19 julho 2008

G(ay)PS

Férias!!! Até que enfim.

Vinha eu para o meu destino de férias (Allgarve), conduzindo alegremente pela A2, num carro com ar condicionado avariado, quando reparo que em carro sim, carro também, pululavam magníficos e reluzentes aparelhos de GPS.
Eles eram quadrados, eles eram redondos, e estavam por todo o lado...


Pensei na utilidade daquilo numa auto-estrada que só leva a um destino: Algarve. Será difícil um gajo perder-se na A2?
Eu, para as minhas viagens, mantenho a táctica da língua e do dedo; não entendam mal: a língua é para perguntar à transeunte descuidada e o dedo para apontar no mapa. Afinal, quem conhece melhor os caminhos da própria terra: o betinho de Lisboa, que programou o GPS, ou o Ti Squim da tasca? Não é mais divertido receber uma resposta cheias de calão do que uma simples informação robotizada?
Tenho um amigo com um GPS, em espanhol, que diz ser muito sexy ouvir a moça dizer: "usted está en Venda de la Gaita". Parece uns filmes medonhos da TVCabo...
Não é por nada, mas a única mulher que eu gosto de ouvir coisas como"você está na Buraca" é a minha, digníssima, esposa!
E se um dia eu não souber ir da Pixa até a Coina, sem GPS, então é mesmo o fim do (meu) mundo!

10 julho 2008

WTF!!!

"Ronaldo sente-se escravizado" in Record

A ganhar 640.000€ por mês???
Devia era ser sodomizado!


09 julho 2008

Aproveitamento político

"Delfins põem fim a carreira de 25 anos em 2009"

Sócrates: "- Era um dos principais objectivos deste governo!"

08 julho 2008

Delfimtubbies

"Delfins põem fim a carreira de 25 anos em 2009" Visão

Os Delfimtubbies dizem adeus!!!

#

"Vale e Azevedo foi detido em Londres" Diário Digital

Sobre isto lembra-me o grande António Aleixo:

Uma mosca sem valor
poisa c'o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria

06 julho 2008

Negócios estrangeiros

Na sequência da cimeira Portugal-Marrocos, eis um excerto das declarações do Engº Sócrates à comunicação social:

Comunicação Social (CS): O que o governo português negociou com o governo marroquino?
Sócrates (S): Bem, ora vejamos, eu por exemplo comprei um narguilé para usar numa das minhas próximas viagens...
Luís Amado: Mas não se pode fumar nas viagens, Sr PM!
S: Hum, hum... depois conseguimos trocar o Mário Lino por 2 camelos, o que se refletiu num grande negócio para Portugal, já que trocamos um camelo velho por dois acabados de sair da fábrica.
CS: E sobre imigração ilegal?
S: Ó meus amigos, em Portugal não existe ilegalidades...
CS:....
S: E, para facilitarmos a vida aos nossos amigos marroquinos, iremos concretizar mais uma grande obra para Portugal: a ponte Faro-Rabat!
CS: Mesmo depois das críticas da Drª Ferreira Leite?
S: Olhe aí está um negócio falhado: pela Drª Ferreira Leite nem um camelito nos foi oferecido...

28 junho 2008

24 junho 2008

33

Ora, diga lá 33!
Quando eu tinha 16 não pensava nos 33. Pensava nos 18 e na carta de condução. Tudo para frente dos 18 nada mais seria do que pura diversão. Não concebia outro cenário.
Quando eu tinha 16 os maiores de 20 eram mais velhos, os maiores de 30 eram pré-idosos, os quarentões eram vergonhosos, e assim por diante até ao decrépito dos 90.
Um gajo, quando tem 16, é uma mescla de juventude, irresponsabilidade e da mais pura e cristalina estupidez. Aos 16 quem manda é a testosterona e isso é visível na amiga acne que reveste boa parte do corpo.
Tudo é excitante aos 16 e estamos sempre alertas, ou pelo menos uma pequena parte do corpo. Há que aproveitar porque isso passa e só volta depois dos 70 (e com ajuda medicamentosa).
Aos 16 não se pensa muito no futuro, esse malvado que há-de apanhar todo o jovenzito passados poucos anos. O futuro é um conto de terror onde temos uma família, um trabalho e inúmeras contas para pagar...
Aos 16 não se pensa nos 23, quanto mais nos 33. E se os 2 anos até aos 18 parecem 2 séculos, depois dos 18 os anos parecem poucos segundos e quando se olha para trás tudo já tem 16 anos: o primeiro beijo, a nossa banda preferida, as nossas amizades mais duradouras, o último título do slb...
Aos 33 quase já não se tem memória dos 16 ou até dos 32. Mas deixa lá, até é um número fiche!

