19 março 2012

Prisões

Para a "Fábrica de Letras" e o seu desafio: "Fotografia"



Prisões

… foi então que ele lhe disse: “os índios não gostam de fotografias porque julgam que aprisionam a alma de quem é fotografado”.
“A sério?”, perguntou ela.
“Sim”.
Ela, então, calmamente, abriu a bolsa que trazia a tiracolo, retirou a carteira e, de dentro desta, uma pequena fotografia tipo passe. Segurou a foto numa mão e mirou-a durante alguns segundos. Fechou os olhos, suspirou profundamente e rasgou-a em 4 pedaços. Virou-se para ele e disse:
“Sendo assim, libertei-o para sempre... ou pelo menos em parte” – e perguntou, singelamente – “já agora, diz-me uma coisa, e para os que também estão aprisionados no coração?”.

17 março 2012

Bartender

Há dias em que a banda sonora é...

If I go
Before I'm old
Oh, brother of mine
Please don't forget me if I go

Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground

Oh, and if I die
Before my time
Oh, sweet sister of mine
Please don't regret me if I die

Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground

Bartender, please
Fill my glass for me
With the wine you gave Jesus that set him free
After three days in the ground

I'm on bended knees, I pray
Bartender, please

When I was young, I never think about it
Now I can't get it out of my mind

I'm on bended knees
Father, please

Oh, and if all this gold
Should steal my soul away
Oh, sweet mother of mine
Please redirect me in this gold...

Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground

Bartender, you see
The wine that's drinking me
Came from the vine that strung Judas from the Devil's tree
His roots deep, deep in the ground

In the Ground...

I'm on bended knees
Oh, Bartender, please

I'm on bended knees
Father, please

When I was young, I never think about it
Now I just wanna run and die

I'm on bended knees
Oh, Bartender, please
Bartender, please...



16 março 2012

Desafi(n)o


A Sra Dª Pseudo, do Pseudoblog, teve a amabilidade e a gentileza de me oferecer o selo acima. Tal estampa premeia a criatividade do incauto blogger que o recebe. Premiando-me com esta distinção, a Sra Dª Pseudo revela a sua magnânima inteligência e o seu extremo bom gosto, os quais aplaudo (xô modéstia!).

No entanto, não há bela sem senão, e tenho algumas questões a responder...

Vamos lá, então:

1. Nome da minha música favorita?
Perguntinha difícil. Tenho de dizer duas: Indifference dos Pearl Jam, por, a cada acorde daquele baixo, me transportar para o melhor ano da minha vida; Would - Alice in Chains, por ter a capacidade de me deixar em transe.

2. Nome da minha sobremesa favorita?
Não sei se conta mas adoro afogar triângulos de toblerone branco numa bica sem açúcar.

3. O que me tira do sério?
Falta de educação e "chico-espertismo!.

4. Quando estou chateado?
Sou capaz de ficar um dia inteiro sem falar qualquer palavra que tenha mais do que uma sílaba.

5. Qual o meu animal de estimação favorito?
Deixei de pensar nisso desde que tive consciência que a minha esperança de vida ainda é maior do que a das espécies de estimação, a não ser que pensasse em adoptar um orangotango, um elefante ou uma tartaruga marinha. Penso nisso novamente aos 75 anos.

6. Preto ou branco?
Cinzento?

7. Maior medo?
Tenho 2 filhotes: preciso dizer mais alguma coisa?

8. Atitude quotidiana?
Isso implica rotina, certo? Boring...

9. O que é perfeito?
O mesmo que perfabricado?

10. Culpa?
Muitas... mas não as confesso aqui, ora.



Sete factos aleatórios sobre mim:


1. Falo muito comigo mesmo mas ainda não me conheço por completo; parece que tenho algo a esconder...

2. Não consigo comer durante jogos do meu FCP ou em jogos importantes da selecção;

3. Pratiquei natação durante vários anos mas já não vou à piscina há muito tempo porque sou míope e tenho medo de bater com os cor... pés na borda;

4. Gostaria de conhecer um alien... desde que não fosse o seu almoço;

5. Quero editar um livro algum dia;

6. Gosto de charutos.

7. Tenho uma pequena obsessão pela minha colecção de CD's.



A quem é que ofereço este prémio?

O Selo gostaria de transmitir a todos os companheiros blogóticos da coluna da "concorrência". Porquê? Porque se não fossem criativos eu não me daria ao trabalho de os seguir, né verdade.
Venham por isso surrupiar o selito.



