Carnaval.
Ninguém levará a mal se eu disser que não gosto.
Quando era miúdo, no Brasil, odiava sobremaneira esta "feliz" época do ano. E perguntam-me: como é possível alguém, na terra do carnaval, não gostar deste período? Eu respondo: acordava cedo no fim-de-semana para ver os bonecos na televisão e o que é que estava a dar? Desfiles de carnaval. Sim, porque aquela porcaria dá 24 horas por dia em terras de Vera Cruz.
Um miúdo de 10 anos quer lá saber de bundas voluptuosas e mamas saltitantes? Lá quer saber de samba, carros alegóricos ou rainhas da bateria? Que se lixem as baianas e as "bichas" nas suas fantasias com penas de pavão! Eu quero é ver "os Jetsons", o "Tom and Jerry" e os "Smurfs", caraças!
Agora, quando pensava que tinha escapado a essa época de pândega desvairada, ei-la aqui, em força, com pandeiro, surdo e cuíca! É que nem mudam o ritmo! Façam lá um desfile ao som dos Gaiteiros de Miranda ou dos coros alentejanos, quero ver isso, SFF.
Já nem falo de ser uma altura em que se desculpa o facto de um homem se vestir de "puta de estrada" sem preconceitos...
Pelo menos terça-feira é tolerância de ponto, vá, um ponto positivo.
22 fevereiro 2009
20 fevereiro 2009
17 fevereiro 2009
In Continente
Hoje fui às compras com a Madame. Há que repor o stock de café, que já vai baixinho.
Ir às compras está para os dias de hoje como ir à missa estava para a geração da minha avó. Eu nunca gostei de ir à missa e ir às compras vai para o mesmo caminho.
Porque não gosto de ir às compras? Ora, vejamos, está inerente nesse acto uma transacção financeira. Eles trocam qualquer coisa por dinheiro. Isso é injusto, eles podem trocar o que for, nós só podemos trocar dinheiro. Não me importava de trocar uma aparelhagem por um punhado de xi-corações, ou algumas pedras que trouxe das obras que o próprio hiper está a fazer.
Olha outro motivo: o trânsito. Como disse, o único hiper cá do burgo está em remodelações. Em tempo de crise acharam que o melhor é fazer obras de alargamento e, isso, obriga à permanência numa fila de trânsito. Acho isso paradoxal, "se querem que eu gaste dinheiro no vosso hipermercado, venham me buscar em casa, ó faxavôr!!!". Depois parece que as pessoas querem o carro mesmo à porta. Existem milhares de lugares vazios, mas a puta da fila se deve a um infeliz que procura um lugar o mais próximo possível da entrada do edifício. Seria de bom tom um hiper com corredores suficientemente grandes para a circulação de um SUV em cada direcção, assim, tipo um "drive thru" do McDonald's!
Lá consegue o infeliz (nesse caso eu) estacionar o seu popó numa vaga qualquer, e a próxima etapa é arranjar um carrinho pras compras. Mete-se a moeda e tira-se o primeiro da fila. Aqui jaz uma primeira lei de Murphy: não importa a posição da fila na qual o carrinho esteja, tu vais SEMPRE tirar o pior! Aquele que não percebe o que é uma linha recta, que faz mais zig-zags que o ministro japonês da economia e fica pior à medida que vamos inserindo mercadorias no seu interior: "Queres que eu carregue isso tudo, meu cab$%? Então empurra!". Para alem de errático fica mais pesado que um yokozuna.
Escolher mercadorias... este é de marca, este tem desconto, este é genérico... quando eu estiver na casa de banho e necessitar de papel, quero lá saber se é da marca do cãozito fofinho? Tudo o que quero é que não se fure! Além disso, parece que as mulheres tem tendência a só levar "genéricos" nas coisas mais importantes, "-olha, esta cerveja é de marca branca!".
Pagamento. Mais uma lei de Murphy: a fila que se escolhe, por menor que seja, é justamente aquela que mais demora a andar... e não adianta mudar.
"- Tem cartão?"
"- Sim, deixei por aqui na bolsa, só um minutinho"
"- Quer descontar no cartão?"
"- Sim"
"- Vai pagar com cartão?"
"- Sim, está na bolsa, só um minutinho"
"- Tem X pontos no cartão, quer utilizá-los?"
"- Sim"
"- Onde é que estava no 25 de Abril?"
"- A picar o cartão!"
Devia haver um Salazar para pôr ordem nisto. Paga-se com dinheiro. Se quisessem fazer descontos baixavam a porra dos preços!!!
Pim! Pim! Pim! É o som das compras a passar na caixa. Pim! Pim! Pim! E um gajo, com um saco na mão, à espera que a Sra se lembre de accionar o tapete rolante. Pim! Pim! Pim! E as compras a acumularem-se ao lado dela.
"- São X € e yz cents! Vai pagar com?"
"- Cartão..."
Empurra-se o carrinho de compras a custo até ao carro estacionado. Parece um escravo egípcio a transportar um pedregulho para uma pirâmide.
Entulha-se a mala do carro e parte-se para casa.
Carrega-se tudo o que se quer consumir para o "lar-doce-lar" e, pacientemente, organiza-se tudo nas prateleiras. E é então que se ouve: "- Ó não, esqueci-me de trazer o café!"
Ir às compras está para os dias de hoje como ir à missa estava para a geração da minha avó. Eu nunca gostei de ir à missa e ir às compras vai para o mesmo caminho.
Porque não gosto de ir às compras? Ora, vejamos, está inerente nesse acto uma transacção financeira. Eles trocam qualquer coisa por dinheiro. Isso é injusto, eles podem trocar o que for, nós só podemos trocar dinheiro. Não me importava de trocar uma aparelhagem por um punhado de xi-corações, ou algumas pedras que trouxe das obras que o próprio hiper está a fazer.
Olha outro motivo: o trânsito. Como disse, o único hiper cá do burgo está em remodelações. Em tempo de crise acharam que o melhor é fazer obras de alargamento e, isso, obriga à permanência numa fila de trânsito. Acho isso paradoxal, "se querem que eu gaste dinheiro no vosso hipermercado, venham me buscar em casa, ó faxavôr!!!". Depois parece que as pessoas querem o carro mesmo à porta. Existem milhares de lugares vazios, mas a puta da fila se deve a um infeliz que procura um lugar o mais próximo possível da entrada do edifício. Seria de bom tom um hiper com corredores suficientemente grandes para a circulação de um SUV em cada direcção, assim, tipo um "drive thru" do McDonald's!
Lá consegue o infeliz (nesse caso eu) estacionar o seu popó numa vaga qualquer, e a próxima etapa é arranjar um carrinho pras compras. Mete-se a moeda e tira-se o primeiro da fila. Aqui jaz uma primeira lei de Murphy: não importa a posição da fila na qual o carrinho esteja, tu vais SEMPRE tirar o pior! Aquele que não percebe o que é uma linha recta, que faz mais zig-zags que o ministro japonês da economia e fica pior à medida que vamos inserindo mercadorias no seu interior: "Queres que eu carregue isso tudo, meu cab$%? Então empurra!". Para alem de errático fica mais pesado que um yokozuna.
Escolher mercadorias... este é de marca, este tem desconto, este é genérico... quando eu estiver na casa de banho e necessitar de papel, quero lá saber se é da marca do cãozito fofinho? Tudo o que quero é que não se fure! Além disso, parece que as mulheres tem tendência a só levar "genéricos" nas coisas mais importantes, "-olha, esta cerveja é de marca branca!".
Pagamento. Mais uma lei de Murphy: a fila que se escolhe, por menor que seja, é justamente aquela que mais demora a andar... e não adianta mudar.
"- Tem cartão?"
"- Sim, deixei por aqui na bolsa, só um minutinho"
"- Quer descontar no cartão?"
"- Sim"
"- Vai pagar com cartão?"
"- Sim, está na bolsa, só um minutinho"
"- Tem X pontos no cartão, quer utilizá-los?"
"- Sim"
"- Onde é que estava no 25 de Abril?"
"- A picar o cartão!"
Devia haver um Salazar para pôr ordem nisto. Paga-se com dinheiro. Se quisessem fazer descontos baixavam a porra dos preços!!!
Pim! Pim! Pim! É o som das compras a passar na caixa. Pim! Pim! Pim! E um gajo, com um saco na mão, à espera que a Sra se lembre de accionar o tapete rolante. Pim! Pim! Pim! E as compras a acumularem-se ao lado dela.
"- São X € e yz cents! Vai pagar com?"
"- Cartão..."
Empurra-se o carrinho de compras a custo até ao carro estacionado. Parece um escravo egípcio a transportar um pedregulho para uma pirâmide.
Entulha-se a mala do carro e parte-se para casa.
Carrega-se tudo o que se quer consumir para o "lar-doce-lar" e, pacientemente, organiza-se tudo nas prateleiras. E é então que se ouve: "- Ó não, esqueci-me de trazer o café!"
Mésinhas
Antes de mais, eu sou um indivíduo com alguma fé.
O bom de ser médico é que existe sempre alguém disponível a nos ensinar algo. Há sempre o indivíduo "tu estudaste mas não sabes esta!". Temos paciência e o nosso senso crítico/científico (alguns incluem arrogância mas, modestamente, não é o meu caso) tenta filtrar o que de verdade pode haver nessas histórias.
Isto tudo para contar o que se passou comigo outro dia.
Fui convidado para um aniversário de alguém muito querido e, obviamente, não faltei.
Estavam praí umas 50 pessoas na festa, a maioria crianças, e eu conhecia, bem, apenas uma dúzia desses convidados. Como pessoa (anti)social que sou, foi a muito custo que fui tentando me "enturmar".
A dado momento dessa missão sobre-humana, cheguei à uma roda de homens, me desculpem: Homens. Os senhores, muito a propósito, falavam de soluções caseiras para problemas clínicos banais.
De repente um deles, meu amigo, dispara (para provocar):
"- Tá aqui o xôtôr que não acredita em nada disso!"
"- Ah, tu és médico?", falou um indivíduo, grato pela oportunidade, que não me conhecia de lado nenhum e com um sorriso do tipo: "já te fod$!". "- Quer se dizer que não acreditas nessas coisas, hã?"
Respondi, educadamente, que acredito no que pode ser cientificamente provado e tal...
"- Então diz-me lá, sabes como se cura uma picada de peixe-aranha?", perguntou-me com uma sobranceria que eu só esperava ver num qualquer Dr importante.
"- Bem, não é algo que aconteça todos os dias.", e expliquei o que o senso comum manda fazer, adicionando também algum conhecimento (pouco, devo confessar) que tinha sobre a picada deste peixe.
"- Mas olhe que não é nada disso!".
"- Não? Não me diga. Então o que é?", já preparado para aguentar com o embate de uma mésinha sensacional.
"- É assim: primeiro pega-se num tarolo de bosta de burro seca e na ponta ateia-se fogo. Quando não houver fogo e apenas existir uma brasa, coloca-se a ponta do estrume onde o peixe picou e "prontos".
"- ..." por um momento...
"Agora sim, chefe. Agora eu acredito. Sou crente. Isto tem mesmo fundamento". E afastei-me.
O acontecimento fez-me lembrar de uma mésinha contada, em jeito de brincadeira, por um amigo meu: "- Sabes o que é bom para a diarreia? É o milho verde: comes o milho e se não passar a caganeira, enfias o sabugo pelo cu acima!!!"
Mas, no entanto, fiquei a remoer a cena e surgiu-me uma preocupação: será que devo sugerir aos meus utentes que incluam, na bagagem de veraneio, um tarolo de merda de burro seca? E será que tem, obrigatoriamente, que ser de burro?
