Uma das minhas primeiras lembranças, talvez até mesmo a primeira, é de Março de 1978. Aos 3 anos de idade recordo-me de estar à janela de um McDonnell Douglas DC-10 a aterrar no aeroporto de Congonhas, mesmo no centro de São Paulo.
Em Terra de Santa Cruz passei toda a minha infância e de lá regressei, muito a contragosto, aos 18 anos.
Do Brasil trouxe as lembranças, a paixão pelo São Paulo F.C. ... e o sotaque.
Lembro-me que de 4 em 4 anos vínhamos a Portugal. Lembro-me da ansiedade da visita a terras lusas; ansiedade para rever a família, de comer uma sardinha a cavalo numa boa broa de milho e de participar nas festas da terra dos meus pais. Naquele tempo, ter sotaque brasileiro era um "must". Vinham ter connosco a falar balelas apenas para que respondêssemos com o doce sotaque da "Gabriela".
Ao longo dos tempos a magia do sotaque foi desaparecendo, culpa das novelas, culpa dos brasileiros que invadiram os restaurantes e consultórios dentários, culpa das brasileiras que ganharam a fama de destruidoras de lares (o que a minha irmã sofreu por causa do sotaque!).
E o sotaque é difícil de perder. Passados quase 20 anos do regresso, de anos em Coimbra, de lavagens compulsivas da língua, o sotaque permanece quase intacto. Não adianta enrolar a língua, ela volta para o abrasileirado.
Nunca tinha sentido qualquer problema por ter o estranho acento... até há poucos dias.
Noutro dia, numa jornada contínua de 16 horas de trabalho, após negar uma vontade a um utente cheio de direitos e de parcos deveres, fui presenteado com um sempre caloroso "brasileiro de merda"; frase dita mesmo ao lado da sua filha de 7 anos.
Fiquei a pensar naquela frase: "brasileiro de merda". Baseando-se no meu sotaque alguém quis diminuir-me ao insultar-me. Gente pobre de espírito e pequena em educação.Talvez um misto de frustração pela nega à veleidade sem sentido que tinha mais a decepção de ser eu a usar a bata branca e, por conseguinte, ter o poder da decisão.
Depois da raiva e do leve desejo homicida, a verdade é que achei piada e dei-lhe o que merecia: o meu silêncio e desprezo. Dei-lhe as minhas costas para que soubesse que o "brasileiro de merda" é que mandava e ele, coitado...
Mas confesso que tive vontade de lhe responder: "brasileiro de merda não sou não, meu senhor, mas sim: um verdadeiro português do caralho!"
29 agosto 2012
27 agosto 2012
Pai sofre XXVI: Férias em família ≠ de descanso
Quando se é solteiro ou quando, em casal, não se tem filhos, a malta vai de férias para descansar. Vai para a praia, “trabalha pró bronze”, mira as meninas em trajes (cada vez mais) pequenos, bebe uma mini na esplanada acompanhados de um pires de mariscos do Eusébio e vai tateando, aqui ou ali, peixes-aranha que calmamente adornam o fundo do mar gelado da nossa costa.
Essa malta “desgraçada” e despreocupada faz viagens de 3 horas bem andadas entre o Porto e o “Allgarve”, sem verdadeiras necessidades de parar em estações de serviço, viajam com o ar condicionado ligado no máximo e a ouvir a música que lhes apetece no volume que lhes dá na telha. Chegados ao “Marrocos lusitano”, o people abanca em casa, come qualquer coisa regada com um vinho rosé bem fresquinho e vai para o areal, sem guarda-sol, equipados com toalha e protector solar factor 12, às 3 da tarde. Levam um conjunto de entretenimento composto apenas por bola + raquetes + baralho de cartas. Ficam por lá, ora deitados, ora a jogar, ora dentro d’água, até, pelo menos, às 8 da noite, dependendo apenas da vontade e da metereologia.
Cambada de filhos da mãe!
Não é que eu seja invejoso, longe de mim, mas são uns ignorantes, esses tipos!
Ignoram que, com crianças, a viagem demora o dobro do tempo e vai se conhecendo as pitorescas decorações das casas-de-banho das autoestradas. Ignoram que se deve ter uma temperatura amena na viatura e que as escolhas musicais estão feitas antes do carro arrancar e não vão além daquele cd infantil que a cria já canta com grande à vontade, tal o número de "repeats". Ignoram que a palavra “esplanada” deixou, subitamente, de constar no dicionário e que “minis” se refere aos ditadores cá de casa. Quanto à arte de “ir à praia”, eles ignoram que se tem de acordar às 8 da matina (sim, essa hora existe, mesmo em Agosto) para apanhar o tempo mais fresquinho mas que só às 9:30 se está mesmo pronto para arrancar. Ignoram que, ao chegar à praia, se tem de descarregar tudo o que a mala pôde transportar, mais a mulher e as crianças, e depois andar à procura de lugar para estacionar a carroça, lugar esse que dista, quase sempre, entre 5 a 10 minutos do areal. Ignoram que o material de veraneio deve incluir uma mala com toalhas, fraldas (do mais pequeno), conjuntos de roupa, garrafas e biberões d’água, mais uma outra sacola que albergue moinhos, pás, baldes, figuras alusivas a moluscos ou artrópodes marinhos entre outros entretenimentos infantis e que, no seu conjunto, pesam sempre uma tonelada cada (produto do peso real pelo calor abrasador que já se faz sentir). Ignoram que as toalhas dos adultos não servem para descanso já que se passa pouco tempo lá deitado. Ignoram a vida para além do factor 12 de protecção solar e a existência da arte do “besuntar” dos pupilos até que fiquem brancos "albino-like". Ignoram que a maltinha só pode ir à água acoplados à nossa mão e sob a protecção de uma camisola e de um “sombrero” mexicano. Ignoram que parece existir uma estranha atracção entre a areia e a boca de um bebé. Ignoram que a praia deve ser o único lugar onde “filho” não traz sex appeal. Ignoram que às 11 horas da manhã são horas em que se devia sair da praia. Ignoram que pedir aos pimpolhos para que não sujem o carro com areia é uma utopia. Ignoram que apenas se pode voltar à praia às 5:30 da tarde para que tudo recomece… e tudo isso obedecendo à tirana vontade dos pequenitos.
No entanto, às 5:30 da tarde, sob um tempo mais ameno e uma maré mais baixa, quando brinco com os miúdos a fazer castelos de areia ou corro atrás da mais velha enquanto esta ri como uma desalmada na esperança vã de que não a alcance; e molho os seus pequenos pés à beira mar e os seus cabelos com um balde cheio d’água acabada de “colher”; e caminho ao lado do pequeno que cambaleia sobre a areia fresca mais a sua fralda inchada da água salgada ao mesmo tempo que aponta para uma gaivota mais atrevida que pousa mesmo a 2 metros de nós; e sento com os dois mais a mamã, com os corpos a colar, salgados e cheios de areia, a observar um pôr-do-sol vermelho do verão, lá bem longe no horizonte, com a sonoplastia da mãe natureza, qual dj, rodopiando doces ondas numa praia agora mais calma; acabo por pensar que, afinal, e apesar da tremenda canseira que tudo isso acarreta, os que vivem na ignorância não sabem o que perdem.
Essa malta “desgraçada” e despreocupada faz viagens de 3 horas bem andadas entre o Porto e o “Allgarve”, sem verdadeiras necessidades de parar em estações de serviço, viajam com o ar condicionado ligado no máximo e a ouvir a música que lhes apetece no volume que lhes dá na telha. Chegados ao “Marrocos lusitano”, o people abanca em casa, come qualquer coisa regada com um vinho rosé bem fresquinho e vai para o areal, sem guarda-sol, equipados com toalha e protector solar factor 12, às 3 da tarde. Levam um conjunto de entretenimento composto apenas por bola + raquetes + baralho de cartas. Ficam por lá, ora deitados, ora a jogar, ora dentro d’água, até, pelo menos, às 8 da noite, dependendo apenas da vontade e da metereologia.
Cambada de filhos da mãe!
Não é que eu seja invejoso, longe de mim, mas são uns ignorantes, esses tipos!
Ignoram que, com crianças, a viagem demora o dobro do tempo e vai se conhecendo as pitorescas decorações das casas-de-banho das autoestradas. Ignoram que se deve ter uma temperatura amena na viatura e que as escolhas musicais estão feitas antes do carro arrancar e não vão além daquele cd infantil que a cria já canta com grande à vontade, tal o número de "repeats". Ignoram que a palavra “esplanada” deixou, subitamente, de constar no dicionário e que “minis” se refere aos ditadores cá de casa. Quanto à arte de “ir à praia”, eles ignoram que se tem de acordar às 8 da matina (sim, essa hora existe, mesmo em Agosto) para apanhar o tempo mais fresquinho mas que só às 9:30 se está mesmo pronto para arrancar. Ignoram que, ao chegar à praia, se tem de descarregar tudo o que a mala pôde transportar, mais a mulher e as crianças, e depois andar à procura de lugar para estacionar a carroça, lugar esse que dista, quase sempre, entre 5 a 10 minutos do areal. Ignoram que o material de veraneio deve incluir uma mala com toalhas, fraldas (do mais pequeno), conjuntos de roupa, garrafas e biberões d’água, mais uma outra sacola que albergue moinhos, pás, baldes, figuras alusivas a moluscos ou artrópodes marinhos entre outros entretenimentos infantis e que, no seu conjunto, pesam sempre uma tonelada cada (produto do peso real pelo calor abrasador que já se faz sentir). Ignoram que as toalhas dos adultos não servem para descanso já que se passa pouco tempo lá deitado. Ignoram a vida para além do factor 12 de protecção solar e a existência da arte do “besuntar” dos pupilos até que fiquem brancos "albino-like". Ignoram que a maltinha só pode ir à água acoplados à nossa mão e sob a protecção de uma camisola e de um “sombrero” mexicano. Ignoram que parece existir uma estranha atracção entre a areia e a boca de um bebé. Ignoram que a praia deve ser o único lugar onde “filho” não traz sex appeal. Ignoram que às 11 horas da manhã são horas em que se devia sair da praia. Ignoram que pedir aos pimpolhos para que não sujem o carro com areia é uma utopia. Ignoram que apenas se pode voltar à praia às 5:30 da tarde para que tudo recomece… e tudo isso obedecendo à tirana vontade dos pequenitos.
No entanto, às 5:30 da tarde, sob um tempo mais ameno e uma maré mais baixa, quando brinco com os miúdos a fazer castelos de areia ou corro atrás da mais velha enquanto esta ri como uma desalmada na esperança vã de que não a alcance; e molho os seus pequenos pés à beira mar e os seus cabelos com um balde cheio d’água acabada de “colher”; e caminho ao lado do pequeno que cambaleia sobre a areia fresca mais a sua fralda inchada da água salgada ao mesmo tempo que aponta para uma gaivota mais atrevida que pousa mesmo a 2 metros de nós; e sento com os dois mais a mamã, com os corpos a colar, salgados e cheios de areia, a observar um pôr-do-sol vermelho do verão, lá bem longe no horizonte, com a sonoplastia da mãe natureza, qual dj, rodopiando doces ondas numa praia agora mais calma; acabo por pensar que, afinal, e apesar da tremenda canseira que tudo isso acarreta, os que vivem na ignorância não sabem o que perdem.
Alvor
13 agosto 2012
Um sorriso bem disposto contra a crise
Dizem que o país está em crise.
Parece-me ser verdade.
Quando observo as incontáveis fábricas e empresas da terra, quase centenárias, de construção civil, de moldes, de vidro, que se fecham atirando para a rua seus devotos funcionários, vejo a crise a chegar.
Quando ando pela parte antiga da minha capital de distrito e observo o elevado número de lojas abandonadas - lojas que conhecia desde a longínqua infância e que tratava os donos com a amizade de um cliente fiél - verifico que a crise assentou arraiais.
Quando vislumbro placas da Remax a ornamentar quase por completo a fachada de inúmeros prédios, sinto que a crise está presente tal entidade paranormal.
Quando vejo a fila de pessoas à porta do IEFP mendigando uma oportunidade, apercebo-me da força da crise. Quando se fecham as portas aos jovens com formação universitária e aos menos jovens com formação "da lide dura da vida", vislumbro-a e temo-a.
Quando vejo os números, as progressões, as estimativas e os medos dos mercados, filhos mal paridos do ventre de putas economistas com chulos agiotas e/ou especuladores, vejo a famigerada a crescer.
Em tudo isso vejo a crise mas é com prazer que, aqui e ali, vemos gente a sorrir, lutando contra a crise. A crise a eles não afecta porque sabem, ou souberam, como lidar com ela. Para estes empreendedores não existe conjuntura que lhes faça frente, que lhes meta medo, que lhes cause mossa. São imunes porque souberam ver mais longe, foram astutos e precavidos. Agora sorriem enquanto a maioria chora ou, pelos menos, resmunga/geme.
Meus parabéns a estes exemplares portugueses e um bem haja pela alegria do seu sorriso aberto e verdadeiro.
Ministerio da Defesa Nacional
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes – PSD
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €
Parece-me ser verdade.
Quando observo as incontáveis fábricas e empresas da terra, quase centenárias, de construção civil, de moldes, de vidro, que se fecham atirando para a rua seus devotos funcionários, vejo a crise a chegar.
Quando ando pela parte antiga da minha capital de distrito e observo o elevado número de lojas abandonadas - lojas que conhecia desde a longínqua infância e que tratava os donos com a amizade de um cliente fiél - verifico que a crise assentou arraiais.
Quando vislumbro placas da Remax a ornamentar quase por completo a fachada de inúmeros prédios, sinto que a crise está presente tal entidade paranormal.
Quando vejo a fila de pessoas à porta do IEFP mendigando uma oportunidade, apercebo-me da força da crise. Quando se fecham as portas aos jovens com formação universitária e aos menos jovens com formação "da lide dura da vida", vislumbro-a e temo-a.
Quando vejo os números, as progressões, as estimativas e os medos dos mercados, filhos mal paridos do ventre de putas economistas com chulos agiotas e/ou especuladores, vejo a famigerada a crescer.
Em tudo isso vejo a crise mas é com prazer que, aqui e ali, vemos gente a sorrir, lutando contra a crise. A crise a eles não afecta porque sabem, ou souberam, como lidar com ela. Para estes empreendedores não existe conjuntura que lhes faça frente, que lhes meta medo, que lhes cause mossa. São imunes porque souberam ver mais longe, foram astutos e precavidos. Agora sorriem enquanto a maioria chora ou, pelos menos, resmunga/geme.
Meus parabéns a estes exemplares portugueses e um bem haja pela alegria do seu sorriso aberto e verdadeiro.
Ministerio da Defesa Nacional
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes – PSD
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €
31 julho 2012
30 julho 2012
"Educação" não tem 50% de desconto em cartão Continente!
Como costumo dizer cá por casa: "educação não se vende em prateleiras..."
Estava eu, no meu popó, estacionado entre outros dois veículos, quando o vizinho do lado esquerdo chega com os seus dois pimpolhos, preparados para abandonar a zona.
Um à parte: sei como são as crianças. Por experiência própria, já experimentei da ansiedade e irreverência infantil e compreendo que, às vezes, é difícil domar um pequenote.
Voltando à situação.
O dono da viatura abriu o carro e, consequentemente, "libertou" o fecho central. O mais pequeno abriu a porta e testou a rigidez da porta do meu carro provocando um estrondoso e melodioso som: "Bum!".