E "prontus", já está. Muito obrigado e boa noite.

15 março 2012

Matrioska

E agora, um pequeno devaneio:

"Numa sala de estar:

- Pois é, amigos, o mundo não é aquilo que vocês pensam mas sim o que vos permitem ver. Isto é tudo um sonho. "Eles" não querem que conheçamos o verdadeiro mundo. Isto que palpamos, que sentimos, que gostamos ou desgostamos, são coisas que nos implantaram na mente. O objectivo é ver como reagimos às diversas situações que nos surgem e estudar, dessa forma, o nosso comportamento.
- Como? Tudo isto é uma miragem? E a família? E as memórias?
- Miragens sim, um cenário onde tu e eu somos actores. A família é “sorte” e matéria de exame. As memórias, no entanto, são verdadeiras e o resultado das nossas vivências, a única coisa em que "eles" não intervêm já que mantém a ilusão.
- Desculpa lá, mas isso não faz sentido. Se esses "eles" existem como é que não os vemos?
- Porque somos infinitamente pequenos perante eles: estão fora do alcance da nossa arcaica visão. É o equivalente nosso de observar uma colónia de bactérias ao microscópio. Vê lá bem que nós nem conseguimos ver o nosso universo por completo e o nosso universo está contido no "deles".
- 'Péra lá, o universo, desde o Big Bang, tem biliões de anos, certo. Nós só surgimos como espécie há pouco mais do que um punhado de milhares de anos. O que fizeram no intervalo?
- No intervalo fizeram testes. Testaram variações do mesmo tema, variações em carbono, nitrogénio, oxigénio, etc, etc. Foram eles os responsáveis pelas grandes extinções, tal e qual um miúdo que destrói o seu castelo de cartas depois de muito tempo e empenho a contruí-lo. Além disso, a nossa noção de tempo não é a mesma da deles, se é que têm uma noção para "tempo". Um exemplo: a mosca da fruta tem uma vida média de 26 dias, será que para ela a sua vida é tão efémera quanto para nós? Talvez os biliões de anos do nosso universo não passem de um segundo noutra esfera.
- 'Tá bem, mas não é o universo infinito?
- Talvez? Será? Se sim, estaria em expansão, não é o que se ouve? No entanto, há uma linha de pensamento que refere que estará em retracção e que contrair-se-á até dar origem a um novo Big Bang. Mas se assim é, o que é que ocupará o espaço deixado pelo nosso universo?
- Simples: vácuo!
- Sim, mas… segundo a teoria quântica de campos, mesmo na ausência total de átomos ou de qualquer partícula elementar, o espaço não pode ser considerado totalmente vazio. O que digo é que o universo não é infinito mas sim deve estar contido noutro: o "deles"; e esse noutro e assim por diante, isso sim é infinito. Podemos comparar às Matrioskas russas. Para mim são os universos paralelos de que tanto falam, só não são é paralelos.
- Então, e nós, temos a nosso cargo algum "universo?
- Já tinha dado o exemplo da colónia de bactérias...
- Ok, tudo bem, mas como serão esses "eles"? São parecidos connosco?
- Voltando às bactérias: elas são parecidas connosco?
- Pois... mas quando criamos alguma coisa tentamos fazer à nossa imagem e semelhança, tal e qual fez Deus, certo? Talvez esses seres de que falas tenham algumas semelhanças connosco.
- Deus? A sério? Depois de tudo o que vos disse ainda acreditam nessa imagem divina? Bem, se encararem os criadores como deuses, tudo bem. Mas, relativamente à imagem e semelhança, lembrem-se que vos falei de várias tentativas anteriores, vários formatos e variações. Talvez a nossa morfologia actual seja a mais indicada para o nosso ambiente. Duvido que o nosso fenótipo se adequaria aos diversos mundos existentes; temos de entrar em linha de conta com as diferenças físico-químicas dos diferentes mundos.
- E a evolução da nossa espécie?
- Upgrades…
- Quer dizer que nada disso é verdadeiro. As nossas guerras, construções, relações, conquistas como espécie, a nossa evolução nada disso importa? E o livre-arbítrio?
- Tal como disse em relação à memória, podemos decidir o que fazer, dentro de determinados limites. Eles permitem os saltos evolutivos e até nos auxiliam no desenvolvimento tecnológico, tudo isso com o intuito de estudar as nossas reacções. Acho que sentem a nossa evolução como uma vitória. Vejam lá, se criam algo que funciona não ficam orgulhosos?
- Orgulho? Então estás a dizer que eles têm sentimentos semelhantes aos nossos?
- Pelo contrário, nós é que os temos semelhantes aos deles. Olhem os exemplos dos robôs que insistimos em criar: tentamos incutir emoções e formas de pensar semelhantes às nossas, não é verdade?
- E fazem-nos o mesmo? Então também odeiam, amam, choram, têm saudade?
- É provável, mas lembro-vos que eles incutiram determinadas bases em nós e depois elas evoluíram num sentido que pode ter sido diferente do deles. Talvez sejam mais compreensivos e inteligentes do que nós - o que não será difícil- e nós evoluímos para um sentido no qual associaram-se a vingança, o ódio, a inveja... talvez seja isso que nos mantém vivos, por mais paradoxal que pareça: talvez tenhamos algo que eles não têm ou que não conheciam e isso faz com que não partam para "outro projecto", se é que me faço entender. Além disso não nos julgam, reitero que somos apenas um projecto científico.
- Epá, isso é fantástico mas… como sabes tudo isso? Já os viste?
- Sim.
- JÁ?! Quando? Onde?
- Ontem à noite vieram ter comigo e contaram-me tudo! Contaram-me sem dizer uma palavra. Custei a entender o que se estava a passar. Tal como vos contei, não são semelhantes a nós nem a nada que alguma vez fora descrito. Incutiram imagens na minha cabeça que fizeram perceber tudo o que vos disse. Mas não fiquei a saber tudo porque quando estavam a mostrar o futuro da humanidade... acordei! Olhem... chatices, é o que é.
- COMO!!! Oh pá, tu és doido...
- Então, mas para estar aqui não temos de o ser todos?

Ouve-se o ferrolho da porta: era o enfermeiro:
"- Quem tomou os medicamentos pode ir para o quarto..."





13 fevereiro 2012

"A volta dos que não foram"



Vamos lá ver se o gajo volta para o seu mundo...

18 janeiro 2012

Também quero!

O meu primeiro post sobre moda:
Também quero uma!!!


Clica na foto
Sugestão do amigo Demogorgon.

15 janeiro 2012

Mimo



O amigo Carlos do blog "Conversas Daqui e Dali" muito me honrou com a atribuição deste selo:



Vindo de quem escreve como escreve, muito me lisonjeia e deixo aqui o meu muito obrigado.

14 janeiro 2012

I rate you! (mission: attack Europe)

"S&P corta rating a nove países, França perde AAA e Portugal passa a “lixo”" in Público


Nós, que já éramos lixo, agora
somos ainda mais sujos, porcos e mal-cheirosos, é isso?




13 janeiro 2012

Cenas de um casório #2

Enquanto passeava os olhos no Amazon.com ®:

- Olha aí um CD dos ABBA! Por falar nisso, queria que visses comigo o "Mamma Mia".
- Isso é a crise dos 7 anos? Queres acabar com este casamento? Ainda se fosse o "Mamma a minha"...


Depois desse diálogo ficou-me a porra da música na cabeça... mas com uma letra própria:

"Mama a minha,
Faz-me esse favor,
Ma ma
Vais gostar do sabor"

12 janeiro 2012

Mundo perdido

Não quis acreditar quando vi uma entrevista do Conan O'Brien ao filho do José Castelo-Branco e da Beth Frankestein:



Meu pobre mundo nunca mais será o mesmo...

11 janeiro 2012

Desafi(n)o

Respondendo ao desafio do amigo Johnny, aqui vão as músicas de 2011 que mais "rodaram" pelos meus ouvidos:

1º Everest - Let go



2º Noah And The Whale - L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.



3º Mona - Listen to your love



4º Elbow - 'Lippy Kids'



5º Marisa Monte - "O que você quer saber de verdade"




Não costumo passar os desafios que recebo mas fica a sugestão aos que quiserem fazer este exercício.

08 janeiro 2012

Dia-a-dia

Para o desafio de Janeiro da "Fábrica de Letras" - CRISE


"Dia-a-dia"

A professora do 3º ano terminou a aula com uma tarefa:
“- Meninos, amanhã queria que trouxessem um trabalho sob o tema “O dia-a-dia”, ok? Pode ser uma composição, um desenho, uma montagem, façam o que quiserem e o que mais gostarem, certo?”
E em coro as crianças responderam um sonoro “tá bem!”, arrumar
am as coisas nas mochilas e foram-se apressadas, uma após outra.

