Há cerca de 17 anos, ao entreter-me com uma revista "especializada" em música, lia um artigo, de um erudito qualquer, que vaticinava o fim dos Pearl Jam logo ao 2º álbum. Ironizava o sabichão que o líder da banda se tinha aburguesado, que a música do grupo não respondia à chamada grunge da origem e que estava por isso, esse trabalho, destinado ao fracasso.
O álbum em questão era o "Vs", por sinal um colossal (está na moda) sucesso. Parece-me que para profeta, o tal escritor dava um excelente mestre-d'obras...
Mais 20, sff.
20 setembro 2011
19 setembro 2011
PS (porto Seguro)
Depois do último congresso do PS; depois de ouvir o ardente, sincero, verdadeiro (e amnésico?) discurso do sucessor de Sócrates; depois de ouvir as suas inúmeras e infindáveis declarações, opiniões e acusações diárias; de sentir as suas preocupações; fiquei extremamente aliviado: afinal o PS nunca deixará o povo na mão e estará sempre aí para nos salvar!
Aleluia
Aleluia
17 setembro 2011
Bonfire of the Vanities
"Cristiano Ronaldo: “Assobiam-me porque sou bonito, rico e um grande futebolista. Não tenho outra explicação” in Público
É por não "encontrar outra explicação" que não pode acrescentar "inteligente" a essa frase, certo?
É por não "encontrar outra explicação" que não pode acrescentar "inteligente" a essa frase, certo?
Pai sofre XXIII: remédio
Sexta-feira. Mais uma semana de intenso trabalho terminou.
Cheguei à casa estafado. Vinha chateado com a vida e com um trabalho que cada vez mais me desaponta. Estudar uma vida toda para fazer algo que está há milhas de distância leva a um sentimento de frustração e impotência que nunca havia experimentado. Reclamações, exigências desmesuradas e excesso de direitos atiram-me para um lugar ao qual não estou acostumado. Cansa-me muito tentar ser justo e honesto. Seria mais fácil ceder às vontades e vícios e essa insistência, em fazer o que meus pais ensinaram, estafa-me.
Liguei a televisão. Vi buracos, miséria, guerras, corrupção e o Vítor Pereira no telejornal. Nada me interessa, nada me tira o gosto amargo de 5 dias de decepções.
Começo a ficar preocupado com a gota no canto do olho, a insónia e a falta de apetites...
Ela chegou. Os olhos enormes e vivaços miraram-me, as pernas aceleraram, os braços abriram-se num grande pequeno abraço e a língua, no início da afinação, estala um grande "É o pai!" na minha triste face.
E puff!... tudo o resto deixou de ter qualquer importância.
Amor: está aqui um remédio que tenho de começar a prescrever mais vezes...
Cheguei à casa estafado. Vinha chateado com a vida e com um trabalho que cada vez mais me desaponta. Estudar uma vida toda para fazer algo que está há milhas de distância leva a um sentimento de frustração e impotência que nunca havia experimentado. Reclamações, exigências desmesuradas e excesso de direitos atiram-me para um lugar ao qual não estou acostumado. Cansa-me muito tentar ser justo e honesto. Seria mais fácil ceder às vontades e vícios e essa insistência, em fazer o que meus pais ensinaram, estafa-me.
Liguei a televisão. Vi buracos, miséria, guerras, corrupção e o Vítor Pereira no telejornal. Nada me interessa, nada me tira o gosto amargo de 5 dias de decepções.
Começo a ficar preocupado com a gota no canto do olho, a insónia e a falta de apetites...
Ela chegou. Os olhos enormes e vivaços miraram-me, as pernas aceleraram, os braços abriram-se num grande pequeno abraço e a língua, no início da afinação, estala um grande "É o pai!" na minha triste face.
E puff!... tudo o resto deixou de ter qualquer importância.
Amor: está aqui um remédio que tenho de começar a prescrever mais vezes...
