O mundo do futebol é lindo, e não existe só o Cristiano Ronaldo, basta olhar para algumas gordas dos jornais:
"Caicedo ainda é hipótese" O jogo Esse, em princípio vai para o SCP; está-se a ver que não deve ficar muito tempo em pé no campo...
"Juninho Pernambucano assina por dois anos com o Al-Garrafa" O jogo Esse era o clube de sonho do Jardel e Vilarinho. O problema é que o jornalista é que estava com os copos, já que o clube chama-se "Al-Gharafa".
"Transferência de Cissokho para o AC Milan abortou", - Houston, we've got a problem! E qualé, qualé??? Uma perna partida, um desvio da coluna, uma perna mais curta que a outra, nova lei do aborto? Hum..."Mordida assimétrica impede Cissokho de assinar pelo Milan". Ah pois, assim não joga naqueles encontros do "até os comemos, carago!"
E essas futebolices só num site. Agora vou ao Record...
Caríssimos, depois de cerca de 3 anos na mesmice, eis que consegui angariar a paciência suficiente para alterar o blog. Dêem a vossa opinião. A gerência agradece.
O jogador apodera-se da bola. Cavalga alguns metros, passa por três adversários. É possível observar o seu ar estasiado ao conduzir a redondinha. Por um segundo pára, pensa e arranca um remate daqueles em que é necessário buscar forças a todo o universo. A bola descola, numa velocidade tal que tudo à volta turva-se. Quase se consegue ouvir seu grito de desespero enquanto viaja à velocidade da luz. Ela paira chamando a atenção de todos os presentes. Os adversários rezam para que não atinja a baliza, o jogador e seus companheiros oram para que seja tento. Mas estão todos errados. A bola viaja directamente na minha direcção. Choca, com uma violência brutal, contra os meus queridos genitais. Naquele momento eu vi estrelas. Naquele momento era a única coisa que via. Meu corpo estremeceu com o impacto. Todos os órgãos ficaram confusos, sem saber o que aconteceu e sem saber como proceder. O coração batia o mais forte que conseguia. O cérebro enviava mensagens erróneas por todas as vias e não obtinha respostas. Os rins sofriam com o chicote dos ureteres. Os genitais, esses, encontravam-se em coma. Num reflexo, as mãos dirigiram-se imediatamente para o meio das minhas pernas, procuravam, ao que parece, recolher os restos mortais dos aparelhos reprodutores. Talvez fosse uma forma de compensar o facto de se terem atrasado na função de proteger aqueles instrumentos. O resto do corpo contorcia-se no chão. Rebolava como uma mulata, epiléptica, na Sapucaí. Num instante rodearam-me colegas e adversários , preocupados com o facto de eu já ter, ou não, originado descendência. Depois da resposta afirmativa, soltaram um suspiro e riram-se, nervosos, já que da próxima vez podiam ser eles as vítimas. Recomposto, retorno ao meu lugar. Agora uma das mãos sempre atenta a proteger os lesionados. Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?
Como portista não poderia deixar de apoiar o sócio do FCP: Sr. Luís Filipe Vieira.
Pela luta pelo 3º lugar; Pela compra de super-estrelas da 3ª idade; Pelo aumento de cadeiras vazias no Estádio da Luz; Pelo jejum de títulos no futebol; Pelas chalaças semanais; Pelos inúmeros treinadores; Pelas lágrimas dos benfiquistas; Pela sucessão de gafes (ou gaffe?) e tiros nos pés: Vieira! Vieira! O Benfica com Vieira Continua sem eira nem Beira!