Clara ficou preocupada. Pensava em como iria transpor para o papel um tema como “dia-a-dia”. O que quereria a professora que a malta fizesse em t
orno de um tema tão estranho? Poderia ter escolhido, sei lá, “o que fizemos nas férias” ou “brincadeiras”, mas “dia-a-dia”? Será que ela queria que ela trabalhasse em torno de um dia comum ou do que acontece no mundo actualmente?

Chegou a casa casmurra e foi lanchar.
“- Olá para ti também! Vens tão chateada porquê?”, perguntou a mãe.
“- Olá. A professora quer que nós façamos um trabalho para amanhã e não sei por onde começar”, respondeu.
“- E é sobre o quê mesmo?”
“- Sobre o dia-a-dia!”
“- Ai menina, se o trabalho fosse dado a mim seria tão fácil…”, sussurrou a mãe.
“- O quê?”, perguntou a menina.
“- Nada, nada”, respondeu a mãe a disfarçar, “come e vai para o quarto
trabalhar, então”.

Clara chegou ao quarto, deitou as coisas sobre a secretária e… nada. Durante o que restava da tarde pensou no que poderia fazer e népias, nenhuma inspiração, nenhuma lâmpada sobre a cabeça, zero.
“- CLARA, VEM JANTAR!”

A menina sentou-se à mesa desolada. Ficara ao lado do pai como sempre e recebeu, do progenitor, um beijinho na testa.
“- Então, moço, como foi o teu dia”, perguntou a mãe ao senhor
da casa.
“- Ó pá, sempre o mesmo dia-a-dia”, respondeu por entre um sopro de desalento.
Clara despertou: “o meu pai disse “dia-a-dia”?”
“- Um gajo só ouve falar de “crise”! Já estou farto, mulher! Isso está como nos dias de inverno: tudo nublado a ameaçar tempestade. Um gajo anda sempre na corda bamba, num emprego que o patrão quer cortar à força toda.”
“- Tem calma, há sempre uma luz ao fundo do túnel”, acalentou a
esposa.
“- Já não sei, linda, cá para mim o nosso futuro passa por emigrar, ainda só não sei para onde! Se caio desse emprego aterro no inferninho, não é? Vemos o meu salário voar todos os meses, imagina se ficamos sem ele? Agora só se o
uve a troika, tal deus, a mandar em tudo e em todos… humpf”.
“- Anda cá, faço-te um miminhos”.
“- És um anjito…”
Clara saltou da cadeira e correu para o quarto, nem ligou aos chamamentos da mãe para que voltasse para a mesa. Não queria perder a inspiração.

No outro dia quase não tomou o pequeno-almoço. Saiu a correr em direcção ao autocarro com a mochila às costas e uma cartolina azul sob o braç
o.



Clara chegou à casa radiante. Tinha um sorriso tão grande quanto o daqueles “smiles” amarelos. Vinha de peito feito e quando viu a mãe saiu a correr para lhe contar a boa nova.
“- Mãe, mãe!”
“- Elá, miúda…”
“- A professora gostou imenso do meu trabalho, queres ver?”
“- Calma, calma. Claro que quero ver. Mostra-me”
E Clara, então, estendeu a cartolina azul sobre a mesa.
“- Graças a ti e ao pai consegui arranjar a ideia para o trabalho.”




“- Tive nota máxima: ex-ce-len-te!”
, comemorou a menina, "a professora até suspirou!"
"- Pois, pois, como eu a compreendo..."

07 janeiro 2012

Electromedicina


O televisor, Mr. Sony, estava esquisito, não se sentia bem; andava chateado e incomodado
Decidiu ir ao electrodoutor.
Chegou ao consultório e começou a falar sobre os seus problemas.
O electrodoutor era um computador experiente, Dr. Norton. Iniciou na lide da electromedicina ainda usava-se o windows 3.1 e o intel 486 era o "must".
O televisor começou a dissertar sobre os seus problemas. Dizia ele que sentia prurido nas partes, principalmente aos fins-de-semana e quando frequentava canais/programas noticiosos de fama duvidosa.
O Dr. Norton, desconfiado do que poderia ser, chamou um colega patologista para uma observação mais aprofundada. Pediu ao doente que se deitasse na marquesa e aguardasse.