01 setembro 2011
31 agosto 2011
Vaselina fiscal
Depois de, mais uma vez, o Ministro Víctor Gaspar ("Soninho" para os íntimos) vir anunciar novas medidas (leia-se "mais impostos) para minorar o défice luso, veio-me à lembrança uma passagem do "Evolution":
Sábias palavras as de Orlando Jones:
"There's always time for lubricant!!!"
Sábias palavras as de Orlando Jones:
"There's always time for lubricant!!!"
15 agosto 2011
Santíssima pândega
"Santana Lopes convidado para Provedor da Santa Casa" in Iinformação
Qual é a vossa opinião sobre os motivos de tão assertiva escolha?
Qual é a vossa opinião sobre os motivos de tão assertiva escolha?
12 agosto 2011
Aumentos
"Governo antecipa aumento do IVA na electricidade e gás" - in Público
Hoje à noite já se iluminará a casa com velas.
Já comprei um ratinho para montar um microgerador para o computador.
E, a partir de hoje, 2 refeições diárias contendo feijão e/ou repolho.
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Política
09 agosto 2011
Inglesada
A polícia inglesa revelou os nomes de alguns dos jovens presos nos desacatos na área metropolitana de Lomdres. Ei-los:
- Ahremessa Al-Calhau;
- Pontus Nathesta;
- Isaac Nathein Job;
- Amin Nan Ah-Kembata;
- Juan Lleno de Dolores;
- Amândio Rochas;
- Storvas Zaragatas;
- Allipio Rada;
- Aiden McCair O'Dent;
- Chang Ia Lee;
- Alan Smith.
Todos eles ingleses à excepção do último: australiano.
Post baseado neste.
- Ahremessa Al-Calhau;
- Pontus Nathesta;
- Isaac Nathein Job;
- Amin Nan Ah-Kembata;
- Juan Lleno de Dolores;
- Amândio Rochas;
- Storvas Zaragatas;
- Allipio Rada;
- Aiden McCair O'Dent;
- Chang Ia Lee;
- Alan Smith.
Todos eles ingleses à excepção do último: australiano.
Post baseado neste.
08 agosto 2011
06 agosto 2011
Estrelinha de azar
Já há algum tempo que tenho pensado em escrever sobre esta matéria e esta semana, depois de mais um quiproquó com um destes de que vou falar, resolvi finalmente dissertar sobre o tema.
No nosso país parece haver um culto ao carro. Típico de países atrasados, em Portugal quem tem um bom carro parece estar envolto num halo de status vindo sabe-se lá de onde ou porquê. Muitas pessoas geram opiniões sobre outrem baseadas na viatura conduzida pelo vizinho. A pessoa pode ser a maior vadia, mau carácter, desprezível, mas, se tiver um bom automóvel, já deve valer alguma coisa. Isso pode explicar o facto de os tugas comprarem todo o lixo que os alemães já não querem.
Vou ser claro: eu receio e odeio os Mercedes-Benz 190 ® e afins que encontro na estrada!Recear porquê? Porquê, na maior parte, são conduzidos ou por velhotes, que mal se podem mexer, ou por putos que querem um Mercedes® para impressionar. Odiar porquê? São feios, velhos, poluentes; odeio-os principalmente porque põem a nu uma faceta da sociedade que me chateia, aquela em que "não é preciso ser, é preciso parecer". Ficam convencidos que, comprando esses trambolhos sobre rodas, passam a pertencer a uma elite qualquer.
Um 190 na estrada é sinónimo de grandes filas e de infracções ao código. Daí que, quando vou atrás de um no IC2, dou uma distância de segurança: 1º porque representam um perigo à segurança dos outros condutores; 2º porque não quero ficar intoxicado com o fumo; 3º porquê são horríveis;
Para além disso, o facto de um fulano conduzir um Mercedes® não invalida que o mesmos deixe de ser uma besta. Já os vi cavalgados nas bermas, em segunda fila, a ultrapassar pela direita ou a pisar riscos contínuos, a esbracejar e esbravejar com tudo e com todos e por tudo e por nada. Parece que educação e civismo, na maioria dos casos, não faz parte do equipamento de série...
