31 julho 2012
30 julho 2012
"Educação" não tem 50% de desconto em cartão Continente!
Como costumo dizer cá por casa: "educação não se vende em prateleiras..."
Estava eu, no meu popó, estacionado entre outros dois veículos, quando o vizinho do lado esquerdo chega com os seus dois pimpolhos, preparados para abandonar a zona.
Um à parte: sei como são as crianças. Por experiência própria, já experimentei da ansiedade e irreverência infantil e compreendo que, às vezes, é difícil domar um pequenote.
Voltando à situação.
O dono da viatura abriu o carro e, consequentemente, "libertou" o fecho central. O mais pequeno abriu a porta e testou a rigidez da porta do meu carro provocando um estrondoso e melodioso som: "Bum!".
O pai foi exemplar: austero e educador; e repeendeu-o da seguinte forma:
"Então? Cuidado filho! Não vês que estão pessoas nesse carro?", enquanto o acomodava na respectiva cadeira de segurança.
Fiquei à espera de um "desculpe, sabe como são as crianças" e uma averiguação dos estragos... mas nada. A malta aninhou-se na viatura e foi-se.
Conclui então que, para aquele progenitor, se não houver ninguém na viatura vizinha, os seus filhos podem bater com a porta à vontade; melhor, podem dar pontapés, usar uma maça de guerra, uma bazuca ou uma machadinha apache em propriedade alheia; aprendi também que "peço desculpas" é uma frase sobrevalorizada e, com esta crise, uma grande percentagem de agregados familiares não a podem suportar.
Pior que a crise financeira e esta que actualmente vivemos: a de valores (imateriais).
PS: como a porta tem de ser arranjada por outra mazela mais antiga não me preocupei muito (mas anotei a matrícula na mesma: pode ser que vislumbre o prevaricador [a terra é pequena]).
27 julho 2012
19 julho 2012
Eles estão a chegar... insidiosos...
A observar esta sequência de acontecimentos:
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).
(in Artº 21º)
E a malta vai se chateando com Relvas e afins...
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).
(in Artº 21º)
E a malta vai se chateando com Relvas e afins...
18 julho 2012
Plagiando
"Paulo Macedo, é aquele iluminado, que saiu do privado para vir ganhar rios de dinheiro para o sector público, devido à sua elevada competência e mérito. Na altura, todos diziam (incluindo o próprio) que se queríamos os melhores no sector público era necessário pagar e bem por isso.
Já em relação aos médicos, quanto piores as condições de trabalho e a remuneração melhor. Continua a fazer sentido, afinal de contas, nem este governo nem este ministro, querem os melhores no serviço nacional de saúde. Pelo contrário, querem degradá-lo de tal maneira, que daqui a cinco anos a qualidade seja tão miserável que não haja oposição dos cidadãos, ao seu encerramento.
Entretanto, inúmeras manifestações de inveja social têm sido promovidas: "os médicos são uns previligiados", "ganham muito", entre outras alarvidades.
Este pensamento mesquinho de "eu estou mal, logo o outro tem de estar como eu" é miserável, mas dá frutos. É uma propaganda que pega bem, sem dúvida.
Ainda não ouvi ninguém falar do salário e regalias dos gestores hospitalares, nomeados politicamente e com resultados para lá de duvidosos. Ainda não ouvi reclamar sobre todo os cêntimos que pagamos ao incompetente do Passos Coelho, serem cêntimos pagos a mais.
Ouço reclamarem com os médicos, os mesmos que após um turno de 24 horas, e ao contrário do que está na lei, são obrigados a fazer mais um turno na enfermaria, para os doentes não ficarem ao abandono.
Quando Gaspar erra nas contas públicas, diz que foi um lapso; quando um médico erra, leva um processo da ordem das centenas de milhares de euros... mas faz sentido que reclamem com os médicos. Façam um altar aos banqueiros, ou aos Mexias, Catrogas, Dias Loureiros e afins! Esses sim são os que nos tratam da saúde e fazem serviço público.