O pai foi exemplar: austero e educador; e repeendeu-o da seguinte forma:
"Então? Cuidado filho! Não vês que estão pessoas nesse carro?", enquanto o acomodava na respectiva cadeira de segurança.
Fiquei à espera de um "desculpe, sabe como são as crianças" e uma averiguação dos estragos... mas nada. A malta aninhou-se na viatura e foi-se.
Conclui então que, para aquele progenitor, se não houver ninguém na viatura vizinha, os seus filhos podem bater com a porta à vontade; melhor, podem dar pontapés, usar uma maça de guerra, uma bazuca ou uma machadinha apache em propriedade alheia; aprendi também que "peço desculpas" é uma frase sobrevalorizada e, com esta crise, uma grande percentagem de agregados familiares não a podem suportar.
Pior que a crise financeira e esta que actualmente vivemos: a de valores (imateriais).
PS: como a porta tem de ser arranjada por outra mazela mais antiga não me preocupei muito (mas anotei a matrícula na mesma: pode ser que vislumbre o prevaricador [a terra é pequena]).
27 julho 2012
19 julho 2012
Eles estão a chegar... insidiosos...
A observar esta sequência de acontecimentos:
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).
(in Artº 21º)
E a malta vai se chateando com Relvas e afins...
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).
(in Artº 21º)
E a malta vai se chateando com Relvas e afins...
18 julho 2012
Plagiando
"Paulo Macedo, é aquele iluminado, que saiu do privado para vir ganhar rios de dinheiro para o sector público, devido à sua elevada competência e mérito. Na altura, todos diziam (incluindo o próprio) que se queríamos os melhores no sector público era necessário pagar e bem por isso.
Já em relação aos médicos, quanto piores as condições de trabalho e a remuneração melhor. Continua a fazer sentido, afinal de contas, nem este governo nem este ministro, querem os melhores no serviço nacional de saúde. Pelo contrário, querem degradá-lo de tal maneira, que daqui a cinco anos a qualidade seja tão miserável que não haja oposição dos cidadãos, ao seu encerramento.
Entretanto, inúmeras manifestações de inveja social têm sido promovidas: "os médicos são uns previligiados", "ganham muito", entre outras alarvidades.
Este pensamento mesquinho de "eu estou mal, logo o outro tem de estar como eu" é miserável, mas dá frutos. É uma propaganda que pega bem, sem dúvida.
Ainda não ouvi ninguém falar do salário e regalias dos gestores hospitalares, nomeados politicamente e com resultados para lá de duvidosos. Ainda não ouvi reclamar sobre todo os cêntimos que pagamos ao incompetente do Passos Coelho, serem cêntimos pagos a mais.
Ouço reclamarem com os médicos, os mesmos que após um turno de 24 horas, e ao contrário do que está na lei, são obrigados a fazer mais um turno na enfermaria, para os doentes não ficarem ao abandono.
Quando Gaspar erra nas contas públicas, diz que foi um lapso; quando um médico erra, leva um processo da ordem das centenas de milhares de euros... mas faz sentido que reclamem com os médicos. Façam um altar aos banqueiros, ou aos Mexias, Catrogas, Dias Loureiros e afins! Esses sim são os que nos tratam da saúde e fazem serviço público.
Que país é este, sinceramente? Paulo Macedo veio dos grupos privados da saúde, para continuar a trabalhar para eles. Repararam que desta vez, ao contrário de quando foi para cobrador de impostos, ele não exigiu um salário milionário? Alguém duvida que, à boa imagem de outros ex-ministros, ele será premiado com uma cadeira dourada, assim que acabar o seu servicinho?
Paulo Macedo está a angariar clientes para o privado e a destruir o serviço nacional de saúde, para benefício dos seus ex e futuros patrões. Os médicos viram isso a tempo, e não querem acabar em mão de obra barata para a Médis, Multicare e afins.
Quem, no seu juízo perfeito, os pode censurar? "
Francisco da Silva
Retirado daqui: artigo 58
11 julho 2012
09 julho 2012
Porque greve?
Hoje no BMJ online (British Medical Journal): "... a suspicious sign of a progressive move towards the privatisation of Portugal’s National Health System, which took decades to build, and which some years ago was considered by the World Health Organization as one of the best in the world."
Algumas coisas que andam por ai:
"Hospitais privados vão ter internos: O Governo prepara-se para incluir o sector privado na formação pós-graduada dos jovens licenciados em Medicina..." (Fonte: Tempo Medicina")
"Hospital-escola de gondomar abre em Setembro" (Porto 24)
"Isabel Vaz: "Só preciso que o Estado não me chateie" (Negócios Online)
Não à privatização do SNS!!!
08 julho 2012
Manifesto (pessoal):Direito à indignação
Neste momento de crise, material e de valores, alguns se sentem indignados. Sentem-se indignados porque não têm trabalho, ou porque têm baixos salários, ou não têm subsídios, ou não têm oportunidades, ou não têm nada daquilo que costumavam ter e, porque lhe foram retirados das suas benfeitorias, indignam-se. No entanto, sentem-se na legítima posse desse sentimento e parecem não querer cedê-lo a todos. Parece-me que não me querem deixar estar indignado também. Parece que não tenho direito ao desalento por ter o que chamam de “privilégios”. Têm razão em dizer que tenho alguns privilégios; tenho o privilégio de exercer a profissão pela qual lutei ao longo da vida, e o privilégio de ter contacto com o doente, e o de poder encontrar solução para um problema de saúde grave, e o imensurável privilégio de ouvir mais “obrigados” do que críticas. Mas não são desses privilégios que os outros indignados me acusam. Acusam-me de ter privilégios materiais, de ganhar muito, de fazer pouco, de ter status, de ter o rei na barriga, de ter emprego garantido, entre outros privilégios que, a sua falta de visão periférica, permite ver. Esquecem-se que faltam outros privilégios como, por exemplo, condições de trabalho, férias, feriados, natais em família, oportunidade para constituir família, de (por vezes) exercer medicina de forma livre…
Pergunto aos indignados “ de verdade”: quem me traz de volta o tempo perdido dos “teens” e dos 20’s em que estive a estudar em detrimento da boa vida dos indignados “à séria”? Quem me traz de volta o 1º andar do meu filho que perdi por estar em serviço? E o bacalhau da consoada? E a distância da família durante os anos de estudo e internato? Parece que não me posso indignar pela perda de direitos e pelas injustiças. Parece que não cumpro com os meus deveres de cidadão. Parece que o meu cartão de eleitor não tem valor, o número de contribuinte não serve para nada e o serviço militar cumprido era escusado (e era, na verdade). Parece que, por ser médico, sou menos cidadão. Parece que sou imune às doenças e à possível necessidade de ser utilizador do sistema de saúde. Parece que, pela literacia e ofício, não tenho direito, eu também, à reivindicação e à revolta contra aqueles que me querem tirar direitos como profissional e eventual doente. Sugerem-me que não devo lutar pela manutenção do único sistema público funcional e internacionalmente (bem) reconhecido deste país. Suspeito que não me querem a manifestar contra as injustiças de cortes cegos, feitos por quem apenas reconhece em mim um objecto e, no utente, um número de cartão. Parece que não posso querer ter uma carreira. Parece que não me querem avaliar pela qualidade e competências e que não posso lutar para que não me considerem como uma embalagem de supermercado com um selo promocional. Parece que não tenho direito ao uso do calão português para qualificar quem quer destruir o meu SNS.
Quem me retirou o direito à indignação? Quem é dono desse sentimento e não “mo” quer emprestar? Porque tenho eu de aceitar que me diminuam como profissional e cidadão sem que possa mostrar a minha revolta? Porque tenho de aceitar que, depois de tanto sacrifício, pessoal e familiar, seja um dado adquirido da sociedade sem vontades ou direitos? Quem me quer impedir de lutar por direitos conquistados por quem lutou antes de mim? Querem-me fazer crer que tenho de me envergonhar e que não tenho moral para a amotinação, qualidades de quem quer ser um verdadeiro “indignado”? Não sou daquele tempo, mas parece-me que existiram médicos no 25 de Abril. Não me lembro de ter lido que tinham sido escusados à revolução. Lembro-me de ouvir estarem juntos a padeiros, pedreiros, costureiros, militares e prostitutas, e de envergarem, eles também, simbólicos cravos. Não percebo o que terá mudado tantos anos depois… Dessa forma, sinto-me indignado. Indignado por todos os direitos que me foram já retirados, e pelos que ainda pretendem subtrair, como profissional e utente do SNS. Assim, nos dias 11 e 12 de Julho de 2012, pretendo fazer-me ouvir, no bom e velho estilo de uma República democrática, aquela mesma dos meus pais e avós… e ai de quem me quiser retirar esse direito!!!
Para os que querem ainda acreditar que esta greve é puramente salarial e/ou politizada (como insistem em insinuar o Sr. Ministro e Secretários da Saúde):
- Carreira, reconhecimento das especialidades, valorização do internato e dos internos, tabelas justas, gratuidade do SNS, regulamentação do Acto Médico, acessibilidade garantida a todos, anti-cortes cegos que impeçam o acesso a todos os tratamentos, renegociação urgente das PPP’s da saúde, anti-privatização e anti-americanização do SNS e, acima de tudo, anti-desumanização do Serviço Nacional de Saúde!!!
E, parafraseando uma música bem velhinha (indignação - Skank) "... indignação indigna, indigna INACÇÃO!"
04 maio 2012
Capta essa ideia, Mente! Mente, capta!
Antes de mais quero dizer que não sou ateu, comunista nem católico e, quando posso (mea culpa), também eu ajudo os pobrezinhos (o que fará com que arda no fogo de Belzebu!).
"João César das Neves. SNS é uma ficção e problema na Saúde não é económico, é religioso" in Ionline
Mentes brilhantes pululam pelo burgo. Pessoas supimpas, cheias de graça e de saber, nada condicionados pelo lugar onde falam ou pela formação.
Então vai daí o Economista (sim, porque para falar em saúde nestes dias ou se é economista ou gestor ou engenheiro...) refere por exemplo que "o papel da igreja não é tratar os pobrezinhos, já que isso até comunistas e ateus fazem". Pergunto eu, na minha ignorância franciscana, a igreja então esta aí na labuta para tratar de quem? Do Cavaco e o seu miserê danado? O engy Sócrates? Os Excelsos Amorim e Azevedo em troca da generosidade de ambos? Eu sempre pensei que ser cristão incluiria uma ajudinha, mesmo que esporadicazinha, aos desfavorecidos, aos maltrapilhos e... aos pobres, esses malandros que têm a mania de não enriquecer! Mas, ma bad, parece que não, que não é esse o papel da pastoral. Isso é para gentalha pagã e Leninista.
Além disso, todo o mundo sabe que os comunistas comem criancinhas, daí não terem tempo para tratar dos pobrezinhos. O ateus, esse querem lá saber desta treta toda?!
O homem continua com o colar de pérolas soltando que "o SNS não existe, que é uma ficção". Bem, eu vejo o SNS todos os dias; infelizmente, o mesmo não acontece com Jesus, que não vejo tão frequentemente; posso até sentir no coração (aquilo que se pode chamar: "fé"), mas não o tenho visto muitas vezes por aí. Eu vejo o resultado da saúde portuguesa ficcionada, vejo a diminuição da mortalidade infantil (melhor que a escandinava, vejam lá se não é ficção científica), vejo o aumento da esperança de vida, a diminuição da morte materna, entre outras grandes utopias alcançadas. Parece se o Sr. Dr. João anda a ver muita ficção, realmente, mas daquela que bufam dos gabinetes de economia...
Depois vem a sua excelentíssima senhoria afirmar que "o problema da saúde é religioso e a pastoral é a solução". Pois, sim, vê-se com as Misericórdias. Consigo ver o padre no hospital a dar a extrema unção, será que era a isso que o homem se referia? Está certo que "confia em Deus que tudo cura" mas não me parece que o Senhor desça à terra para participar da equipa de urgência de um hospital católico privado qualquer, terá coisinha mais importante para fazer (desde que não seja ajudar os pobrezinhos, claro). Para além disso, Jesus já é caminho, verdade e vida, lá tem pachorra para ser saúde também!
Para finalizar, diz que Portugal sofre de "tensão alta, tonturas e depressão", vê-se mesmo que é economista. Primeiro é preciso ter valores para o diagnóstico de hipertensão (não é tensão alta, xôtor) e não vejo onde por a braçadeira para o esfigmomanómetro; depois tonturas é um sintoma e não uma patologia e, depois de ler o texto com as suas "ideias", também eu fiquei com tonturas, náuseas e vómitos, reacção à tamanha porcaria. Por último, depressão é um assunto sério e não se pode generalizar dessa forma, mas convenhamos, com artistas como o senhor economista como é possível não ficar deprimido?
Imagem "roubada" daqui
02 maio 2012
Felicidades!
Não costumo ir à página online do Correio da Manhã. Não acho aquele um bom jornal e, por isso, não perco tempo a ver o que lá é vomitado.No entanto, seguindo alguma coisa que fora publicada no facebook por um "amigo", fui reenviado para uma "notícia" daquele pasquim. Não me lembro do que se tratava, mas o que realmente me chamou a atenção foi uma figura metida num quadro intitulado "Parabéns a..." que hoje deseja felicidades a Paco bandeira. No quadro pedem que deixe uma mensagem ao aniversariante... digam lá se dá para resistir:
"Qeido, Pauo. Alembas di mi, me amô? So êe. Tivemoss ûa lôca nôte de amô outo di, mê taado sado-maso. Dêcupa ista a fala assi, mas inda tenh a bôca inchada e os dêd partido. Fico a imagina se a tu pistola tivesse mai fogo, ui, ui, ui.
Já agora, feliz aniversário e vem logo à nôte pá expermentar o strep-on!
Beijo, Geraldo"
"Bate leve, levemente, como quem chama por mim..."
04 abril 2012
Ah, nossos heróis de Abril...
"Mário Soares apanhado a 199 km por hora na A8", Ionline
O Sr. Mário Soares, sempre coerente, imputou o pagamento da coima ao seu amigo Estado. Fez bem, que esse último está sadio e forte como um pêro, graças (também) ao próprio Mário.
Um grande bem haja, amigo Soares.
O Sr. Mário Soares, sempre coerente, imputou o pagamento da coima ao seu amigo Estado. Fez bem, que esse último está sadio e forte como um pêro, graças (também) ao próprio Mário.
Um grande bem haja, amigo Soares.
03 abril 2012
Mira que desgraça...
Num país de mágicos e ilusionistas, onde uns fingem que governam e outros fingem que se opõem; num país iludido com tróicas de abutres e com números mágicos todos os dias; liga-se a televisão e observa-se um senhor administrador de um banco privado dizer que, ao contrário dos outros, ele não é ilusionista:
"Mira Amaral avisa que parte dos trabalhadores do antigo BPN vai ser dispensada:
“Não haja ilusões, vamos tentar manter o maior número de trabalhadores, agências e centros de empresa, mas não vamos conseguir manter todos”, sublinha.
Fonte RTP"
Não concordo com ele...
Gostava de perguntar a este senhor o seguinte: "Mira, ó Amaral, não foi mágico o que o seu banco conseguiu? Transformar 5 mil milhões em apenas 40? Não é fantástico o quão iludido é este povo?".