O bom de ser médico é que existe sempre alguém disponível a nos ensinar algo. Há sempre o indivíduo "tu estudaste mas não sabes esta!". Temos paciência e o nosso senso crítico/científico (alguns incluem arrogância mas, modestamente, não é o meu caso) tenta filtrar o que de verdade pode haver nessas histórias.
Isto tudo para contar o que se passou comigo outro dia.
Fui convidado para um aniversário de alguém muito querido e, obviamente, não faltei.
Estavam praí umas 50 pessoas na festa, a maioria crianças, e eu conhecia, bem, apenas uma dúzia desses convidados. Como pessoa (anti)social que sou, foi a muito custo que fui tentando me "enturmar".
A dado momento dessa missão sobre-humana, cheguei à uma roda de homens, me desculpem: Homens. Os senhores, muito a propósito, falavam de soluções caseiras para problemas clínicos banais.
De repente um deles, meu amigo, dispara (para provocar):
"- Tá aqui o xôtôr que não acredita em nada disso!"
"- Ah, tu és médico?", falou um indivíduo, grato pela oportunidade, que não me conhecia de lado nenhum e com um sorriso do tipo: "já te fod$!". "- Quer se dizer que não acreditas nessas coisas, hã?"
Respondi, educadamente, que acredito no que pode ser cientificamente provado e tal...
"- Então diz-me lá, sabes como se cura uma picada de peixe-aranha?", perguntou-me com uma sobranceria que eu só esperava ver num qualquer Dr importante.
"- Bem, não é algo que aconteça todos os dias.", e expliquei o que o senso comum manda fazer, adicionando também algum conhecimento (pouco, devo confessar) que tinha sobre a picada deste peixe.
"- Mas olhe que não é nada disso!".
"- Não? Não me diga. Então o que é?", já preparado para aguentar com o embate de uma mésinha sensacional.
"- É assim: primeiro pega-se num tarolo de bosta de burro seca e na ponta ateia-se fogo. Quando não houver fogo e apenas existir uma brasa, coloca-se a ponta do estrume onde o peixe picou e "prontos".
"- ..." por um momento...
"Agora sim, chefe. Agora eu acredito. Sou crente. Isto tem mesmo fundamento". E afastei-me.
O acontecimento fez-me lembrar de uma mésinha contada, em jeito de brincadeira, por um amigo meu: "- Sabes o que é bom para a diarreia? É o milho verde: comes o milho e se não passar a caganeira, enfias o sabugo pelo cu acima!!!"
Mas, no entanto, fiquei a remoer a cena e surgiu-me uma preocupação: será que devo sugerir aos meus utentes que incluam, na bagagem de veraneio, um tarolo de merda de burro seca? E será que tem, obrigatoriamente, que ser de burro?
14 fevereiro 2009
10 fevereiro 2009
15 janeiro 2009
Estupidez ilimitada
"Congresso da Venezuela aprova reeleição ilimitada" aqui
É conhecida a minha imensa paixão pelo presidente da Venezuela e, por isso, não pude deixar de ficar entusiasmado com essa notícia. No entanto, fiquei preocupado com uma coisita apenas: o Chavez é um grande amigo do nosso PM. Será que o Sócrates não vai querer seguir o caminho, democrático, do compincha sul-americano?
É conhecida a minha imensa paixão pelo presidente da Venezuela e, por isso, não pude deixar de ficar entusiasmado com essa notícia. No entanto, fiquei preocupado com uma coisita apenas: o Chavez é um grande amigo do nosso PM. Será que o Sócrates não vai querer seguir o caminho, democrático, do compincha sul-americano?
10 janeiro 2009
Corre, caraças!
Jesualdo confirma Cissokho: «Não vamos dar tiro no escuro» in Mais futebol

Então os claros que se cuidem!!!

Então os claros que se cuidem!!!
09 janeiro 2009
Metamorfose
Porque será que, ao passar pela porta de um qualquer serviço hospitalar, um ser humano transforma-se, imediatamente, numa cama articulada?