Que país é este, sinceramente? Paulo Macedo veio dos grupos privados da saúde, para continuar a trabalhar para eles. Repararam que desta vez, ao contrário de quando foi para cobrador de impostos, ele não exigiu um salário milionário? Alguém duvida que, à boa imagem de outros ex-ministros, ele será premiado com uma cadeira dourada, assim que acabar o seu servicinho?
Paulo Macedo está a angariar clientes para o privado e a destruir o serviço nacional de saúde, para benefício dos seus ex e futuros patrões. Os médicos viram isso a tempo, e não querem acabar em mão de obra barata para a Médis, Multicare e afins.
Quem, no seu juízo perfeito, os pode censurar? "
Francisco da Silva
Retirado daqui: artigo 58
11 julho 2012
09 julho 2012
Porque greve?
Hoje no BMJ online (British Medical Journal): "... a suspicious sign of a progressive move towards the privatisation of Portugal’s National Health System, which took decades to build, and which some years ago was considered by the World Health Organization as one of the best in the world."
Algumas coisas que andam por ai:
"Hospitais privados vão ter internos: O Governo prepara-se para incluir o sector privado na formação pós-graduada dos jovens licenciados em Medicina..." (Fonte: Tempo Medicina")
"Hospital-escola de gondomar abre em Setembro" (Porto 24)
"Isabel Vaz: "Só preciso que o Estado não me chateie" (Negócios Online)
Não à privatização do SNS!!!
08 julho 2012
Manifesto (pessoal):Direito à indignação
Neste momento de crise, material e de valores, alguns se sentem indignados. Sentem-se indignados porque não têm trabalho, ou porque têm baixos salários, ou não têm subsídios, ou não têm oportunidades, ou não têm nada daquilo que costumavam ter e, porque lhe foram retirados das suas benfeitorias, indignam-se. No entanto, sentem-se na legítima posse desse sentimento e parecem não querer cedê-lo a todos. Parece-me que não me querem deixar estar indignado também. Parece que não tenho direito ao desalento por ter o que chamam de “privilégios”. Têm razão em dizer que tenho alguns privilégios; tenho o privilégio de exercer a profissão pela qual lutei ao longo da vida, e o privilégio de ter contacto com o doente, e o de poder encontrar solução para um problema de saúde grave, e o imensurável privilégio de ouvir mais “obrigados” do que críticas. Mas não são desses privilégios que os outros indignados me acusam. Acusam-me de ter privilégios materiais, de ganhar muito, de fazer pouco, de ter status, de ter o rei na barriga, de ter emprego garantido, entre outros privilégios que, a sua falta de visão periférica, permite ver. Esquecem-se que faltam outros privilégios como, por exemplo, condições de trabalho, férias, feriados, natais em família, oportunidade para constituir família, de (por vezes) exercer medicina de forma livre…
Pergunto aos indignados “ de verdade”: quem me traz de volta o tempo perdido dos “teens” e dos 20’s em que estive a estudar em detrimento da boa vida dos indignados “à séria”? Quem me traz de volta o 1º andar do meu filho que perdi por estar em serviço? E o bacalhau da consoada? E a distância da família durante os anos de estudo e internato? Parece que não me posso indignar pela perda de direitos e pelas injustiças. Parece que não cumpro com os meus deveres de cidadão. Parece que o meu cartão de eleitor não tem valor, o número de contribuinte não serve para nada e o serviço militar cumprido era escusado (e era, na verdade). Parece que, por ser médico, sou menos cidadão. Parece que sou imune às doenças e à possível necessidade de ser utilizador do sistema de saúde. Parece que, pela literacia e ofício, não tenho direito, eu também, à reivindicação e à revolta contra aqueles que me querem tirar direitos como profissional e eventual doente. Sugerem-me que não devo lutar pela manutenção do único sistema público funcional e internacionalmente (bem) reconhecido deste país. Suspeito que não me querem a manifestar contra as injustiças de cortes cegos, feitos por quem apenas reconhece em mim um objecto e, no utente, um número de cartão. Parece que não posso querer ter uma carreira. Parece que não me querem avaliar pela qualidade e competências e que não posso lutar para que não me considerem como uma embalagem de supermercado com um selo promocional. Parece que não tenho direito ao uso do calão português para qualificar quem quer destruir o meu SNS.