Mas a culpa não é da Mercedes®. A marca apenas fabrica os carros. A culpa é de uma sociedade que julga os outros pelo que têm, pelo que veste, pelo que aparenta... triste comunidade motorizada.
No entanto, há oásis nesse deserto de mediocridade. Não sei se já escrevi aqui, mas há pouco tempo ouvi um jovem colega meu proferir uma das frases mais simples e bonitas que ouvi nos últimos tempos. Dizia ele que gostava de ter 5 filhos. Falei do meu espanto, de que não é normal hoje em dia o desejo de famílias numerosas e das dificuldades económicas que as pessoas referem para criar um filho. O meu amigo, de forma muito calma e singela, respondeu: "se não puder ter um Mercedes® tenho um Renault Clio®".
Valha-nos esses que nos "enxergam" para além da nossa embalagem e nos julgam pela nossa alma.
"Se não fosse o 190 não arranjava essas gajas boas (todas com mais de 18!)"
No nosso país parece haver um culto ao carro. Típico de países atrasados, em Portugal quem tem um bom carro parece estar envolto num halo de status vindo sabe-se lá de onde ou porquê. Muitas pessoas geram opiniões sobre outrem baseadas na viatura conduzida pelo vizinho. A pessoa pode ser a maior vadia, mau carácter, desprezível, mas, se tiver um bom automóvel, já deve valer alguma coisa. Isso pode explicar o facto de os tugas comprarem todo o lixo que os alemães já não querem.
Vou ser claro: eu receio e odeio os Mercedes-Benz 190 ® e afins que encontro na estrada!Recear porquê? Porquê, na maior parte, são conduzidos ou por velhotes, que mal se podem mexer, ou por putos que querem um Mercedes® para impressionar. Odiar porquê? São feios, velhos, poluentes; odeio-os principalmente porque põem a nu uma faceta da sociedade que me chateia, aquela em que "não é preciso ser, é preciso parecer". Ficam convencidos que, comprando esses trambolhos sobre rodas, passam a pertencer a uma elite qualquer.
Um 190 na estrada é sinónimo de grandes filas e de infracções ao código. Daí que, quando vou atrás de um no IC2, dou uma distância de segurança: 1º porque representam um perigo à segurança dos outros condutores; 2º porque não quero ficar intoxicado com o fumo; 3º porquê são horríveis;
Para além disso, o facto de um fulano conduzir um Mercedes® não invalida que o mesmos deixe de ser uma besta. Já os vi cavalgados nas bermas, em segunda fila, a ultrapassar pela direita ou a pisar riscos contínuos, a esbracejar e esbravejar com tudo e com todos e por tudo e por nada. Parece que educação e civismo, na maioria dos casos, não faz parte do equipamento de série...
Mas a culpa não é da Mercedes®. A marca apenas fabrica os carros. A culpa é de uma sociedade que julga os outros pelo que têm, pelo que veste, pelo que aparenta... triste comunidade motorizada.
No entanto, há oásis nesse deserto de mediocridade. Não sei se já escrevi aqui, mas há pouco tempo ouvi um jovem colega meu proferir uma das frases mais simples e bonitas que ouvi nos últimos tempos. Dizia ele que gostava de ter 5 filhos. Falei do meu espanto, de que não é normal hoje em dia o desejo de famílias numerosas e das dificuldades económicas que as pessoas referem para criar um filho. O meu amigo, de forma muito calma e singela, respondeu: "se não puder ter um Mercedes® tenho um Renault Clio®".
Valha-nos esses que nos "enxergam" para além da nossa embalagem e nos julgam pela nossa alma.
05 agosto 2011
Fugir por amor...
