… foi então que ele lhe disse: “os índios não gostam de fotografias porque julgam que aprisionam a alma de quem é fotografado”. “A sério?”, perguntou ela. “Sim”. Ela, então, calmamente, abriu a bolsa que trazia a tiracolo, retirou a carteira e, de dentro desta, uma pequena fotografia tipo passe. Segurou a foto numa mão e mirou-a durante alguns segundos. Fechou os olhos, suspirou profundamente e rasgou-a em 4 pedaços. Virou-se para ele e disse: “Sendo assim, libertei-o para sempre... ou pelo menos em parte” – e perguntou, singelamente – “já agora, diz-me uma coisa, e para os que também estão aprisionados no coração?”.
A Sra Dª Pseudo, do Pseudoblog, teve a amabilidade e a gentileza de me oferecer o selo acima. Tal estampa premeia a criatividade do incauto blogger que o recebe. Premiando-me com esta distinção, a Sra Dª Pseudo revela a sua magnânima inteligência e o seu extremo bom gosto, os quais aplaudo (xô modéstia!).
No entanto, não há bela sem senão, e tenho algumas questões a responder...
Vamos lá, então:
1. Nome da minha música favorita? Perguntinha difícil. Tenho de dizer duas: Indifference dos Pearl Jam, por, a cada acorde daquele baixo, me transportar para o melhor ano da minha vida; Would - Alice in Chains, por ter a capacidade de me deixar em transe.
2. Nome da minha sobremesa favorita? Não sei se conta mas adoro afogar triângulos de toblerone branco numa bica sem açúcar.
3. O que me tira do sério? Falta de educação e "chico-espertismo!.
4. Quando estou chateado? Sou capaz de ficar um dia inteiro sem falar qualquer palavra que tenha mais do que uma sílaba.
5. Qual o meu animal de estimação favorito? Deixei de pensar nisso desde que tive consciência que a minha esperança de vida ainda é maior do que a das espécies de estimação, a não ser que pensasse em adoptar um orangotango, um elefante ou uma tartaruga marinha. Penso nisso novamente aos 75 anos.
6. Preto ou branco? Cinzento?
7. Maior medo? Tenho 2 filhotes: preciso dizer mais alguma coisa?
8. Atitude quotidiana? Isso implica rotina, certo? Boring...
9. O que é perfeito? O mesmo que perfabricado?
10. Culpa? Muitas... mas não as confesso aqui, ora.
Sete factos aleatórios sobre mim:
1. Falo muito comigo mesmo mas ainda não me conheço por completo; parece que tenho algo a esconder...
2. Não consigo comer durante jogos do meu FCP ou em jogos importantes da selecção;
3. Pratiquei natação durante vários anos mas já não vou à piscina há muito tempo porque sou míope e tenho medo de bater com os cor... pés na borda;
4. Gostaria de conhecer um alien... desde que não fosse o seu almoço;
5. Quero editar um livro algum dia;
6. Gosto de charutos.
7. Tenho uma pequena obsessão pela minha colecção de CD's.
A quem é que ofereço este prémio?
O Selo gostaria de transmitir a todos os companheiros blogóticos da coluna da "concorrência". Porquê? Porque se não fossem criativos eu não me daria ao trabalho de os seguir, né verdade. Venham por isso surrupiar o selito.