07 janeiro 2009
É a crise!
Hoje, ao fazer o meu exercício preferido (o zapping), quando cheguei do trabalho, parei por alguns segundos no "preço certo" do Fernando Mendes.
Aquela montra final é quase sempre a mesma coisa: uns electrodomésticos, um sofá, uma viagem, um carro, etc. Mas o que me chamou a atenção foi o destino da viagem...
Voz-off: "E a nossa agência vai levá-lo para uma viagem inesquecível, com estadia em hotel 4 estrelas, passeio em Rolls-Royce, jantar no restaurante "O canal", tudo isso na bela cidade de AVEIRO!"
Não tenho nada contra Aveiro, gosto muito da cidade até, mas se eu quisesse ir a Aveiro "pegava" a A1 e estava lá em hora e meia. Imagino que nesta altura do ano Aveiro seja uma cidade acolhedora, tão acolhedora como, hum, sei lá... Portalegre?!
É a puta da crise...
Aquela montra final é quase sempre a mesma coisa: uns electrodomésticos, um sofá, uma viagem, um carro, etc. Mas o que me chamou a atenção foi o destino da viagem...
Voz-off: "E a nossa agência vai levá-lo para uma viagem inesquecível, com estadia em hotel 4 estrelas, passeio em Rolls-Royce, jantar no restaurante "O canal", tudo isso na bela cidade de AVEIRO!"
Não tenho nada contra Aveiro, gosto muito da cidade até, mas se eu quisesse ir a Aveiro "pegava" a A1 e estava lá em hora e meia. Imagino que nesta altura do ano Aveiro seja uma cidade acolhedora, tão acolhedora como, hum, sei lá... Portalegre?!
É a puta da crise...
06 janeiro 2009
Bet and win
"Papa diz acompanhar situação em Gaza" Sic notícias
O "santíssimo" apostou 5€ nos judeus!
O "santíssimo" apostou 5€ nos judeus!
30 dezembro 2008
Ranhosos
O que é a gripe?
Acho que essa pergunta deveria ser feita a todo e qualquer ranhoso que encontremos por aí.
"Epá, tenho o nariz a pingar, acho que é gripe!"
"Man, tenho o corpo todo a doer, de certeza que é gripe!"
"Atchin!!! Ê gripe lixada!"
"Cof, cof... RRRRRRRRRR, pxuu!!! Ah, escarrada boa! Dass lá a gripe!"
Tudo e qualquer coisa de "anormal" que se sinta: gripe!
E vai tudo pró hospital ou pró SAP. Mesmo que não tenham, e 90% não têm, acabam por apanhar na sala de espera.
"O que já fez de medicamentos?"
"Tomei uma colher de mel"
O mel deveria ser elevado a milagre: cura tudo. Ele cura gripe, constipação, exantema generalizado, parasitose, pé-de-atleta, qualquer dia também curará Diabetes...
"E febre, tem?"
"Acho que sim..."
"Acha? Não mediu?"
"Não tenho termómetro, mas parece que estou mais quente."
"Ok, quando começaram os sintomas?"
"Hoje. Para ser mais preciso, passei aqui em frente e espirrei, juntei 2+2 e aqui estou!".
Pode parecer caricatura, mas não é.
Na RTP ao almoço:
"Também está com gripe?"
"Mas não se nota, até estou ófonica!"
"E está a usar a máscara porque?
"Para proteger as outras pessoas dos micróbios e bactérias!"
Nem o Influenza aguenta!
Acho que essa pergunta deveria ser feita a todo e qualquer ranhoso que encontremos por aí.
"Epá, tenho o nariz a pingar, acho que é gripe!"
"Man, tenho o corpo todo a doer, de certeza que é gripe!"
"Atchin!!! Ê gripe lixada!"
"Cof, cof... RRRRRRRRRR, pxuu!!! Ah, escarrada boa! Dass lá a gripe!"
Tudo e qualquer coisa de "anormal" que se sinta: gripe!