Para o tema "Fugir" da Fábrica de Letras:

“Vamos fugir deste lugar, baby, vamos fugir”
“Não posso, sabes bem”
“Mas porquê? Pela tua família? Pelos teus amigos? Pela tua boa vida?”
“É por tudo, amor. Não posso abdicar das coisas que tenho em casa. Se for contigo tenho que me virar sozinha, certo?”
“Não sejas tonta, querida, eu trabalho para ti. E se as coisas não correrem bem, viveremos de amor!”
“És um romântico… e também um grandessíssimo pateta! Amor não enche barriga, ok? Tu és um “D. Juan” que só me quer saltar para as cuecas!!!”
“Se pelo menos usasses umas…”
“És mesmo tonto”
“Anda lá, ninguém vai sentir a tua falta. Eu sei do que falo. Já vivi em muitos lugares e ninguém quis saber. Já me fui embora inúmeras vezes e ninguém me chamou de volta.”
“Mas tu sempre foste um solitário. Talvez não percebas o valor de uma família. A minha não é assim, tá bem? Nunca me abandonaria! E eu não sou capaz de o fazer. A minha família sempre fez e faria tudo por mim."
“Mas só eu te dou amor. Só eu sei fazer o quê e como tu gostas, não é verdade, minha coisita fofa?”
“Pára lá com isso… não mexas aí… ui… OK! O que tens em mente?”
“Hoje, pela meia-noite , venho buscar-te e…”
Na manhã seguinte, a menina foi até a porta de casa e gritou pela sua cadelita. Insistiu muitas vezes naquele dia e nos seguintes sem nunca obter resposta.
A menina, a sofrer, chorou durante muito tempo até ouvir a bonita história da pequena caniche que foi seduzida por um rafeiro e que se foi embora por amor... coisas de pai para apaziguar coraçõeszitos inocentes.

Fugir por amor
“Vamos fugir deste lugar, baby, vamos fugir”
“Não posso, sabes bem”
“Mas porquê? Pela tua família? Pelos teus amigos? Pela tua boa vida?”
“É por tudo, amor. Não posso abdicar das coisas que tenho em casa. Se for contigo tenho que me virar sozinha, certo?”
“Não sejas tonta, querida, eu trabalho para ti. E se as coisas não correrem bem, viveremos de amor!”
“És um romântico… e também um grandessíssimo pateta! Amor não enche barriga, ok? Tu és um “D. Juan” que só me quer saltar para as cuecas!!!”
“Se pelo menos usasses umas…”
“És mesmo tonto”
“Anda lá, ninguém vai sentir a tua falta. Eu sei do que falo. Já vivi em muitos lugares e ninguém quis saber. Já me fui embora inúmeras vezes e ninguém me chamou de volta.”
“Mas tu sempre foste um solitário. Talvez não percebas o valor de uma família. A minha não é assim, tá bem? Nunca me abandonaria! E eu não sou capaz de o fazer. A minha família sempre fez e faria tudo por mim."
“Mas só eu te dou amor. Só eu sei fazer o quê e como tu gostas, não é verdade, minha coisita fofa?”
“Pára lá com isso… não mexas aí… ui… OK! O que tens em mente?”
“Hoje, pela meia-noite , venho buscar-te e…”
Na manhã seguinte, a menina foi até a porta de casa e gritou pela sua cadelita. Insistiu muitas vezes naquele dia e nos seguintes sem nunca obter resposta.
A menina, a sofrer, chorou durante muito tempo até ouvir a bonita história da pequena caniche que foi seduzida por um rafeiro e que se foi embora por amor... coisas de pai para apaziguar coraçõeszitos inocentes.
04 agosto 2011
Pontaria
Hoje, durante a minha estadia nas instalações de uma superfície comercial, apareceu-me, assim de repente, uma vontade incontrolável de mictar.
É estranho como, nesses momentos de sobressalto, vamos confirmando informações que vão surgindo aqui e ali.