Alguém me passe a bengala sff...

Por falar nisso, aqui está a letra de uma música que ouvia quando tinha 16:

Envelheço na Cidade

Ira!

Composição: Edgard Scandurra

Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade...

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou prá você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer...

Juventude se abraça
Faz de tudo prá esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou prá você...

Feliz aniversário
Envelheço na cidade...(3x)

Feliz aniversário!...

Meus amigos, minha rua
As garotas da minha rua
Não os sinto, não os tenho
Mais um ano sem você...

As garotas desfilando
Os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade
Não pertenço a ninguém...

Juventude se abraça
Faz de tudo prá esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou prá você...

Feliz aniversário
Envelheço na cidade...(3x)

Feliz aniversário!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá...
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá...

Juventude se abraça
Faz de tudo prá esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou prá você...

Feliz aniversário
Envelheço na cidade...(4x)

22 junho 2008

Notícia que só não é pior porquê hoje não é 2ª feira

Governo quer cobrar portagens "o mais cedo possível" nas auto-estradas que deixarão de ser SCUT, in público

21 junho 2008

Escandaloso

É mais um caso de polícia.
Mais uma vez o nome do FCP associado à palavra "roubar".


20 junho 2008

Finiu-se

O Scolari já pode pensar no Chelsea
O Ronaldo no Real Madrid
O Quaresma já pode pensar no Inter
O Veloso já pode sonhar com o Milão
O Moutinho já pode pensar no Barça
O Postiga no Sporting
O Bosingwa já pode pensar no Chelsea
O Ricardo já pode pensar nos frangos da guia

Nós, portugueses, já podemos pensar na inflação, no aumento dos combusttíveis, no preço da comida, nos aumentos da electricidade, no desemprego, nos baixos salários...

05 junho 2008

Contra tudo...



Parabéns

Aos invejosos e aos ciumentos
Aos que não conseguem
Aos perdedores
Aos cobiçosos e gananciosos
Aos que riem da desgraça dos outros
Aqueles que mexem os cordeis
E aos que movem influências
Aos que se movimentam por trás da cena
Aos que actuam por baixo do pano
Aos ganhos na secretaria
Aos que se calam perante injustiças
Aos maus perdedores
Aos delatores e queixinhas
Parabéns aqueles que agora estão felizes
Mas não se riam por muito tempo...

03 junho 2008

Alívio

"Não há há concertação de preços nem abuso da posição dominante nos combustíveis" in Público


Próxima investigação da Autoridade da Concorrência: "Terá, o Pai Natal, o monopólio das prendas no Natal?"

24 maio 2008

O Homem Cliché

Manuel estava destinado desde o início. Seria comum e vulgar, a começar pelo nome. Manuéis existem muitos, ele era mais um.
Manuel cresceu normalmente, tornando-se num adulto baixo e atarracado. Foi um aluno mal comportado e quase terminou a 4ª classe. Não tinha educação. Não tinha modos. Comia como um porco. Seu curriculum completava-se com um português mal falado e a carta de pesados que “tirou” aos 21 anos.
À medida que os anos passaram, observou-se um crescimento acelerado do abdómen e o simultâneo desaparecimento, também em grande ritmo, do cabelo. Por baixo dos orifícios nasais uma vasta floresta pilosa estendeu-se por cima do lábio superior. Esta metamorfose tornou-o num português de “gema”.
Aos fins-de-semana, saía de casa, na baixa de Lisboa, para ver os jogos do Benfica; às vezes voltava animado por uma vitória, outras vezes, descarregava as frustrações na mulher, Maria. Ela também “torcia” pelo SLB.
Não exercia seu direito de voto mas criticava o governo.
Não trabalhava, não descontava, mas queria subsídios.
Tinha uma tatuagem, no braço esquerdo, dos tempos da tropa. Gostava de contar histórias de uma guerra que não conheceu, enquanto jogava sueca ou fumava com os amigos. Bebia o que houvesse e descarregava as frustrações na sua pobre Maria.
Teve duas filhas (Maria da Conceição e Maria de Fátima) e um filho (António Manuel). Elas teriam de ir castas para o altar, ele perdeu a virgindade com senhoras, de pouca confiança, que trabalhavam no Monsanto.
As filhas casaram-se com Manuéis. Como déjà-vu viveram em casa a vida que viam em casa dos pais. Recebiam as frustrações dos maridos em fins-de-semana de derrotas ou nos fins de festas bem regadas.
O filho casou-se com Maria Amélia e tinha uma amante chamada Ana Maria. A primeira era o alvo de frustrações, a segunda recebia o pouco amor que restava no indivíduo.
Manuel foi avô por 9 vezes, e pouco interesse disponibilizou à essa “encargo “ familiar.
Teve um cancro no pulmão com metástases hepáticas e cuspia direitos de doente que nunca votou e poucos impostos pagou, esquivando-se como pôde aos deveres.
Viveu 63 anos, 2 meses e 3 dias. Morreu decrépito. Teve um funeral com meia dúzia de amigos de olhos postos na, agora viúva, D. Maria, e nos possíveis bens que ainda pudessem existir. Foi a enterrar num dia de sol radiante, em pleno Janeiro; ninguém ou nada se importou com a sua partida.
Seus restos mortais perderam-se num recanto quase indecifrável de um cemitério qualquer da capital.
Manuel passou por cá e ninguém o viu, e até nisso foi vulgar.