Quem me retirou o direito à indignação? Quem é dono desse sentimento e não “mo” quer emprestar? Porque tenho eu de aceitar que me diminuam como profissional e cidadão sem que possa mostrar a minha revolta? Porque tenho de aceitar que, depois de tanto sacrifício, pessoal e familiar, seja um dado adquirido da sociedade sem vontades ou direitos? Quem me quer impedir de lutar por direitos conquistados por quem lutou antes de mim? Querem-me fazer crer que tenho de me envergonhar e que não tenho moral para a amotinação, qualidades de quem quer ser um verdadeiro “indignado”? Não sou daquele tempo, mas parece-me que existiram médicos no 25 de Abril. Não me lembro de ter lido que tinham sido escusados à revolução. Lembro-me de ouvir estarem juntos a padeiros, pedreiros, costureiros, militares e prostitutas, e de envergarem, eles também, simbólicos cravos. Não percebo o que terá mudado tantos anos depois… Dessa forma, sinto-me indignado. Indignado por todos os direitos que me foram já retirados, e pelos que ainda pretendem subtrair, como profissional e utente do SNS. Assim, nos dias 11 e 12 de Julho de 2012, pretendo fazer-me ouvir, no bom e velho estilo de uma República democrática, aquela mesma dos meus pais e avós… e ai de quem me quiser retirar esse direito!!!
Para os que querem ainda acreditar que esta greve é puramente salarial e/ou politizada (como insistem em insinuar o Sr. Ministro e Secretários da Saúde):
- Carreira, reconhecimento das especialidades, valorização do internato e dos internos, tabelas justas, gratuidade do SNS, regulamentação do Acto Médico, acessibilidade garantida a todos, anti-cortes cegos que impeçam o acesso a todos os tratamentos, renegociação urgente das PPP’s da saúde, anti-privatização e anti-americanização do SNS e, acima de tudo, anti-desumanização do Serviço Nacional de Saúde!!!
E, parafraseando uma música bem velhinha (indignação - Skank) "... indignação indigna, indigna INACÇÃO!"
04 maio 2012
Capta essa ideia, Mente! Mente, capta!
Antes de mais quero dizer que não sou ateu, comunista nem católico e, quando posso (mea culpa), também eu ajudo os pobrezinhos (o que fará com que arda no fogo de Belzebu!).
"João César das Neves. SNS é uma ficção e problema na Saúde não é económico, é religioso" in Ionline
Mentes brilhantes pululam pelo burgo. Pessoas supimpas, cheias de graça e de saber, nada condicionados pelo lugar onde falam ou pela formação.
Então vai daí o Economista (sim, porque para falar em saúde nestes dias ou se é economista ou gestor ou engenheiro...) refere por exemplo que "o papel da igreja não é tratar os pobrezinhos, já que isso até comunistas e ateus fazem". Pergunto eu, na minha ignorância franciscana, a igreja então esta aí na labuta para tratar de quem? Do Cavaco e o seu miserê danado? O engy Sócrates? Os Excelsos Amorim e Azevedo em troca da generosidade de ambos? Eu sempre pensei que ser cristão incluiria uma ajudinha, mesmo que esporadicazinha, aos desfavorecidos, aos maltrapilhos e... aos pobres, esses malandros que têm a mania de não enriquecer! Mas, ma bad, parece que não, que não é esse o papel da pastoral. Isso é para gentalha pagã e Leninista.
Além disso, todo o mundo sabe que os comunistas comem criancinhas, daí não terem tempo para tratar dos pobrezinhos. O ateus, esse querem lá saber desta treta toda?!
O homem continua com o colar de pérolas soltando que "o SNS não existe, que é uma ficção". Bem, eu vejo o SNS todos os dias; infelizmente, o mesmo não acontece com Jesus, que não vejo tão frequentemente; posso até sentir no coração (aquilo que se pode chamar: "fé"), mas não o tenho visto muitas vezes por aí. Eu vejo o resultado da saúde portuguesa ficcionada, vejo a diminuição da mortalidade infantil (melhor que a escandinava, vejam lá se não é ficção científica), vejo o aumento da esperança de vida, a diminuição da morte materna, entre outras grandes utopias alcançadas. Parece se o Sr. Dr. João anda a ver muita ficção, realmente, mas daquela que bufam dos gabinetes de economia...