Passo a explicar:
Li há já algum tempo, numa revista qualquer, que a altura média da população portuguesa tem vindo a aumentar. Parece que a dos rapazes se encontra actualmente nos 174cm, ultrapassando, por exemplo, a média dos rapazes espanhóis (um aparte).
Voltando àquela ida para resolver necessidades fisiológicas.
Quando me dirigi ao sanitário mais próximo verifiquei que, mesmo estando um pouco acima daquela média de altura, necessitava de ficar em bicos dos pés para acertar no interior do urinol.
Fiquei espantado com o facto da nossa sociedade estar atenta à ciência e com a rapidez com se adapta aos novos desafios que se lhe impõem: já aumentaram a altura da porra dos urinóis?! Tem agora um gajo que se esticar todo para não roçagar os tim-tins na porcelana, caraças! E quem não alcança o alvo compra uma escada? Faz exercícios pélvicos? Resolve o problema no lavatório?
Ai, os arquitectos vanguardistas...
É estranho como, nesses momentos de sobressalto, vamos confirmando informações que vão surgindo aqui e ali.
Passo a explicar:
Li há já algum tempo, numa revista qualquer, que a altura média da população portuguesa tem vindo a aumentar. Parece que a dos rapazes se encontra actualmente nos 174cm, ultrapassando, por exemplo, a média dos rapazes espanhóis (um aparte).
Voltando àquela ida para resolver necessidades fisiológicas.
Quando me dirigi ao sanitário mais próximo verifiquei que, mesmo estando um pouco acima daquela média de altura, necessitava de ficar em bicos dos pés para acertar no interior do urinol.
Fiquei espantado com o facto da nossa sociedade estar atenta à ciência e com a rapidez com se adapta aos novos desafios que se lhe impõem: já aumentaram a altura da porra dos urinóis?! Tem agora um gajo que se esticar todo para não roçagar os tim-tins na porcelana, caraças! E quem não alcança o alvo compra uma escada? Faz exercícios pélvicos? Resolve o problema no lavatório?
Ai, os arquitectos vanguardistas...
02 agosto 2011
Investimento
Se tivesse ganho o gigantesco jackpot do euromilhões (lembram, 182000000€?!), também eu tinha ido atrás da barganha/pechincha BPN.
E parafraseando o Bloco nesta matéria:
E parafraseando o Bloco nesta matéria:
01 agosto 2011
Pai sofre XXII: da tróica?
Como escrevi há alguns "posts" atrás, minha mais-que-tudo tinha a ideia de que durante 1 mês pós-parto não haveria furunfunfada para ninguém e assim mais valia rezar para complementar o celibato.
No entanto, parece que lhe foi dito, por uma minha colega Obstetra/ginecologista, que, afinal, o período de aridez copuladora deverá ser não inferior a 1 mês e meio!!!
Tudo bem que ela é especialista em vaginas e eu apenas apreciador/admirador, mas 45 dias? Até o dilúvio teve menos tempo!
Num dia em que a malta reclama que os transportes aumentaram até 25%, o que vou eu dizer quando o aumento do tempo de sexo unipessoal aumentou em 50%!!!
Olhem para mim dentro de mês e meio:
Um post a roçar o gay * e carregado de estereótipos
Dentro da maternidade, passei por dois gajos das obras vestidos com coletes e que carregavam caixas de ferramentas. Eram ambos grandes e carecas.
Depois de os ver apanhei-me a cantarolar "I'm too sexy for my love...", o que me soou algo estranho.
Depois vi uma enfermeira jeitosa e fiquei mais descansado...
*sem trocadilhos, ok?
Depois de os ver apanhei-me a cantarolar "I'm too sexy for my love...", o que me soou algo estranho.
Depois vi uma enfermeira jeitosa e fiquei mais descansado...
*sem trocadilhos, ok?
31 julho 2011
Pai sofre XXI: Na maternidade
Com a minha senhora internada, de recobro da cesariana, lá vai o papá para a maternidade.