"Mira Amaral avisa que parte dos trabalhadores do antigo BPN vai ser dispensada:
“Não haja ilusões, vamos tentar manter o maior número de trabalhadores, agências e centros de empresa, mas não vamos conseguir manter todos”, sublinha.
Fonte RTP"
Não concordo com ele...
Gostava de perguntar a este senhor o seguinte: "Mira, ó Amaral, não foi mágico o que o seu banco conseguiu? Transformar 5 mil milhões em apenas 40? Não é fantástico o quão iludido é este povo?".

"Agora vou fazer desaparecer este coelhinho fofo e mais 300 "colaboradores""
29 março 2012
Um congresso (que não é do PSD ou de qualquer outro partido)
Recebo no mail esta mensagem:
"Os destaques do congresso da AAAAI 2012"
Um tratamento com Depur Mon a quem souber com que está relacionado.
"Os destaques do congresso da AAAAI 2012"
Um tratamento com Depur Mon a quem souber com que está relacionado.
28 março 2012
Melda Oliental
Minha senhora com um tambor de brinquedo na mão:
"Olha, quanto é que achas que eu paguei neste tambor?"
"Sei lá" - digo eu, o ingénuo - "praí uns 10€"
"10€?! Tás doido? Paguei 2€!"
"2€??? Compraste onde?"
"No chinês ali embaixo"
"Dass, 2€!?"
Pouco depois veio-me a pertinente questão:
"Os chineses cagam plástico?"
Nota: ao contrário do que se possa pensar, hoje não se comemora o dia da China neste blog!
"Olha, quanto é que achas que eu paguei neste tambor?"
"Sei lá" - digo eu, o ingénuo - "praí uns 10€"
"10€?! Tás doido? Paguei 2€!"
"2€??? Compraste onde?"
"No chinês ali embaixo"
"Dass, 2€!?"
Pouco depois veio-me a pertinente questão:
"Os chineses cagam plástico?"
Nota: ao contrário do que se possa pensar, hoje não se comemora o dia da China neste blog!
A EDP, os chineses, a tensão e as hemorróidas
Sempre ouvi dizer que a comida chinesa, tal como a nossa, é condimentada. Já provei sim senhor e confirmo. O gosto pelo sal, e outros condimentos, é notório.
Como todos sabem, ou se não sabem deviam saber, o sal é um agente importante para o aumento da tensão e os condimentos causam exacerbação hemorroidária.
Vai daí, recebi ontem o “acerto” das contas com a amiga EDP, essa tão chino-lusa empresa.
Como era de esperar, a conta vinha bem mais salgada que da última vez: a tensão disparou e tive estranhas sensações desconfortáveis.
E eu que sempre preferi comida japonesa…
... que é bem mais saudável e saborosa.
Como todos sabem, ou se não sabem deviam saber, o sal é um agente importante para o aumento da tensão e os condimentos causam exacerbação hemorroidária.
Vai daí, recebi ontem o “acerto” das contas com a amiga EDP, essa tão chino-lusa empresa.
Como era de esperar, a conta vinha bem mais salgada que da última vez: a tensão disparou e tive estranhas sensações desconfortáveis.
E eu que sempre preferi comida japonesa…
... que é bem mais saudável e saborosa.Imagem: fonte - google
26 março 2012
23 março 2012
Pai sofre XXV - Pai sofre : brinquedos assassinos e possuídos por lúcifer!
No início da aventura parental, escrevi um texto sobre a minha surpresa ao ver como as fraldas invadiam o ambiente doméstico. Agora, passado algum tempo, descobri que as fraldas têm concorrência… e de peso: brinquedos.
Vejamos, é aniversário de uma criança, ou natal, ou páscoa, 1º de Junho, baptismo, ou o que quer que justifique uma prenda, “o que vamos oferecer?” “Hum… o que achas de um brinquedo?”, “Boa!!! Genial! Nem tinha pensado nisso!”
E a malta vai aparecendo com brinquedos.
Lembro-me da minha infância (que foi mais ou menos ontem), num tempo em que eu também queria (e delirava) com brinquedos. Recordo-me de passar horas com aquelas miniaturas de automóveis (os meus preferidos). Foi a única altura em que tive, ao mesmo tempo, Porches®, Mercedes® e BMW’s®. Confesso que ainda gosto de pegar num destes pequenos veículos e ciciar um “vrummm-vrummm” mais as suas mudanças imaginárias… quando ninguém está a ver, obviamente.
Voltando ao assunto.
Tal como as fraldas, os brinquedos vão tomando conta da casa. Eles são peluches, bonecas e coisas que fazem sons e acendem luzinhas; com esses posso eu bem. O problema são os chamados “brinquedos educativos”. Estes últimos são puzzles convencionais, legos, cubos, etc, que vêm quase sempre acompanhados de arestas engraçadas e quinas carinhosas.
Qual o problema? Perguntam vocês (se é que terão algum interesse nesta treta). O problema não é nenhum… desde que fiquem arrumadinhos no sítio depois de usados. Senão o cenário fica sendo o "quase que se consegue ver o padrão do tapete que penso existir na sala por baixo de cubos, legos, chaves de plástico entre outras coisas".
Mas, qual é o problema? (e insistem!).
Imaginemos que, a meio da noite, não sei se por ser da próstata, surge aquela necessidade de desaguar. Como o caminho até o objectivo passa obrigatoriamente pela sala, o situação passa a assemelhar-se à passagem por um campo minado de uma república democrática da África Ocidental. Além disso, um gajo, macho que é, não acende a luz. Aí surge o poder magnético dos pés, atraindo para si tudo o que tenha quinas afiadas, arestas por limar, coisinhas pontiagudas. Os legos então deixam uma marca tal que dá para encaixar uma nova peça na "tatuagem" que resistirá por horas na planta do pedúnculo.
Não sei se não será exagero mas era capaz de jurar que quase se consegue ouvir, tal “toy story”, os brinquedos a congeminarem entre si um “PRÓ PÉ DO FULANO, MALTA!”.
Conclusão: quedas, saltinhos efeminados, onomatopeias, caralhadas, esconjuro e grunhidos até se chegar ao destino. A solução? Educar a miúda a arrumar os brinquedos educativos (passe a redundância), ou arrumá-los eu, ou acender a luz, ou incentivar a prenda sob forma de livro, ou (em última instância) uma algália!
Além dos problemas físicos, há que contar com os problemas psicológicos, já que muitos destes brinquedos "falam" ou emitem sons dos mais variados tipos. Imagine-se o cagaço que causa, em meio ao grande silêncio nocturno, uma risada maquiavélica dum primo afastado do nenuco! Sem mais nem menos, a porra do boneco a rir-se a bandeiras despregadas?! Corre o arrepio pela espinha acima!
Possessão, possessão! Saravá, meu pai!!!
À próxima questão “o que é que a tua filha precisa?”, responderei: “pais sãos, limpos e aliviados”; ou com um curto, simples, directo e honesto: “dinheiro”.
Vejamos, é aniversário de uma criança, ou natal, ou páscoa, 1º de Junho, baptismo, ou o que quer que justifique uma prenda, “o que vamos oferecer?” “Hum… o que achas de um brinquedo?”, “Boa!!! Genial! Nem tinha pensado nisso!”
E a malta vai aparecendo com brinquedos.
Lembro-me da minha infância (que foi mais ou menos ontem), num tempo em que eu também queria (e delirava) com brinquedos. Recordo-me de passar horas com aquelas miniaturas de automóveis (os meus preferidos). Foi a única altura em que tive, ao mesmo tempo, Porches®, Mercedes® e BMW’s®. Confesso que ainda gosto de pegar num destes pequenos veículos e ciciar um “vrummm-vrummm” mais as suas mudanças imaginárias… quando ninguém está a ver, obviamente.
Voltando ao assunto.
Tal como as fraldas, os brinquedos vão tomando conta da casa. Eles são peluches, bonecas e coisas que fazem sons e acendem luzinhas; com esses posso eu bem. O problema são os chamados “brinquedos educativos”. Estes últimos são puzzles convencionais, legos, cubos, etc, que vêm quase sempre acompanhados de arestas engraçadas e quinas carinhosas.
Qual o problema? Perguntam vocês (se é que terão algum interesse nesta treta). O problema não é nenhum… desde que fiquem arrumadinhos no sítio depois de usados. Senão o cenário fica sendo o "quase que se consegue ver o padrão do tapete que penso existir na sala por baixo de cubos, legos, chaves de plástico entre outras coisas".
Mas, qual é o problema? (e insistem!).
Imaginemos que, a meio da noite, não sei se por ser da próstata, surge aquela necessidade de desaguar. Como o caminho até o objectivo passa obrigatoriamente pela sala, o situação passa a assemelhar-se à passagem por um campo minado de uma república democrática da África Ocidental. Além disso, um gajo, macho que é, não acende a luz. Aí surge o poder magnético dos pés, atraindo para si tudo o que tenha quinas afiadas, arestas por limar, coisinhas pontiagudas. Os legos então deixam uma marca tal que dá para encaixar uma nova peça na "tatuagem" que resistirá por horas na planta do pedúnculo.
Não sei se não será exagero mas era capaz de jurar que quase se consegue ouvir, tal “toy story”, os brinquedos a congeminarem entre si um “PRÓ PÉ DO FULANO, MALTA!”.
Conclusão: quedas, saltinhos efeminados, onomatopeias, caralhadas, esconjuro e grunhidos até se chegar ao destino. A solução? Educar a miúda a arrumar os brinquedos educativos (passe a redundância), ou arrumá-los eu, ou acender a luz, ou incentivar a prenda sob forma de livro, ou (em última instância) uma algália!
Além dos problemas físicos, há que contar com os problemas psicológicos, já que muitos destes brinquedos "falam" ou emitem sons dos mais variados tipos. Imagine-se o cagaço que causa, em meio ao grande silêncio nocturno, uma risada maquiavélica dum primo afastado do nenuco! Sem mais nem menos, a porra do boneco a rir-se a bandeiras despregadas?! Corre o arrepio pela espinha acima!
Possessão, possessão! Saravá, meu pai!!!
À próxima questão “o que é que a tua filha precisa?”, responderei: “pais sãos, limpos e aliviados”; ou com um curto, simples, directo e honesto: “dinheiro”.
20 março 2012
Los Hermanos, a verdadeira delícia
Há alguns anos atrás recebi um telefonema da minha irmã. Dizia ela que estava no hiper do Belmiro e que havia um CD da banda Los Hermanos por 99 cêntimos à venda.
Na altura torci o nariz. Conhecia a banda através daquele hit: "Anna Júlia". Pensava no grupo como um bando de miúdos que se juntaram, tiveram uma ajudazinha da Tv Globo e pimba: sucesso. Mas, por 99 cêntimos? Venha daí o CD.
O nome do disco é "Bloco do eu sozinho". Confesso que a primeira audição foi dura, já que não era aquilo que esperava; do que conhecia da banda, o que ouvia não batia a bota com a perdigota.
À medida que o disco ia girando na aparelhagem fui-me apegando a cada uma das músicas.
Hoje é um dos meus álbuns preferidos; isso é que eu chamo de uma verdadeira pechincha!!!
Infelizmente o que é bom dura pouco e a banda separou-se...
E numa altura em que um tal de Michel Teló faz sucesso com uma treta qualquer de "...ai se eu te pego", recuperei o "Bloco" do arquivador de CD's e passei mais um bom bocado.
Na altura torci o nariz. Conhecia a banda através daquele hit: "Anna Júlia". Pensava no grupo como um bando de miúdos que se juntaram, tiveram uma ajudazinha da Tv Globo e pimba: sucesso. Mas, por 99 cêntimos? Venha daí o CD.
O nome do disco é "Bloco do eu sozinho". Confesso que a primeira audição foi dura, já que não era aquilo que esperava; do que conhecia da banda, o que ouvia não batia a bota com a perdigota.
À medida que o disco ia girando na aparelhagem fui-me apegando a cada uma das músicas.
Hoje é um dos meus álbuns preferidos; isso é que eu chamo de uma verdadeira pechincha!!!
Infelizmente o que é bom dura pouco e a banda separou-se...
E numa altura em que um tal de Michel Teló faz sucesso com uma treta qualquer de "...ai se eu te pego", recuperei o "Bloco" do arquivador de CD's e passei mais um bom bocado.
19 março 2012
Prisões
Para a "Fábrica de Letras" e o seu desafio: "Fotografia"