Depois vem a sua excelentíssima senhoria afirmar que "o problema da saúde é religioso e a pastoral é a solução". Pois, sim, vê-se com as Misericórdias. Consigo ver o padre no hospital a dar a extrema unção, será que era a isso que o homem se referia? Está certo que "confia em Deus que tudo cura" mas não me parece que o Senhor desça à terra para participar da equipa de urgência de um hospital católico privado qualquer, terá coisinha mais importante para fazer (desde que não seja ajudar os pobrezinhos, claro). Para além disso, Jesus já é caminho, verdade e vida, lá tem pachorra para ser saúde também!
Para finalizar, diz que Portugal sofre de "tensão alta, tonturas e depressão", vê-se mesmo que é economista. Primeiro é preciso ter valores para o diagnóstico de hipertensão (não é tensão alta, xôtor) e não vejo onde por a braçadeira para o esfigmomanómetro; depois tonturas é um sintoma e não uma patologia e, depois de ler o texto com as suas "ideias", também eu fiquei com tonturas, náuseas e vómitos, reacção à tamanha porcaria. Por último, depressão é um assunto sério e não se pode generalizar dessa forma, mas convenhamos, com artistas como o senhor economista como é possível não ficar deprimido?
Imagem "roubada" daqui
02 maio 2012
Felicidades!
Não costumo ir à página online do Correio da Manhã. Não acho aquele um bom jornal e, por isso, não perco tempo a ver o que lá é vomitado.No entanto, seguindo alguma coisa que fora publicada no facebook por um "amigo", fui reenviado para uma "notícia" daquele pasquim. Não me lembro do que se tratava, mas o que realmente me chamou a atenção foi uma figura metida num quadro intitulado "Parabéns a..." que hoje deseja felicidades a Paco bandeira. No quadro pedem que deixe uma mensagem ao aniversariante... digam lá se dá para resistir:
"Qeido, Pauo. Alembas di mi, me amô? So êe. Tivemoss ûa lôca nôte de amô outo di, mê taado sado-maso. Dêcupa ista a fala assi, mas inda tenh a bôca inchada e os dêd partido. Fico a imagina se a tu pistola tivesse mai fogo, ui, ui, ui.
Já agora, feliz aniversário e vem logo à nôte pá expermentar o strep-on!
Beijo, Geraldo"
"Bate leve, levemente, como quem chama por mim..."
04 abril 2012
Ah, nossos heróis de Abril...
"Mário Soares apanhado a 199 km por hora na A8", Ionline
O Sr. Mário Soares, sempre coerente, imputou o pagamento da coima ao seu amigo Estado. Fez bem, que esse último está sadio e forte como um pêro, graças (também) ao próprio Mário.
Um grande bem haja, amigo Soares.
O Sr. Mário Soares, sempre coerente, imputou o pagamento da coima ao seu amigo Estado. Fez bem, que esse último está sadio e forte como um pêro, graças (também) ao próprio Mário.
Um grande bem haja, amigo Soares.
03 abril 2012
Mira que desgraça...
Num país de mágicos e ilusionistas, onde uns fingem que governam e outros fingem que se opõem; num país iludido com tróicas de abutres e com números mágicos todos os dias; liga-se a televisão e observa-se um senhor administrador de um banco privado dizer que, ao contrário dos outros, ele não é ilusionista:
"Mira Amaral avisa que parte dos trabalhadores do antigo BPN vai ser dispensada:
“Não haja ilusões, vamos tentar manter o maior número de trabalhadores, agências e centros de empresa, mas não vamos conseguir manter todos”, sublinha.
Fonte RTP"
Não concordo com ele...
Gostava de perguntar a este senhor o seguinte: "Mira, ó Amaral, não foi mágico o que o seu banco conseguiu? Transformar 5 mil milhões em apenas 40? Não é fantástico o quão iludido é este povo?".

"Mira Amaral avisa que parte dos trabalhadores do antigo BPN vai ser dispensada:
“Não haja ilusões, vamos tentar manter o maior número de trabalhadores, agências e centros de empresa, mas não vamos conseguir manter todos”, sublinha.