Como a visita do pai decorre das 12:00 às 20:30, ficam mais de 8 horas para preencher. Não me interpretem mal, mas o meu pequeno "pilas", neste momento, só obedece a um plano: dorme/come/caga e não exactamente por essa ordem, sendo que a parte "dormir" é a que demora mais tempo. Dessa forma, há sempre "coisas" que vão chamando atenção.
No quarto da minha madame estão mais 3 bebés e, no meio do mesmo, incrustada na parede, jaz uma televisão. Como lá manda a puta da democracia, todos vemos o canal da maioria. Nos 2 primeiros dias a TV esteve na SIC, ou como costumo chamar "televisão doentia", e tive que levar com a Ana Marques e Cia ilimitada (Cláudio Ramos incluído!).
No entanto, hoje lá mudaram para o primeiro canal da RTP. Não é que eu estivesse a ligar muito para o que estava a dar na televisão, mas não pude deixar de ficar estúpido de facto com algumas "músicas" do Top +. Primeiro de tudo as famigeradas musiquinhas infantis, várias vezes comentadas neste blogue nos últimos 2 anos; depois uma tal de Rosinha que põem uma minhoca numa vara qualquer; por fim, e antes que eu perdesse os sentidos, um tal de Leandro com isto:
Parti-me a rir quase instantaneamente:
"Fuuoooda-se", pensei logo, "uma canção sobre a morte da mãe a passar numa maternidade? Isto só pode ser o cúmulo da ironia!!!"
O tempo assim até passa mais depressa e amanhã o meu menino vem para casa, finalmente!
Como a visita do pai decorre das 12:00 às 20:30, ficam mais de 8 horas para preencher. Não me interpretem mal, mas o meu pequeno "pilas", neste momento, só obedece a um plano: dorme/come/caga e não exactamente por essa ordem, sendo que a parte "dormir" é a que demora mais tempo. Dessa forma, há sempre "coisas" que vão chamando atenção.
No quarto da minha madame estão mais 3 bebés e, no meio do mesmo, incrustada na parede, jaz uma televisão. Como lá manda a puta da democracia, todos vemos o canal da maioria. Nos 2 primeiros dias a TV esteve na SIC, ou como costumo chamar "televisão doentia", e tive que levar com a Ana Marques e Cia ilimitada (Cláudio Ramos incluído!).
No entanto, hoje lá mudaram para o primeiro canal da RTP. Não é que eu estivesse a ligar muito para o que estava a dar na televisão, mas não pude deixar de ficar estúpido de facto com algumas "músicas" do Top +. Primeiro de tudo as famigeradas musiquinhas infantis, várias vezes comentadas neste blogue nos últimos 2 anos; depois uma tal de Rosinha que põem uma minhoca numa vara qualquer; por fim, e antes que eu perdesse os sentidos, um tal de Leandro com isto:
Parti-me a rir quase instantaneamente:
"Fuuoooda-se", pensei logo, "uma canção sobre a morte da mãe a passar numa maternidade? Isto só pode ser o cúmulo da ironia!!!"
O tempo assim até passa mais depressa e amanhã o meu menino vem para casa, finalmente!
29 julho 2011
Pai sofre XX: Sequelas
O meu miúdo já estava vestido e eu estava a apresentá-lo à mamã quando a obstetra sai-se com:
"Pronto, como foi cesariana, dentro de dois anos voltam pelo terceiro"
"Como?" digo eu espantado.
"Foi cesariana e..."
"Não é isso. Essa parte do "não sei quê do terceiro"
Vamos fazer uma analogia.
O "Tubarão" foi bom. O "Tubarão 2" também foi. Os outros "tubarões" eram escusados. Os dois primeiros "Back to the future" foram espectaculares, já o 3º: nhec, foi bonzito, vá.
Ninguém disse que isto seria uma trilogia, ok! Eu não sou o George Lucas a tentar esticar ideias. Isto cá em casa não é Hollywood e a minha holy wood já não trabalha para estes resultados!