… foi então que ele lhe disse: “os índios não gostam de fotografias porque julgam que aprisionam a alma de quem é fotografado”.
“A sério?”, perguntou ela.
“Sim”.
Ela, então, calmamente, abriu a bolsa que trazia a tiracolo, retirou a carteira e, de dentro desta, uma pequena fotografia tipo passe. Segurou a foto numa mão e mirou-a durante alguns segundos. Fechou os olhos, suspirou profundamente e rasgou-a em 4 pedaços. Virou-se para ele e disse:
“Sendo assim, libertei-o para sempre... ou pelo menos em parte” – e perguntou, singelamente – “já agora, diz-me uma coisa, e para os que também estão aprisionados no coração?”.

Prisões
… foi então que ele lhe disse: “os índios não gostam de fotografias porque julgam que aprisionam a alma de quem é fotografado”.
“A sério?”, perguntou ela.
“Sim”.
Ela, então, calmamente, abriu a bolsa que trazia a tiracolo, retirou a carteira e, de dentro desta, uma pequena fotografia tipo passe. Segurou a foto numa mão e mirou-a durante alguns segundos. Fechou os olhos, suspirou profundamente e rasgou-a em 4 pedaços. Virou-se para ele e disse:
“Sendo assim, libertei-o para sempre... ou pelo menos em parte” – e perguntou, singelamente – “já agora, diz-me uma coisa, e para os que também estão aprisionados no coração?”.
17 março 2012
Bartender
Há dias em que a banda sonora é...
If I go
Before I'm old
Oh, brother of mine
Please don't forget me if I go
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
Oh, and if I die
Before my time
Oh, sweet sister of mine
Please don't regret me if I die
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
I'm on bended knees, I pray
Bartender, please
When I was young, I never think about it
Now I can't get it out of my mind
I'm on bended knees
Father, please
Oh, and if all this gold
Should steal my soul away
Oh, sweet mother of mine
Please redirect me in this gold...
Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground
Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground
In the Ground...
I'm on bended knees
Oh, Bartender, please
I'm on bended knees
Father, please
When I was young, I never think about it
Now I just wanna run and die
I'm on bended knees
Oh, Bartender, please
Bartender, please...
Before I'm old
Oh, brother of mine
Please don't forget me if I go
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
Oh, and if I die
Before my time
Oh, sweet sister of mine
Please don't regret me if I die
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground
I'm on bended knees, I pray
Bartender, please
When I was young, I never think about it
Now I can't get it out of my mind
I'm on bended knees
Father, please
Oh, and if all this gold
Should steal my soul away
Oh, sweet mother of mine
Please redirect me in this gold...
Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground
Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground
In the Ground...
I'm on bended knees
Oh, Bartender, please
I'm on bended knees
Father, please
When I was young, I never think about it
Now I just wanna run and die
I'm on bended knees
Oh, Bartender, please
Bartender, please...
16 março 2012
Desafi(n)o