22 maio 2008

Poesia desportiva

"Adriano remetido ao silêncio
QUER ISOLAR-SE DO MUNDO ATÉ AO REGRESSO" RECORD

18 maio 2008

Uma taça

Ao Jesualdo, que não ganhou a Taça de Portugal, ofereço uma taça desta aguardente:
Parabéns à lagartagem; não é sempre que se ganha aos
tri-campeões!

16 maio 2008

Marketing

A publicidade é uma arte. Sempre ouvi dizer que é a arte de se vender algo a quem não o quer. É uma forma de hipnose. É o uso da imagem, do som e das palavras com o intuito de passar uma mensagem: compra/acredita.
O nosso PM, que é engenheiro (?), é um grande menino-propaganda. Encabeça um governo que publicita a construção de um balneário público na freguesia de Sebadelhe da Serra com pompa e circunstância mas esconde, a todo o custo, os "lucros" astronómicos com a arrecadação de impostos e receitas extraordinárias.
Publicita a diminuição do défice como uma vitória retumbante, mas tenta desviar atenções da, cada vez maior, fila à porta do banco alimentar. O cinto já não tem mais buracos, já é quase um pulseira.
Este é o governo que não quer perder o comboio da alta velocidade, mas também é aquele que, já há muito, descarrilou a caminho da Europa.
É aquele que, no fim do ano, anuncia crescimentos recordes da economia mas que revê, sempre em baixa, as suas previsões, desculpando-se na conjuntura internacional.
É este PM que exulta a baixa de uma décima percentual no desemprego, mas que não evita os despedimentos em massa.
É o governo do "porreiro, pá!", do "presidente responde", do "no seu governo era pior", da surpresa dos aumentos dos combustíveis, dum sem número de acontecimentos cujos efeitos recaem no, inevitável, Zé Povinho.
É este o PM que convida um ditador (africano) para o meu país e que viaja ,com o meu dinheiro, para a terra de um outro ditador (sul americano).
Pede desculpas por infringir uma lei mas publicita que afinal foi bom pois convenceu-o a tentar deixar o vício.
Para este governo está tudo bem, não existem listas de espera ou hospitais degradados, não existem tribunais sem condições de guardar os processos abandonados, não existe violência, não existe delinquência, não há escolas a cair aos bocados, não existe corrupção, não existe opressão...
Neste país governado pelo Engº José Sócrates é tudo bonito, tudo perfeito, sem mancha: imaculado.
"Portugal, venha daí enganar-se também!"




Gostava de propor um desafio aos que se perderem por aqui: o que gostariam de anunciar ali, naquele exacto local da fotografia?


15 maio 2008

Mais promeças...

José Sócrates:
"(...) aproveito para anunciar também que este acontecimento será o último, já que tomei a decisão de deixar de fumar!"

Benditos paparazzis!

Ay Caracas!!!

Enquanto isso na comitiva governamental:

PM: " Ó Manel, o que o piloto está a fumar é igual ao nosso!"
MP: "Acho que sim, Zé!
PM: "Porreiro, pá! Dá-lhe outro!"