Fonte RTP"
Não concordo com ele...
Gostava de perguntar a este senhor o seguinte: "Mira, ó Amaral, não foi mágico o que o seu banco conseguiu? Transformar 5 mil milhões em apenas 40? Não é fantástico o quão iludido é este povo?".

"Agora vou fazer desaparecer este coelhinho fofo e mais 300 "colaboradores""
29 março 2012
Um congresso (que não é do PSD ou de qualquer outro partido)
Recebo no mail esta mensagem:
"Os destaques do congresso da AAAAI 2012"
Um tratamento com Depur Mon a quem souber com que está relacionado.
"Os destaques do congresso da AAAAI 2012"
Um tratamento com Depur Mon a quem souber com que está relacionado.
28 março 2012
Melda Oliental
Minha senhora com um tambor de brinquedo na mão:
"Olha, quanto é que achas que eu paguei neste tambor?"
"Sei lá" - digo eu, o ingénuo - "praí uns 10€"
"10€?! Tás doido? Paguei 2€!"
"2€??? Compraste onde?"
"No chinês ali embaixo"
"Dass, 2€!?"
Pouco depois veio-me a pertinente questão:
"Os chineses cagam plástico?"
Nota: ao contrário do que se possa pensar, hoje não se comemora o dia da China neste blog!
"Olha, quanto é que achas que eu paguei neste tambor?"
"Sei lá" - digo eu, o ingénuo - "praí uns 10€"
"10€?! Tás doido? Paguei 2€!"
"2€??? Compraste onde?"
"No chinês ali embaixo"
"Dass, 2€!?"
Pouco depois veio-me a pertinente questão:
"Os chineses cagam plástico?"
Nota: ao contrário do que se possa pensar, hoje não se comemora o dia da China neste blog!
A EDP, os chineses, a tensão e as hemorróidas
Sempre ouvi dizer que a comida chinesa, tal como a nossa, é condimentada. Já provei sim senhor e confirmo. O gosto pelo sal, e outros condimentos, é notório.
Como todos sabem, ou se não sabem deviam saber, o sal é um agente importante para o aumento da tensão e os condimentos causam exacerbação hemorroidária.
Vai daí, recebi ontem o “acerto” das contas com a amiga EDP, essa tão chino-lusa empresa.
Como era de esperar, a conta vinha bem mais salgada que da última vez: a tensão disparou e tive estranhas sensações desconfortáveis.
E eu que sempre preferi comida japonesa…
... que é bem mais saudável e saborosa.
Como todos sabem, ou se não sabem deviam saber, o sal é um agente importante para o aumento da tensão e os condimentos causam exacerbação hemorroidária.
Vai daí, recebi ontem o “acerto” das contas com a amiga EDP, essa tão chino-lusa empresa.
Como era de esperar, a conta vinha bem mais salgada que da última vez: a tensão disparou e tive estranhas sensações desconfortáveis.
E eu que sempre preferi comida japonesa…
... que é bem mais saudável e saborosa.Imagem: fonte - google
26 março 2012
23 março 2012
Pai sofre XXV - Pai sofre : brinquedos assassinos e possuídos por lúcifer!
No início da aventura parental, escrevi um texto sobre a minha surpresa ao ver como as fraldas invadiam o ambiente doméstico. Agora, passado algum tempo, descobri que as fraldas têm concorrência… e de peso: brinquedos.
Vejamos, é aniversário de uma criança, ou natal, ou páscoa, 1º de Junho, baptismo, ou o que quer que justifique uma prenda, “o que vamos oferecer?” “Hum… o que achas de um brinquedo?”, “Boa!!! Genial! Nem tinha pensado nisso!”
E a malta vai aparecendo com brinquedos.
Lembro-me da minha infância (que foi mais ou menos ontem), num tempo em que eu também queria (e delirava) com brinquedos. Recordo-me de passar horas com aquelas miniaturas de automóveis (os meus preferidos). Foi a única altura em que tive, ao mesmo tempo, Porches®, Mercedes® e BMW’s®. Confesso que ainda gosto de pegar num destes pequenos veículos e ciciar um “vrummm-vrummm” mais as suas mudanças imaginárias… quando ninguém está a ver, obviamente.