- Pois é, amigos, o mundo não é aquilo que vocês pensam mas sim o que vos permitem ver. Isto é tudo um sonho. "Eles" não querem que conheçamos o verdadeiro mundo. Isto que palpamos, que sentimos, que gostamos ou desgostamos, são coisas que nos implantaram na mente. O objectivo é ver como reagimos às diversas situações que nos surgem e estudar, dessa forma, o nosso comportamento. - Como? Tudo isto é uma miragem? E a família? E as memórias? - Miragens sim, um cenário onde tu e eu somos actores. A família é “sorte” e matéria de exame. As memórias, no entanto, são verdadeiras e o resultado das nossas vivências, a única coisa em que "eles" não intervêm já que mantém a ilusão. - Desculpa lá, mas isso não faz sentido. Se esses "eles" existem como é que não os vemos? - Porque somos infinitamente pequenos perante eles: estão fora do alcance da nossa arcaica visão. É o equivalente nosso de observar uma colónia de bactérias ao microscópio. Vê lá bem que nós nem conseguimos ver o nosso universo por completo e o nosso universo está contido no "deles". - 'Péra lá, o universo, desde o Big Bang, tem biliões de anos, certo. Nós só surgimos como espécie há pouco mais do que um punhado de milhares de anos. O que fizeram no intervalo? - No intervalo fizeram testes. Testaram variações do mesmo tema, variações em carbono, nitrogénio, oxigénio, etc, etc. Foram eles os responsáveis pelas grandes extinções, tal e qual um miúdo que destrói o seu castelo de cartas depois de muito tempo e empenho a contruí-lo. Além disso, a nossa noção de tempo não é a mesma da deles, se é que têm uma noção para "tempo". Um exemplo: a mosca da fruta tem uma vida média de 26 dias, será que para ela a sua vida é tão efémera quanto para nós? Talvez os biliões de anos do nosso universo não passem de um segundo noutra esfera. - 'Tá bem, mas não é o universo infinito? - Talvez? Será? Se sim, estaria em expansão, não é o que se ouve? No entanto, há uma linha de pensamento que refere que estará em retracção e que contrair-se-á até dar origem a um novo Big Bang. Mas se assim é, o que é que ocupará o espaço deixado pelo nosso universo? - Simples: vácuo! - Sim, mas… segundo a teoria quântica de campos, mesmo na ausência total de átomos ou de qualquer partícula elementar, o espaço não pode ser considerado totalmente vazio. O que digo é que o universo não é infinito mas sim deve estar contido noutro: o "deles"; e esse noutro e assim por diante, isso sim é infinito. Podemos comparar às Matrioskas russas. Para mim são os universos paralelos de que tanto falam, só não são é paralelos. - Então, e nós, temos a nosso cargo algum "universo? - Já tinha dado o exemplo da colónia de bactérias... - Ok, tudo bem, mas como serão esses "eles"? São parecidos connosco? - Voltando às bactérias: elas são parecidas connosco? - Pois... mas quando criamos alguma coisa tentamos fazer à nossa imagem e semelhança, tal e qual fez Deus, certo? Talvez esses seres de que falas tenham algumas semelhanças connosco. - Deus? A sério? Depois de tudo o que vos disse ainda acreditam nessa imagem divina? Bem, se encararem os criadores como deuses, tudo bem. Mas, relativamente à imagem e semelhança, lembrem-se que vos falei de várias tentativas anteriores, vários formatos e variações. Talvez a nossa morfologia actual seja a mais indicada para o nosso ambiente. Duvido que o nosso fenótipo se adequaria aos diversos mundos existentes; temos de entrar em linha de conta com as diferenças físico-químicas dos diferentes mundos. - E a evolução da nossa espécie? - Upgrades… - Quer dizer que nada disso é verdadeiro. As nossas guerras, construções, relações, conquistas como espécie, a nossa evolução nada disso importa? E o livre-arbítrio? - Tal como disse em relação à memória, podemos decidir o que fazer, dentro de determinados limites. Eles permitem os saltos evolutivos e até nos auxiliam no desenvolvimento tecnológico, tudo isso com o intuito de estudar as nossas reacções. Acho que sentem a nossa evolução como uma vitória. Vejam lá, se criam algo que funciona não ficam orgulhosos? - Orgulho? Então estás a dizer que eles têm sentimentos semelhantes aos nossos? - Pelo contrário, nós é que os temos semelhantes aos deles. Olhem os exemplos dos robôs que insistimos em criar: tentamos incutir emoções e formas de pensar semelhantes às nossas, não é verdade? - E fazem-nos o mesmo? Então também odeiam, amam, choram, têm saudade? - É provável, mas lembro-vos que eles incutiram determinadas bases em nós e depois elas evoluíram num sentido que pode ter sido diferente do deles. Talvez sejam mais compreensivos e inteligentes do que nós - o que não será difícil- e nós evoluímos para um sentido no qual associaram-se a vingança, o ódio, a inveja... talvez seja isso que nos mantém vivos, por mais paradoxal que pareça: talvez tenhamos algo que eles não têm ou que não conheciam e isso faz com que não partam para "outro projecto", se é que me faço entender. Além disso não nos julgam, reitero que somos apenas um projecto científico. - Epá, isso é fantástico mas… como sabes tudo isso? Já os viste? - Sim. - JÁ?! Quando? Onde? - Ontem à noite vieram ter comigo e contaram-me tudo! Contaram-me sem dizer uma palavra. Custei a entender o que se estava a passar. Tal como vos contei, não são semelhantes a nós nem a nada que alguma vez fora descrito. Incutiram imagens na minha cabeça que fizeram perceber tudo o que vos disse. Mas não fiquei a saber tudo porque quando estavam a mostrar o futuro da humanidade... acordei! Olhem... chatices, é o que é. - COMO!!! Oh pá, tu és doido... - Então, mas para estar aqui não temos de o ser todos?