A Sra Dª Pseudo, do Pseudoblog, teve a amabilidade e a gentileza de me oferecer o selo acima. Tal estampa premeia a criatividade do incauto blogger que o recebe. Premiando-me com esta distinção, a Sra Dª Pseudo revela a sua magnânima inteligência e o seu extremo bom gosto, os quais aplaudo (xô modéstia!).
No entanto, não há bela sem senão, e tenho algumas questões a responder...
Vamos lá, então:
1. Nome da minha música favorita?
Perguntinha difícil. Tenho de dizer duas: Indifference dos Pearl Jam, por, a cada acorde daquele baixo, me transportar para o melhor ano da minha vida; Would - Alice in Chains, por ter a capacidade de me deixar em transe.
2. Nome da minha sobremesa favorita?
Não sei se conta mas adoro afogar triângulos de toblerone branco numa bica sem açúcar.
3. O que me tira do sério?
Falta de educação e "chico-espertismo!.
4. Quando estou chateado?
Sou capaz de ficar um dia inteiro sem falar qualquer palavra que tenha mais do que uma sílaba.
5. Qual o meu animal de estimação favorito?
Deixei de pensar nisso desde que tive consciência que a minha esperança de vida ainda é maior do que a das espécies de estimação, a não ser que pensasse em adoptar um orangotango, um elefante ou uma tartaruga marinha. Penso nisso novamente aos 75 anos.
6. Preto ou branco?
Cinzento?
7. Maior medo?
Tenho 2 filhotes: preciso dizer mais alguma coisa?
8. Atitude quotidiana?
Isso implica rotina, certo? Boring...
9. O que é perfeito?
O mesmo que perfabricado?
10. Culpa?
Muitas... mas não as confesso aqui, ora.
Sete factos aleatórios sobre mim:
1. Falo muito comigo mesmo mas ainda não me conheço por completo; parece que tenho algo a esconder...
2. Não consigo comer durante jogos do meu FCP ou em jogos importantes da selecção;
3. Pratiquei natação durante vários anos mas já não vou à piscina há muito tempo porque sou míope e tenho medo de bater com os cor... pés na borda;
4. Gostaria de conhecer um alien... desde que não fosse o seu almoço;
5. Quero editar um livro algum dia;
6. Gosto de charutos.
7. Tenho uma pequena obsessão pela minha colecção de CD's.
A quem é que ofereço este prémio?
O Selo gostaria de transmitir a todos os companheiros blogóticos da coluna da "concorrência". Porquê? Porque se não fossem criativos eu não me daria ao trabalho de os seguir, né verdade.
Venham por isso surrupiar o selito.
E "prontus", já está. Muito obrigado e boa noite.
15 março 2012
Matrioska
E agora, um pequeno devaneio:
"Numa sala de estar:
- Pois é, amigos, o mundo não é aquilo que vocês pensam mas sim o que vos permitem ver. Isto é tudo um sonho. "Eles" não querem que conheçamos o verdadeiro mundo. Isto que palpamos, que sentimos, que gostamos ou desgostamos, são coisas que nos implantaram na mente. O objectivo é ver como reagimos às diversas situações que nos surgem e estudar, dessa forma, o nosso comportamento.
- Como? Tudo isto é uma miragem? E a família? E as memórias?
- Miragens sim, um cenário onde tu e eu somos actores. A família é “sorte” e matéria de exame. As memórias, no entanto, são verdadeiras e o resultado das nossas vivências, a única coisa em que "eles" não intervêm já que mantém a ilusão.
- Desculpa lá, mas isso não faz sentido. Se esses "eles" existem como é que não os vemos?
- Porque somos infinitamente pequenos perante eles: estão fora do alcance da nossa arcaica visão. É o equivalente nosso de observar uma colónia de bactérias ao microscópio. Vê lá bem que nós nem conseguimos ver o nosso universo por completo e o nosso universo está contido no "deles".
- 'Péra lá, o universo, desde o Big Bang, tem biliões de anos, certo. Nós só surgimos como espécie há pouco mais do que um punhado de milhares de anos. O que fizeram no intervalo?
- No intervalo fizeram testes. Testaram variações do mesmo tema, variações em carbono, nitrogénio, oxigénio, etc, etc. Foram eles os responsáveis pelas grandes extinções, tal e qual um miúdo que destrói o seu castelo de cartas depois de muito tempo e empenho a contruí-lo. Além disso, a nossa noção de tempo não é a mesma da deles, se é que têm uma noção para "tempo". Um exemplo: a mosca da fruta tem uma vida média de 26 dias, será que para ela a sua vida é tão efémera quanto para nós? Talvez os biliões de anos do nosso universo não passem de um segundo noutra esfera.
- 'Tá bem, mas não é o universo infinito?
- Talvez? Será? Se sim, estaria em expansão, não é o que se ouve? No entanto, há uma linha de pensamento que refere que estará em retracção e que contrair-se-á até dar origem a um novo Big Bang. Mas se assim é, o que é que ocupará o espaço deixado pelo nosso universo?
- Simples: vácuo!
- Sim, mas… segundo a teoria quântica de campos, mesmo na ausência total de átomos ou de qualquer partícula elementar, o espaço não pode ser considerado totalmente vazio. O que digo é que o universo não é infinito mas sim deve estar contido noutro: o "deles"; e esse noutro e assim por diante, isso sim é infinito. Podemos comparar às Matrioskas russas. Para mim são os universos paralelos de que tanto falam, só não são é paralelos.
- Então, e nós, temos a nosso cargo algum "universo?
- Já tinha dado o exemplo da colónia de bactérias...
- Ok, tudo bem, mas como serão esses "eles"? São parecidos connosco?
- Voltando às bactérias: elas são parecidas connosco?
- Pois... mas quando criamos alguma coisa tentamos fazer à nossa imagem e semelhança, tal e qual fez Deus, certo? Talvez esses seres de que falas tenham algumas semelhanças connosco.
- Deus? A sério? Depois de tudo o que vos disse ainda acreditam nessa imagem divina? Bem, se encararem os criadores como deuses, tudo bem. Mas, relativamente à imagem e semelhança, lembrem-se que vos falei de várias tentativas anteriores, vários formatos e variações. Talvez a nossa morfologia actual seja a mais indicada para o nosso ambiente. Duvido que o nosso fenótipo se adequaria aos diversos mundos existentes; temos de entrar em linha de conta com as diferenças físico-químicas dos diferentes mundos.
- E a evolução da nossa espécie?
- Upgrades…
- Quer dizer que nada disso é verdadeiro. As nossas guerras, construções, relações, conquistas como espécie, a nossa evolução nada disso importa? E o livre-arbítrio?
- Tal como disse em relação à memória, podemos decidir o que fazer, dentro de determinados limites. Eles permitem os saltos evolutivos e até nos auxiliam no desenvolvimento tecnológico, tudo isso com o intuito de estudar as nossas reacções. Acho que sentem a nossa evolução como uma vitória. Vejam lá, se criam algo que funciona não ficam orgulhosos?
- Orgulho? Então estás a dizer que eles têm sentimentos semelhantes aos nossos?
- Pelo contrário, nós é que os temos semelhantes aos deles. Olhem os exemplos dos robôs que insistimos em criar: tentamos incutir emoções e formas de pensar semelhantes às nossas, não é verdade?
- E fazem-nos o mesmo? Então também odeiam, amam, choram, têm saudade?
- É provável, mas lembro-vos que eles incutiram determinadas bases em nós e depois elas evoluíram num sentido que pode ter sido diferente do deles. Talvez sejam mais compreensivos e inteligentes do que nós - o que não será difícil- e nós evoluímos para um sentido no qual associaram-se a vingança, o ódio, a inveja... talvez seja isso que nos mantém vivos, por mais paradoxal que pareça: talvez tenhamos algo que eles não têm ou que não conheciam e isso faz com que não partam para "outro projecto", se é que me faço entender. Além disso não nos julgam, reitero que somos apenas um projecto científico.
- Epá, isso é fantástico mas… como sabes tudo isso? Já os viste?
- Sim.
- JÁ?! Quando? Onde?
- Ontem à noite vieram ter comigo e contaram-me tudo! Contaram-me sem dizer uma palavra. Custei a entender o que se estava a passar. Tal como vos contei, não são semelhantes a nós nem a nada que alguma vez fora descrito. Incutiram imagens na minha cabeça que fizeram perceber tudo o que vos disse. Mas não fiquei a saber tudo porque quando estavam a mostrar o futuro da humanidade... acordei! Olhem... chatices, é o que é.
- COMO!!! Oh pá, tu és doido...
- Então, mas para estar aqui não temos de o ser todos?
Ouve-se o ferrolho da porta: era o enfermeiro:
"- Quem tomou os medicamentos pode ir para o quarto..."
"Numa sala de estar:
- Pois é, amigos, o mundo não é aquilo que vocês pensam mas sim o que vos permitem ver. Isto é tudo um sonho. "Eles" não querem que conheçamos o verdadeiro mundo. Isto que palpamos, que sentimos, que gostamos ou desgostamos, são coisas que nos implantaram na mente. O objectivo é ver como reagimos às diversas situações que nos surgem e estudar, dessa forma, o nosso comportamento.
- Como? Tudo isto é uma miragem? E a família? E as memórias?
- Miragens sim, um cenário onde tu e eu somos actores. A família é “sorte” e matéria de exame. As memórias, no entanto, são verdadeiras e o resultado das nossas vivências, a única coisa em que "eles" não intervêm já que mantém a ilusão.
- Desculpa lá, mas isso não faz sentido. Se esses "eles" existem como é que não os vemos?
- Porque somos infinitamente pequenos perante eles: estão fora do alcance da nossa arcaica visão. É o equivalente nosso de observar uma colónia de bactérias ao microscópio. Vê lá bem que nós nem conseguimos ver o nosso universo por completo e o nosso universo está contido no "deles".
- 'Péra lá, o universo, desde o Big Bang, tem biliões de anos, certo. Nós só surgimos como espécie há pouco mais do que um punhado de milhares de anos. O que fizeram no intervalo?
- No intervalo fizeram testes. Testaram variações do mesmo tema, variações em carbono, nitrogénio, oxigénio, etc, etc. Foram eles os responsáveis pelas grandes extinções, tal e qual um miúdo que destrói o seu castelo de cartas depois de muito tempo e empenho a contruí-lo. Além disso, a nossa noção de tempo não é a mesma da deles, se é que têm uma noção para "tempo". Um exemplo: a mosca da fruta tem uma vida média de 26 dias, será que para ela a sua vida é tão efémera quanto para nós? Talvez os biliões de anos do nosso universo não passem de um segundo noutra esfera.
- 'Tá bem, mas não é o universo infinito?
- Talvez? Será? Se sim, estaria em expansão, não é o que se ouve? No entanto, há uma linha de pensamento que refere que estará em retracção e que contrair-se-á até dar origem a um novo Big Bang. Mas se assim é, o que é que ocupará o espaço deixado pelo nosso universo?
- Simples: vácuo!
- Sim, mas… segundo a teoria quântica de campos, mesmo na ausência total de átomos ou de qualquer partícula elementar, o espaço não pode ser considerado totalmente vazio. O que digo é que o universo não é infinito mas sim deve estar contido noutro: o "deles"; e esse noutro e assim por diante, isso sim é infinito. Podemos comparar às Matrioskas russas. Para mim são os universos paralelos de que tanto falam, só não são é paralelos.
- Então, e nós, temos a nosso cargo algum "universo?
- Já tinha dado o exemplo da colónia de bactérias...
- Ok, tudo bem, mas como serão esses "eles"? São parecidos connosco?
- Voltando às bactérias: elas são parecidas connosco?
- Pois... mas quando criamos alguma coisa tentamos fazer à nossa imagem e semelhança, tal e qual fez Deus, certo? Talvez esses seres de que falas tenham algumas semelhanças connosco.
- Deus? A sério? Depois de tudo o que vos disse ainda acreditam nessa imagem divina? Bem, se encararem os criadores como deuses, tudo bem. Mas, relativamente à imagem e semelhança, lembrem-se que vos falei de várias tentativas anteriores, vários formatos e variações. Talvez a nossa morfologia actual seja a mais indicada para o nosso ambiente. Duvido que o nosso fenótipo se adequaria aos diversos mundos existentes; temos de entrar em linha de conta com as diferenças físico-químicas dos diferentes mundos.
- E a evolução da nossa espécie?
- Upgrades…
- Quer dizer que nada disso é verdadeiro. As nossas guerras, construções, relações, conquistas como espécie, a nossa evolução nada disso importa? E o livre-arbítrio?
- Tal como disse em relação à memória, podemos decidir o que fazer, dentro de determinados limites. Eles permitem os saltos evolutivos e até nos auxiliam no desenvolvimento tecnológico, tudo isso com o intuito de estudar as nossas reacções. Acho que sentem a nossa evolução como uma vitória. Vejam lá, se criam algo que funciona não ficam orgulhosos?
- Orgulho? Então estás a dizer que eles têm sentimentos semelhantes aos nossos?
- Pelo contrário, nós é que os temos semelhantes aos deles. Olhem os exemplos dos robôs que insistimos em criar: tentamos incutir emoções e formas de pensar semelhantes às nossas, não é verdade?
- E fazem-nos o mesmo? Então também odeiam, amam, choram, têm saudade?
- É provável, mas lembro-vos que eles incutiram determinadas bases em nós e depois elas evoluíram num sentido que pode ter sido diferente do deles. Talvez sejam mais compreensivos e inteligentes do que nós - o que não será difícil- e nós evoluímos para um sentido no qual associaram-se a vingança, o ódio, a inveja... talvez seja isso que nos mantém vivos, por mais paradoxal que pareça: talvez tenhamos algo que eles não têm ou que não conheciam e isso faz com que não partam para "outro projecto", se é que me faço entender. Além disso não nos julgam, reitero que somos apenas um projecto científico.
- Epá, isso é fantástico mas… como sabes tudo isso? Já os viste?
- Sim.
- JÁ?! Quando? Onde?
- Ontem à noite vieram ter comigo e contaram-me tudo! Contaram-me sem dizer uma palavra. Custei a entender o que se estava a passar. Tal como vos contei, não são semelhantes a nós nem a nada que alguma vez fora descrito. Incutiram imagens na minha cabeça que fizeram perceber tudo o que vos disse. Mas não fiquei a saber tudo porque quando estavam a mostrar o futuro da humanidade... acordei! Olhem... chatices, é o que é.
- COMO!!! Oh pá, tu és doido...
- Então, mas para estar aqui não temos de o ser todos?
Ouve-se o ferrolho da porta: era o enfermeiro:
"- Quem tomou os medicamentos pode ir para o quarto..."
13 fevereiro 2012
18 janeiro 2012
15 janeiro 2012
Mimo
O amigo Carlos do blog "Conversas Daqui e Dali" muito me honrou com a atribuição deste selo:
Vindo de quem escreve como escreve, muito me lisonjeia e deixo aqui o meu muito obrigado.
14 janeiro 2012
I rate you! (mission: attack Europe)
"S&P corta rating a nove países, França perde AAA e Portugal passa a “lixo”" in Público
Nós, que já éramos lixo, agora somos ainda mais sujos, porcos e mal-cheirosos, é isso?

