08 janeiro 2016

Possessão

Lavei-me até a alma
Procurando retirar-te de mim,
Limpei-me com ímpeto,
Feri-me, sangrei,
Mas não fiquei limpo.
Mantiveste-te aqui...
 
Não te pedi aqui dentro.
Não desejei-te deste jeito.
Não te quero tão profunda
E tão cravada em meu peito.
Essa possessão eu censuro.

Parece-me que me assombras.
És a minha maldição
(ou será "bendição"?).
És uma entidade sobrenatural
Que me sorve o espírito e o coração. 
Careço, portanto, de esconjuro.

Sem comentários: