Podem perguntar de onde este sentimento vem e respondo que vem do mesmo lugar em que nasce o ódio ao FCP: dos dirigentes. É esse o cancro.
Escrevo hoje sobre os vermelhos dado ao facto de haver eleições no clube.
Eleições. Há pouco houve um escrutínio para o parlamento europeu com cerca de 65% de abstenção. Qual foi a abstenção ontem? Quanto tempo se falou sobre eleições europeias e quanto tempo se falou de eleições do slb? O que de importante trás, para o país, o facto do Vieira ter sido reeleito? Quantos postos de trabalho cria? Tira-nos da crise? Diminui a violência no país? Aumenta as pensões? Tira-nos do entorpecimento?
E escrevo também devido a um episódio ridículo que aconteceu no final.
Mas antes um à parte: eu não acompanhei as eleições, preferia emigrar, mas a insistência com que as tv's procuravam dar importância ao acontecimento fez com que , acidentalmente, desse de caras com o dito episódio.
Como dizia (escrevia), no final de tudo, resolveram levantar-se, por uma mão no peito e cantar o hino nacional. Parecia uma equiparação da instituição desportiva à importância da república; uma expropriação do hino em favor de um acto eleitoral tão importante quanto a eleição do presidente da Associação Recreativa de A-da-Gorda.
Mas o pior não foi isso. Ao mesmo tempo que a multidão cantava, o que sabia, do hino, os jornalistas resolveram entrevistar o Sr. Rui Costa. O hino da República de Portugal subjugado à opinião banal de um dirigente desportivo. Em determinados países (e não só os radicais e ditatoriais), isto dava prisão...
E a cereja é a afirmação do Sr. Vilarinho. Pura classe, elevação e elegância: marca de alguns, repito, alguns benfiquistas: aqui.






