Voltando ao assunto.
Tal como as fraldas, os brinquedos vão tomando conta da casa. Eles são peluches, bonecas e coisas que fazem sons e acendem luzinhas; com esses posso eu bem. O problema são os chamados “brinquedos educativos”. Estes últimos são puzzles convencionais, legos, cubos, etc, que vêm quase sempre acompanhados de arestas engraçadas e quinas carinhosas.
Qual o problema? Perguntam vocês (se é que terão algum interesse nesta treta). O problema não é nenhum… desde que fiquem arrumadinhos no sítio depois de usados. Senão o cenário fica sendo o "quase que se consegue ver o padrão do tapete que penso existir na sala por baixo de cubos, legos, chaves de plástico entre outras coisas".
Mas, qual é o problema? (e insistem!).
Imaginemos que, a meio da noite, não sei se por ser da próstata, surge aquela necessidade de desaguar. Como o caminho até o objectivo passa obrigatoriamente pela sala, o situação passa a assemelhar-se à passagem por um campo minado de uma república democrática da África Ocidental. Além disso, um gajo, macho que é, não acende a luz. Aí surge o poder magnético dos pés, atraindo para si tudo o que tenha quinas afiadas, arestas por limar, coisinhas pontiagudas. Os legos então deixam uma marca tal que dá para encaixar uma nova peça na "tatuagem" que resistirá por horas na planta do pedúnculo.
Não sei se não será exagero mas era capaz de jurar que quase se consegue ouvir, tal “toy story”, os brinquedos a congeminarem entre si um “PRÓ PÉ DO FULANO, MALTA!”.
Conclusão: quedas, saltinhos efeminados, onomatopeias, caralhadas, esconjuro e grunhidos até se chegar ao destino. A solução? Educar a miúda a arrumar os brinquedos educativos (passe a redundância), ou arrumá-los eu, ou acender a luz, ou incentivar a prenda sob forma de livro, ou (em última instância) uma algália!
Além dos problemas físicos, há que contar com os problemas psicológicos, já que muitos destes brinquedos "falam" ou emitem sons dos mais variados tipos. Imagine-se o cagaço que causa, em meio ao grande silêncio nocturno, uma risada maquiavélica dum primo afastado do nenuco! Sem mais nem menos, a porra do boneco a rir-se a bandeiras despregadas?! Corre o arrepio pela espinha acima!
Possessão, possessão! Saravá, meu pai!!!
À próxima questão “o que é que a tua filha precisa?”, responderei: “pais sãos, limpos e aliviados”; ou com um curto, simples, directo e honesto: “dinheiro”.
Vejamos, é aniversário de uma criança, ou natal, ou páscoa, 1º de Junho, baptismo, ou o que quer que justifique uma prenda, “o que vamos oferecer?” “Hum… o que achas de um brinquedo?”, “Boa!!! Genial! Nem tinha pensado nisso!”
E a malta vai aparecendo com brinquedos.
Lembro-me da minha infância (que foi mais ou menos ontem), num tempo em que eu também queria (e delirava) com brinquedos. Recordo-me de passar horas com aquelas miniaturas de automóveis (os meus preferidos). Foi a única altura em que tive, ao mesmo tempo, Porches®, Mercedes® e BMW’s®. Confesso que ainda gosto de pegar num destes pequenos veículos e ciciar um “vrummm-vrummm” mais as suas mudanças imaginárias… quando ninguém está a ver, obviamente.
Voltando ao assunto.
Tal como as fraldas, os brinquedos vão tomando conta da casa. Eles são peluches, bonecas e coisas que fazem sons e acendem luzinhas; com esses posso eu bem. O problema são os chamados “brinquedos educativos”. Estes últimos são puzzles convencionais, legos, cubos, etc, que vêm quase sempre acompanhados de arestas engraçadas e quinas carinhosas.
Qual o problema? Perguntam vocês (se é que terão algum interesse nesta treta). O problema não é nenhum… desde que fiquem arrumadinhos no sítio depois de usados. Senão o cenário fica sendo o "quase que se consegue ver o padrão do tapete que penso existir na sala por baixo de cubos, legos, chaves de plástico entre outras coisas".