Mais um dia de eleições, mais um dia de abstenção. 60 e tal % de pessoas que resolveram ficar em casa ou partir de férias e não votar; salvo raras excepções, a maioria preferiu ignorar este dever cívico. Compreendo que alguns estejam longe dos locais onde votam, estejam doentes, entre outras coisas, mas 60% de abstenção? Num país em que existe uma TVI onde todos têm um problema dramático, ou um "nós por cá", que melhor momento para se queixar do que o momento do voto? Num país em que uma grande parte da populaça não faz um cara"#$ (a não ser nas Caldas), em que 10% estão, oficialmente, desempregados, porquê não votar? "A e tal, porque esses gajos são uns parasitas, uns ladrões e são feios", e com o subsídio de desemprego, enfiam a famelga toda no Mercedes 190D e partem para a praia mais próxima. Será que os que se abstém hoje são os mesmos que amanhã reclamam porquê não têm segurança, acção social, educação, saúde, trabalho, agricultura, etc, etc? São esses que reclamam sem parar do estado do país? Se não conseguem dobrar um boletim de voto em quatro partes, depois de assinalar um cruz num quadrado qualquer, para que nos servem? São os inúteis, os imprestáveis, os improdutivos, os desnecessários e frívolos.
Dar uma opinião. Parece paradoxal o facto de o português típico ter opinião para tudo, por mais estapafúrdia que seja, mas na hora de dar uma opinião séria, através do voto, prefira ficar à esplanada de uma estrebaria qualquer a comer tremoços e sandes rançosas de presunto.
Tens um segredo para mim, bebé, O que é, o que é? Vais mostrar-me quem és? No quarto escuro, agarro-me à minha fé, Seguro-me, a custo, em pé, Serás Maria ou José?
Não te iludas, bebé, Não me fazes surpresa. Porquê? Sei bem quem és,
Antes de mais, que fique bem claro:eu, Catsone, juro, solenemente, por tudo o quanto é mais sagrado, que não vejo este programa! A sua estridente apresentadora até com o "mute" ligado se faz ouvir! É terrível. Mas a verdade é que este programa quer que eu o veja. Sim, já é a segunda vez que o "apanho" com coisas estranhas. Até parece provocação... Vejam lá se adivinham qual é a palavra:
O esquizofrénico era o único que acreditava nas doenças todas da neurótica e apaixonara-se pela sua amiga que mais ninguém via. A distímica chateava o depressivo com seus inúmeros "ais", e este ameaçava suicidar-se caso aquela não o deixasse em paz. O impulsivo estimulava o depressivo à acção. O psicopata afiava a faca que tencionava emprestar ao depressivo. O antisocial tentava puxar o tapete ao psicopata. Na sala de espera, o ansioso colapsara por não aguentar o suspense da montra final do "preço certo". O maníaco verborreava coisas sem nexo ao autista. Noutro canto, o demenciado e o oligrofénico tentavam contar até 10 sem se perder. O bipolar chorava e ria a intervalos de 10 segundos. O obsessivo fechava e abria a porta vezes sem conta enquanto o paranóico desconfiava que este acto era para o apanhar quando tentasse sair do quarto. A anorética comia uma azeitona. A bulímica vomitava uma azeitona. O stressado saltava no sofá cada vez que o obsessivo batia com a porta. O maníaco ria desalmadamente. O toxicodependente curtia uma trip enquanto o alcoólico dormia aconchegado aos seus elefantes cor-de-rosa. O esquizofrénico estava feliz por não ser o único a ver os elefantes. O hiperactivo corria pelo tecto. O fóbico escondia-se atrás do sofá. O Munchausen sorria. O narcolépico dormia sobre a mesa do refeitório. O tarado estava de olho na neurótica. O psiquiatra, único verdadeiro louco aos olhos destes homens e mulheres, vagueava pelo corredor, introspectivo, procurando alguma ordem no caos, mantendo a sanidade mental presa por um fio, muito próximo de se juntar a eles.
Hoje de manhã liguei o rádio do carro e... "Aqui prá voceis!!!". Apanhei um susto. Quase atropelei um camião que vinha em sentido contrário. "Blá, blá, blá, prá fazer tur na Óropa, blá, blá, blá, na cabeça só piroca." Que mer#$ é esta? Que porcaria de letra é esta? Na cabeça só piroca? Mas será que ainda estão a falar da professora de história? "Acabaram de ouvir Buraka Som Sistema feat Deize Tigrona - Aqui prá vocês?" Deize Tigrona? Margarida Tigre Grande? Quem é esta deusa? Ah, Ah, Ah... Deize Tigrona, como é que é possível? Ela diz que não sabe falar "ingleis", só "portugueis". Será que sabe? E quanto tempo precisou, a Deize, para escrever este conjunto de... versos? Continuo a imaginar a moça com centenas/milhares de pirocas a saltitarem na cabeça. E dizem que esta música (?) vai projectar, definitivamente, os buraka no cenário da música internacional. Eu sei bem para onde os projectava...