Citando o sábio povo: "um é bom, 2 é óptimo, 3 e as coisas começam a ficar apertadas".
"Pronto, como foi cesariana, dentro de dois anos voltam pelo terceiro"
"Como?" digo eu espantado.
"Foi cesariana e..."
"Não é isso. Essa parte do "não sei quê do terceiro"
Vamos fazer uma analogia.
O "Tubarão" foi bom. O "Tubarão 2" também foi. Os outros "tubarões" eram escusados. Os dois primeiros "Back to the future" foram espectaculares, já o 3º: nhec, foi bonzito, vá.
Ninguém disse que isto seria uma trilogia, ok! Eu não sou o George Lucas a tentar esticar ideias. Isto cá em casa não é Hollywood e a minha holy wood já não trabalha para estes resultados!
Citando o sábio povo: "um é bom, 2 é óptimo, 3 e as coisas começam a ficar apertadas".
28 julho 2011
Filho
Na minha prepotência dos 30 e tais, com a certeza de que tinha certeza de tudo, vieste tu, meu filho, mostrar-me que, afinal, ainda tenho muito, mesmo muito, o que aprender.
Tu que és tão pequenino e frágil, vieste mostrar-me o que enfim sou: mais pequenino do que tu.
Quem sabe tudo? Quem conhece todos os segredos do mundo? Não sou eu, ora bolas, é essa a verdade.
Tu que és puro e limpo, com esses olhos, que pouco vêem mas tanto mostram, abriste os meus e os lavaste em água salgada.
Mal te ouvi, ainda no ventre da tua mãe, vi logo as minhas imperfeições, e ao pegar em ti, pedaçinho de gente, vi o quanto eu também tenho de crescer.
Ah, pequeno, quanto tempo esperei por ti em ansiedade; quanta vontade tinha de te conhecer e ver, reflectido em ti, o fruto do amor destes teus pais apaixonados.
E assim, filho, este teu, pensava ele, sábio pai, viu-se num mundo novo; num mundo onde tu passas a ser rei depondo o velho sabichão: o que tinha a certeza de tudo ter certeza e, vê bem miúdo, que pensava que a felicidade e o amor tinham limites...
Sê bem-vindo que tenho muito a aprender contigo.
Tu que és tão pequenino e frágil, vieste mostrar-me o que enfim sou: mais pequenino do que tu.
Quem sabe tudo? Quem conhece todos os segredos do mundo? Não sou eu, ora bolas, é essa a verdade.
Tu que és puro e limpo, com esses olhos, que pouco vêem mas tanto mostram, abriste os meus e os lavaste em água salgada.
Mal te ouvi, ainda no ventre da tua mãe, vi logo as minhas imperfeições, e ao pegar em ti, pedaçinho de gente, vi o quanto eu também tenho de crescer.
Ah, pequeno, quanto tempo esperei por ti em ansiedade; quanta vontade tinha de te conhecer e ver, reflectido em ti, o fruto do amor destes teus pais apaixonados.
E assim, filho, este teu, pensava ele, sábio pai, viu-se num mundo novo; num mundo onde tu passas a ser rei depondo o velho sabichão: o que tinha a certeza de tudo ter certeza e, vê bem miúdo, que pensava que a felicidade e o amor tinham limites...
Sê bem-vindo que tenho muito a aprender contigo.
25 julho 2011
Os princípios
"No princípio criou Deus os céus e a terra" Gênesis 1
Deus estava presente naquele princípio, mas um dia criou os portugueses. Esses criaram outros princípios:
"Eu tive um princípio de AVC..."
"O meu pai tem princípio de diabetes."
"Estou com tosse, deve ser princípio de pneumonia."
"Há alguns tempos tive um princípio de depressão."
E etc, etc.
Quando falam isso digo logo que não vale a pena tratamento porque só conseguimos tratar doenças estabelecidas.
Agora percebo porque deveria conhecer melhor o Harrison...
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