Ouve-se o ferrolho da porta: era o enfermeiro: "- Quem tomou os medicamentos pode ir para o quarto..."
- Olha aí um CD dos ABBA! Por falar nisso, queria que visses comigo o "Mamma Mia". - Isso é a crise dos 7 anos? Queres acabar com este casamento? Ainda se fosse o "Mamma a minha"...
Depois desse diálogo ficou-me a porra da música na cabeça... mas com uma letra própria:
"Mama a minha, Faz-me esse favor, Ma ma Vais gostar do sabor"
A professora do 3º ano terminou a aula com uma tarefa: “- Meninos, amanhã queria que trouxessem um trabalho sob o tema “O dia-a-dia”, ok? Pode ser uma composição, um desenho, uma montagem, façam o que quiserem e o que mais gostarem, certo?” E em coro as crianças responderam um sonoro “tá bem!”, arrumaram as coisas nas mochilas e foram-se apressadas, uma após outra.
Clara ficou preocupada. Pensava em como iria transpor para o papel um tema como “dia-a-dia”. O que quereria a professora que a malta fizesse em torno de um tema tão estranho? Poderia ter escolhido, sei lá, “o que fizemos nas férias” ou “brincadeiras”, mas “dia-a-dia”? Será que ela queria que ela trabalhasse em torno de um dia comum ou do que acontece no mundo actualmente?
Chegou a casa casmurra e foi lanchar. “- Olá para ti também! Vens tão chateada porquê?”, perguntou a mãe. “- Olá. A professora quer que nós façamos um trabalho para amanhã e não sei por onde começar”, respondeu. “- E é sobre o quê mesmo?” “- Sobre o dia-a-dia!” “- Ai menina, se o trabalho fosse dado a mim seria tão fácil…”, sussurrou a mãe. “- O quê?”, perguntou a menina. “- Nada, nada”, respondeu a mãe a disfarçar, “come e vai para o quarto trabalhar, então”.
Clara chegou ao quarto, deitou as coisas sobre a secretária e… nada. Durante o que restava da tarde pensou no que poderia fazer e népias, nenhuma inspiração, nenhuma lâmpada sobre a cabeça, zero. “- CLARA, VEM JANTAR!”
A menina sentou-se à mesa desolada. Ficara ao lado do pai como sempre e recebeu, do progenitor, um beijinho na testa. “- Então, moço, como foi o teu dia”, perguntou a mãe ao senhor da casa. “- Ó pá, sempre o mesmo dia-a-dia”, respondeu por entre um sopro de desalento. Clara despertou: “o meu pai disse “dia-a-dia”?” “- Um gajo só ouve falar de “crise”! Já estou farto, mulher! Isso está como nos dias de inverno: tudo nublado a ameaçar tempestade. Um gajo anda sempre na corda bamba, num emprego que o patrão quer cortar à força toda.” “- Tem calma, há sempre uma luz ao fundo do túnel”, acalentou a esposa. “- Já não sei, linda, cá para mim o nosso futuro passa por emigrar, ainda só não sei para onde! Se caio desse emprego aterro no inferninho, não é? Vemos o meu salário voar todos os meses, imagina se ficamos sem ele? Agora só se ouve a troika, tal deus, a mandar em tudo e em todos… humpf”. “- Anda cá, faço-te um miminhos”. “- És um anjito…” Clara saltou da cadeira e correu para o quarto, nem ligou aos chamamentos da mãe para que voltasse para a mesa. Não queria perder a inspiração.
No outro dia quase não tomou o pequeno-almoço. Saiu a correr em direcção ao autocarro com a mochila às costas e uma cartolina azul sob o braço.
Clara chegou à casa radiante. Tinha um sorriso tão grande quanto o daqueles “smiles” amarelos. Vinha de peito feito e quando viu a mãe saiu a correr para lhe contar a boa nova. “- Mãe, mãe!” “- Elá, miúda…” “- A professora gostou imenso do meu trabalho, queres ver?” “- Calma, calma. Claro que quero ver. Mostra-me” E Clara, então, estendeu a cartolina azul sobre a mesa. “- Graças a ti e ao pai consegui arranjar a ideia para o trabalho.”
“- Tive nota máxima: ex-ce-len-te!”, comemorou a menina, "a professora até suspirou!" "- Pois, pois, como eu a compreendo..."