Mas, qual é o problema? (e insistem!).
Imaginemos que, a meio da noite, não sei se por ser da próstata, surge aquela necessidade de desaguar. Como o caminho até o objectivo passa obrigatoriamente pela sala, o situação passa a assemelhar-se à passagem por um campo minado de uma república democrática da África Ocidental. Além disso, um gajo, macho que é, não acende a luz. Aí surge o poder magnético dos pés, atraindo para si tudo o que tenha quinas afiadas, arestas por limar, coisinhas pontiagudas. Os legos então deixam uma marca tal que dá para encaixar uma nova peça na "tatuagem" que resistirá por horas na planta do pedúnculo.
Não sei se não será exagero mas era capaz de jurar que quase se consegue ouvir, tal “toy story”, os brinquedos a congeminarem entre si um “PRÓ PÉ DO FULANO, MALTA!”.
Conclusão: quedas, saltinhos efeminados, onomatopeias, caralhadas, esconjuro e grunhidos até se chegar ao destino. A solução? Educar a miúda a arrumar os brinquedos educativos (passe a redundância), ou arrumá-los eu, ou acender a luz, ou incentivar a prenda sob forma de livro, ou (em última instância) uma algália!
Além dos problemas físicos, há que contar com os problemas psicológicos, já que muitos destes brinquedos "falam" ou emitem sons dos mais variados tipos. Imagine-se o cagaço que causa, em meio ao grande silêncio nocturno, uma risada maquiavélica dum primo afastado do nenuco! Sem mais nem menos, a porra do boneco a rir-se a bandeiras despregadas?! Corre o arrepio pela espinha acima!
Possessão, possessão! Saravá, meu pai!!!
À próxima questão “o que é que a tua filha precisa?”, responderei: “pais sãos, limpos e aliviados”; ou com um curto, simples, directo e honesto: “dinheiro”.
20 março 2012
Los Hermanos, a verdadeira delícia
Há alguns anos atrás recebi um telefonema da minha irmã. Dizia ela que estava no hiper do Belmiro e que havia um CD da banda Los Hermanos por 99 cêntimos à venda.
Na altura torci o nariz. Conhecia a banda através daquele hit: "Anna Júlia". Pensava no grupo como um bando de miúdos que se juntaram, tiveram uma ajudazinha da Tv Globo e pimba: sucesso. Mas, por 99 cêntimos? Venha daí o CD.
O nome do disco é "Bloco do eu sozinho". Confesso que a primeira audição foi dura, já que não era aquilo que esperava; do que conhecia da banda, o que ouvia não batia a bota com a perdigota.
À medida que o disco ia girando na aparelhagem fui-me apegando a cada uma das músicas.
Hoje é um dos meus álbuns preferidos; isso é que eu chamo de uma verdadeira pechincha!!!
Infelizmente o que é bom dura pouco e a banda separou-se...
E numa altura em que um tal de Michel Teló faz sucesso com uma treta qualquer de "...ai se eu te pego", recuperei o "Bloco" do arquivador de CD's e passei mais um bom bocado.
Na altura torci o nariz. Conhecia a banda através daquele hit: "Anna Júlia". Pensava no grupo como um bando de miúdos que se juntaram, tiveram uma ajudazinha da Tv Globo e pimba: sucesso. Mas, por 99 cêntimos? Venha daí o CD.
O nome do disco é "Bloco do eu sozinho". Confesso que a primeira audição foi dura, já que não era aquilo que esperava; do que conhecia da banda, o que ouvia não batia a bota com a perdigota.
À medida que o disco ia girando na aparelhagem fui-me apegando a cada uma das músicas.
Hoje é um dos meus álbuns preferidos; isso é que eu chamo de uma verdadeira pechincha!!!
Infelizmente o que é bom dura pouco e a banda separou-se...
E numa altura em que um tal de Michel Teló faz sucesso com uma treta qualquer de "...ai se eu te pego", recuperei o "Bloco" do arquivador de CD's e passei mais um bom bocado.
Subscrever:
Comentários (Atom)