Nós, que já éramos lixo, agora somos ainda mais sujos, porcos e mal-cheirosos, é isso?

13 janeiro 2012
Cenas de um casório #2
Enquanto passeava os olhos no Amazon.com ®:
- Olha aí um CD dos ABBA! Por falar nisso, queria que visses comigo o "Mamma Mia".
- Isso é a crise dos 7 anos? Queres acabar com este casamento? Ainda se fosse o "Mamma a minha"...
Depois desse diálogo ficou-me a porra da música na cabeça... mas com uma letra própria:
"Mama a minha,
Faz-me esse favor,
Ma ma
Vais gostar do sabor"
- Olha aí um CD dos ABBA! Por falar nisso, queria que visses comigo o "Mamma Mia".
- Isso é a crise dos 7 anos? Queres acabar com este casamento? Ainda se fosse o "Mamma a minha"...
Depois desse diálogo ficou-me a porra da música na cabeça... mas com uma letra própria:
"Mama a minha,
Faz-me esse favor,
Ma ma
Vais gostar do sabor"
12 janeiro 2012
Mundo perdido
Não quis acreditar quando vi uma entrevista do Conan O'Brien ao filho do José Castelo-Branco e da Beth Frankestein:
Meu pobre mundo nunca mais será o mesmo...
Meu pobre mundo nunca mais será o mesmo...
11 janeiro 2012
Desafi(n)o
Respondendo ao desafio do amigo Johnny, aqui vão as músicas de 2011 que mais "rodaram" pelos meus ouvidos:
1º Everest - Let go
2º Noah And The Whale - L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.
3º Mona - Listen to your love
4º Elbow - 'Lippy Kids'
5º Marisa Monte - "O que você quer saber de verdade"
Não costumo passar os desafios que recebo mas fica a sugestão aos que quiserem fazer este exercício.
1º Everest - Let go
2º Noah And The Whale - L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.
3º Mona - Listen to your love
4º Elbow - 'Lippy Kids'
5º Marisa Monte - "O que você quer saber de verdade"
Não costumo passar os desafios que recebo mas fica a sugestão aos que quiserem fazer este exercício.
08 janeiro 2012
Dia-a-dia
Para o desafio de Janeiro da "Fábrica de Letras" - CRISE

“- Meninos, amanhã queria que trouxessem um trabalho sob o tema “O dia-a-dia”, ok? Pode ser uma composição, um desenho, uma montagem, façam o que quiserem e o que mais gostarem, certo?”
E em coro as crianças responderam um sonoro “tá bem!”, arrumaram as coisas nas mochilas e foram-se apressadas, uma após outra.
Clara ficou preocupada. Pensava em como iria transpor para o papel um tema como “dia-a-dia”. O que quereria a professora que a malta fizesse em torno de um tema tão estranho? Poderia ter escolhido, sei lá, “o que fizemos nas férias” ou “brincadeiras”, mas “dia-a-dia”? Será que ela queria que ela trabalhasse em torno de um dia comum ou do que acontece no mundo actualmente?
Chegou a casa casmurra e foi lanchar.
“- Olá para ti também! Vens tão chateada porquê?”, perguntou a mãe.
“- Olá. A professora quer que nós façamos um trabalho para amanhã e não sei por onde começar”, respondeu.
“- E é sobre o quê mesmo?”
“- Sobre o dia-a-dia!”
“- Ai menina, se o trabalho fosse dado a mim seria tão fácil…”, sussurrou a mãe.
“- O quê?”, perguntou a menina.
“- Nada, nada”, respondeu a mãe a disfarçar, “come e vai para o quarto trabalhar, então”.
Clara chegou ao quarto, deitou as coisas sobre a secretária e… nada. Durante o que restava da tarde pensou no que poderia fazer e népias, nenhuma inspiração, nenhuma lâmpada sobre a cabeça, zero.
“- CLARA, VEM JANTAR!”
A menina sentou-se à mesa desolada. Ficara ao lado do pai como sempre e recebeu, do progenitor, um beijinho na testa.
“- Então, moço, como foi o teu dia”, perguntou a mãe ao senhor da casa.
“- Ó pá, sempre o mesmo dia-a-dia”, respondeu por entre um sopro de desalento.
Clara despertou: “o meu pai disse “dia-a-dia”?”
“- Um gajo só ouve falar de “crise”! Já estou farto, mulher! Isso está como nos dias de inverno: tudo nublado a ameaçar tempestade. Um gajo anda sempre na corda bamba, num emprego que o patrão quer cortar à força toda.”
“- Tem calma, há sempre uma luz ao fundo do túnel”, acalentou a esposa.
“- Já não sei, linda, cá para mim o nosso futuro passa por emigrar, ainda só não sei para onde! Se caio desse emprego aterro no inferninho, não é? Vemos o meu salário voar todos os meses, imagina se ficamos sem ele? Agora só se ouve a troika, tal deus, a mandar em tudo e em todos… humpf”.
“- Anda cá, faço-te um miminhos”.
“- És um anjito…”
Clara saltou da cadeira e correu para o quarto, nem ligou aos chamamentos da mãe para que voltasse para a mesa. Não queria perder a inspiração.
No outro dia quase não tomou o pequeno-almoço. Saiu a correr em direcção ao autocarro com a mochila às costas e uma cartolina azul sob o braço.
Clara chegou à casa radiante. Tinha um sorriso tão grande quanto o daqueles “smiles” amarelos. Vinha de peito feito e quando viu a mãe saiu a correr para lhe contar a boa nova.
“- Mãe, mãe!”
“- Elá, miúda…”
“- A professora gostou imenso do meu trabalho, queres ver?”
“- Calma, calma. Claro que quero ver. Mostra-me”
E Clara, então, estendeu a cartolina azul sobre a mesa.
“- Graças a ti e ao pai consegui arranjar a ideia para o trabalho.”

“- Tive nota máxima: ex-ce-len-te!”, comemorou a menina, "a professora até suspirou!"
"- Pois, pois, como eu a compreendo..."

"Dia-a-dia"
A professora do 3º ano terminou a aula com uma tarefa:“- Meninos, amanhã queria que trouxessem um trabalho sob o tema “O dia-a-dia”, ok? Pode ser uma composição, um desenho, uma montagem, façam o que quiserem e o que mais gostarem, certo?”
E em coro as crianças responderam um sonoro “tá bem!”, arrumaram as coisas nas mochilas e foram-se apressadas, uma após outra.
Clara ficou preocupada. Pensava em como iria transpor para o papel um tema como “dia-a-dia”. O que quereria a professora que a malta fizesse em torno de um tema tão estranho? Poderia ter escolhido, sei lá, “o que fizemos nas férias” ou “brincadeiras”, mas “dia-a-dia”? Será que ela queria que ela trabalhasse em torno de um dia comum ou do que acontece no mundo actualmente?
Chegou a casa casmurra e foi lanchar.
“- Olá para ti também! Vens tão chateada porquê?”, perguntou a mãe.
“- Olá. A professora quer que nós façamos um trabalho para amanhã e não sei por onde começar”, respondeu.
“- E é sobre o quê mesmo?”
“- Sobre o dia-a-dia!”
“- Ai menina, se o trabalho fosse dado a mim seria tão fácil…”, sussurrou a mãe.
“- O quê?”, perguntou a menina.
“- Nada, nada”, respondeu a mãe a disfarçar, “come e vai para o quarto trabalhar, então”.
Clara chegou ao quarto, deitou as coisas sobre a secretária e… nada. Durante o que restava da tarde pensou no que poderia fazer e népias, nenhuma inspiração, nenhuma lâmpada sobre a cabeça, zero.
“- CLARA, VEM JANTAR!”
A menina sentou-se à mesa desolada. Ficara ao lado do pai como sempre e recebeu, do progenitor, um beijinho na testa.
“- Então, moço, como foi o teu dia”, perguntou a mãe ao senhor da casa.
“- Ó pá, sempre o mesmo dia-a-dia”, respondeu por entre um sopro de desalento.
Clara despertou: “o meu pai disse “dia-a-dia”?”
“- Um gajo só ouve falar de “crise”! Já estou farto, mulher! Isso está como nos dias de inverno: tudo nublado a ameaçar tempestade. Um gajo anda sempre na corda bamba, num emprego que o patrão quer cortar à força toda.”
“- Tem calma, há sempre uma luz ao fundo do túnel”, acalentou a esposa.
“- Já não sei, linda, cá para mim o nosso futuro passa por emigrar, ainda só não sei para onde! Se caio desse emprego aterro no inferninho, não é? Vemos o meu salário voar todos os meses, imagina se ficamos sem ele? Agora só se ouve a troika, tal deus, a mandar em tudo e em todos… humpf”.
“- Anda cá, faço-te um miminhos”.
“- És um anjito…”
Clara saltou da cadeira e correu para o quarto, nem ligou aos chamamentos da mãe para que voltasse para a mesa. Não queria perder a inspiração.
No outro dia quase não tomou o pequeno-almoço. Saiu a correr em direcção ao autocarro com a mochila às costas e uma cartolina azul sob o braço.
Clara chegou à casa radiante. Tinha um sorriso tão grande quanto o daqueles “smiles” amarelos. Vinha de peito feito e quando viu a mãe saiu a correr para lhe contar a boa nova.
“- Mãe, mãe!”
“- Elá, miúda…”
“- A professora gostou imenso do meu trabalho, queres ver?”
“- Calma, calma. Claro que quero ver. Mostra-me”
E Clara, então, estendeu a cartolina azul sobre a mesa.
“- Graças a ti e ao pai consegui arranjar a ideia para o trabalho.”