O televisor, Mr. Sony, estava esquisito, não se sentia bem; andava chateado e incomodado Decidiu ir ao electrodoutor. Chegou ao consultório e começou a falar sobre os seus problemas. O electrodoutor era um computador experiente, Dr. Norton. Iniciou na lide da electromedicina ainda usava-se o windows 3.1 e o intel 486 era o "must". O televisor começou a dissertar sobre os seus problemas. Dizia ele que sentia prurido nas partes, principalmente aos fins-de-semana e quando frequentava canais/programas noticiosos de fama duvidosa. O Dr. Norton, desconfiado do que poderia ser, chamou um colega patologista para uma observação mais aprofundada. Pediu ao doente que se deitasse na marquesa e aguardasse.
O Dr. Zeiss, da especialidade de microscopia, veio em auxílio do Dr. Norton e começou a examinar o doente. O televisor era um espécimen bem dotado (40'') e o Dr. Zeiss teve alguma dificuldade em examinar o aparelho todo. De repente, resmungou um "Hum" e chamou o Dr. Norton. "-Vês? O problema está aqui."
O Dr. Norton chamou o televisor ao seu gabinete e começou a explicar a situação: "- Sabe, tenho aqui umas imagens tiradas pelo Dr. Zeiss ao seu queixume. Parece que essa sua promiscuidade trouxe-lhe um pequeno problema, fácil de tratar mas incomodativo qb" E o Dr. Norton começou a mostrar as imagens.
"- Desculpe-me, Mr. Sony, mas o senhor tem um infestação de chatos. Medico-o com uma dose elevada de "mute" ou, se não for possível, camisinhas "zapping"..."
Ando a comer demais. Se calhar terei uma "úrsula" duodenal que me força a comer de 3 em 3 horas (minutos?) ou será mesmo gula. Vai daí, a minha senhora "amanda-me" um:
"- Estás a comer muito. 'Tás a engordar!" "- Pois é, tento compensar com comida a falta do "amor"." "- Sabes? É porque gosto de ti gordinho..."
Se os Maias estiverem certos: - Ficaremos sem saber quem será o próximo campeão mundial de futebol; - Não iremos receber subsídios de férias ou natal (espera lá, não é preciso previsões maias para esta...); - Faremos a vontade aos socialistas e não pagaremos as nossas dívidas; - Se o fim do mundo acabar com fogo, o Gaspar procurará aumentar o imposto sobre os produtos pretolíferos; - Se acabar numa quinta-feira, o pessoal do Estado aproveitará para fazer ponte; - O PCP dirá que acaba porquê é do interesse do grande Capital; - O PS dirá que já tinha tentado acabar com o mundo antes no governo Sócas mas tinha sido boicotado pela oposição e que, acabar justo agora, é pura demagogia; - O CDS não aceitará porque os Maias são pagãos e que viviam à custa do RSI da época, daí terem sido aniquilados pelos espanhóis; - O Bloco apoiará porque assim acabam as off-shore; - O PNR irá dizer que os estrangeiros querem ocupar os lugares dos portugueses no processo de acabar com o mundo; - A SONAE irá vender bilhetes com descontos de 50% em cartão continente enquanto a FNAC cobrará 1€ pela venda dos mesmos; - Não teremos os aumentos dos impostos e do preço dos bens essenciais previstos para 2013; - Poderemos prometer que pagamos tudo dentro de um ano; - A IURD inflacionará o preço dos terrenos no céu; - O Governo irá tentar vender suas acções de "acabar com o mundo" a investidores chineses, indianos ou azeris; - em 2013, onde quer que estejamos, estreará um filme, realizado por Roland Emmerich, com o título: "Eu não vos disse?";
- No entanto, se "acabar com o mundo" for entregue à responsabilidade exclusiva de Portugal, com a nossa burocracia, desenrascanso, cunha, compadrio, tachos, recursos, etc, etc, de certeza que o mundo aguenta-se mais, pelos menos, 2359 anos...
Que 2012 vos traga, sobretudo, oportunidades; oportunidades para ganhar dinheiro, para viver bem, para terem filhos (se o quiserem e se fizerem por isso), para dar o salto, para apanhar os touros pelos cornos e, principalmente, oportunidades para se ser feliz (que é o que interessa).
Grande abraço e, pelo menos hoje, não se estraguem...