O Dr. Zeiss, da especialidade de microscopia, veio em auxílio do Dr. Norton e começou a examinar o doente. O televisor era um espécimen bem dotado (40'') e o Dr. Zeiss teve alguma dificuldade em examinar o aparelho todo. De repente, resmungou um "Hum" e chamou o Dr. Norton.
"-Vês? O problema está aqui."

O Dr. Norton chamou o televisor ao seu gabinete e começou a explicar a situação:
"- Sabe, tenho aqui umas imagens tiradas pelo Dr. Zeiss ao seu queixume. Parece que essa sua promiscuidade trouxe-lhe um pequeno problema, fácil de tratar mas incomodativo qb"
E o Dr. Norton começou a mostrar as imagens.




"- Desculpe-me, Mr. Sony, mas o senhor tem um infestação de chatos. Medico-o com uma dose elevada de "mute" ou, se não for possível, camisinhas "zapping"..."

05 janeiro 2012

Cenas de um casório #1

Ando a comer demais. Se calhar terei uma "úrsula" duodenal que me força a comer de 3 em 3 horas (minutos?) ou será mesmo gula. Vai daí, a minha senhora "amanda-me" um:

"- Estás a comer muito. 'Tás a engordar!"
"- Pois é, tento compensar com comida a falta do "amor"."
"- Sabes? É porque gosto de ti gordinho..."

31 dezembro 2011

E se os Maias estiverem certos?

Se os Maias estiverem certos:
- Ficaremos sem saber quem será o próximo campeão mundial de futebol;
- Não iremos receber subsídios de férias ou natal (espera lá, não é preciso previsões maias para esta...);
- Faremos a vontade aos socialistas e não pagaremos as nossas
dívidas;
- Se o fim do mundo acabar com fogo, o Gaspar procurará aumentar o imposto sobre os produtos pretolíferos;
- Se acabar numa quinta-feira, o pessoal do Estado aproveitará para fazer ponte;
- O PCP dirá que acaba porquê é do interesse do grande Capital;
- O PS dirá que já tinha tentado acabar com o mundo antes no governo Sócas mas tinha sido boicotado pela oposição e que, acabar justo agora, é pu
ra demagogia;
- O CDS não aceitará porque os Maias são pagãos e que viviam à custa do RSI da época, daí terem sido aniquilados pelos espanhóis;
- O Bloco apoiará porque assim acabam as off-shore;
- O PNR irá dizer que os estrangeiros querem ocupar os lugares dos portugueses no processo de acabar com o mundo;
- A SONAE irá vender bilhetes com descontos de 50% em cartão continente enquanto a FNAC cobrará 1€ pela venda dos mesmos;
- Não teremos os aumentos dos impostos e do preço dos bens essenciais previstos para 2013;
- Poderemos prometer que pagamos tudo dentro de um ano;
- A IURD inflacionará o preço dos terrenos no céu;
- O Governo irá tentar vender suas acções de "acabar com o mundo" a investidores chineses, indianos ou azeris;
- em 2013, onde quer que estejamos, estreará um filme, realizado por Roland Emmerich, com o título: "Eu não vos disse?";

- No entanto, se "acabar com o mundo" for entregue à responsabilidade exclusiva de Portugal, com a nossa burocracia, desenrascanso, cunha, compadrio, tachos, recursos, etc, etc, de certeza que o mundo aguenta-se mais, pelos m
enos, 2359 anos...



Que 2012 vos traga, sobretudo, oportunidades; oportunidades para
ganhar dinheiro, para viver bem, para terem filhos (se o quiserem e se fizerem por isso), para dar o salto, para apanhar os touros pelos cornos e, principalmente, oportunidades para se ser feliz (que é o que interessa).

Grande abraço e, pelo menos hoje, não se estraguem...



20 dezembro 2011

Com a palavra, o povão...

Outro dia ouvi um iluminado qualquer dizer que "quem quiser ver o estado no qual esta democracia se encontra, deve ir às caixas de comentários das notícias dos jornais online".
Ora, concordo plenamente.
E hoje, ao ler uma notícia sobre saúde no Diário de Notícias, encontrei esta pérola aplicada ao governo:

"manuel
20.12.2011/22:14
Este governo É igual a uma camisa de vÉnus a camisa de vénus permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de car@lhos e ainda transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, alguém está f@dendo alguém!!!"

Viva a sabedoria popular!