“- Tive nota máxima: ex-ce-len-te!”, comemorou a menina, "a professora até suspirou!"
"- Pois, pois, como eu a compreendo..."
07 janeiro 2012
Electromedicina
O televisor, Mr. Sony, estava esquisito, não se sentia bem; andava chateado e incomodado
Decidiu ir ao electrodoutor.
Chegou ao consultório e começou a falar sobre os seus problemas.
O electrodoutor era um computador experiente, Dr. Norton. Iniciou na lide da electromedicina ainda usava-se o windows 3.1 e o intel 486 era o "must".
O televisor começou a dissertar sobre os seus problemas. Dizia ele que sentia prurido nas partes, principalmente aos fins-de-semana e quando frequentava canais/programas noticiosos de fama duvidosa.
O Dr. Norton, desconfiado do que poderia ser, chamou um colega patologista para uma observação mais aprofundada. Pediu ao doente que se deitasse na marquesa e aguardasse.
O Dr. Zeiss, da especialidade de microscopia, veio em auxílio do Dr. Norton e começou a examinar o doente. O televisor era um espécimen bem dotado (40'') e o Dr. Zeiss teve alguma dificuldade em examinar o aparelho todo. De repente, resmungou um "Hum" e chamou o Dr. Norton.
"-Vês? O problema está aqui."
O Dr. Norton chamou o televisor ao seu gabinete e começou a explicar a situação:
"- Sabe, tenho aqui umas imagens tiradas pelo Dr. Zeiss ao seu queixume. Parece que essa sua promiscuidade trouxe-lhe um pequeno problema, fácil de tratar mas incomodativo qb"
E o Dr. Norton começou a mostrar as imagens.



"- Desculpe-me, Mr. Sony, mas o senhor tem um infestação de chatos. Medico-o com uma dose elevada de "mute" ou, se não for possível, camisinhas "zapping"..."05 janeiro 2012
Cenas de um casório #1
Ando a comer demais. Se calhar terei uma "úrsula" duodenal que me força a comer de 3 em 3 horas (minutos?) ou será mesmo gula. Vai daí, a minha senhora "amanda-me" um:
"- Estás a comer muito. 'Tás a engordar!"
"- Pois é, tento compensar com comida a falta do "amor"."
"- Sabes? É porque gosto de ti gordinho..."
"- Estás a comer muito. 'Tás a engordar!"
"- Pois é, tento compensar com comida a falta do "amor"."
"- Sabes? É porque gosto de ti gordinho..."
31 dezembro 2011
E se os Maias estiverem certos?
Se os Maias estiverem certos:
- Ficaremos sem saber quem será o próximo campeão mundial de futebol;
- Não iremos receber subsídios de férias ou natal (espera lá, não é preciso previsões maias para esta...);
- Faremos a vontade aos socialistas e não pagaremos as nossas dívidas;
- Se o fim do mundo acabar com fogo, o Gaspar procurará aumentar o imposto sobre os produtos pretolíferos;
- Se acabar numa quinta-feira, o pessoal do Estado aproveitará para fazer ponte;
- O PCP dirá que acaba porquê é do interesse do grande Capital;
- O PS dirá que já tinha tentado acabar com o mundo antes no governo Sócas mas tinha sido boicotado pela oposição e que, acabar justo agora, é pura demagogia;
- O CDS não aceitará porque os Maias são pagãos e que viviam à custa do RSI da época, daí terem sido aniquilados pelos espanhóis;
- O Bloco apoiará porque assim acabam as off-shore;
- O PNR irá dizer que os estrangeiros querem ocupar os lugares dos portugueses no processo de acabar com o mundo;
- A SONAE irá vender bilhetes com descontos de 50% em cartão continente enquanto a FNAC cobrará 1€ pela venda dos mesmos;
- Não teremos os aumentos dos impostos e do preço dos bens essenciais previstos para 2013;
- Poderemos prometer que pagamos tudo dentro de um ano;
- A IURD inflacionará o preço dos terrenos no céu;
- O Governo irá tentar vender suas acções de "acabar com o mundo" a investidores chineses, indianos ou azeris;
- em 2013, onde quer que estejamos, estreará um filme, realizado por Roland Emmerich, com o título: "Eu não vos disse?";
- No entanto, se "acabar com o mundo" for entregue à responsabilidade exclusiva de Portugal, com a nossa burocracia, desenrascanso, cunha, compadrio, tachos, recursos, etc, etc, de certeza que o mundo aguenta-se mais, pelos menos, 2359 anos...
Que 2012 vos traga, sobretudo, oportunidades; oportunidades para ganhar dinheiro, para viver bem, para terem filhos (se o quiserem e se fizerem por isso), para dar o salto, para apanhar os touros pelos cornos e, principalmente, oportunidades para se ser feliz (que é o que interessa).
Grande abraço e, pelo menos hoje, não se estraguem...

- Ficaremos sem saber quem será o próximo campeão mundial de futebol;
- Não iremos receber subsídios de férias ou natal (espera lá, não é preciso previsões maias para esta...);
- Faremos a vontade aos socialistas e não pagaremos as nossas dívidas;
- Se o fim do mundo acabar com fogo, o Gaspar procurará aumentar o imposto sobre os produtos pretolíferos;
- Se acabar numa quinta-feira, o pessoal do Estado aproveitará para fazer ponte;
- O PCP dirá que acaba porquê é do interesse do grande Capital;
- O PS dirá que já tinha tentado acabar com o mundo antes no governo Sócas mas tinha sido boicotado pela oposição e que, acabar justo agora, é pura demagogia;
- O CDS não aceitará porque os Maias são pagãos e que viviam à custa do RSI da época, daí terem sido aniquilados pelos espanhóis;
- O Bloco apoiará porque assim acabam as off-shore;
- O PNR irá dizer que os estrangeiros querem ocupar os lugares dos portugueses no processo de acabar com o mundo;
- A SONAE irá vender bilhetes com descontos de 50% em cartão continente enquanto a FNAC cobrará 1€ pela venda dos mesmos;
- Não teremos os aumentos dos impostos e do preço dos bens essenciais previstos para 2013;
- Poderemos prometer que pagamos tudo dentro de um ano;
- A IURD inflacionará o preço dos terrenos no céu;
- O Governo irá tentar vender suas acções de "acabar com o mundo" a investidores chineses, indianos ou azeris;
- em 2013, onde quer que estejamos, estreará um filme, realizado por Roland Emmerich, com o título: "Eu não vos disse?";
- No entanto, se "acabar com o mundo" for entregue à responsabilidade exclusiva de Portugal, com a nossa burocracia, desenrascanso, cunha, compadrio, tachos, recursos, etc, etc, de certeza que o mundo aguenta-se mais, pelos menos, 2359 anos...
Que 2012 vos traga, sobretudo, oportunidades; oportunidades para ganhar dinheiro, para viver bem, para terem filhos (se o quiserem e se fizerem por isso), para dar o salto, para apanhar os touros pelos cornos e, principalmente, oportunidades para se ser feliz (que é o que interessa).
Grande abraço e, pelo menos hoje, não se estraguem...