Outro dia ouvi um iluminado qualquer dizer que "quem quiser ver o estado no qual esta democracia se encontra, deve ir às caixas de comentários das notícias dos jornais online". Ora, concordo plenamente. E hoje, ao ler uma notícia sobre saúde no Diário de Notícias, encontrei esta pérola aplicada ao governo:
"manuel 20.12.2011/22:14 Este governo É igual a uma camisa de vÉnus a camisa de vénus permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de car@lhos e ainda transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, alguém está f@dendo alguém!!!"
Parece que, para alguns, Portugal deixou de ser para os portugueses. Parece que Portugal deixou de poder proporcionar a "felicidade" aos seus filhos. Os nossos governantes apregoam a incompetência do país em assegurar um futuro honesto e confortável a quem nele vive. Confirma-se o buraco no casco da lusa nau e o governo aconselha que se a abandone antes que seja tarde, sob pena de todos terminarem na fila da sopa ou debaixo de uma milionária ponte de uma auto-estrada/SCUT qualquer.
Entristece-me essas perspectivas, principalmente porque já pensei (penso ainda) em me tornar num desses ratos. No entanto, pensei por iniciativa própria, não precisei de um iluminado a dizer que para mim não há hipótese...
Porque não se vão embora eles? Acharia de bom grado que se fossem de uma vez. Passos, Seguros, Jardins, Soares, Cavacos e todos os outros incompetentes que agora clamam pela evasão dos excedentários. Eles que se ponham a andar, tomem essa iniciativa e dêem o exemplo. Vão de low cost para poupar. Como complemento deste post deixo esta lúdica proposta de "pesquisa de opinião":
Hoje, ao ver o noticiário, vi uma cena que me deixou algo mais perturbado do que já normalmente sou. Vi uma senhora, com uma pequena menina ao colo, chateada com o nosso (pouco) querido PM. Com a criança ao colo a senhora gritava impropérios ao digníssimo. Chamou-o cabrão, filho da puta entre outros adjectivos pouco abonatórios. Com a criança nos seus braços avançou em direcção à polícia que entretanto montara cerco. Escudou-se na menina e foi de encontro ao "muro" então formado. Foi, como é óbvio, afastada com muito pouco carinho. Então ouviu-se: "Como é possível, a empurrar uma mãe com uma criança ao colo!"
Tem razão, a pobre mãe: como foi possível tal acontecer? Como foi possível uma mãe usar, de forma tão baixa, uma pobre criança? Como foi possível usá-la como escudo, como arma de arremesso e, por fim, como desculpa para uma uma indignação ignóbil?
Pergunto-me pelo futuro daquela menina. Como pode alguém, em tão tenra idade, absorver tanto ódio e crescer de forma "normal"? Não julgo os motivos que levaram aquela mãe àquele acto mas será que existe desespero, pobreza e revolta que justifique fazer com que uma criatura inocente fique perante um risco desses?
A pobreza material é penosa, mas a pobreza moral é danosa...
Os únicos diálogos eloquentes, educativos, responsáveis e transcendentais que tenho tido ultimamente são com o meu filho de 4 meses... sabichão, o gajo!
Com duas crianças em casa, o Canal Panda é, obviamente, o que tem mais tempo de antena. Canal virado para a malta mais nova, farta-se de ganhar dinheiro nesta altura do ano com os comerciais de brinquedos. Tudo normal, afinal, do jeito que as coisas estão, todos têm de fazer pela vida. Assim, hoje, feriado, enquanto a minha menina aguardava pelo próximo boneco animado, fiquei a acompanhar as novas tendências do mercado. Foi então que percebi que a nova tendência é o nojento, o estranho e, principalmente, o grotesco. Só assim é possível encontrar explicação para estes produtos:Neste 1º exemplar, um puto, com tendências megalómanas, cria os seus próprios monstros e depois, insatisfeito, aperta-os com as mãos até que o cérebro estoire ou os olhos expludam das órbitas enquanto deita uma gosma verde por tudo o que seja buraco.
Nesta 2ª coisa, o objectivo passa por arrancar o maior número possível de macacos do nariz do boneco e até que lhe salte o pequeno encéfalo (algo maior do que o daqueles que criaram esta treta)! Ganha aquele que mantenha o almoço no estômago.
E para terminar, o melhor (ou pior?):
Para este não encontrei objectivo. Não sei quem ganha, se é o que apanha mais cagalhões (desculpem, mas só me lembro desta palavra para isto), ou o que fica menos borrado, ou o que mantenha os pais casados depois de um deles ter a infeliz ideia de escolher esta porcaria para presente de natal.