Não pude deixar de publicar esta imagem do site Henricartoon. Nunca tive uma lição de história igual àquela... e tive professoras que, na altura, davam uma bela orgia romana. Já não bastavam os morangos e os rebeldes para deseducar sexualmente os miúdos...
Há cerca de pouco mais de um mês, escrevi sobre as tentativas, infrutíferas, da Zon em vender mais serviços à minha pessoa. Pois bem, voltaram a ligar. Isso começa a ser estranhamente divertido: "Trim-Trim" Número desconhecido. "- Estou." "- Boa noite. Meu nome é fulano e fala da Zon/Tv Cabo. Estou a falar com o Sr. Catsone?" "- Sim e não quero!" "- Errr, ok, boa noite." E é só esperar até ao próximo mês.
Depois de uma viagem por qualquer estrada nacional, o capô do automóvel vira um campo de batalha entomológica. Cadáveres de insectos jazem na superfície metálica. Isso é o que se espera ao fim de cada jornada, e o número de bichos estatelados é proporcional à velocidade da viatura. N'outro dia, quando vinha, entediado, pela via-sacra-rodoviária diária, reparei no veículo pesado que me seguia e ri-me a bandeiras despregadas:
Parece que, em Espanha, os insectos são um pouco maiores...
Um pouco de humor automobilístico, para contrabalançar os achaques de alguns condutores.
Mais uma vez, começa a ser um trabalho árduo, mas sabe sempre bem o esforço: E no ano passado teve o condão de ser premonitório... Mais uma vez a magia De ser o maior, ser o primeiro. A competência, a categoria, De um campeão verdadeiro
Meu Porto, meu Super Dragão, Tu não és grande, és imenso. E o amor por ti é tão intenso Que quase explode o coração.
E os outros choram em Lisboa O soluço de tristeza ecoa De Cascais à Madragoa
Porque não têm a tua chama, Que a eles queima e a nós inflama, E que só conhece quem te ama.
Renato Russo escreveu numa das suas canções: "os assassinos estão livres, nós não estamos.". Lembrei-me deste verso ontem ao ver as notícias. Hoje em dia prestam-se homenagens a bandidos. Se um jovem rouba, causa distúrbios, é perseguido por um polícia com boa pontaria que o acerta e o mata, esse jovem tem que, inevitavelmente, ser elevado a mártir. Seus amigos têm o direito de prestar homenagem de forma desordeira e violenta. Está tudo às avessas neste pais. Outro dia, enquanto acompanhava as consultas de um psiquiatra, ouvi a frase: "actualmente, vivemos na época dos medíocres!". Fiquei a matutar um pouco nesta frase e, embora com medo de fazer parte da mediocridade instalada, cheguei à conclusão que essa frase é assertiva. Olhando para o panorama nacional não há ninguém que se destaque. Esperem lá, lembrei-me, mesmo agora, do Cristiano Ronaldo... Fora o madeirense, não há ninguém que seja referência e, talvez por isso, temos que nos virar para os marginais. Afinal, eles estão por toda a parte: nas escolas, nas ruas, nas estradas, nas igrejas, no parlamento... Como dizia o presidente da câmara de Setúbal (para continuar a falar de medíocres) aqui, os desacatos na Bela Vista não passaram de uma reacção emocional de jovens em sofrimento. Vou ter também atitudes destas; vou jogar pedras à polícia, disparar contra esquadras, pôr bombas em ministérios e palácios governamentais. Tudo isso porque eu também estou a ter uma reacção emocional; uma reacção à, lenta e dolorosa, morte do meu querido país.