E vai tudo pró hospital ou pró SAP. Mesmo que não tenham, e 90% não têm, acabam por apanhar na sala de espera.
"O que já fez de medicamentos?"
"Tomei uma colher de mel"
O mel deveria ser elevado a milagre: cura tudo. Ele cura gripe, constipação, exantema generalizado, parasitose, pé-de-atleta, qualquer dia também curará Diabetes...
"E febre, tem?"
"Acho que sim..."
"Acha? Não mediu?"
"Não tenho termómetro, mas parece que estou mais quente."
"Ok, quando começaram os sintomas?"
"Hoje. Para ser mais preciso, passei aqui em frente e espirrei, juntei 2+2 e aqui estou!".
Pode parecer caricatura, mas não é.
Na RTP ao almoço:
"Também está com gripe?"
"Mas não se nota, até estou ófonica!"
"E está a usar a máscara porque?
"Para proteger as outras pessoas dos micróbios e bactérias!"
Nem o Influenza aguenta!
24 dezembro 2008
Natal
É tradição cá do burgo que, nos jantares de natal, se leiam algumas linhas escritas por mim. Nunca transcrevi nada para aqui, mas vou abrir uma excepção.
Um bom natal para todos!
Crepitam labaredas
Crepitam labaredas na fogueira
Que se fez antes do jantar.
Vão chegando amigos
E cresce a vontade de abraçar.
"Olá, há quanto tempo!"
E nas entrelinhas: saudade
Crepitam labaredas, roem a madeira.
E os amigos sentam-se para cear.
Em frente aos pratos preferidos
Há sempre boas histórias para contar.
"Já estava faminto!"
E nas entrelinhas: verdade
Crepitam labaredas na lareira,
Sente-se o calor que projectam para o ar,
E os cânticos de natal
Vão, as vozes, preparando para cantar.
"Dessa não me lembro!"
E nas entrelinhas: amizade.
Crepitam labaredas vermelhas
Que esperaram o ano inteiro por este dia
Para arder, para ver, tanto amor e alegria
Que os amigos tem para compartilhar.
E, enquanto se prestam homenagem verdadeiras,
Crepitam quentes labaredas vermelhas na lareira.
Um bom natal para todos!
Crepitam labaredas
Crepitam labaredas na fogueira
Que se fez antes do jantar.
Vão chegando amigos
E cresce a vontade de abraçar.
"Olá, há quanto tempo!"
E nas entrelinhas: saudade
Crepitam labaredas, roem a madeira.
E os amigos sentam-se para cear.
Em frente aos pratos preferidos
Há sempre boas histórias para contar.
"Já estava faminto!"
E nas entrelinhas: verdade
Crepitam labaredas na lareira,
Sente-se o calor que projectam para o ar,
E os cânticos de natal
Vão, as vozes, preparando para cantar.
"Dessa não me lembro!"
E nas entrelinhas: amizade.
Crepitam labaredas vermelhas
Que esperaram o ano inteiro por este dia
Para arder, para ver, tanto amor e alegria
Que os amigos tem para compartilhar.
E, enquanto se prestam homenagem verdadeiras,
Crepitam quentes labaredas vermelhas na lareira.
23 dezembro 2008
Insónia
O fulano com insónias é um zombie.
Quem tem insónias é um paradoxo vivo: não tem sono suficiente para adormecer, nem está suficientemente vígil para permanecer acordado. É como estar num fio tentando equilibrar-se, qualquer desvio nos mantém acesos.
Eu sou o oposto do narcoléptico. Não durmo. Eu não adormeço em 5 minutos, nem caio na cama e vou-me, imediatamente, instantaneamente, para o mundo monocromático dos sonhos.
Eu estou sempre alerta e só adormeço após insistentes bocejos, programas tremendamente maçadores, algumas páginas de estudo e, por vezes, doses de determinadas substâncias.
E tudo o que passo durante a noite reflecte-se durante o dia. Se estivesse constantemente com os braços estendidos a 90º, seria um remake de um filme de terror série B.