18 dezembro 2011

Vai tu!

"Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados" in Público

Parece que, para alguns, Portugal deixou de ser para os portugueses. Parece que Portugal deixou de poder proporcionar a "felicidade" aos seus filhos. Os nossos governantes apregoam a incompetência do país em assegurar um futuro honesto e confortável a quem nele vive. Confirma-se o buraco no casco da lusa nau e o governo aconselha que se a abandone antes que seja tarde, sob pena de todos terminarem na fila da sopa ou debaixo de uma milionária ponte de uma auto-estrada/SCUT qualquer.

Entristece-me essas perspectivas, principalmente porque já pensei (penso ainda) em me tornar num desses ratos. No entanto, pensei por iniciativa própria, não precisei de um iluminado a dizer que para mim não há hipótese...

Porque não se vão embora eles? Acharia de bom grado que se fossem de uma vez. Passos, Seguros, Jardins, Soares, Cavacos e todos os outros incompetentes que agora clamam pela evasão dos excedentários. Eles que se ponham a andar, tomem essa iniciativa e dêem o exemplo. Vão de low cost para poupar.
Como complemento deste post deixo esta lúdica proposta de "pesquisa de opinião":


14 dezembro 2011

Os 15 segundos de infâmia


Hoje, ao ver o noticiário, vi uma cena que me deixou algo mais perturbado do que já normalmente sou.
Vi uma senhora, com uma pequena menina ao colo, chateada com o nosso (pouco) querido PM.
Com a criança ao colo a senhora gritava impropérios ao digníssimo. Chamou-o cabrão, filho da puta entre outros adjectivos pouco abonatórios.
Com a criança nos seus braços avançou em direcção à polícia que entretanto montara cerco. Escudou-se na menina e foi de encontro ao "muro" então formado. Foi, como é óbvio, afastada com muito pouco carinho.
Então ouviu-se:
"Como é possível, a empurrar uma mãe com uma criança ao colo!"

Tem razão, a pobre mãe: como foi possível tal acontecer? Como foi possível uma mãe usar, de forma tão baixa, uma pobre criança? Como foi possível usá-la como escudo, como arma de arremesso e, por fim, como desculpa para uma uma indignação ignóbil?


Pergunto-me pelo futuro daquela menina. Como pode alguém, em tão tenra idade, absorver tanto ódio e crescer de forma "normal"? Não julgo os motivos que levaram aquela mãe àquele acto mas será que existe desespero, pobreza e revolta que justifique fazer com que uma criatura inocente fique perante um risco desses?



A pobreza material é penosa, mas a pobreza moral é danosa...

10 dezembro 2011

Conversinhas

Os únicos diálogos eloquentes, educativos, responsáveis e transcendentais que tenho tido ultimamente são com o meu filho de 4 meses... sabichão, o gajo!

08 dezembro 2011

Brinquedos de %$#&§



Com duas crianças em casa, o Canal Panda é, obviamente, o que tem mais tempo de antena. Canal virado para a malta mais nova, farta-se de ganhar dinheiro nesta altura do ano com os comerciais de brinquedos. Tudo normal, afinal, do jeito que as coisas estão, todos têm de fazer pela vida.
Assim, hoje, feriado, enquanto a minha menina aguardava pelo próximo boneco animado, fiquei a acompanhar as novas tendências do mercado.
Foi então que percebi que a nova tendência é o nojento, o estranho e, principalmente, o grotesco. Só assim é possível encontrar explicação para estes produtos:
Neste 1º exemplar, um puto, com tendências megalómanas, cria os seus próprios monstros e depois, insatisfeito, aperta-os com as mãos até que o cérebro estoire ou os olhos expludam das órbitas enquanto deita uma gosma verde por tudo o que seja buraco.



Nesta 2ª coisa, o objectivo passa por arrancar o maior número possível de macacos do nariz do boneco e até que lhe salte o pequeno encéfalo (algo maior do que o daqueles que criaram esta treta)! Ganha aquele que mantenha o almoço no estômago.

E para terminar, o melhor (ou pior?):







Para este não encontrei objectivo. Não sei quem ganha, se é o que apanha mais cagalhões (desculpem, mas só me lembro desta palavra para isto), ou o que fica menos borrado, ou o que mantenha os pais casados depois de um deles ter a infeliz ideia de escolher esta porcaria para presente de natal.

E isso são só três exemplos...

Saudades do pião e da bola de berlinde!