador de felinos de um circo qualquer.
- Acredito em Deus sim, menina - disse eu calmamente - não acredito é em vocês... tenham uma boa tarde.
Benza Deus! Saravá meu Pai!
20 janeiro 2011
TV cabo Vs Catsone (indirectamente)
O telemóvel da senhora que vive comigo (SQVC):
Trim-trim... trim-trim...
SQVC: Estou.
TV Cabo (TVC): Está? Estou a falar com ...?
SQVC: Sim. Quem fala?
TVC: Meu nome é fulana e represento a TVcabo. Gostaria de falar consigo sobre os nossos produtos.
SQVC: Da TVcabo? Bem...
Eu: Hã. Passa-me o telélé! Anda.
SQVC: Tá quieto. Bem, eu já sou vossa cliente, mas o contracto está em nome do meu marido.
Eu: Ó caraças, passa-me o telefone. Tenho uma boa para lhes pregar.
TVC: Peço imensa desculpa. Uma boa tarde e desculpe o incómodo.
SQVC: Não há problema. Boa tarde e um bom trabalho.
Eu: O QUÊ???? "BOA TARDE E UM BOM TRABALHO"???
Detesto gentinha educada.
Trim-trim... trim-trim...
SQVC: Estou.
TV Cabo (TVC): Está? Estou a falar com ...?
SQVC: Sim. Quem fala?
TVC: Meu nome é fulana e represento a TVcabo. Gostaria de falar consigo sobre os nossos produtos.
SQVC: Da TVcabo? Bem...
Eu: Hã. Passa-me o telélé! Anda.
SQVC: Tá quieto. Bem, eu já sou vossa cliente, mas o contracto está em nome do meu marido.
Eu: Ó caraças, passa-me o telefone. Tenho uma boa para lhes pregar.
TVC: Peço imensa desculpa. Uma boa tarde e desculpe o incómodo.
SQVC: Não há problema. Boa tarde e um bom trabalho.
Eu: O QUÊ???? "BOA TARDE E UM BOM TRABALHO"???
Detesto gentinha educada.
19 janeiro 2011
Sacanas
Antes recebia o recibo do vencimento pelo correio: num acesso de raiva, rasgava-o!
Agora recebo-o via email...
Sacanas!!!
Agora recebo-o via email...
Sacanas!!!
18 janeiro 2011
Impotência
Os juros aumentam.
Os produtos inflacionam.
Os combustíveis sobem.
As injustiças crescem
O desemprego escala.
A insatisfação vai ao ar.
A ansiedade dispara.
A tesão da malta desce, mirra, míngua, desaparece, desvanece, vai-se embora: o viagra® teve a comparticipação e está caro comó caral, ops, caraças!
Só o governo ainda tem força na verga para continuar a fornicar e, apesar da idade entradota da república, a sodomia é diária.
Os produtos inflacionam.
Os combustíveis sobem.
As injustiças crescem
O desemprego escala.
A insatisfação vai ao ar.
A ansiedade dispara.
A tesão da malta desce, mirra, míngua, desaparece, desvanece, vai-se embora: o viagra® teve a comparticipação e está caro comó caral, ops, caraças!
Só o governo ainda tem força na verga para continuar a fornicar e, apesar da idade entradota da república, a sodomia é diária.
16 janeiro 2011
A das bananas
Parece o mercado municipal:
"Qatar: Amado diz que terá sido discutida a venda de títulos aos investidores" Expresso
"Acordos com Pequim avançam com venda de dívida pública e visita do BCP à China" Público
"Sucesso na venda de dívida não afasta recurso ao FMI" Económico
Já imagino o Sócas na feira:

Entretanto o Sr. Prof. Marcelo fez a sua papagaiada semanal a partir de Cabo Verde. Terá ido visitar o Dias?
"Qatar: Amado diz que terá sido discutida a venda de títulos aos investidores" Expresso
"Acordos com Pequim avançam com venda de dívida pública e visita do BCP à China" Público
"Sucesso na venda de dívida não afasta recurso ao FMI" Económico
Já imagino o Sócas na feira:

Entretanto o Sr. Prof. Marcelo fez a sua papagaiada semanal a partir de Cabo Verde. Terá ido visitar o Dias?
15 janeiro 2011
Será possível?
"De 45 pontos possíveis quero conquistar 46!
Na primeira volta, fizemos 28 pontos e agora, dos 45 possíveis, queremos fazer 46. Será difícil, mas só há uma maneira, ganhar..." Conferência de imprensa de Paulo Sérgio, treinador do SCP, in O Jogo
Ó amigo Paulo, 46 pontos em 45 possíveis? Não, não é difícil...
Gosto da expressão do Riquelme, parece a minha quando ouvi esta frase.
Na primeira volta, fizemos 28 pontos e agora, dos 45 possíveis, queremos fazer 46. Será difícil, mas só há uma maneira, ganhar..." Conferência de imprensa de Paulo Sérgio, treinador do SCP, in O Jogo
Ó amigo Paulo, 46 pontos em 45 possíveis? Não, não é difícil...
Gosto da expressão do Riquelme, parece a minha quando ouvi esta frase.
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