"Ouve lá, tás c'uma cara! Dass." diz alguém para animar.
Perco-me no meio das conversas e balbucio um disparate em troca de uma pergunta qualquer.
"Estão, tás bom?" o mesmo animador.
"É".
"?".
Se alguém diz que há uma cama vaga no serviço eu grito: "é minha,carago!" e a máquina de café passa a ser a minha maior aliada.
Há quem lute pela vida, pelos ideais, por desporto, porque é um FDP e gosta de bater em todos, eu luto para dormir.
Meus lençóis estão por todo lado, desde que "todo o lado" signifique alguns metros de distância. A tentativa de adormecer parece uma dança (ou será um convulsão tónico-clónica?). Volto-me milhares de vezes: esquerda volver! E depois para a direita; sou uma espécie de cão a calcar o colchão antes de deitar.
E quando, após horas de combate, vem um pequeno período de sono não-REM, mas que agoura algo de bom, meus vizinhos acordam porque já são 7 da manhã e estão felizes por terem tido uma boa noite de sono. Perpetuam, portanto, o ciclo.
Viva o Estazolam!!!
Sim, sim, claro...
Quem tem insónias é um paradoxo vivo: não tem sono suficiente para adormecer, nem está suficientemente vígil para permanecer acordado. É como estar num fio tentando equilibrar-se, qualquer desvio nos mantém acesos.
Eu sou o oposto do narcoléptico. Não durmo. Eu não adormeço em 5 minutos, nem caio na cama e vou-me, imediatamente, instantaneamente, para o mundo monocromático dos sonhos.
Eu estou sempre alerta e só adormeço após insistentes bocejos, programas tremendamente maçadores, algumas páginas de estudo e, por vezes, doses de determinadas substâncias.
E tudo o que passo durante a noite reflecte-se durante o dia. Se estivesse constantemente com os braços estendidos a 90º, seria um remake de um filme de terror série B.
"Ouve lá, tás c'uma cara! Dass." diz alguém para animar.
Perco-me no meio das conversas e balbucio um disparate em troca de uma pergunta qualquer.
"Estão, tás bom?" o mesmo animador.
"É".
"?".
Se alguém diz que há uma cama vaga no serviço eu grito: "é minha,carago!" e a máquina de café passa a ser a minha maior aliada.
Há quem lute pela vida, pelos ideais, por desporto, porque é um FDP e gosta de bater em todos, eu luto para dormir.
Meus lençóis estão por todo lado, desde que "todo o lado" signifique alguns metros de distância. A tentativa de adormecer parece uma dança (ou será um convulsão tónico-clónica?). Volto-me milhares de vezes: esquerda volver! E depois para a direita; sou uma espécie de cão a calcar o colchão antes de deitar.
E quando, após horas de combate, vem um pequeno período de sono não-REM, mas que agoura algo de bom, meus vizinhos acordam porque já são 7 da manhã e estão felizes por terem tido uma boa noite de sono. Perpetuam, portanto, o ciclo.
Viva o Estazolam!!!
Sim, sim, claro...
22 dezembro 2008
18 dezembro 2008
Natal antecipado
Como é natal, Manuela Ferreira Leite quis oferecer uma prenda ao presidente da câmara de Lisboa, e vai daí:
"Santana Lopes candidato do PSD à câmara de Lisboa" in Fábrica de Conteúdos
"Obrigado, Drª. Era mesmos isso que eu queria!"
Viva o PPD-PSD... NOT!
"Santana Lopes candidato do PSD à câmara de Lisboa" in Fábrica de Conteúdos
"Obrigado, Drª. Era mesmos isso que eu queria!"Viva o PPD-PSD... NOT!
17 dezembro 2008
Cócórrência
"Concorrência multa panificadoras em 1,17M de € por combinarem preços" in Jornal de Negócios
Enquanto isso, numa reunião da APETRO:
"AH!AH!AH!"
Enquanto isso, numa reunião da APETRO:
"AH!AH!AH!"
16 dezembro 2008
Hierarquias
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