20 dezembro 2011
Com a palavra, o povão...
Outro dia ouvi um iluminado qualquer dizer que "quem quiser ver o estado no qual esta democracia se encontra, deve ir às caixas de comentários das notícias dos jornais online".
Ora, concordo plenamente.
E hoje, ao ler uma notícia sobre saúde no Diário de Notícias, encontrei esta pérola aplicada ao governo:
"manuel
20.12.2011/22:14
Este governo É igual a uma camisa de vÉnus a camisa de vénus permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de car@lhos e ainda transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, alguém está f@dendo alguém!!!"
Viva a sabedoria popular!
Ora, concordo plenamente.
E hoje, ao ler uma notícia sobre saúde no Diário de Notícias, encontrei esta pérola aplicada ao governo:
"manuel
20.12.2011/22:14
Este governo É igual a uma camisa de vÉnus a camisa de vénus permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de car@lhos e ainda transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, alguém está f@dendo alguém!!!"
Viva a sabedoria popular!
18 dezembro 2011
Vai tu!
"Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados" in Público
Parece que, para alguns, Portugal deixou de ser para os portugueses. Parece que Portugal deixou de poder proporcionar a "felicidade" aos seus filhos. Os nossos governantes apregoam a incompetência do país em assegurar um futuro honesto e confortável a quem nele vive. Confirma-se o buraco no casco da lusa nau e o governo aconselha que se a abandone antes que seja tarde, sob pena de todos terminarem na fila da sopa ou debaixo de uma milionária ponte de uma auto-estrada/SCUT qualquer.
Entristece-me essas perspectivas, principalmente porque já pensei (penso ainda) em me tornar num desses ratos. No entanto, pensei por iniciativa própria, não precisei de um iluminado a dizer que para mim não há hipótese...
Porque não se vão embora eles? Acharia de bom grado que se fossem de uma vez. Passos, Seguros, Jardins, Soares, Cavacos e todos os outros incompetentes que agora clamam pela evasão dos excedentários. Eles que se ponham a andar, tomem essa iniciativa e dêem o exemplo. Vão de low cost para poupar.
Como complemento deste post deixo esta lúdica proposta de "pesquisa de opinião":
Parece que, para alguns, Portugal deixou de ser para os portugueses. Parece que Portugal deixou de poder proporcionar a "felicidade" aos seus filhos. Os nossos governantes apregoam a incompetência do país em assegurar um futuro honesto e confortável a quem nele vive. Confirma-se o buraco no casco da lusa nau e o governo aconselha que se a abandone antes que seja tarde, sob pena de todos terminarem na fila da sopa ou debaixo de uma milionária ponte de uma auto-estrada/SCUT qualquer.
Entristece-me essas perspectivas, principalmente porque já pensei (penso ainda) em me tornar num desses ratos. No entanto, pensei por iniciativa própria, não precisei de um iluminado a dizer que para mim não há hipótese...
Porque não se vão embora eles? Acharia de bom grado que se fossem de uma vez. Passos, Seguros, Jardins, Soares, Cavacos e todos os outros incompetentes que agora clamam pela evasão dos excedentários. Eles que se ponham a andar, tomem essa iniciativa e dêem o exemplo. Vão de low cost para poupar.
Como complemento deste post deixo esta lúdica proposta de "pesquisa de opinião":
14 dezembro 2011
Os 15 segundos de infâmia
Hoje, ao ver o noticiário, vi uma cena que me deixou algo mais perturbado do que já normalmente sou.
Vi uma senhora, com uma pequena menina ao colo, chateada com o nosso (pouco) querido PM.
Com a criança ao colo a senhora gritava impropérios ao digníssimo. Chamou-o cabrão, filho da puta entre outros adjectivos pouco abonatórios.
Com a criança nos seus braços avançou em direcção à polícia que entretanto montara cerco. Escudou-se na menina e foi de encontro ao "muro" então formado. Foi, como é óbvio, afastada com muito pouco carinho.
Então ouviu-se:
"Como é possível, a empurrar uma mãe com uma criança ao colo!"
Tem razão, a pobre mãe: como foi possível tal acontecer? Como foi possível uma mãe usar, de forma tão baixa, uma pobre criança? Como foi possível usá-la como escudo, como arma de arremesso e, por fim, como desculpa para uma uma indignação ignóbil?
Pergunto-me pelo futuro daquela menina. Como pode alguém, em tão tenra idade, absorver tanto ódio e crescer de forma "normal"? Não julgo os motivos que levaram aquela mãe àquele acto mas será que existe desespero, pobreza e revolta que justifique fazer com que uma criatura inocente fique perante um risco desses?
A pobreza material é penosa, mas a pobreza moral é danosa...
10 dezembro 2011
Conversinhas
Os únicos diálogos eloquentes, educativos, responsáveis e transcendentais que tenho tido ultimamente são com o meu filho de 4 meses... sabichão, o gajo!
08 dezembro 2011
Brinquedos de %$#&§
Com duas crianças em casa, o Canal Panda é, obviamente, o que tem mais tempo de antena. Canal virado para a malta mais nova, farta-se de ganhar dinheiro nesta altura do ano com os comerciais de brinquedos. Tudo normal, afinal, do jeito que as coisas estão, todos têm de fazer pela vida.
Assim, hoje, feriado, enquanto a minha menina aguardava pelo próximo boneco animado, fiquei a acompanhar as novas tendências do mercado.
Foi então que percebi que a nova tendência é o nojento, o estranho e, principalmente, o grotesco. Só assim é possível encontrar explicação para estes produtos:
Neste 1º exemplar, um puto, com tendências megalómanas, cria os seus próprios monstros e depois, insatisfeito, aperta-os com as mãos até que o cérebro estoire ou os olhos expludam das órbitas enquanto deita uma gosma verde por tudo o que seja buraco.
Nesta 2ª coisa, o objectivo passa por arrancar o maior número possível de macacos do nariz do boneco e até que lhe salte o pequeno encéfalo (algo maior do que o daqueles que criaram esta treta)! Ganha aquele que mantenha o almoço no estômago.
E para terminar, o melhor (ou pior?):

Para este não encontrei objectivo. Não sei quem ganha, se é o que apanha mais cagalhões (desculpem, mas só me lembro desta palavra para isto), ou o que fica menos borrado, ou o que mantenha os pais casados depois de um deles ter a infeliz ideia de escolher esta porcaria para presente de natal.
E isso são só três exemplos...
Saudades do pião e da bola de berlinde!
05 dezembro 2011
Esmola - repost
Em época de Natal e aproveitando o tema deste mês da "Fábrica de Letras", faço um re-post de um texto de Dezembro de 2008:

Sexta-feira caminhava pela cidade, preocupado em comprar uma prenda de aniversário para a minha "mais-que-tudo". Apressado e olhando para todas as montras, queimava meus (poucos e cansados) neurónios na tentativa de imaginar algo que fosse "simpleszinho mas bonitinho".
Nessa confusão, passei pelos correios e, mesmo ao lado da porta, como um guardião, um senhor de idade e com a mão estendida segurava uma boina virada para o céu. Não dizia nada mas pedia uma esmola.
Passei por ele como um Ferrari passa por um carocha na A1, mas a minha consciência (que carinhosamente chamo de Ofélia), essa senhora da vida que mora na minha mente e não paga renda, picou e moeu a minha cabeça, chamando-me nomes por não ter dado atenção àquela pobre alma.
Defendi-me dizendo que não era o único e que outras pessoas passaram por ele sobranceiras, ignorando-o imperialmente; ela simplesmente mandou-me pró car"#$.
Não sei se existirá "conciêncicídeo", de qualquer forma tal acto teria que passar, inevitavelmente, por um suicídio, o que não me agradou muito naquele momento.
Decidi que se comprasse alguma coisa, em qualquer loja, passaria de propósito à frente do senhor e deitaria, na sua boina, uma quantia qualquer de dinheiro.
Dito e feito, após adquirir algo que fizesse a minha senhora esquecer o erro que cometera há alguns anos, passei pelo homem e "amandei" para a sua protecção capilar duas moedas de 0,20€ que tinha a mais na carteira. As moedas aterraram no chapéu e não bateram em mais nenhuma; as pessoas estavam tão imbuídas de espírito natalício que, na rua, só viam pais-natais, duendes e corninhos de renas.
O homem instantaneamente sorriu um sorriso vazio e disse: "Muito obrigado e um feliz natal!"
Aquilo desconcertou-me e, apesar de ser algo que eu já esperaria que o homem dissesse, foi dito de uma forma incrivelmente verdadeira e agradecida. Algo que, se calhar, não faço todos os dias.
Fez-me muito bem e concluí que, afinal, aquela esmola não foi para ele: foi para mim.

Esmola
Sexta-feira caminhava pela cidade, preocupado em comprar uma prenda de aniversário para a minha "mais-que-tudo". Apressado e olhando para todas as montras, queimava meus (poucos e cansados) neurónios na tentativa de imaginar algo que fosse "simpleszinho mas bonitinho".
Nessa confusão, passei pelos correios e, mesmo ao lado da porta, como um guardião, um senhor de idade e com a mão estendida segurava uma boina virada para o céu. Não dizia nada mas pedia uma esmola.
Passei por ele como um Ferrari passa por um carocha na A1, mas a minha consciência (que carinhosamente chamo de Ofélia), essa senhora da vida que mora na minha mente e não paga renda, picou e moeu a minha cabeça, chamando-me nomes por não ter dado atenção àquela pobre alma.
Defendi-me dizendo que não era o único e que outras pessoas passaram por ele sobranceiras, ignorando-o imperialmente; ela simplesmente mandou-me pró car"#$.
Não sei se existirá "conciêncicídeo", de qualquer forma tal acto teria que passar, inevitavelmente, por um suicídio, o que não me agradou muito naquele momento.
Decidi que se comprasse alguma coisa, em qualquer loja, passaria de propósito à frente do senhor e deitaria, na sua boina, uma quantia qualquer de dinheiro.
Dito e feito, após adquirir algo que fizesse a minha senhora esquecer o erro que cometera há alguns anos, passei pelo homem e "amandei" para a sua protecção capilar duas moedas de 0,20€ que tinha a mais na carteira. As moedas aterraram no chapéu e não bateram em mais nenhuma; as pessoas estavam tão imbuídas de espírito natalício que, na rua, só viam pais-natais, duendes e corninhos de renas.
O homem instantaneamente sorriu um sorriso vazio e disse: "Muito obrigado e um feliz natal!"
Aquilo desconcertou-me e, apesar de ser algo que eu já esperaria que o homem dissesse, foi dito de uma forma incrivelmente verdadeira e agradecida. Algo que, se calhar, não faço todos os dias.
Fez-me muito bem e concluí que, afinal, aquela esmola não foi para ele: foi para mim.
11 novembro 2011
Trocadilhos da bola
Sobre o Portugal X Bósnia de hoje:
- Portugal não jogou uma bósnia;
- Paulo Bento pensou em convocar o Madjer para jogar no areal de Zenica;
- Cristiano Ronaldo jogou mal porque costuma "comer a relva" e isso hoje era algo indisponível ;
- Postiga saiu no 2º tempo depois de se lesionar contra um adversário que estava na apanha da batata;
- Parece que os jogadores aqueceram ao som de "Le Freak" dos Chic, com direito a laser's e coreografias eróticas com as mãos;
- A federação de futebol da Bósnia leiloou a relva ao final do jogo: angariou 3, 52 €;
- Pepe levou um amarelo depois de chamar "filhadaputic" a um adversário;
- Moutinho quase marcava, pena a bola ter desviado numa cenoura;
Terça-feira há mais...

- Portugal não jogou uma bósnia;
- Paulo Bento pensou em convocar o Madjer para jogar no areal de Zenica;
- Cristiano Ronaldo jogou mal porque costuma "comer a relva" e isso hoje era algo indisponível ;
- Postiga saiu no 2º tempo depois de se lesionar contra um adversário que estava na apanha da batata;
- Parece que os jogadores aqueceram ao som de "Le Freak" dos Chic, com direito a laser's e coreografias eróticas com as mãos;
- A federação de futebol da Bósnia leiloou a relva ao final do jogo: angariou 3, 52 €;
- Pepe levou um amarelo depois de chamar "filhadaputic" a um adversário;
- Moutinho quase marcava, pena a bola ter desviado numa cenoura;
Terça-feira há mais...

01 novembro 2011
Azul de vergonha
O que me chateia não é a derrota. O que me chateia não é o facto de perder para uma equipa sem tradições no mundo do futebol europeu. O que me chateia não é perder para uma equipa sem estrelas. O que me chateia não é ficar fora da Champions.
O que me chateia é a arrogância. É o "ôba-ôba". É a prepotência de quem ganha milhões directamente proporcional à falta de humildade e o mal perder. O que me chateia é não ter na equipa um Costa, um Santos, um Pinto, um Barros, alguém portista como eu e que representa as tradições nortenhas. Chateia-me a falta de pressão e luta características dos azuis.
Há alguns dias, um tal Sr. Víctor, que se diz treinador, numa tentativa de jogo psicológico, cuspia no microfone que a sua equipa era a mais forte. Esse mesmo Sr., que tem um plantel de alta qualidade, veio provar que a sua equipa não presta e que não passa de um amontoado de peças soltas sem sentido; veio hoje demonstrar o quão incompetente é a treinar. Mas deixou ainda mais patente a sua incompetência a planear uma época e a sua miopia táctica.
A Champions já lá vai, que a vença o outro clube português. Agora lutamos pela Liga Europa.
O que me chateia é a arrogância. É o "ôba-ôba". É a prepotência de quem ganha milhões directamente proporcional à falta de humildade e o mal perder. O que me chateia é não ter na equipa um Costa, um Santos, um Pinto, um Barros, alguém portista como eu e que representa as tradições nortenhas. Chateia-me a falta de pressão e luta características dos azuis.
Há alguns dias, um tal Sr. Víctor, que se diz treinador, numa tentativa de jogo psicológico, cuspia no microfone que a sua equipa era a mais forte. Esse mesmo Sr., que tem um plantel de alta qualidade, veio provar que a sua equipa não presta e que não passa de um amontoado de peças soltas sem sentido; veio hoje demonstrar o quão incompetente é a treinar. Mas deixou ainda mais patente a sua incompetência a planear uma época e a sua miopia táctica.
A Champions já lá vai, que a vença o outro clube português. Agora lutamos pela Liga Europa.
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